sábado, 19 de outubro de 2013

Monsters of Rock 2013 - Dia 1

Após três dias de corre (Sharon CorrEddie TrunkViper), era hora de descansar, certo?! Errado! Enfim era hora de preocupar-se com as bandas que vieram ao Monsters of Rock 2013. As atrações de sábado não me atraíam tanto, decidi ignorar todas. Já as bandas que se apresentariam no domingo mereciam a minha atenção. Como gente como Jonas, cuidadora de idosos etc. estariam atrás do Aerosmith, preferi me concentrar em Whitesnake, Ratt, Dokken e Geoff Tate's Queensrÿche. Buckcherry e as bandas do primeiro dia do festival seriam tratadas como bônus: se conseguir consegui, se não conseguir dane-se!

Este corre consumiu quatro dias de minha vida. No primeiro deles fui de manhã ao aeroporto de Congonhas para tentar acompanhar o desembarque do Whitesnake e do Aerosmith. Infelizmente houve um congestionamento na Av. Washington Luís, o que me fez atrasar um pouco e perder o horário do desembarque. Não perdi muita coisa, pois David Coverdale correu o mais que pôde até a van, sem atender nenhum dos fãs que o esperavam. Broxado pelo atraso, sentei em um dos bancos do aeroporto e vi quando Nicole Bahls passou mais linda do que nunca, em um maravilhoso vestido branco, cercada por fãs que a acompanhavam. Apesar de ainda não ter foto com ela, não me animei a levantar para fazer a tentativa.

De noite fui atrás dos guitarristas do Whitesnake, Doug Aldrich e Reb Beach, que participaram de um workshop com bate papo no EM&T. É claro, foi fácil como tirar doce de criança. Muito acessíveis, tiraram fotos com qualquer um que quisesse, após o término do evento, já em frente ao local.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Viper

As bandas que se apresentaram no Monsters of Rock já estavam em São Paulo, mas eu ainda não havia começado este corre. Era dia de ver uma das bandas nacionais mais importantes para mim, o Viper, pois temos uma longa história em comum. Para que você entenda, terei de retornar a 1984, pouco antes do meu aniversário de 12 anos, quando fiz minha primeira viagem internacional, com a família, aos Estados Unidos. Uma das coisas que comprei por lá foi uma caderneta de autógrafos. Não sei porque comprei, talvez inconscientemente vislumbrasse o que eu viria a ser quase 25 anos mais tarde.

No ano seguinte eu estudava no colégio Nossa Senhora do Sion, em Higienópolis, São Paulo. Um de meus colegas de classe chamava-se Cristiano, que um dia contou que seu irmão Cássio tocava em uma banda. Ele convidou-me para assistir a um ensaio no próprio colégio, eu fui e adorei. Alguns dias depois, fomos a um show do Viper na antiga danceteria Raio Laser, em Moema. Terminou de madrugada, mas sem problemas, a mãe dele me trouxe para casa. Não sem antes eu estrear a caderneta que trouxe da América, pois nela consegui autógrafos de alguns integrantes do Viper.

Na semana seguinte, no intervalo, eu caminhava pelo pátio do colégio, quando o guitarrista Felipe Machado, que também estudava lá, me reconheceu e veio falar comigo, querendo saber o que achei do show. Dois dias depois fui ao correio postar uma carta, e encontrei sem querer Andre Matos fazendo o mesmo. Conversamos um pouco também. Tem noção que conheci o Andre com 14 anos? Felipe tinha 15, Yves 16 e Pit 17. Não me lembro a idade do Cassio Audi, mas deveria ser 13 ou 14 também. Eram os "Menudos do metal".

Com o tempo, aproximei-me muito de todos os integrantes. Passei a ser presença constante nos ensaios, acompanhei outros shows, inclusive aquele do incêndio no teatro do colégio Rio Branco. Realmente tornei-me fã, inclusive criando o primeiro fã clube brasileiro e fazendo anúncios para divulgar a banda em revistas especializadas. Curiosos enviavam cartas querendo saber mais sobre o trabalho, e eu respondia enviando uma fita cassete com a demo tape "The Killera Sword". Se comparado a hoje, eram tempos difíceis, mas bons...

Cássio Audi morava na rua Dr. Brasílio Machado. A duas quadras de distância, na rua Dr. Veiga Filho, em um mesmo edifício moravam os irmãos Yves e Pit Passarel em um apartamento, e Felipe Machado em outro. No prédio imediatamente vizinho, morava Andre Matos. Passei a andar com Felipe e Yves, os via quase todos os dias. Era comum panfletarem próximo à estação Santa Cecília do metrô, entregando aos transeuntes um papel com informações do próximo show. Também íamos frequentemente à Galeria do Rock, onde conversavam com donos de gravadoras independentes, pois sempre sonharam em gravar álbum.

Passei a frequentar o apartamento onde Cássio morava e aprendi as noções básicas de bateria. Isso me levou a procurar aulas, a princípio no Grupo AMA da rua Dr. Gabriel dos Santos, e depois no Conservatório Musical Carlos Iafelice da rua Turiassú. Sim, toquei bateria e tive algumas bandas na adolescência, mas depois me afastei, deixei para lá. Sabe como é, trabalho, namoro...

Essa aproximação com o Cássio meio que me tornou um roadie. Não era nada oficial, a banda nem tinha dinheiro para pagar um, mas diversas vezes ajudei a montar, desmontar e carregar a bateria do Cássio para algum ensaio ou show em São Paulo. Éramos muito jovens, tudo era novidade, tudo era divertido...

Afastei-me dos integrantes do Viper quando decidiram demitir o Cássio - e até hoje não entendo o porquê, ele era ótimo. Me lembro dele quase chorando quando contou sobre a demissão. Entreguei o controle do fã clube para Pit, que foi ao apartamento onde eu morava para pegar as cartas pendentes de resposta. Continuei fã, é claro, mas perdemos o contato completamente. Logo depois a banda lançou o fenomenal Theatre of Fate, até hoje um dos álbuns mais significativos do metal nacional.

Distante do mundo Viper, eu ouvia notícias de que Andre queria sair da banda para fazer faculdade de música. Achei uma idiotisse. Lembro que, quando eu estava com eles, Felipe se afastou por um ano para fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Por que sair? Por que não deixar a banda com um substituto temporário, retornando quando concluir os estudos? Hoje sabemos que Andre logo quis voltar, mas a banda, numa atitude mais idiota ainda, recusou aceita-lo de volta, o que o fez montar o Angra com o Rafael Bittencourt.

O primeiro álbum do Viper sem Andre, Evolution, foi muito bom. Pelo visto muitas músicas ainda eram feitas para a voz de Andre, por exemplo The Spreading Soul Forever, que foi regravada com sua voz décadas depois, quando o vocalista retornou à banda por algum tempo. A partir de então, em minha opinião, o Viper perdeu-se completamente. Primeiro com a mudança de estilo do Coma Rage. Foi um bom álbum, mas não era mais genial como os anteriores. Então veio o desastroso "Tem Pra Todo Mundo". O que foi aquilo?! Por muito tempo simplesmente larguei mão, não queria nem saber mais...

Em minha opinião, se os músicos se levassem a sério, poderiam estar hoje no nível do Helloween, conhecidos mundialmente, fazendo turnês... Felipe sempre preferiu ser jornalista, a guitarra e a banda são apenas hobbies. Yves pulou fora quando recebeu o convite do Capital Inicial, onde poderia ganhar muito mais dinheiro. Pit entregou-se às bebidas e sabe-se la mais o que - na verdade todos sabemos, mas é melhor nem dizer... O único que fez como deveria foi justamente Andre, que morreu reconhecido como o maior vocalista brasileiro de todos os tempos.

Sinceramente gostei do álbum All My Life, a banda acertou muito ao entregar os vocais para Ricardo Bocci e as composições são excelentes, quase como nos velhos tempos, além de demonstrar o amadurecimento musical. Porém, mas uma vez, os integrantes não se levaram a sério e não deram continuidade ao trabalho. Foi apenas um álbum quase que perdido no meio de uma discografia confusa...

Agora era 2012 e Andre estava de volta. Seria ele capaz de salvar o Viper? Eu não sei o que é lenda e o que não é, mas a história diz que, na época em que Andre saiu, a banda estourava na Europa e no Japão. Tudo o que eu queria era ve-los no lugar de onde nunca deveriam ter saído. 

Kevin me chamou para fazer com ele o corre, quando a banda apresentou-se com Andre no Via Marquês. Eu até fui, mas não sei porque não fiquei, talvez não estivesse passando bem mas realmente não me recordo. Um ano se passou e a banda agora tinha uma sessão de autógrafos marcada na Animal Records. Era a oportunidade que eu teria para rever meus ex amigos - ex porque nos afastamos, não porque brigamos. Será que se lembrariam de mim?

Escaneei os antigos autógrafos que sobreviveram, dois do Felipe e dois do Yves, coloquei todos no iPad e fui à Galeria para participar do evento. Levei também o Soldiers of Sunrise autografado por todos, exceto Andre, na época do lançamento.

Antes do evento, encontrei minha amiga Bruna, mais conhecida como Kitty, dando um rolê na própria Galeria com o guitarrista Stevie D. do Buckcherry. Aproveitei para tirar uma foto com ele.

O guitarrista Stevie D. do Buckcherry utilizou meus amigos Alvaro e Bruna como guias enquanto esteve na cidade

Fui então para a fila do evento. Quando chegou minha vez, contei algumas estórias, mostrei os autógrafos, mas não adiantou: absolutamente nenhum deles lembrou-se de mim. Ok, eu era magrelo, usava óculos e cabelo curto, meu apelido era "Loucão". Nem mesmo lembrar fatos da época ajudou... Parecia um bando de idosos com alzheimer, enquanto eu lembrava de cada detalhe...

Felipe observa no iPad o papel que autografou 28 anos antes
Viper: foi a primeira vez que encontrei-me com Hugo Mariutti e Guilherme Martin

Achou que não iria levar uma foto para eles assinarem?! Pena que usaram as canetas do evento e não a minha
Meu Soldiers of Sunrise agora estava completo com a assinatura do Andre

Pit doidão abandonou a sessão de autógrafos antes mesmo de chegar a minha vez. Quando saí decidi procura-lo, mas nem foi difícil pois estava há poucos metros da loja, cercado e assediado por fãs. Me meti na muvuca e consegui foto e autógrafo também. Desta vez, porém, nem disse nada nem mostrei nada. Ficaria para uma outra oportunidade. Missão completa! Agora sim eu poderia pensar em Monsters of Rock.

Pit completou a assinatura que faltava na foto
Pit saiu da loja sem mais nem menos, mas não escapou de atender seus fãs

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Sharon Corr

Conheci Alex, se não me engano, no corre do Mayan em 2011 e fiquei puto com ele porque a banda ficou algum tempo na cidade, e a cada dia ele levava mais e mais pessoas ao hotel, que por sua vez também levavam mais e mais pessoas. Ok, geralmente eram mulheres, mas mesmo assim. Não sei qual era a dele, se pensava que iria comê-las em troca de conhecer a banda, mas é claro que hotel lotado me irritava profundamente.

Se levasse uma ou duas, ok, eu mesmo faço isso de vez em quando, mas estamos falando de um batalhão, até porque quem ele levou sempre acabava falando para mais alguém, que falava para mais alguém... Por outro lado, ele provavelmente também não ia muito com a minha cara. Por mais de uma vez amigos avisaram que falou mal de mim, mas não liguei muito, é o tipo de coisa que acontece o tempo todo no mundo dos corres. Porém, o tempo passou e aconteceu com ele o mesmo que acontece com qualquer um que leva muitas pessoas aos corres: por causa delas, perde-se uma foto importante. É uma dura maneira de aprender a lição, mas extremamente eficiente.

Alex é conhecido por ser grande fã do Nightwish. Chegou a ir à Finlândia apenas para conhecer a terra de uma de suas bandas prediletas e assistir a um show lá. Ele, porém tinha ao menos outras duas paixões musicais: Iron Maiden e The Corrs. Quando foi anunciado o show de Sharon Corr no Brasil, alguns meses antes, pediu minha ajuda. "Eu já era fã de The Corrs antes mesmo de conhecer o Nightwish". Ok, leva-lo não atrapalharia em nada, então aceitei.

Mas nem foi necessário pois Sharon, aproveitando a passagem por São Paulo, promoveu o lançamento do CD "The Same Sun" através de uma sessão de autógrafos na livraria Cultura do shopping Iguatemi. Eu o avisei sobre este evento assim que soube. Ele foi e conseguiu conhece-la, mas ainda assim me dispús a ajudar caso ainda quisesse fazer o corre, no entanto deu-se por satisfeito com a foto conseguida no evento. Esse foi o final de nossas diferenças e o início de uma parceria de sucesso.

Por outro lado, eu e Sheila não passávamos pelos melhores dias no casamento. Ela viajou por uma semana para ver sua família, que mora no Mato Grosso do Sul, e me fez prometer que ficaria quieto em casa, sem fazer corres. Como este era um evento com hora marcada, só chegar e conseguir, e não um corre propriamente dito, fui e ainda pedi para que Sharon autografasse o CD com dedicatória à Sheila, que com certeza é mais fã dela que eu. Ela, no entento, quando ficou sabendo não concordou com a minha tese e me deu uma senhora comida de rabo. 😆


Já que ouvi um monte por fazer "corre", o que decidi fazer? Um corre, é claro! Desta vez, corre secreto, sem ela saber. Sharon é uma gracinha e Marcelo Zava não conseguiu ir ao evento, então me ofereci para acompanha-lo quando fosse vê-la, o que aconteceu no dia seguinte, pois era dia de show. Corre no HSBC (atual Tom Brasil) pode ser simples ou não. Geralmente a van para em frente à entrada lateral que dá direto nos camarins. Porém, se o artista estiver de carro, o portão pode ser aberto para estacionar na única vaga interna, o que torna tudo um pouco mais difícil. Esse não era o caso, pois logo que chegamos vimos a van estacionada em frente ao portão.

Após o show, quando Sharon saiu, a abordamos e foi simpática como na noite anterior. Por algum motivo, o flash da câmera não disparou quando Zava bateu minha foto. Fiquei satisfeito, mas ele não. Decidiu seguir a van para tirar outra foto minha com ela, mesmo eu dizendo que não era necessário. Isso teve um lado bom porque ela estava em um hotel que ainda não conhecíamos, o Novotel São Paulo Morumbi. É sempre uma opção a mais para pensar quando algum artista vier para tocar no HSBC.

Como o inglês de Zava não é bom, eu mesmo a abordei. Bastante constrangido, pois já estava começando realmente a me tornar um perseguidor, expliquei que a foto não ficou boa. Ela não se importou em tirar mais uma. Provavelmente não lembrasse que a vi um dia antes, mas com certeza sabia que a abordei há alguns minutos. Acho chato, é o tipo de coisa que não gosto de fazer, incomodar...

Sharon Corr é simpática, nos atendeu sem problemas ao sair do HSBC
Segunda foto do dia, já no hotel

Minha saga com Sharon Corr neste ano ainda não havia terminado, entretanto. Três dias depois, Sheila retornou da viagem. Era domingo, data do segundo show de Sharon em São Paulo e ela quis fazer o corre. A acompanhei, mas não deixei que Sharon me visse, pois ficaria extramamente constrangido se isso acontecesse. Como Sheila prefere tirar selfie, o que me dispensa de tirar a foto dela, me escondi atrás de uma pilastra e só saí quando ela entrou no hotel.

Eddie Trunk

Eddie Trunk, apresentador do programa "That Metal Show" e lenda do jornalismo de rock, foi escolhido como mestre de cerimônias do festival Monsters of Rock, que aconteceu na Arena Anhembi nos dias 19 e 20 de outubro de 2013. Meus cálculos previam que ele chegaria na véspera do primeiro dia de shows, ou seja, no dia 18. Mesmo assim, eu estava monitorando. Se ele postasse qualquer coisa que indicasse que estava vindo, eu correria para o aeroporto. Como sabia que o Alvaro também queria conhece-lo, faríamos esse corre juntos.

Na noite do dia 15 Eddie tuitou estar a caminho do Brasil. Como eu sabia que viria de Los Angeles, em um voo com aproximadamente 12 horas de duração, calculei, pelo horário da postagem, que o voo correto pousaria em Guarulhos às 09:15hs da manhã do dia seguinte.

A vinda dois dias antes do previsto me pegou de surpresa, admito. Talvez tivesse outras coisas para fazer em São Paulo, talvez quisesse mais tempo para conhecer a cidade, realmente não sei. Mas já que estava a caminho, era hora de "trabalhar". No dia seguinte, acordei cedo. Devo ter saído de casa por volta de 07:00hs, ou até mesmo um pouco antes. Encontrei-me com Alvaro já no aeroporto, e rapidamente nos posicionamos para monitorar quem passasse pelo portão de desembarque. De fãs, apenas nós dois, ninguém mais.

Percebemos que havia um integrante da produção esperando por ele, mas não nos importamos, é normal. Não nos atrapalhou em nada quando Eddie Trunk enfim desembarcou. Fizemos uma abordagem muito educada, foi fácil como roubar doce de criança. Eddie foi muito educado e atendeu numa boa. Eu ainda não tinha feito as fotos para pegar os autógrafos das bandas que viriam ao festival, o que incluía Eddie Trunk. Deste modo, não levei nada para que ele autografasse. No mesmo dia, fez dois tweets onde nos agradeceu por te-lo recepcionado no aeroporto.

Não há problemas em vir mais cedo, Mr. Trunk. Nós recalculamos e te conhecemos do mesmo jeito!
Saudações de São Paulo, Brasil. Acabei de chegar aqui, após um voo de 11 horas. Já conheci alguns fãs no aeroporto
Gostaria de agradecer aos fãs que estiveram no aeroporto brasileiro para me conhecer.
Fantástico! Dia chuvoso aqui, então vou dormir um pouco e sair mais tarde

Assim que postei minha foto com ele no Facebook, Fabi quis saber onde estava hospedado, pois iria ve-lo imediatamente. Como eu tinha outros corres para fazer antes me preocupar com o Monsters, eu a encontrei, depois de revelar as fotos, e deixei com ela a foto do Eddie Trunk, assim já adiantaria o autógrafo. Ela, porém, utilizou uma caneta vagabunda, ficou uma porcaria. 😞

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Skillet

Fiz sozinho o corre do Skillet. Sheila estava no trabalho e nenhum de meus amigos estava interessado em conhecer essa banda. Pra dizer a verdade, eu mesmo nunca tinha ouvido falar. Porém, quando fui pesquisar sobre, assisti a alguns vídeos da baterista Jen Ledger no Youtube, e a achei incrível.

Quando cheguei ao hotel, entretanto, algo inesperado aconteceu. O segurança que acompanhava a banda é o Luciano, meu amigo. Embora tivéssemos nos encontrado antes, minha primeira lembrança dele foi no corre do Within Temptation, no ano anterior. Desde o primeiro dia, ele me disse que eu nunca deveria perguntar nada, e que se perguntasse ele não responderia, mas que sabia que iríamos nos encontrar ainda assim, e que ele jamais me atrapalharia, a menos que houvesse ordem expressa do artista. Assim tem sido por muitos anos.

Logo que cheguei ao hotel, ele me viu e perguntou se eu estava sozinho, eu disse que sim. Ele disse que não iria atrapalhar, mas que a banda dificilmente atenderia. Perguntei porquê, e ele respondeu que os integrantes foram atacados pelos fãs quando entravam para passar som no Carioca Club. Fiquei com cara de "WTF?", enquanto ele explicou que, diferentemente de pessoas civilizadas como eu, os fãs de Skillet combinaram nas redes sociais um desafio, para ver quem seria capaz de encostar nos integrantes da banda, valendo qualquer coisa por esse contato, até mesmo dar voadora nos músicos. E foi exatamente o que aconteceu 😱


Dos 4 integrantes, apenas um escapou ileso. Korey Cooper teve os cabelos puxados, John Cooper foi empurrado contra a van e bateu a cabeça, e Jen Ledger levou uma voadora. Havia um outro vídeo, aparentemente retirado do Youtube, que mostrava claramente a voadora pegando no Luciano, não nela. Ainda assim, ela foi alvo de ataque, todos foram. Em pesquisas na época, descobri que a banda também teve problemas com os fãs em Recife, onde se apresentou antes de São Paulo.

Após a passagem de som, a banda retornou ao hotel, e agora estava prestes a seguir novamente para o Carioca Club, desta vez para fazer o show. Enquanto esperava pela descida dos músicos, observei que Luciano sentou-se em uma escada, cabisbaixo. Eu nunca o tinha visto dessa maneira. Ele olhou para mim e disse algo como "Eu nunca vou entender porquê atacar aqueles que você deveria admirar". Enfim, ossos do ofício.

Quando a banda desceu, me aproximei na maior educação do mundo, bem mais do que a usual, me identificando como fã e perguntando se poderia tirar uma foto com eles. Para minha surpresa, fui muitíssimo bem recebido, eles não se importaram nem estavam assustados como seria de se esperar. Quem tirou as fotos foi Luciano.

John Cooper, Korey Cooper e Seth Morrison
John Cooper (vocal, baixo e teclado), Korey Cooper (guitarra base, teclado) e Seth Morrison (guitarra solo)
Jen Ledger
Jen Ledger, baterista do Skilett

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Iron Maiden

Desta vez sem o Ed Force One, o Iron Maiden veio "fatiado" para São Paulo. Bruce, Steve e Nicko chegaram primeiro, os guitarristas viriam depois. Leo estava determinado a fechar a banda pois, apesar de fazer corres há muito mais tempo que eu, ainda não tinha conseguido encontrar Adrian Smith. E a missão parecia um pouco mais difícil, pois os músicos foram hospedados no Renaissance, um dos piores hotéis de São Paulo no trato com fãs. Leo chegou ao cúmulo de passar sabão no olho para simular conjuntivite, e desta maneira conseguir atestado para fazer o corre sem se preocupar com suas obrigações trabalhistas. Ficou com o olho zuado e ardendo, mas valeu a pena... acho.

Assim que soubemos que metade dos integrantes já estavam em São Paulo, eu o encontrei e seguimos ao hotel. Entramos sem ser incomodados pelos seguranças, nos instalamos em uma mesa próxima ao bar e apenas observamos o movimento. Bruce estava por perto, permanecendo quase o tempo todo sentado em sofás próximos ao bar. Sabendo o quanto o baixinho é chato em relação a abordagens, o deixamos em paz. Nossos alvos prioritários eram Nicko e Steve.

Não vimos sinal de Steve, mas Nicko não demorou a aparecer. Leo o abordou e ele pareceu um pouco incomodado, mas assinou e tirou uma foto. Eu tinha um catálogo do Rock'n'Roll Ribs, o bar que ele tem em Fort Lauderdale, Florida, e queria um autógrafo, mas nem tive chance de pedir. Mal bati a foto do Leo e Nicko ja caminhou apressado para longe, parecia mau humorado. Esta foi a única vez em diversas que o vi que levei naba dele. Nessa noite, nada mais aconteceu.

Nosso plano era ir ao aeroporto na manhã seguinte, para acompanhar o desembarque do voo que chegaria do México. Com certeza os guitarristas estariam nele, o que seria perfeito, pois eu queria mais uma foto com Dave Murray (até hoje tenho apenas uma com ele) e Leo queria abordar Adrian Smith. Entretanto, ainda no hotel, três amigos me enviaram, quase ao mesmo tempo, a mesma foto. Um infeliz postou esta imagem no grupo "Iron Maiden Brasil", o maior de fãs brasileiros no FB.

Eu e Leo cancelamos os planos de ir ao aeroporto. Como conheço Sombra, chefe dos seguranças brasileiros do Iron Maiden, falei com ele e mostrei a imagem. Só imagina o que aconteceria se por algum motivo o pouso adiantasse ou os seguranças atrasassem para chegar ao aeroporto - já vi acontecer com outras bandas - o voo chegaria e o desembarque aconteceria normalmente, com centenas de fãs cantando e berrando. Quem teria que aguentar o mau humor dos músicos no hotel era eu.

Fortaleza 2013, mas em SP poderia ser igual
Até então Sombra estava de boa, descontraído - afinal, apenas eu e Leo estávamos no hotel - mas ficou bastante preocupado e imediatamente acionou Peter Lokrantz, o massagista e segurança do Iron Maiden, que também não ficou feliz ao ver a imagem. Eles convocaram uma reunião com todos os seguranças que iriam buscar os músicos.

Tempos depois, Sombra me disse que não havia fãs e que Adrian, Dave e Janick desembarcaram normalmente como qualquer passageiro, sem nem mesmo utilizar alguma saída especial reservada para esse tipo de situação. Como em um desenho animado, senti a orelhinha de burro crescendo. O voo chegava extremamente cedo em um dia em que a maioria teria que trabalhar. Apesar de ter a informação, os fãs não tiveram coragem de ir ao aeroporto.

Retornei ao hotel com Leo e Sheila no dia seguinte. Desta vez a grana estava curta e não foi possível nos hospedar, como fizemos nas turnês de 2008, 2009 e 2011. Levei o livro "On Board Flight 666" e a intenção era conseguir autógrafos não somente dos músicos, mas também de toda a equipe. Há duas páginas com diversas fotos de integrantes do crew, e eles também fazem parte do Iron Maiden. Não são apenas os seis em cima do palco, todos são de alguma maneira importantes. Por exemplo, Michael Kenney, roadie do Steve Harris que também atua como tecladista, geralmente atrás do palco. Porém, era a "Maiden England World Tour", então tocou à vista de todos em "Seventh Son of a Seventh Son", embora mascarado.

Kenney é um pouco estranho. Em 2009 em Manaus não se incomodou em tirar uma foto comigo. Em 2011, no Rio de Janeiro também não, foto e autógrafo rolaram numa boa. Ainda em 2011, em Belém reclamou para mim e para Bruno "The Crying Man" que estava chateado porque, apesar de ser um dos integrantes mais antigos do Iron Maiden, inclusive tocando com a banda em todos os shows, ninguém sabe quem ele é, ninguém pede fotos e autógrafos, ninguém o assedia. Dois anos se passaram e agora estávamos fumando no fumódromo do hotel, cada um em seu canto. Apenas observei quando alguns fãs que aguardavam na calçada em frente ao hotel se aproximaram e pediram uma foto. Foram solenemente rechaçados: "Eu não sou famoso, eu não sou ninguém! Vá procurar o Bruce Dickinson".

Kenney não é o único relevante. Ashley Groon, por exemplo, tem uma função chamada "set carpinter", é basicamente um faz-tudo, que cuida de cada detalhe do palco. É, por exemplo um dos responsáveis pela troca dos cenários, aqueles panos de fundo, que são diferentes a cada música. Se o Iron Maiden faz um puta show, não apenas musicalmente mas também visualmente, ele com certeza colabora para isso. Cada integrante da equipe tem sua importância. Por isso, eu estava focado em conseguir os autógrafos.

Dentro do hotel, um dos primeiros que abordei foi o tour manager Ian Day, que recusou-se a tirar foto comigo em 2011. Como era somente autógrafo, desta vez não se importou. O mesmo se aplicou à Michael Kenney. Ele estava de mau humor e distribuindo coices nos fãs, mas não se incomodou em rabiscar meu livro. Eu e Sheila observamos que Ashley Groon estava reunido com outros integrantes da equipe no bar do hotel, sentados ao balcão.

Como excursionamos extra-oficialmente com o Iron Maiden em 2009 e 2011, hospedados nos mesmos hotéis, nos tornamos próximos o bastante para que ele soubesse quem somos e aceitasse nossa presença numa boa, pois sabe que não somos o tipo de fã que causa problemas. Nos aproximamos, os cumprimentamos, e pedi pela assinatura de cada um que estivesse nas imagens do livro. Antes de faze-lo, o sempre animado Ashley disse algo como "é a edição brasileira do livro? Nossa, é diferente! Posso ver?". Mas é claro que sim!

Mal deixei o livro com ele quando fui abordado por um inconveniente segurança do hotel, que solicitou que eu e Sheila nos retirássemos. Perguntei por que, recebendo a resposta que "estávamos abordando banda". Fala sério! Ashley nos conhece e não estava nem um pouco incomodado com nossa presença, pelo contrário, estava se divertindo enquanto folheava o livro. Mas o segurança não aceitou nossos argumentos e fez com que nos retirássemos ainda assim.

É por essa e por outras que quando me hospedo neste hotel, faço questão de tratar a equipe de segurança como lixo, porque é o que é. Seguranças folgados e nada educados, não aliviam nem mesmo quando estou hospedado ou quando estou consumindo no bar do hotel. Sem contar o fato de serem incompetentes, pois quando tiveram de lidar com uma ameaça verdadeira à boa fama do hotel, estavam desatentos e deixaram o crime acontecer, durante a estadia do Crashdïet, em 2016.

Leo não foi expulso conosco porque não estava abordando ninguém. Ele não queria, como nós, ver os integrantes do crew. Arrumou um lugar no lobby e ficou lá quieto, o dia todo, na esperança de que Adrian Smith pudesse aparecer. Mas nem sinal dele neste dia. Nem no próximo.

Retornando a nós, do lado de fora, a missão tornou-se bem mais difícil. Com uma xicará de café na mão, Charlie Charlesworth saiu para fumar, e não se importou em falar conosco. Na sequência, vimos Ian "Squid" Walsh, que também não se incomodou em assinar e tirar uma foto. Abordei também a figurinista Natasha de Sampayo, que não quis saber de papo pois já estava trabalhando, entrou na van apressada e partiu rumo à Arena Anhembi. Mas a cereja do bolo ainda estava por vir: o todo poderoso empresário Rod Smallwood saiu para fumar. Tivemos uma longa conversa, uma das melhores que já tive envolvendo alguém relacionado ao Iron Maiden.

Como o vimos em diversas ocasiões anteriores, perguntamos se lembrava de nós. Sua resposta foi negativa, justificando que sempre vê muita gente em muitas cidades, então é difícil lembrar de todos. Quando dissemos que estávamos em Manaus em 2009, pareceu começar a lembrar. Ele comentou o setlist, música por música. Eu já sabia, mas ele estava tão animado que jamais o interromperia. Foi muito amigável. No fim, rolou uma foto incrível conosco.

No fim da tarde, quase anoitecendo, avistei Tony Newton, produtor e engenheiro de gravação, além de baixista do Voodoo Six (hoje em dia também baixista do KK's Priest). Tirei uma foto com ele, mas mesmo com flash a imagem ficou estranha, parte clara, parte escura... Felizmente consegui tirar outra foto com ele em 2018 no Rio de Janeiro, quando veio na turnê do British Lion.

Charlie Charlesworth é técnico de bateria no Iron Maiden
Ian "Squid" Walsh trabalha como técnico de som com o Iron Maiden
O todo poderoso empresário da banda, Rod Smallwood, nos proporcionou um grande momento
Tony Newton, baixista do Voodoo Six e do KK's Priest sempre trabalha com o Iron Maiden como engenheiro de gravação
Ficou bem incompleto perto do que pensei que conseguiria

Eu e Sheila decidimos finalizar. Passamos o dia inteiro de pé em frente ao hotel e percebemos que não conseguiríamos grandes coisas do lado de fora. Não retornei no dois dias em que a banda ainda estava na cidade. Também poderia tentar o corre de outro artista que estava na cidade, Bruce Springsteen, mas sabendo quem estava no corre - os mesmos com quem arrumei a treta gigantesca no ano anterior, incluindo Jonas e a cuidadora de idosos - não animei. Eu não estava com saco para ver gente merda, então me dei folga. Foi um erro, pois Bruce Springsteen é extremamente amigável, ou seja, teria conseguido sem dificuldades. Ele nunca retornou ao Brasil.

Neste dia, Ellen hospedou-se com Aline e Mariana no Renaissance. Elas passaram todo o tempo - tarde, noite, madrugada e manhã do dia seguinte,  uma saga de mais de 24 horas - sentadas próximo à entrada do lounge executive, que era frequentado pelos integrantes do Iron Maiden para tomar café da manhã, beliscar algo à tarde, etc. O sacrifício valeu a pena, pois conseguiram conhecer todos os integrantes. Até então, eu e Sheila fomos os últimos a conseguir ver todos, em 2009, mas precisamos de três cidades para isso, Ellen fez em apenas dois dias (as outras duas não são de corre, então toda a estratégia e plenejamento foi dela).

O que Ellen fez foi simplesmente notável, até porque ela e Aline foram as últimas a conseguir fechar a banda de uma única vez - Mariana não, pois estava tomando banho quando Steve Harris apareceu. Provavelmente ninguém mais conseguirá faze-lo no Brasil, pois a cada vinda o Iron Maiden se torna mais difícil. Imagine então depois do COVID...

Tenho orgulho enorme de saber que fui o "professor" dela, pois não somente aprendeu, como me superou, chegando até mesmo a criar novas técnicas de corre, possibilidades que eu nunca havia pensado. Nesta época, porém, não estávamos nos falando devido à sua aproximação com Jonas, cuidadora de idosos etc. Felizmente voltamos a nos falar - e fazer corres juntos - em 2014.

Relembrando este dia, Ellen conta: "eu e as meninas chegamos ao hotel bem cedo, na véspera do show. Fomos em todas as áreas comuns mas nem sinal dos caras do Iron Maiden. Decidimos então nos concentrar mais no lounge executive. Tão logo chegamos, encontramos Nicko tomando chá. Ele nos atendeu numa boa. No decorrer do dia, ele retornou ao lounge diversas vezes e sempre nos via por lá, então passou a brincar conosco. De noite Steve apareceu para jantar - foi a única aparição dele. Parecia meio cansado, foi bem seco, mas tirou fotos sem nenhuma objeção.

Um pouco mais tarde, Bruce também apareceu para jantar. Não o abordamos, esperamos que terminasse a refeição. Era apenas nós três, mas mesmo assim os seguranças da banda encrencaram conosco. Peter Lokrantz foi um grosso, disse que não era para abordar o Bruce. Nem discuti, não adianta... Esperei o Bruce levantar, percebi que estava meio bêbado. Pedi por favor, juntando as mãos meio que implorando, e ele tirou fotos de boa com nós 3, apesar da cara de bosta dos seguranças. Depois percebemos que tinha um casal disfarçado que também conseguiu. O último que conseguimos nesse primeiro dia foi Janick, que estava mala e tirou as fotos de má vontade.

Encontramos Dave logo cedo, indo pegar algo para comer... foi bem simpático e nos atendeu. Depois do almoço, outros conhecidos se hospedaram também, incluindo Felipe Godoy e Rita, Kevin, Deca... Isso nos preocupou um pouco, pois ainda faltava Adrian Smith, que nem tinha aparecido até então. Já perto da hora de ir ao show, ele enfim foi ao lounge para comer. Segurança do hotel veio encher o saco, mesmo estando todos hospedados. Adrian terminou de comer e atendeu a todos de boa, bem simpático.

No dia seguinte, vi que poderia levar o Leo ao lounge, desde que o registrasse como convidado na recepção. Faltava o Adrian pra ele, e foi justamente quem apareceu por lá. Como na noite anterior, atendeu a todos de boa. Leo ficou bem feliz. Por outro lado, tomou naba do Janick. Bruce também apareceu, mas não tirou fotos com ninguém, o lounge estava bem cheio de fãs naquela manhã".

domingo, 8 de setembro de 2013

Exciter

Em 2013, eu, Sheila e Leo chegamos ao hotel onde estava o Exciter exatamente no momento em que a banda saía para almoçar. Conseguimos fácil fotos com os músicos, mas não havia sinal do vocalista, Kenny Winter. Como queríamos “fechar a banda”, decidimos esperar, para ver se ele aparecia.

John Ricci, então guitarrista do Exciter. Saiu em 2018
Robert "Clammy" Cohen, então baixista do Exciter. Saiu em 2014
Richard "Rik" Charron, então baterista do Exciter. Saiu em 2014

Todos retornaram do almoço, exceto Kenny. Perguntamos a John Ricci onde ele estava e a resposta foi que houve algum problema com a calça que Kenny usaria no show, então ele teve que sair à procura de outra – em pleno domingo.

Os músicos subiram para seus quartos mas, após algum tempo, Clammy desceu e foi à recepção, onde parecia confuso, pois não conseguia se fazer entender pelo recepcionista. Fomos até ele para tentar entender o que se passava e ajudar no que pudéssemos. Ele explicou que queria passar chapinha no cabelo, mas a tomada utilizada no Brasil não era compatível com o aparelho, e o hotel - apenas um 3 estrelas na Avenida Ipiranga - não possuía adaptador para fornecer aos hóspedes. Leo o acompanhou a um mercado próximo para tentar encontrar um. Eu preferi permanecer no hotel pois, se Kenny aparecesse, eu estaria por ali. Resolvido o problema, Ricci e Rik desceram, pois já era hora para a entrevista que Leo agendou diretamente com a banda pelo Facebook, para a rádio Exmera. Ele nos convidou para assistir.


Conforme o tempo passava, mais gente chegava ao hotel para tentar conseguir fotos com a banda: Karina, Sara, Fabi... Quase anoitecendo, ainda não havia sinais do Kenny, então decidimos ir até o Hangar, local do show, pois não sabíamos se ele havia seguido direto para lá. Porém, quando chegamos, encontramos Rik Charron fumando um cigarro na frente do local. Ele nos disse que Kenny não estava lá, que provavelmente ainda estaria no hotel. Voltamos.

Após muito tempo de espera, a porta do elevador se abriu e enfim, era Kenny. Ele estava com cara de quem havia acabado de acordar e foi surpreendido: todo mundo batendo palmas e gritando “aeeeeeeeeeeee!”. Definitivamente, ele não esperava por aquela recepção, mas adorou. Claro que havia eu e Leo mas, fora isso, estava cercado por um monte de mulher querendo tirar fotos.

Kenny "Metal Mouth" Winter, então vocalista do Exciter. Saiu em 2014 

Apesar da espera, foi um dos corres mais legais de todos os tempos. Até hoje somos amigos de Clammy e Kenny no Facebook, e eles interagem conosco, curtindo ou comentando algo de vez em quando – não são como a maioria dos músicos, que até adicionam fãs, mas nunca proporcionam interação.

Infelizmente, essa formação nunca retornou ao Brasil pois, dois anos depois, a banda resolveu reunir o line-up original. É claro que reconheço que a formação clássica é superior, mas foi difícil saber que o Exciter viria ao Brasil sem os amigos que fiz naquele dia. Em 2018, John Ricci decidiu deixar a banda, o que significa que nenhum dos integrantes desta formação está na formação atual. Isso é, no mínimo, bizarro.