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domingo, 2 de junho de 2019

Avantasia e a saga de Alisa com Andre Matos

A última vez em que encontrei Andre Matos foi no corre do Metal Singers, uma turnê organizada pela produtora Open The Road, reunindo vocalistas de metal para apresentar sucessos de suas carreiras, finalizando com uma jam onde todos participam. Na ocasião, Blaze Bayley, Udo Dirkschneider, e Doogie White vieram em um voo de Santiago. O quarto vocalista, Andre, não desembarcou. Avistei Silvio, o dono da produtora, e perguntei onde estava Andre. Ele respondeu que não havia passagens para todos, então viria no próximo voo.

Como já tenho diversas fotos com ele, normalmente eu finalizaria o corre e iria para casa. Entretanto, seria a primeira vez que Arianne conseguiria encontra-lo, após duas tentativas frustradas, então eu e Carlos aguardamos com ela pela chegada do voo seguinte. Após passar pelos procedimentos alfandegários, Andre saiu pelo portão de desembarque. Logo nos avistou e percebeu que o abordaríamos, então já veio falar conosco.

Arianne tem uma amiga russa, Alisa, que sempre perguntava quando Andre faria um show em seu país. Toda sem graça, pediu permissão para gravar um vídeo com ela perguntando e ele respondendo. Depois de legendar em inglês, enviou o vídeo para a amiga. Obs: a versão abaixo não contém legenda.

Seis meses se passaram e Arianne perguntou se eu me importaria se Alisa ficasse alguns dias em casa conosco. O único problema é a total falta de estrutura para receber hóspedes. Quando eu morava com a Sheila, tínhamos um quarto apenas para essa finalidade, mas onde moro com Arianne é uma casa pequena, com apenas quarto, cozinha, banheiro e um corredor, onde fica o computador.

Não temos cama extra e nem ao menos um colchonete para colocar no chão se vier alguém. Logo, respondi que se Alisa não se importassse em dormir conosco na cama - que é King, enorme - e com os gatos (tínhamos 15, e quase todos também eram acostumados a dormir na cama), por mim estaria ok.

No dia em que Alisa desembarcou em Guarulhos, Arianne foi recepciona-la no aeroporto. Eu não fui, pois Arianne preferiu que eu as encontrasse na estação Barra Funda, apenas para levar uma mala "pesada". As duas tomariam um ônibus para o Rio de Janeiro, onde Alisa faria turismo por alguns dias. Sim, ela veio ao Brasil com o único objetivo de ver Andre Matos, mas turistar um pouco para aproveitar a longa viagem também não seria má ideia. Elas foram e retornaram dois dias depois.

Na madrugada seguinte, às 02:00hs, chegaria o voo trazendo o Avantasia ao Brasil. Eu não estava muito preocupado com o corre, pois havia apenas uma nova integrante com quem eu ainda não tinha foto, a vocalista Adrienne Cowan, que veio em substituição à Amanda Somerville, que meses antes decidiu não excursionar nesta turnê. Conseguindo foto com ela, por mim já estaria bom. Claro que é sempre bom conseguir com todos, mas não fazia questão absoluta. A grande missão nesse final de semana seria mesmo colocar Alisa em frente ao Andre.

Devido ao horário de chegada do voo, ir a Guarulhos automaticamente nos condenava a passar o resto da noite no aeroporto, até que o trem voltasse a circular. Alisa e Arianne me acompanharam, embora não estivessem muito interessadas em conseguir fotos com nenhum dos integrantes. Na correria, esqueci de verificar se a câmera estava com cartão - e não estava - então o jeito foi tirar as fotos com o celular de Arianne.

Tobias Sammet foi o primeiro a passar pelo portão de desembarque. Em 2016 havia muitos fãs no aeroporto, e todos os músicos atenderam numa boa, exceto Tobias. Três anos se passaram, e agora estava mais bonzinho, pois já saiu atendendo. Na sequencia, abordei os sempre simpáticos e gente boa Geoff Tate e Eric Martin, além de Oliver Hartmann. Por fim, consegui quem eu queria: Adrienne ficou muito surpresa com a abordagem. Acho que pensou não ser importante em meio a tantos grandes nomes. Foi muito simpática, então fiz questão de dizer que estava ali apenas para ve-la, sendo retribuído com um sorriso lindíssimo.

Desta vez Tobias não se escondeu e atendeu todo mundo
Geoff Tate é sempre absurdamente legal e atencioso com os fãs
Eric Martin é outro que parece nunca ter um dia ruim. Oliver Hartmann também não se incomodou em tirar foto
Por fim, conheci meu grande alvo deste corre: a vocalista Adrienne Cowan. Pena que foi foto de celular
Mais uma vez, o Photoshop falando alto em uma foto promocional

O segurança brasileiro que recepcionou os músicos estava, como sempre, um pouco babaca. Eram pouquíssimos fãs - principalmente se comparado a 2016 - mas ainda assim ele enchia o saco. Como já tinha conseguido com quem eu queria, preferi finalizar as abordagens para não estressar desnecessariamente. Toda vez é a mesma palhaçada quando esse cara trabalha. Ele nos conhece, sabe o que queremos (foto e autógrafo), sabe que nossa abordagem é sempre a mais rápida possível e mesmo assim faz questão de atrapalhar... É difícil...

Quando a banda se foi, Alisa deitou-se em um banco no terminal 2 e cochilou um pouco. Arianne a acompanhou, ficando acordada para garantir que ninguém a incomodasse ou tentasse roubar. O aeroporto pode ter tipos bem estranhos de madrugada. Por minha vez, fiquei na área externa do terminal, fumando e conversando com outros fãs/hunters que, como nós, ficaram presos no aeroporto: Kleber e Ju Marmitt.

Ao amanhecer, quando o trem voltou a funcionar, pensei que retornaríamos para casa para dormir um pouco, mas Alisa tinha outros planos, que incluiam seguir direto para o Espaço das Américas, para garantir um dos primeiros lugares na fila. Mas que russa xarope! Eu fico péssimo quando não durmo, nem consigo curtir o show direito...

No caminho, expliquei como Andre chegaria ao local, e qual era o portão por onde ele entraria na casa de shows, mas ela alegou que não sairia da fila, pois não queria perder o lugar privilegiado, bem em frente ao palco. Mais uma vez: que russa xarope! Ela tinha ingresso de pista Premium, qual seria o problema se assistisse ao show um pouco mais para trás?! Mesmo que não fosse na primeira fileira, ainda assim seria próximo ao palco. Mas é fã, né? E fã é sempre imbecil, diria Regis Tadeu. Sem muita alternativa, Arianne a acompanhou.

Segui para casa, onde deitei e peguei no sono. Fui acordado no começo da tarde, quando Arianne apareceu para tomar banho e descansar um pouco, já que Alisa havia se enturmado com o pessoal da fila. Ela me disse que houve a comercialização de meet & greet do Shaman, e que Alisa sabia disso, mas não comprou porque achava que ficar por apenas um momento ao lado de Andre seria insuficiente, além do fato de não querer perder o lugar na fila. Contou também que, no Rio, Alisa pagou 600,00 para fazer um voo de asa delta - então falta de dinheiro para pagar o meet estava completamente descartada, não comprar o meet foi uma escolha deliberada.

A única chance dela encontrar Andre, então, seria na saída, mas com certeza ela se recusaria a deixar o local antes do final do show para tentar encontra-lo. Andre participou em dois momentos, o primeiro como vocalista da banda de abertura, Shaman, e o segundo cantando "Reach Out For the Light" como convidado do Avantasia. Esta, entretanto, não era a última música do setlist. Pelo contrário: era a oitava, de 23. E se cantasse e fosse embora?! Eu precisava impedir que isso acontecesse!

Portanto, eu e Arianne fomos para o Espaço das Americas assim que deu o horário do início do show do Avantasia. Quando chegamos, entretanto, aparentemente a participação de Andre ja havia acontecido. Ficamos no estacionamento do lugar e, pouco antes do fim do show, vimos quando Ricardo Confessori saiu da casa e colocou pratos em seu carro. Me aproximei e perguntei se ele sabia se o Andre ainda estava no local, mas ele respondeu que já tinha ido. Inacreditável! A menina veio diretamente de Moscou apenas para conhecer Andre e retornaria sem conhece-lo - embora, em muito, por sua própria imbecilidade de fã.

Quando o show terminou, nos encontramos com Alisa e retornamos para casa. No dia seguinte, segunda-feira, ambas tentaram encontrar uma maneira de contatar Andre para verificar se seria possível encontra-lo rapidamente em algum lugar apenas para uma foto e autógrafo. Enviaram e-mail para a assessoria que, é claro, jamais foi respondido. Como o retorno de Alisa a Moscou seria no dia seguinte, começaram a planejar a volta dela ao Brasil, em alguns meses, apenas para encontra-lo. Eu simplesmente não acreditava no que via: houve tantas chances para ve-lo, mas ela desperdiçou cada uma delas!

Na terça-feira ela embarcou para Paris, onde fez conexão para Moscou. Chegou na quarta-feira. Três dias depois, a notícia da morte de Andre chocou o mundo. Sem querer, ela assistiu muito de perto à última performance de Andre em um palco. E perdeu, para sempre, a oportunidade de conhece-lo. É o que sempre digo: show é legal, mas acaba em duas horas. A foto é para sempre!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Helloween

Após retornar do Rio de Janeiro, eu e Luciana nos hospedamos no ibis budget São Paulo Morumbi, chegamos por volta das 15:30 hs. A ideia era tomar um banho rápido e passar na Galeria do Rock, onde eu compraria uma camiseta do Metallica para usar no meet & greet do Megadeth em Santiago, mas eu não contava com a lerdeza de minha amiga.

Em 15 minutos, eu estava pronto, de banho tomado e arrumado. Como estávamos em um quarto minúsculo, desci para fumar um cigarro e dar a ela um pouco de privacidade para tomar banho e se vestir, mas pedi que avisasse quando estivesse pronta, para que eu pudesse retornar ao quarto, pegar as coisas necessárias e sair.

Meia hora depois, ela ainda estava se arrumando, e uma hora depois, também. Por que diabos mulher demora tanto pra essas coisas?! Enfim, fui obrigado a cancelar a ida à Galeria pois seria impossível chegar a tempo de encontra-la aberta. Valeu Luciana!

O motivo da escolha desse hotel foi pela sua proximidade com o Hilton, onde eu acreditava que o Helloween ficaria. Já a caminho do aeroporto, meu amigo colombiano Juan, mais conhecido como El Gay de Bogotá, avisou que a banda embarcou na Colômbia. Portanto bastava somar as 6 horas de voo ao horário atual para determinar a hora da chegada da banda em Guarulhos: 23:00 hs. Mas já estávamos a caminho, então seria uma longa espera.

Uma amiga de Belém, Ângela, avisou sobre o pouso do avião que a trouxe com o namorado. Como eu sabia que esse voo estava repleto de fãs do Helloween, e muitos deles eram amigos dela, pedi para que os despistasse e aguardasse por mim, somente ela e Caio, pois corre não é bagunça, não dá pra ajudar todo mundo. O Helloween é uma banda repleta de caras legais com os fãs, mas não é por isso que eu iria lotar o aeroporto, até porque isso diminuiria as minhas chances, as deles, e a de todos os fãs que aparecessem.

Quando eu e Luciana chegamos, nos encontramos com o casal. Não havia muito o que fazer até que a banda chegasse, então ficamos conversando no terminal 2. Uma menina solitária, toda sem graça, se aproximou de nós e perguntou "vocês estão esperando o Helloween?". Angela e Caio a despistaram, dizendo que não eram fãs, que não estavam sabendo de nada. Assim que se afastou, perguntei porquê fizeram isso, e a resposta foi "não era para despistar todo mundo?!".

Normalmente seria, mas era apenas uma menina sozinha, e ela foi mega educada com a gente, chegou toda sem jeito quando nos perguntou. Corri até ela, me desculpei e disse "sim, estamos aqui pelo Helloween. Desculpe meus amigos, depois explico porque tentaram te despistar, fique aqui com a gente, o voo pousa às 23:00 neste terminal".

Mal sabia que estava conhecendo minha futura esposa, Arianne. Ela disse que era seu primeiro corre, e que decidiu vir ao aeroporto quando Sascha postou no Instagram que estava a caminho de São Paulo. Completou afirmando que seu maior sonho é conhecer a banda, especialmente Andi Deris. Respondi que seria realizado em breve.

Após o desembarque, os primeiros a sair foram os fumantes: Kai Hansen, Michael Weikath e Andi Deris. Eu os deixaria fumar em paz, mas não era o único ali, então claro que outros fãs os abordaram enquanto fumavam. Nenhum se importou em tirar fotos com cigarro na mão. Weikath, que geralmente é mais fechado, estava muito legal nesse dia. Em seguida veio o genial Michael Kiske, que nos disse que não estava muito bem, se sentindo doente. Ele tirou pouquíssimas fotos e já entrou no ônibus. Arianne, por exemplo, foi uma das que não conseguiu foto com ele nesse dia.

Kai Hansen, guitarrista do Helloween
Michael Weikath, guitarrista do Helloween
Andi Deris, vocalista do Helloween
Michael Kiske, vocalista do Helloween

Como estava conseguindo minhas próprias fotos e ajudando Ângela, Caio e Luciana, nem percebi que Arianne, coitada, estava sozinha e só fazendo FOTASSAS com o celular. Quando reparei, fui ajuda-la, então passei a tirar as fotos dela com minha câmera. Ela estava muito sem graça, mas abordei músicos com quem ela já tirou fotos, alegando que a foto dela não ficou boa, então tirei novamente com a câmera, com qualidade bem melhor. Nesse momento, era apenas corre, não havia nenhuma segunda intenção de minha parte, acho que nenhum dos dois imaginou que ficaríamos juntos no futuro.

Sascha Gerstner e Markus Grosskopf foram os últimos a desembarcar. Conseguimos com eles, fácil, então entraram no ônibus, que fechou as portas e partiu rumo ao hotel. Só então me dei conta de que não vi Dani Löble, mas Leo disse que tirou foto com ele. Devo ter me distraído enquanto tirava as fotos dos amigos. Enfim, tudo bem, porque já tinha fotos com a banda inteira. Eu inclusive tirava as fotos de todos antes de tirar a minha, nunca me importei em ser o último, não iria me importar com uma banda que eu já tinha.

Sascha Gerstner, guitarrista do Helloween
Markus Grosskopf, baixista do Helloween
Eu e Arianne começamos a namorar 5 meses depois dessa foto e estamos juntos até hoje

Como já passava da meia noite e não haveriam opções para sair do aeroporto antes das 5 da manhã - exceto o Airport Bus Service, que funciona a noite toda, mas nem todos ali poderiam pagar - dei uma grana para Leo deixar a galera que estava comigo na estação Pedro II. De lá, todos se viraram para chegar aos seus destinos.

Eu e Luciana seguimos para o hotel e logo adormecemos, mas eu já estava de pé logo que os primeiros raios de sol invadiram o quarto, pois de tarde eu voaria para Santiago, e precisava fazer muitas coisas ainda, como arrumar a mala. Tentei acordar Luciana, mas nada do que eu fizesse foi capaz de acorda-la, então saí sem me despedir mesmo.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Mr. Big + Geoff Tate

O grande objetivo deste corre era conseguir uma foto decente com Pat Torpey, que não consegui em 2015 graças ao comportamento inadequado de Anebelle, e também com Matt Starr, o baterista que o substituiu na maioria das músicas nas últimas turnês. Infelizmente, Torpey foi diagnosticado com mal de parkinson em 2014, o que obrigou a banda a recrutar o novo baterista, mas Pat continuava a excursionar, participando como percursionista na maior parte do show, enquanto Matt, na bateria, fazia o que Pat não conseguia mais.

Na véspera do show, fui ao Hilton, onde consegui fotos com três dos músicos mais amigáveis que existe: Billy Sheehan, Eric Martin, do Mr. Big e Geoff Tate, ex Queensrÿche, atualmente no Operation Mindcrime (que nada mais é do que uma segunda versão do Queensrÿche). Ele é sempre atencioso e muito educado com os fãs, um verdadeiro gentleman.

Geoff Tate veio ao Brasil para abrir o show do Mr. Big, com uma banda formada por músicos brasileiros
Billy Sheehan, baixista do Mr. Big
Eric Martin, vocalista do Mr. Big

Dois dias mais tarde, quando a banda saía da cidade para o próximo show, em Belo Horizonte, eu, Karina e Fabi abordamos os integrantes no aeroporto de Congonhas. Felizmente conseguimos com todos, até mesmo com Paul Gilbert, que costuma ser mais chatinho. A foto com Pat foi a última que consegui, ele foi muito amigável, bem diferente de dois anos antes, quando Anebelle estava por perto. Fiquei absolutamente chocado quando, em 7 de fevereiro de 2018, foi anunciado seu falecimento, devido a complicações do mal de parkinson.

Paul Gilbert, guitarrista do Mr. Big
Matt Starr, baterista substitituto do Mr. Big
Pat Torpey, baterista do Mr. Big. Ele faleceu em 2018, aos 64 anos

Também é válido observar que só abordei os músicos com quem ainda não tinha tirado fotos nesta turnê. Todos eles estavam fazendo check-in, mas não sou do tipo que incomoda, pedindo fotos todas as vezes que os encontrar. Se for em turnê diferente, ou se a foto estiver ruim, tudo bem pedir outra. Bom senso sempre!

Essa foto demorou 4 anos para ser completamente autografada, cada ano eu conseguia com um dos músicos


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Edguy e Slash

Slash já é um cara difícil, quase inacessível, ainda tive que aguentar um bando de retardados que se concentrou em frente ao hotel, cerca de 30 fãs cantando músicas do Guns, fala sério! Mas eu tinha uma carta na manga, fruto da experiência de corres anteriores: eu sabia onde ele jantaria naquela noite. Então, chamei Sheila e Larissa, que estavam comigo, e fomos somente nós para a churrascaria. Chegando lá, bingo! O carro que saíra do hotel pouco antes, em meio à cantoria dos fãs, estava no estacionamento.

Decidimos ficar bem em frente à porta de entrada e saída do lugar, não haveria como não dar de cara com ele. E foi exatamente o que aconteceu: quando saiu, o chamei, e mostrei a foto, dando a entender que gostaria de um autógrafo. Ele virou e fez um sinal para que eu me aproximasse, autografou minha foto e os dois CDs de Larissa. Sheila não tinha nada para autografar, então pediu uma foto e ele negou. Ela insistiu, dizendo que poderia ser uma única foto com os 3. Ele deu aquela vacilada, estava quase aceitando, quando foi empurrado para dentro do veículo que o aguardava pelo segurança.


Fica a pergunta: segurança chato? Não! Exceto raras exceções, ele apenas cumpre ordens, é tudo encenação. Já soube de artistas que disseram ao segurança "se algum fã me abordar eu vou atender, mas você está fudido!". Ou seja, não quer atender, mas também não quer se passar por mala. Então quem passa por mala é o segurança. Mais uma vez: existem exceções, existe segurança que é babaca trabalhando com qualquer artista, em qualquer situação.

Marcelo Zava sempre conta:

"No corre do Tears for Fears, eu, Kevin, Leandro Caíque, Deca e Bono estávamos na porta principal do Hilton e o Orzabal saiu pela lateral. Nós corremos e chamamos, ele viu e ignorou. Aí peguei o carro e corremos. Estava muita chuva, e eu caí pra pista expressa, eles ficaram na local e pegaram trânsito. Fui pela Dutra e eles pela Ayrton Senna. Quando cheguei no trevo, onde as duas rodovias se juntam, eles passaram e eu colei. Quando descemos do carro, o segurança (velho conhecido de quem faz corres), nos viu e falou "não acredito!!!", com cara de bravo. Orzabal não queria atender, mas falamos "Você não vai nos atender?! Olha o nosso estado, estamos todos molhados", aí ele atendeu. Depois que os caras entraram pra sala de embarque, o segurança veio até nós e disse "Bora tomar um café?".

Retomando a estória, retornamos ao hotel e conseguimos chegar antes que Slash o que, teoricamente, é impossível, já que ele estava na nossa frente. Com certeza passou em algum outro lugar antes de retornar. A van com a banda chegou antes, e os músicos pararam para nos atender. O problema é que eles fizeram "boi de piranha". Enquanto a banda atendia, Slash passou às nossas costas, sem que ao menos percebêssemos, até que fosse tarde demais para tentar aborda-lo. 

Ainda assim, os músicos, especialmente Todd Kerns, foram gente finíssima. O hotel tem um corredor um pouco longo que conduz à porta giratória que dá acesso às áreas internas. Após atender a todos, ele já estava na metade do caminho, quase na porta, quando uma fã de última hora atravessou a rua,  berrando pelo nome dele, que parou e retornou para atende-la. A bem da verdade: pouquíssimos músicos fariam isso, mesmo os que são conhecidos por ser legais. Ponto para ele!

Todd Kerns, gente finíssima, baixista do Slash
Frank Sidoris, guitarrista do Slash

Na mesma noite, ainda conseguimos uma foto com Tobias Sammet, do Edguy.

Não sabe o porquê dessa mancha na cara dele? Clique aqui e saiba

No dia seguinte, eu e Larissa tentamos no Espaço das Américas, mas conseguimos apenas uma foto com Jens Ludwig, do Edguy, que saiu para fumar um cigarro enquanto rolava a apresentação do Slash. Para mim, foi um corre bem decepcionante. Eu não esperava conseguir uma foto com o Slash, já sabia que ele é chato, mas esperava ao menos conseguir as fotos com todos os integrantes do Edguy e também uma foto com Miles Keneddy, vocalista da banda do Slash e do Alter Bridge. Ficou para uma próxima ocasião.

Jens Ludwig, guitarrista e co-fundador do Edguy

domingo, 12 de dezembro de 2010

Avantasia

Eu, Kevin, os amigos dele de Curitiba - Vergil, Gillian e Augusto - e Cintia, uma menina que conhecemos no hotel onde estava Glenn Hughes, cujo corre havíamos finalizado, estávamos a caminho do aeroporto de Guarulhos para tentar conseguir fotos com o Avantasia.

Até hoje chegar no aeroporto é um parto, mas ao menos é possível fazer tudo de metrô + trem, embora com muitas baldeações. Na época, tomamos um ônibus na Berrini, altura da Rua Quintana, que nos deixou na estação Anhangabaú. De lá, embarcamos no metrô, linha vermelha, até o Tatuapé, onde tomamos o ônibus que nos deixaria no aeroporto. Claro que seria impossível fazer tudo com tempo reduzido.

Quando estávamos no meio do caminho, recebemos um aviso que a banda chegou e atendeu os poucos fãs que estavam no aeroporto. Ficamos um tanto perdidos, sem saber o que fazer, pois não sabíamos o hotel. Quando tudo parecia perdido, recebi uma mensagem de Maria Claudia, informando que a banda estava em um que até então não conhecíamos, o Novotel Center Norte. Eu definitivamente precisava descobrir como essa galera sempre sabia onde as bandas estavam. Era uma habilidade que eu precisaria desenvolver. 

Mais uma vez tomamos um ônibus, desta vez do aeroporto para a estação Tietê e, de lá, caminhamos ao hotel. Era domingo, Sheila estava na casa de meus avós. Eu era esperado para o almoço, mas fazer um corre atrás do outro atrapalhou o plano. Como era um hotel bacana, não muito caro, e eu não estava com paciência para ficar sendo posto para fora pelos funcionários do hotel, decidi nem arriscar: me hospedei. Então, liguei para Sheila, convidando-a para me encontrar.

Antes que ela chegasse, alguns músicos apareceram, incluindo Amanda Sommerville, Michael Kiske (o principal alvo do corre), Sascha Paeth, Oliver Hartmann e Jørn Lande. Percebi que minha decisão de hospedar foi plenamente justificada: muitos fãs estavam por lá, provavelmente uns 60. Mais cedo ou mais tarde, o hotel tomaria a decisão de expulsar a todos, mas eu não seria afetado, pois estava "imunizado".

Amanda, com "comissão de frente" enorme, encostou tudo no meu braço na hora da foto, jamais esquecerei a sensação.
Sascha Paeth, muito gente boa
Esse sim: o mito, a lenda: Michael Kiske
Oliver Hartmann é mais na dele, mas atende também
Jørn Lande é muito, muito, muito gente boa!

Kiske, o mais aguardado pela maioria, decidiu atender como se deve: sentou-se em torno de uma mesa e pediu para que todos colocassem o que trouxeram para autografar. Era muita coisa, mas ele não se incomodou em assinar tudo.


O show, no Centro de Tradições Nordestinas, seria apenas no dia seguinte, uma segunda-feira. Então, após atender os fãs, a maioria retornou aos quartos para descansar. A exceção foi Amanda, que aproveitou a proximidade do Shopping Center Norte para passear e fazer algumas compras de supermercado. Chegou carregando sacolas, apenas a cumprimentamos, sem aborda-la novamente.

O problema é que Kevin resolveu usar sua chatice habitual. Disse que estava na cidade desde o dia anterior, passou a noite na rua, e estava precisando de um banho. Perguntou se poderia usar o banheiro de meu quarto para isso. Por mim, não haveria problemas, mas com certeza a Sheila reclamaria comigo se descobrisse. Em nome de tudo o que fez por mim no último ano e meio - afinal, sem ele, eu só teria foto com o Iron Maiden e com o Lemmy, permiti, desde que fosse rápido e deixasse tudo como encontrou. No fundo, eu sabia que não poderia confiar, mas fosse o que Deus quisesse.

É claro que não foi rápido e mais claro ainda que a Sheila chegou antes do chato sair. Ela queria subir para conhecer o quarto, mas tentei disfarçar, dizendo para ficarmos no hall, pois algum músico poderia aparecer. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos esse:

- Quero deixar as coisas no quarto. Além disso, preciso usar o banheiro.

- Mas você não pode subir agora.

- Por que não?! O que você está escondendo?!

- O Chato pediu para usar nosso quarto para tomar banho.

- O QUEE????

A essa altura, eu já pensava em mil e uma maneiras de como torturar e matar Kevin, ele parece mulherzinha, não consegue tomar banho em 5 minutos; a bem da verdade já estava perto de completar meia hora que subiu ao quarto. Fiquei um pouco mais tranquilo quando imaginei que talvez a demora fosse porque estava arrumando o ambiente, deixando tudo como encontrou.

Quando chegamos ao quarto, ele já estava vestido, mas o banheiro estava um pandemônio, com chão encharcado, e a toalha que usou toda amassada, em formato de bola, em cima do vaso sanitário. Perguntei porquê fez isso, ele respondeu que não sabia onde coloca-la. Enfim, tomei mais uma comida de rabo da Sheila. Primeira e última vez que fiz um favor desses ao Kevin, ele é muito sem noção.

Ao anoitecer, a maioria dos músicos que ainda não tínhamos visto apareceram. O aguardado Tobias Sammet desceu, acompanhado pelo produtor do show e por seguranças. Foram ao bar do hotel, onde ficaram por algum tempo bebendo e conversando. Quando decidiu sair, aproveitou para atender os fãs. Ele tem uma marca de nascença no rosto e usa maquiagem quando está no palco. Ali, de cara limpa, não tinha como disfarçar, mas ele não se importou e tirou fotos ainda assim.

É sempre bom reencontrar o mestre alemão, Kai Hansen
Felix Bohnke nunca se incomoda em atender seus fãs
Bob Catley é sempre gente boa também
Tobias não se incomodou em tirar fotos, mesmo revelando sua marca de nascença. Muitos fãs nem imaginam

No dia seguinte, eu e Sheila saímos cedo para trabalhar, então o corre terminou sem conhecermos Miro Rodenberg e Robert Hunecle. O ano também terminou, este foi o último corre de 2010.

Sem muita ideia de como fazer uma foto para tantos autografarem, o jeito foi fazer algo genérico
É claro que o mentor do projeto, Tobias Sammet, mereceu uma foto exclusiva
A belíssima e talentosa Amanda também mereceu exclusividade
Kiske tentou zuar a si mesmo, adicionando uma barba, mas a caneta não pegou muito bem

sábado, 8 de maio de 2010

Gamma Ray

O Gamma Ray ficaria no Novotel Center Norte, relativamente próximo ao local do show, Santana Hall. Quando a banda chegou, já estávamos esperando e conseguimos fotos e autógrafos com o baixista Dirk Schlächter e o baterista Dan Zimmermann.

Dirk Schlächter, baixista do Gamma Ray 
Dan Zimmermann era o baterista do Gamma Ray. Ele saiu da banda em 2012

Quando Kevin abordou Kai Hansen, que para nós era a grande cereja do bolo daquele corre, recebeu “deixe-me em paz” como resposta. Mais tarde, Kai se aproximou e desculpou-se, explicando que houve o extravio de uma mala no aeroporto e que estava tentando resolver. Tirou fotos com todos e distribuiu autógrafos.

Kai Hansen, vocalista, guitarrista e fundador do Gamma Ray

Faltava apenas Henjo Richter, que já estava no bar. Quando nos aproximamos, convidou-nos para beber e tivemos uma longa conversa. Na hora dos autógrafos, vexame. Algo aconteceu com a caneta, que vazou toda nas mãos dele. Felizmente não se importou muito e apenas riu da situação. Todos no Gamma Ray são incrivelmente amigáveis. 

Henjo Richter, guitarrista do Gamma Ray

Tivemos também um bônus inesperado: AC (Rüdiger Dreffein) foi baterista de bandas como Running Wild e Lacrimosa, mas atualmente se dedica à produção e gerenciamento de turnês com sua empresa All Access Entertainment. Neste dia, ele trabalhava com o Gamma Ray. O encontramos em diversas outras ocasiões, sempre trabalhando com alguma banda.

AC Dreffein aposentou as baquetas, passando a trabalhar somente com produção e gerenciamento de turnês

Quando o corre finalizou e caminhávamos para o carro, Leo contou que Renata, uma amiga nossa, tinha contato direto com Kai Hansen e sempre falava com ele pela internet, o que achei inacreditável - na época provavelmente era. Hoje em dia sei que é totalmente normal. 

Postei as fotos no Orkut, e outra amiga me chamou no Messenger para contar que, após o show em Manaus, em 2008, Kai Hansen saiu do local como se fosse apenas um fã, atendeu todo mundo e foi comer um “kikão” (hot-dog) com a galera, em uma das barracas montadas por ambulantes para o evento. Consegue imaginar o quão amigável é um dos um dos maiores nomes do Power Metal, senão o maior?!

Carlos contou que, em outra oportunidade, estava conversando com Henjo Richter, que demostrou espanto com a precaução da produtora que os contratou: “O Brasil é o único lugar do mundo que temos um segurança 24 horas”, dando a entender que é um exagero desnecessário. E é mesmo.