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quinta-feira, 14 de abril de 2022

Tarja

A última vez que tirei uma foto com a Tarja foi em 2012. Nos anos seguintes a vi diversas vezes, mas em quase todas levei naba. Em uma das ocasiões ela ofereceu a possibilidade de tirar uma porcaria de uma foto coletiva da qual, é claro, recusei-me a participar. Na última vez, em 2018, era final da madrugada quando eu, Arianne e mais seis fãs a vimos sair do hotel, mas ela recusou-se a tirar fotos. No entanto, chegou em Belo Horizonte e tirou fotos sem problemas com os fãs que a aguardavam no aeroporto. Eu a acho chata. Como será que estaria quando voltasse a fazer shows, pós pandemia?

Para nossa sorte (?), o primeiro show da turnê era em Limeira e o segundo em São Paulo. O humor dela não estaria afetado pela má atitude de outros fãs em outras cidades. Pelo contrário: ela postou um vídeo já no avião, anunciando que estava vindo ao Brasil, e parecia animada. Restava saber se seria ou não pandêmica. Fizemos um esforço extra para vê-la, já que seu vôo chegaria às 04:55hs, ou seja, teríamos que passar a noite no aeroporto, já que não havia outra maneira de chegar, exceto pelos caríssimos táxis, Ubers, 99 etc.

Combinei com a Jess e fomos, acompanhados pela namorada dela, Carla. Pegamos o trem expresso da meia noite na Luz. Sabíamos que haveria outros fãs no aeroporto, com certeza a galera de sempre, mas não combinamos ou assuntamos com mais ninguém. Tão logo chegamos, já encontramos Hanna e Guilherme. Mais próximo da hora do pouso, encontramos Kléber, Letícia e Allan. Todos figurinhas carimbadas de corre da Tarja. A Carla era a única novidade - e mesmo assim foi porque namorava a Jess, não porque é fã de Tarja.

Quando Tarja enfim passou pelo portão de desembarque, continuou em frente rumo às conexões. Fez alguns gestos estranhos - na hora não entendi nada, mas depois descobri que o Renatão da Top Link a esperava um pouco mais à frente, já gravando um vídeo, que ela utilizou no Instagram para promover a turnê.

Todos nos aproximamos, mas mantivemos a distância necessária e o bom corportamento, enquanto ela conversava com o Renatão. Quando, enfim, finalizaram a conversa e caminharam para o carro que já a esperava, nos aproximamos. Foi aí que as coisas começaram a dar errado: Renatão nos disse que ela estava com medo de pegar COVID, e pediu para colocarmos as máscaras, que não são obrigatórias em São Paulo em ambientes externos e internos. Contrariado, coloquei, mas não gostei nada disso. Os autógrafos rolaram numa boa, ela autografou tudo o que levamos sem chiar, mas não queria tirar fotos. 

Renatão sugeriu que tirássemos uma foto coletiva. Geralmente eu não participo de uma patifaria dessas, mas como fiquei de pegar autógrafos para dois amigos, era melhor participar.

Kleber foi o único que não aceitou participar de uma patifaria dessas, mas ele pode ser visto ao fundo conversando

Jess ficou especialmente indignada, disse que mais tarde iria ao hotel para conseguir uma foto "decente". Mesmo que fosse uma foto pandêmica, ao menos seria uma foto somente ela e Tarja. Eu a aconselhei a não ir, mas vocês sabem como é a Jess. Eu, ela e Carla tomamos o trem expresso das 06hs e nos separamos na Barra Funda. Fui para casa, mas a coitada da Carla ainda teria que trabalhar o dia todo, e Jess foi leva-la ao serviço. 

Quando cheguei em casa, vi que a Tarja postou uma foto da janela do hotel, o que me fez ter a certeza que ela estava no Gran Estamplaza da rua Arizona. Um pouco mais tarde, ainda fui ao CT do Palmeiras conseguir algumas assinaturas. Só depois disso dormi um pouco. Quando acordei, me enviaram o vídeo que o Renatão fez no aeroporto - e eu apareço no final.

Jess enviou uma mensagem dizendo que a Tarja foi na Kiss FM. Geralmente eu saberia disso, mas estava cansado demais para saber. É claro que Tarja, que morre de medo de pegar vírus, não se importou nem um pouco em tirar a máscara na Kiss. Nós podemos passar vírus para ela, mas os locutores e outros funcionários da rádio não, pois são imunes. Hipócrita do caralho, como qualquer pandeminion!


Enquanto o metal raíz, representado pelo Exciter - tira fotos sem máscara numa boa, no metal Nutella querem te obrigar a usar máscara mesmo sem ser obrigatório pelos governos locais. Agora entendo porque o Tuomas a demitiu do Nightwish, eu faria a mesma coisa se fosse chefe dessa pandêmica hipócrita.

Jess contou que sete fãs foram ao hotel e levaram naba. Tem coisas que nunca mudam, a chatisse da Tarja é uma delas!

A bem da verdade, se você completou a vacinação e continua usando máscara, você é um imbecil. Se vacinou por que, se não confia na vacina?


É claro, também, que Paulo Baron e o Rafael Bittencourt são imunes ao vírus. Somente os fãs podem transmiti-lo.

domingo, 2 de setembro de 2018

Tarja

Diga o que quiser, não mudo a minha opinião: a Tarja é chata! Eu a encontrei em 2011, no Rock in Rio, e em 2012, em São Paulo, quando consegui as duas fotos que tenho com ela. Depois a vi em 2013, quando ela veio a São Paulo para participar do show do Angra. Vi quando ela desembarcou em frente ao Manifesto Bar, carregando Naomi, a filha quase recém-nascida, no colo. É claro que não a abordei, seria pedir para tomar naba!

Em 2014, não fui ao aeroporto, pois o risco dela trazer Naomi e não atender ninguém seria imenso. Foi exatamente o que aconteceu, quem foi se deu mal. No hotel, atendeu apenas Myla, uma fã realmente fanática, que a acompanhava em diversas cidades e até mesmo outros países, e que Tarja já conhecia e tratava como amiga.

Em 2015, deixou Naomi em casa. Quem foi ao aeroporto de Guarulhos na chegada se deu bem, mas na saída, 8 fãs a aguardavam no aeroporto de Congonhas. Ela aceitou tirar somente foto coletiva. É claro que eu e Carlos nos recusamos a participar. 

Aliás, que merda é essa de foto coletiva?! Será que Tarja se incomodaria de vender ingresso coletivo (um compra, mas 8 vão show)? Que tal álbum coletivo? Um compra, 8 recebem. Em minha opinião, salvo raras exceções, foto coletiva é coisa de artista que não respeita seus fãs. Ela espera que cada um de nós compre seus materiais oficiais (CDs, DVDs, etc), vá ao show, mas na hora da foto, é foto coletiva?! Vai se fuder! 

Em 2017, mais uma vez ela atendeu na chegada à São Paulo, no aeroporto. Eu tentei somente em outra ocasião, e estava no hotel quando ela chegou após o show em Piedade. Apenas 8 fãs a aguardavam, ela entrou sem atender ninguém.

Em 2018, era hora de tentar novamente. Dois dias antes, eu estava com Arianne em Santiago, no Chile, mas retornamos a São Paulo. No dia seguinte, fiz o corre do Paradise Lost. Quanto à Tarja, o jeito seria tentar na saída do hotel para o aeroporto. Como Arianne também queria conhece-la, madrugamos, chegamos ao hotel às 06:00hs. Novamente, apenas 8 fãs a aguardavam. O pessoal da banda atendeu numa boa. Eu só tirei com Timm Schreiner, o baterista que substituiu Mike Terrana. Ele era o único com quem eu ainda não tinha foto.


Quando Tarja saiu do hotel para entrar na van que a levaria ao aeroporto, os fãs chamaram por ela, que olhou, pensou e desculpou-se, alegando que não estava bonita para tirar fotos. No entanto, poucas horas depois, tirou com todos os fãs que a aguardavam no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Até parece que foi ficando mais bonita no caminho...

Para mim, essa negativa beirou o desrespeito. Ela deveria por a mão na consciência e entender que muitos ali passaram a noite em frente ao hotel, sem dormir, apenas para ter uma oportunidade de conhece-la. Eu tenho mais respeito por um artista mala que jamais tira foto com ninguém, do que por artistas como a Tarja, que tiram fotos quando querem, então acabam tirando com uns, e com outros não. Fala sério, essa foi a quarta vez consecutiva que saí de minha casa para ve-la e voltei de mãos vazias... Chata do caralho!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sonata Arctica

Logo após o corre bem sucedido do Peppino di Capri no aeroporto de Guarulhos, eu e Carlos atravessamos a cidade rumo ao hotel Golden Tower, onde estava hospedada a banda Sonata Arctica, que se apresentava a noite no Aquarius Rock Bar. Não me recordo ao certo como sabíamos o hotel, mas o fato é que a banda estava muito longe do local do show.

O Golden Tower já foi o hotel padrão para as bandas que se apresentavam no Carioca Club. Quando os produtores passaram a hospeda-las lá, por volta de 2011, era uma maravilha. Entrávamos e aguardávamos em uma sala em frente aos elevadores, sentados confortavelmente nos sofás e navegando no wi-fi, que não é cobrado e não tem senha. Quando fazíamos isso, estávamos em no máximo 4 ou 5 pessoas, e todos sabíamos como nos comportar.

Com o passar do tempo, a informação se espalhou entre os fãs comuns, então tornou-se normal que grandes grupos de fãs saíssem do show diretamente para o hotel. Entravam e se comportavam como se ainda estivessem no show, falando alto, com latas de cerveja na mão, sentando nos sofás que eram destinados aos hóspedes. Quando há poucos fãs e muitos lugares para sentar, não há problema, mas quando hóspedes começam a ficar de pé porque os sofás estão todos tomados pelos fãs, a história muda. É claro que mais cedo ou mais tarde daria problema, e deu. Depois de três ou quatro anos, a entrada de fãs foi proibida.

Eu e Carlos, no entanto, nunca vimos problema em aguardar fora do hotel, então quando chegamos, foi o que fizemos. Estéfano logo se juntou a nós. Não demorou muito para que Tommy Portimo saísse falando ao celular. Sem perceber nossa presença, sentou em um canto e continuou a conversar. É claro que não o abordamos, não era a hora certa. 

Quando ele desligou, olhou para nós e veio falar conosco, sem que fosse necessário chama-lo. Assinou tudo o que tínhamos e tiramos fotos com ele. O segundo a aparecer foi Henrik Klingenberg, que também nos atendeu numa boa, mas minha foto com ele ficou totalmente tremida. Na hora não percebi, então ele retornou ao hotel. Sem problemas, quando a banda saísse para o show eu o abordaria novamente.

Tommy Portimo, baterista do Sonata Arctica
A primeira foto com Henrik não ficou boa, então essa foi uma das raras ocasiões em que abordei o mesmo músico 2 vezes

Os caras do Sonata, se abordados em uma boa hora (no relato de 2010, há um ótimo exemplo do que é uma abordagem em hora ruim), não se importam de interagir com os fãs. Exceto Tommy, todos são mais na deles, caladões, especialmente Tony Kakko. Isso não é problema, para nós o importante é conseguir fotos e autógrafos. Algum tempo depois, começou a anoitecer e todos os integrantes, um a um, saíram e nos atenderam de boa.

Abordei Henrik novamente, expliquei que a foto ficou ruim, e ele não se importou em tirar outra
Como não fiz o corre do Sonata em 2014, esta foi a primeira vez que encontrei o baixista Pasi Kauppinen
Elias Viljanen, guitarrista do Sonata Arctica
Tony Kakko é um gigante no palco, grande front man, mas fora dele é calado até demais

Nosso dia, em tese, ainda não havia terminado, pois havia um terceiro corre. A vocalista Tarja Turunen, ex Nightwish, também estava na cidade. Infelizmente a foto que mandei fazer para ela autografar ainda não estava pronta. Carlos seguiu para o Hilton, e eu retornei para a loja onde revelo as fotos, próxima de casa. Ao saber que ainda não estava pronta, desisti de encontrar com Carlos e Jessica.

Não deveria ser um problema, já que eu tinha uma amiga que jurava que era da produção da Tarja e que me colocaria em frente à vocalista se eu a acompanhasse ao show em Piedade (SP). Esse foi um dos grandes arrependimentos da minha vida, porque a foto de Carlos com Tarja foi a mais linda que já vi. Ela estava feliz, sorridente, bem diferente da mala que encontrei diversas vezes a partir de 2012 e jamais consegui tirar uma foto com ela novamente.

Tarja com Carlos, em um dia onde Carlos fez 3 corres bem sucedidos: Peppino di Capri, Sonata Arctica e Tarja

terça-feira, 20 de maio de 2014

ReVamp

Apesar de já integrar o Nightwish há dois anos, Floor Jansen ainda trouxe sua própria banda, ReVamp, ao Brasil uma vez. Sem conseguir repetir o sucesso do After Forever, Floor desfez a banda pouco tempo depois, dedicando-se somente ao Nightwish, que é o que realmente lhe dá dinheiro e prestígio. Como sempre, os mesmos fãs de metal sinfônico foram ao aeroporto para recepciona-la. É um pessoal bacana, que sabe fazer a abordagem numa boa, sem tumultuar. Quando cheguei, já próximo do horário de pouso do voo que trazia a banda, ainda consegui um bônus, a atriz e apresentadora Antonia Fontenelle.

A novidade para este corre foi a presença de Renato, alguém que eu só conhecia pelo Facebook, mas que soube conversar na maior humildade, dizendo que gostaria de conhecer apenas algumas poucas vocalistas de metal, perguntando se eu o ajudaria. Bom, esta foi sua primeira experiência. Se ele aprontasse, terminaria ali. Se desse certo, eu continuaria ajudando a conseguir quem ele queria, porque a maioria delas não são inacessíveis.

Algum tempo depois, os integrantes desembarcaram, acompanhados apenas pelo gente finíssima produtor holandês Eric de Haas, da Dynamo. Os fãs, é claro, tentaram a abordagem, mas Floor disse que estava atrasada para a passagem de som e que atenderia a todos, desde que acompanhássemos a banda até a van - e isso significa atravessar todo o aeroporto pela área externa. Ok, isso não foi um problema, exceto para uma menina bem conhecida nos corres por ser ansiosa e desesperada. Ela não entende inglês, então não compreendeu o que Floor disse, interpretando como "Floor não quer atender". Durante o trajeto, caminhando, sacou o celular e tentou forçar uma selfie. Floor parou de empurrar seu carrinho de bagagem e explicou novamente, na maior educação, que tiraria fotos somente quando chegássemos à van.

Assim que voltou a caminhar, a infeliz tentou forçar novamente a selfie. Mais uma vez, Floor parou e explicou, mas seu tom de voz estava um pouco mais duro. Pela terceira vez a menina tentou novamente. Tomou um tapão no celular, que caiu ao chão. Eu deveria ter começado a filmar antes, mas iniciei uma gravação somente a partir daí. Se ela tentasse novamente e algo ainda mais inusitado acontecesse, ficaria registrado pra eternidade. Porém, não tentou mais. O vídeo a seguir está tremido, pois eu estava caminhando, mas o que importa é o áudio, onde eu e Karina comentamos sobre o que tinha acabado de acontecer.


Assim que chegaram onde a estava a van, Floor cumpriu a promessa e atendeu a todos, assim como a banda, incluindo a menina chata do celular. Renato passou no teste: tirou apenas foto com a Floor e nem quis saber dos demais integrantes.

Jord Otto, guitarrista do ReVamp
Arjan Rijnen, guitarrista do ReVamp
Henk Vonk, baixista do ReVamp
Matthias Landes, baterista do ReVamp
Ruben Wijga, tecladista do ReVamp
Aproveitei para tirar uma foto também com Eric de Haas, que no futuro se tornou um amigo

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nightwish

A primeira vez em que o Nightwish veio ao Brasil desde que comecei a fazer corres foi em 2008 - quando eu nem sabia ainda que fazia corres. Nesse ano conheci apenas integrantes do Iron Maiden e o Paul Di'anno. Logo, nem ao menos cogitei tentar conhecer o Nightwish, quando a banda apresentou-se em novembro.

Em 2010, Marco Hietala apresentou-se no Blackmore Rock Bar com sua banda secundária, Tarot, e até pensei em ir para conhece-lo e tirar uma foto. Porém, por algum motivo relacionado ao trabalho, não consegui ir e tive que me contentar em aguardar pela próxima oportunidade.

Dois anos depois, em agosto, foi anunciado que o Nightwish viria ao Brasil para três apresentações em dezembro, em Porto Alegre (9), Rio (10) e São Paulo (12). Essa é uma banda que, até então, eu não havia prestado atenção, embora fosse uma das prediletas de muitos dos amigos que frequentavam o que eles mesmos chamam de corres góticos. Na verdade, são corres de metal sinfônico, mas ok. Logo, eu iria ao corre apenas pelo critério da "figurinha nova", já que não tinha foto com nenhum dos integrantes.

Certa noite, ao chegar do trabalho, Sheila perguntou se eu queria ir ao show do Nightwish. Explicou que descobriu que a empresa que trabalhava comprava ingressos de eventos para presentear funcionários que se destacavam. Todas as opções musicais oferecidas eram ruins, e a única que poderia interessar era essa, por isso a pergunta. Mesmo sem conhecer a banda direito, aceitei imediatamente. Na noite seguinte, ela já chegou em casa com os ingressos na mão.

Era difícil fazer as fotos para os integrantes das bandas autografarem, pois não havia nenhum local próximo de casa que fizesse a revelação no tamanho e padrão que eu precisava. Como não tenho carro, recorria à boa vontade da minha mãe para ajudar com uma carona, mas eu não ficaria enchendo o saco dela para isso a cada show que fosse anunciado. Portanto, era comum, no início de cada mês, irmos ao Extra Anhanguera, que possuía serviço de revelação de fotos, e eu já mandava fazer as fotos de todas as bandas anunciadas no mês anterior. Logo, no começo de setembro, a foto foi revelada com a vocalista Anette Olzon na formação.

No final do mesmo mês, Anette passou mal e não pode se apresentar com a banda no show de Denver (EUA). Os integrantes optaram por substituí-la por Alissa White-Gluz (então vocalista do The Agonist) e Elize Ryd (Amaranthe). Aparentemente seria uma solução temporária, mas Anette não ficou feliz com o fato do show não ser cancelado e reclamou publicamente. Isso, aliado ao inconformismo dos fãs, que desde a demissão de Tarja, consideravam que Anette nunca esteve à altura da vocalista anterior, levou à sua substituição definitiva por Floor Jansen.

Fiquei em uma sinuca de bico: deveria mandar fazer novamente a foto com Floor Jansen, ou levar a que já estava pronta para que todos, menos Floor, assinassem, conseguindo o autógrafo de Anette em outra ocasião, quando ela viesse com outra banda ou projeto? Como já tinha o autógrafo de Floor, optei pela segunda alternativa. Entretanto, quase dez anos se passaram e até hoje Anette não conseguiu manter-se musicalmente relevante para que algum produtor brasileiro se interessasse em traze-la.

No final de semana anterior à apresentação em São Paulo, eu estava ocupado fazendo corre de tenistas. Astros do esporte como Roger Federer, Maria Sharapova, Serena Williams e Jo-Wilfried Tsonga, entre outras estrelas, faziam uma turnê para mostrar aos fãs brasileiros um pouco de suas habilidades dentro das quadras. Esse foi um corre que fiz completamente errado: a ideia era conhecer Federer e a gatíssima Sharapova, os outros eu mal sabia quem eram, pois não acompanho o esporte. Entretanto, embora todos estivessem em São Paulo desde quarta-feira, iniciei o corre dois dias depois, e consegui conhecer somente Victoria Azarenka, então número um do mundo no feminino.

No sábado, a intenção era estar livre para ir ao aeroporto e encontrar com a banda já na conexão de São Paulo para Porto Alegre. Entretanto, como os objetivos do corre de tênis estavam longe de ser alcançados, decidi permanecer onde estava para continuar tentando, e encontrar com a banda somente quando os músicos retornassem a São Paulo.

Jess deu uma passada no Renaissance, o hotel onde os tenistas estavam, não me recordo se apenas para me dar um "oi" ou para tentar tirar foto com alguém. Seja qual fosse seu motivo, eu lhe daria um melhor para abandona-lo. Discretamente, a chamei em um canto e disse para ir ao aeroporto, pois o Nightwish passaria por lá no começo da tarde. Sua cara de espanto foi impagável:

- Hoje?!

- Hoje!

- Mas você tem certeza??? O show é só na semana que vem...

Isso é um pouco chato, você dá uma informação valiosa como essa na maior boa vontade, mas ainda precisa explicar, porque mesmo quem fazia corres não era capaz de entender como funcionavam os voos de conexão. Ainda assim, ela me ouviu e conseguiu encontrar com a banda, que a atendeu numa boa. 

Desde o corre do Evanescence, quando Jess se decepcionou com sua maior inspiração de vida, Amy Lee, precisava de um novo ídolo, e não foi difícil optar por Floor Jansen. Antes mesmo do ocorrido com Amy, ela montou uma fan-page do ReVamp, e enviou uma despretenciosa mensagem para Floor no Facebook da banda. Inacreditavemente, a vocalista não apenas leu, como respondeu, e assim se iniciou um ciclo de amizade e idolatria que perdura até hoje. Todas as vezes que Floor vem ao Brasil, Jess tem atenção especial e acesso facilitado.

2012 foi um ano difícil, em que realmente aprendi a fazer corre e tornei-me um hunter de verdade, capaz de descobrir hotéis quase sem ajuda. Fazer isso no ritmo em que eu fazia era extremamente cansativo. Era dezembro, fiz isso o ano inteiro e achava que merecia um descanso. Portanto, pedi para Jess perguntar o hotel à Floor, assim eu não precisaria, mais uma vez, "me virar nos 30".

Por outro lado, a irmã de Alvaro namorava o produtor do show, o holandês Eric de Haas. Isso fazia com que ele fosse "cunhado" de Eric, tivesse certa proximidade, e conseguisse informações privilegiadas, como a vez em que fomos ao aeroporto duas semanas após a saída do Symfonia do Brasil, pois a banda passou em São Paulo em uma conexão que jamais seríamos capazes de imaginar. Também pedi para que ele conseguisse essa informação.

Os dias se passavam e nada da informação chegar. Jess dizia que Floor conversava sobre praticamente qualquer assunto com ela, mas que não diria o hotel em que a banda ficaria, nem mesmo se ela perguntasse. Para ser honesto, me pareceu mentira. Alvaro dizia que sua irmã e Eric estavam brigados, e que ele não teria "cara" para pedir nada. Por isso, decidi fazer corre no aeroporto, não no hotel.

Sheila se aventurava na fabricação de sabonetes artesanais para tentar conseguir uma renda extra. Não recordo exatamente o porquê, mas quando comentei que o Nightwish viria, ela decidiu fazer sabonetes especiais para Floor, com o nome da vocalista, além de múltiplas cores e aromas. Como estaria no trabalho no horário da chegada da banda, me incumbiu de presentea-la em seu lugar.

No dia em que a banda retornou a São Paulo, encontrei-me com Laari no começo da tarde e ficamos conversando sobre corres, músicas etc. até chegar o horário de seguir ao aeroporto. O Nightwish sempre atrai muitos fãs e, como previsto, havia ao menos 25 à espera. Isso felizmente não foi um problema para a banda atender a todos. Até Emppu, que tem fama de ser chatinho com os fãs, estava relativamente de bom humor.

Floor Jansen, vocalista do Nightwish
Marko Hietala, então vocalista e baixista do Nightwish. Saiu da banda em 2021
Emppu Vuorinen, guitarrista do Nightwish
Jukka Nevalainen, baterista, foi afastado por problemas de saúde em 2014. Sua saída oficial foi anunciada em 2019
Tuomas Holopainen, tecladista do Nightwish
Troy Donockley era músico convidado, mas passou a integrar a banda oficialmente ao final da turnê

Após passar pelo portão de desembarque e sair para a área externa, os músicos já começaram a atender, mas esse processo foi interrompido porque a produção avisou que seria necessário atravessar todo o aeroporto até a área onde as vans tem autorização para estacionar. Os músicos interromperam o atendimento, mas prometeram retomar, atendendo quem faltasse quando chegasse lá. Eu já havia conseguido foto com todos, mas alguns fãs ainda não. Fãs e banda caminharam juntos. No caminho, Wesley posicionou-se atrás de Floor e tirou uma foto da bunda dela. Acho que ele tem foto da bunda de todas as vocalistas de metal, mas temos que admitir: embora as européias não sejam exatamente conhecidas por esse motivo, Floor tem um belo rabo. Enquanto isso, apressei o passo para chegar onde ficam as vans. Quando Floor passou, mostrei os sabonetes, dizendo que tinha um presente para ela, que pareceu ficar encantada.

Infelizmente não gostei de minha foto com Marco Hietala. Foi tirada contra a luz, não ficou legal. Então, fui obrigado a descer de meu orgulho, fazendo algo que definitivamente não costumo: pedir ajuda. Enviei mensagem para todos que poderiam saber de alguma coisa, desde fãs e hunters, até produtores. A essa altura, eu e Laari já estávamos a caminho do Hilton, onde eu desconfiava que a banda poderia ficar. Foi quando chegou a resposta de um amigo improvável, produtor de shows do Rio de Janeiro: a banda estava no Unique. Imediatamente descemos do ônibus e tomamos outro, que nos deixaria na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde fica o hotel. Avisei a Sheila, que ficou de nos encontrar quando saísse do trabalho. Quem sabe ela conseguisse foto com a Floor, além de receber pessoalmente os agradecimentos pelos sabonetes?

Pouco depois que Sheila chegou, estávamos em frente ao hotel, quando apareceu Diego e Jess. Me senti duplamente traído. No ano anterior, quando o Mayan veio ao Brasil, Diego me implorou por ajuda, e eu ajudei. Assim que descobri o hotel, passei imediatamente a informação para ele. Jess, por sua vez, foi ainda pior: fiz um esquema todo especial para tentar coloca-la em frente à Amy Lee, e consegui, não importa o quão decepcionante foi o encontro. A ajudei com o Nightwish há poucos dias e ela disse que não sabia o hotel e que Floor não falaria. Como diabos, então, estava na minha frente, se ela em tese não tinha informação, levando em conta de que a banda tinha acabado de chegar à cidade???

Nos últimos meses, eu havia brigado com umas 20 pessoas que fazem corres, estava excluindo geral da minha vida. Dois a mais, dois a menos, não fazem diferença... E foi assim que eu e a Jess deixamos de nos falar por um ano e meio. Com o Diego, nunca houve retorno. Ouvi dizer que ele disse que não me avisou porque queria ter o momento dele com a banda. É justo. Mas quando foi necessário me pedir ajuda, pediu. Definitivamente não preciso de amigos assim!

Apenas Hietala apareceu para interagir com os pouquíssimos fãs que estavam em frente ao hotel. Era quem eu queria, mas Sheila ficou sem conhecer a Floor. Pena...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tarja

Assim que cheguei ao aeroporto de Congonhas para fazer o corre da Tarja, observei algo interessante: de costas, parecia que a Floor Jansen estava esperando por ela. É claro que não era a Floor, aliás na época Floor nem ao menos era cotada para substituir Anette no Nightwish. Era apenas uma mulher alta com cabelo que lembrava um pouco, mas ainda assim foi engraçado.

Havia uma movimentação anormal de repórteres, todos com câmeras e luzes prontas para alguém que estava prestes a desembarcar. Só descobri porquê quando o Santos desembarcou. A maioria dos jogadores deu entrevistas e/ou atendeu os fãs. Apenas Neymar passou que nem um raio, correndo com um monte de repórter atrás. Bizarro!
Foi o melhor que pude fazer, ele passou correndo, muito rápido. Nem parece o morto que é dentro de campo

Quando Tarja Turunen finalmente desembarcou, não me preocupei muito, pois já tinha conseguido a foto com ela no ano anterior, então fui direto no Mike Terrana. Eu ainda não havia engolido o fato de ter perdido a foto quando ele já estava posando comigo, no ano anterior. Ele disse que atenderia, mas somente quando chegássemos na van. Ok, fomos andando e conversando, atravessamos todo o aeroporto, foi um longo percurso.

Marcelo Cabuli, o marido de Tarja, que é conhecido por ser chato com os fãs, estava bonzinho nesse dia, ele mesmo tirou minha foto com sua esposa. Eu deveria ter pedido para tirar uma foto com ele também. Bem ou mal, faz parte da história, assim como Yoko Ono, que separou os Beatles, ou Gloria Cavalera, responsável pela treta que praticamente acabou com a maior banda brasileira de todos os tempos, o Sepultura. Cabuli foi o principal responsável pela demissão de Tarja do Nightwish, então merece uma foto também. Ficou pra próxima.

Tarja, a segunda maior mala entre as vocalistas femininas, também estava boazinha nesse dia
Mike Terrana, então baterista da Tarja. Saiu da banda em 2014
Alex Scholpp, guitarrista da Tarja
Kevin Chown, baixista da Tarja
Max Lilja, violoncelista conhecido por seu trabalho com o Apocalyptica, é músico de turnê de Tarja desde 2007

sábado, 12 de março de 2011

Tarja

A ex vocalista do Nightwish, Tarja Turunen, se apresentou em São Paulo. Embora fosse uma foto interessante, eu estava mais interessado em conhecer o baterista, Mike Terrana. A banda estava hospedada no Blue Tree Berrini (que posteriormente passou a ser Prodigy e, em nova mudança de nome, Transamerica). Conforme os músicos deixavam o hotel e entravam na van que os levaria ao show, ignorei a todos, mantendo o foco em Terrana. Quando ele saiu, Jonas o abordou.

Eu tirei a foto dele, mas na minha vez, um segurança da produtora impediu. Já estávamos posando, mas Jonas se enrolou com a câmera, então o segurança disse que estavam atrasados e praticamente arrastou Terrana para a van. Durante muito tempo fiquei puto com esse cara. Não precisava daquilo, apenas mais 3 segundos e a foto rolaria. No entanto, o reencontrei em diversas oportunidades depois disso e ele sempre foi legal. Acho que estava em um dia ruim, sei lá.

Tarja não saiu com a banda. Talvez tivesse ido antes ao local do show. De qualquer modo, fiquei inconformado que um corre aparentemente tão fácil teria que durar bem mais que o esperado, então decidi me hospedar, já que seria necessário esperar pela banda após o show. Mais tarde, Sheila chegou para passar a noite comigo no hotel.

Após o término do show, muitos fãs apareceram e estavam esperando pela banda na porta do hotel. Eu estava hospedado e poderia aguardar dentro, mas havia muitos amigos e conhecidos fora, então fiquei ali, conversando com eles e fumando.

Quando a van chegou, houve um esquema especial. Não vi nada parecido nem mesmo com artistas muito maiores, como Paul McCartney ou Iron Maiden. O motorista praticamente colou a van na porta, impedindo que os fãs tivessem acesso aos músicos. Sobraram pequenos espaços laterais, que foram preenchidos por seguranças do hotel. Eles não permitiram a entrada de ninguém, nem mesmo de quem estava hospedado. A van permaneceu ali por alguns minutos, até que Tarja tomasse o elevador, após atender poucos fãs dentro do hotel. Quando consegui entrar, todos já haviam subido.

Já era duas e meia da manhã e eu estava cansado, então decidi subir para dormir um pouco. Imaginei que nada aconteceria antes das sete horas, então configurei um alarme para acordar nesse horário. Kevin que, como eu, não conseguiu nada, passou a noite na frente do hotel, já que não estava hospedado desta vez.

Quando acordei, tomei banho, me vesti e desci. Estava tudo quieto demais. Nenhum fã aguardava pela banda. Então, verifiquei o celular, que estava repleto de mensagens e chamadas não atendidas. A banda saiu as 05:30hs e Kevin tentou me avisar, mas não conseguiu, porque meu celular estava no silencioso. Ele entrou e pediu para um funcionário da recepção ligar no meu quarto, mas ele se recusou devido ao horário. Infelizmente, este corre foi apenas perda de tempo e dinheiro.