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terça-feira, 13 de outubro de 2015

A-ha

Thaís, vizinha e amiga de Facebook, sempre via minhas fotos com as bandas. Às vezes comentava alguma coisa, geralmente pessoalmente. Até então nunca me pediu nada, mas desta vez pediu-me para ajuda-la a conhecer o A-ha. De acordo com ela, Morten Harket era seu amor platônico há pelo menos 30 anos. Morten é conhecido por ser absurdamente legal com os fãs. Carlos sempre conta que em 2012 ele veio ao país com um show solo e centenas de fãs decidiram esperar por ele no aeroporto. "Eu contei, era mais de cento e trinta. Pensei logo que seria impossível rolar alguma coisa, mas ele fez questão de atender um por um, foto e autógrafo, nunca vi nada assim".

Por isso, mesmo o A-ha sendo um nome grande, julguei que não haveria problemas em levar Thaís. Ela foi com seu filho Carlos, o mesmo que levei poucos meses antes ao corre do Sílvio Santos. O bom é que eu e Sheila ganhamos carona na ida e na volta. Fomos ao hotel Unique, mas somente o tecladista Magne Furuholmen saiu para encontrar os fãs. Todos conseguimos fotos, mas não houve nem sinal de Morten. 

Magne Furuholmen foi o único disposto a sair do hotel para atender os fãs

No dia seguinte, Carlos - o vizinho - acompanhou-me ao estacionamento do Espaço das Américas, onde eu julgava ser possível ter algum contato com a banda. Thaís não juntou-se a nós pois estava trabalhando. Quando chegamos, uma surpresa: usaram uma estrutura toda murada para que a banda entrasse no local sem ser incomodada. Nunca vi algo assim com qualquer outra banda ou artista, nem antes nem depois. O corre que todos disseram que seria fácil estava se complicando.

Restava uma última alternativa: aeroporto, no dia seguinte, quando a banda deixaria São Paulo rumo à próxima cidade da turnê, ainda em território brasileiro. Chamei Thaís para ir comigo em Congonhas, mas ela recusou-se, pois estaria no trabalho. Ainda alertei que o vôo era próximo da hora do almoço, então se fizesse direitinho dava pra dar uma enrolada no chefe (afinal, quanto vale o sonho de conhecer um antigo crush? Será que um dia comum de trabalho vale mais?), mas ainda assim não foi. Azar o dela, pois embora apressadamente, todos atenderam.

Como chegamos cedo, eu, Zava, Leandro Caíque, Japonês e Bono decidimos congonhar um pouco, ou seja, ficar no embarque ou no desembarque, abordando qualquer celebridade que passasse aleatoriamente. Encontramos Ricardo Ramalho já congonhando, então ele uniu-se a nós.

O primeiro a passar foi Geraldo Azevedo, que tempos depois formou "O Grande Encontro" com Alceu Valença e Elba Ramalho. Como não o conhecia, não tirei foto. O curioso é que no ano seguinte fiz o corre de "O Grande Encontro" e conheci Elba e Alceu, mas faltou justamente Geraldo Azevedo. Também não tirei com Arnaldo Antunes, ex Titãs, pois não sou fã da banda nem de seu trabalho solo.

O primeiro com quem que eu quis foto foi com George Israel, que tocou com o Kid Abelha. Kid Abelha tocou no primeiro Rock in Rio, então é claro que era uma foto interessante. Nunca vou entender o que se passa na cabeça de Leandro Caíque. Ele abordou George e conseguiu uma foto linda com ele. Quando atendeu a todos, George despediu-se de nós, lhe desejamos boa viagem, e ele entrou na escada rolante que sobe para onde fica o portão de embarque. Alguém me diz por que diabos Caíque subiu com ele? É apenas pelo prazer de ser chato, inconveniente? Fala sério! Tinha que ser o idealizador dos hunters do bem mesmo...

Multi instrumentista, George Israel fez parte do Kid Abelha

Zélia Duncam passou a seguir, mas como já tenho foto com ela, tirei apenas a foto com Marcelo Zava. O segundo com quem tirei foi o ator e político Stepan Nercessian. Pra dizer a verdade eu nem sabia quem ele era, mas Zava o abordou, e ele foi tão gente boa que acabei tirando uma foto também. Depois passou Fabiano, da dupla com César Menotti. Como não sou fã, não tirei foto com ele.

Stepan Nercessian foi tão gente boa quando Zava o abordou, que acabei tirando uma foto também

O A-ha enfim chegou ao aeroporto. Abordei primeiro o guitarrista Paul Waaktaar-Savoy, pois não tinha referência se ele é ou não mala, então se fosse chato eu teria mais tempo e espaço para tentar convence-lo. É quietão, mas chato não foi. Então entrei no saguão e tirei foto com Morten Harket.

Eu não sabia se o guitarrista Paul Waaktaar-Savoy é ou não é mala, mas foi de boa
Morten Harket estava com pressa, mas também assinou e tirou fotos

Como estava um dia bom para congonhar, continuamos. O ator Daniel Rocha foi o próximo a passar. Tirei as fotos de Zava e Bono com ele, mas não quis tirar uma com ele. Com o ator seguinte, Marcos Frota, tirei. E tirei também com a próxima que vimos, Nicole Bahls. Foi minha terceira foto com ela, mas nem ligo, poderia tirar mil de boa. Carinhosa como sempre, posou beijando eu e Bono, e sorrindo com Zava e Caíque. Justamente na minha foto, dois aleatórios, que provavelmente esperavam pelo desembarque de algum parente ou amigo, viraram pra ver o que estava acontecendo, dando a impressão de que estavam com uma certa inveja pelo fato da Nicole estar me beijando, por isso ficou uma foto engraçada.

Não sou noveleiro nem assisto TV aberta, mas com certeza lembro do rosto de Marcos Frota, então algum trabalho dele eu vi
Demorei anos querendo conhecer Nicole, mas foi a terceira vez que a encontrei em apenas um ano

Mariana Ximenes foi a próxima a passar pelo portão de desembarque. Foi simpática, mas contou que estava vindo do enterro do ator Domingos Montagner no Rio de Janeiro. As modelos Caroline Trentini e Aline Weber passaram a seguir e não se importaram em falar conosco e tirar uma foto.

Sorriso está lindo, mas Mariana Ximenes retornava de um enterro

Passou outra mulher muito bonita na sequência. Alertei Marcelo Zava, que logo a reconheceu: era Anitta. Havia um grupo de doze fãs esperando por ela. Comigo, Zava e Caíque, quinze. Ela atendeu quase todos. Quando faltava somente eu e mais um, desistiu de atender e correu para o carro. Fiquei sem, mas que se dane, não sou fã.

Anitta e Zava. É linda, mas seu talento é completamente irrelevante para mim.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Monsters of Rock 2015 (parte 1)


Poucos dias antes do Monsters of Rock, Dandara enviou uma mensagem pedindo ajuda para conhecer o Manowar. Sabendo que é uma banda repleta de integrantes chatos, respondi que não ajudaria. Eu nem me importo em passar o hotel depois que eu e meus amigos já conseguimos as fotos, o problema dos perguntadores de hotel é que eles querem ir comigo, então vão ficar querendo. No mesmo dia, ela postou um pedido de ajuda no Facebook, algo como "se alguém souber o hotel do Manowar, por favor me fale". Simplesmente ridículo!

Algumas bandas chegaram à cidade um pouco mais cedo do que o previsto. Se não me engano, o corre começou na quinta feira, quando passei a tarde sozinho no hotel onde estava o Manowar. Vi apenas Joey DeMaio algumas vezes, sem resultado algum. Ele simplesmente ignora, passa como se você não existisse, e não adianta chamar. Quando saiu do serviço, Sheila veio ao meu encontro. Joey saiu do hotel caminhando mais uma vez, e mais uma vez fomos ignorados. Decidi que esperaria até a volta. Se ele atendesse, bem, se não, dane-se.

Eu só não contava com o que viria a seguir. De repente, chegaram 10 fãs, entre eles, Dandara. DEZ!!! Estava somente eu e Sheila, e já estava difícil, de repente éramos 12. Não é muito quando se trata de uma banda acessível, com integrantes legais. Mas era o Manowar, fudeu, né?! Fim de corre!

Eu e Sheila nos levantamos e fomos embora. No caminho para casa, puto da cara, enviei uma mensagem para Dandara dizendo "estou te excluindo e bloqueando porque você é imbecil!". Não dei nem chance para que ela respondesse. Mania de fuder o corre dos outros! Descobriu o hotel?! Tudo bem, eu não posso impedir. Mas tem que chegar em bando?! Ela não conseguiu e ainda tirou minha chance de conseguir.

No dia seguinte cedo, eu e Sheila fomos ao aeroporto de Congonhas, para tentar conseguir fotos com o Judas Priest. Mais um fiasco! O aeroporto estava repleto de fãs, do pior tipo possível: aqueles que acham que será lindo se a banda chegar com eles cantando as músicas. É claro que os seguranças, vendo isso, fizeram um esquema para a banda passar sem atender ninguém. No meio da confusão, ainda consegui uma foto com Glenn Tipton, mas foi só. A maioria que foi ao aeroporto não conseguiu nada, exceto cantar e passar vergonha.

Bônus do dia: a sempre fofa, atenciosa e diferenciada Nicole Bahls
Glenn Tipton, guitarrista do Judas Priest

Carlos e Fernando se hospedaram por todo o final de semana no Renaissance, onde estava a maioria das bandas do festival. As únicas exceções eram Kiss, Ozzy Osbourne e Manowar. Ele disse que as coisas estavam meio complicadas, porque a presidente da Coréia do Sul também estava no hotel. Nenhum fã não hospedado conseguia entrar. Portanto, com essas informações, decidi que o corre recomeçaria somente de madrugada, em outro hotel, quando o Kiss chegaria de Brasília. Na manhã seguinte, eu e Léo fomos para o aeroporto de Guarulhos tentar o Yngwie Malmsteen. Conseguimos. Retornamos ao hotel do Kiss, onde não rolou nada de muito especial. 

Carlos contou que, pouco antes da presidente coreana deixar o hotel, os seguranças decidiram fazer uma limpeza, identificando e expulsando quem não era hóspede ou convidado. Anebelle conseguiu entrar, mas ficou desesperada quando percebeu o que estavam fazendo, então tentou que algum de nossos amigos hospedados a registrassem como convidada, mas é claro que não conseguiu.

Quando o segurança chegou nela, disse "a senhora não pode ficar aqui dentro sem estar hospedada, vai ter que sair". Anebelle recusou do jeito dela, berrando que não sairia. O segurança disse que chamaria a polícia e, exatamente nesta hora, chegaram várias viaturas que fariam a escolta da presidente que estava para sair. Ele aproveitou e disse "olha lá, chegou a policia". Não precisou de mais nada, ela saiu aos berros e xingando.

Como a presidente coreana foi embora, então, de noite, fomos ao Renaissance, onde conhecemos alguns integrantes do Steel Panther. Meus alvos principais eram os dois integrantes novos do Accept, o baixista do Judas Priest, Ian Hill, e os integrantes do Primal Fear, especialmente o vocalista Ralf Scheepers, que já cantou no Gamma Ray. Apesar dos seguranças do hotel não pararem de encher o saco, fui conseguindo as fotos aos poucos.

Mark Tornillo, vocalista do Accept
Uwe Lulis, guitarrista do Accept
Christopher Williams, baterista do Accept
Mais uma foto com Glenn Tipton. Eu só ia tirar a do Léo com ele, mas Glenn disse para eu tirar também
Richie Faulkner não estava tão legal quanto nas outras vezes que o encontrei, mas o que importa é que tirou a foto
O sempre gente boa e gigantesco Scott Travis
Ralf Scheepers, vocalista do Primal Fear, ex Gamma Ray
Aquiles Priester era o baterista do Primal Fear, banda onde ficou por apenas um ano
Clique aqui para ler como foi o corre com o Malmsteen, aqui para ler como foi o corre com o Steel Phanter e aqui para ler como foi o corre com o Kiss no Monsters of Rock 2015.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ellen Rocche

Ricardo Ramalho é o típico cara que passa fácil por mentiroso. Ele costuma contar vantagem em tudo. O problema é que, se for investigar, é tudo verdade. No dia em que eu o conheci, ele disse que foi convidado para a festa da atriz Flávia Alessandra. É claro que achei que era mentira, mas depois descobri que ele realmente esteve na tal festa. Ele também disse que já almoçou com Nicole Bahls. Mais uma vez duvidei, mas tem até foto para provar. Ele também alega ser primo de Elba e Zé Ramalho. Nunca comprovei o parentesco, mas depois de tudo que vi, quem sou eu para duvidar?!

Ricardo almoçando com Nicole Bahls

Durante anos tive o desejo de conhecer Ellen Rocche, uma das mulheres mais bonitas do Brasil. Ricardo sempre alegou ser amigo dela. Neste dia fui capaz de comprovar se era ou não. Ellen Rocche era uma das convidadas da 13ª edição da Hair Brasil, realizada no Expo Center Norte. Ricardo não apenas disse onde eu deveria espera-la chegar para o evento, como passou uma recomendação: "se ela não quiser te atender, fale que você é meu amigo". Claro que achei que ele estava apenas contando vantagem.

Fui ao local, que é enorme, com dezenas de entradas, fechadas ao público ou não, que ela poderia utilizar. Não tive escolha senão aguardar exatamente onde Ricardo indicou. Após algum tempo, um carro parou em frente onde eu estava e Ellen desembarcou. Fiz a abordagem, mas ela disse que estava atrasada e que não poderia parar. No desespero, soltei: "Foi o Ricardo Ramalho que disse que poderia te ver aqui". Ela parou imediatamente:

- Ah, você é amigo do Ricardo?!

- Sou sim.

- Como ele está? Gosto muito dele! 😲

Pedi novamente a foto, e desta vez ela atendeu, com o sorriso mais lindo do mundo. Então, entrou para participar do evento. Nunca mais duvido de nada que o Ricardo fala!

terça-feira, 25 de março de 2014

Nicole Bahls

Sempre considerei Nicole Bahls uma mulher lindíssima, então a coloquei no topo da lista com as pessoas que eu desejava conhecer. Durante alguns anos a monitorei, mas conhece-la nunca dava certo. Uma vez a vi em Congonhas quando fui esperar uma banda, mas estava tão cercada por fãs - e eu atrasado - que decidi deixar para outra ocasião.

A oportunidade surgiu quando uma loja de roupas no Brás anunciou um evento com ela. Eu e Alvaro combinamos e fomos. Quando chegamos, ela desfilava com roupas da loja. Tirava algumas fotos, ia para os fundos, trocava de roupa, e mais fotos, em um ciclo que parecia sem fim.


Não fomos os únicos a estar lá apenas para vê-la. Vários fãs levaram revistas e outros itens para ela assinar, inclusive sua edição da Playboy. Autografou tudo numa boa.


Quando consegui me aproximar, perguntei se poderia tirar uma foto com ela. Ela disse algo como "é claro que sim", então posei como sempre, sem encostar. Ela disse "me dê sua mão", a envolveu de tal forma, que quase parecemos namorados. Pediu para o Alvaro tirar mais uma foto e me abraçou. Difícil encontrar alguém tão solícita e simpática, ela é realmente tudo de bom.


Carol Narizinho também participou das sessões de fotos, mas não estava tão simpática, então tirei apenas uma "FOTASSA" e fui para casa. Com ela eu não fazia tanta questão. Esse corre já estava muito mais do que ganho, foi perfeito. Como eu era casado com a Sheila, não comentei com ela que faria esse corre e, durante anos, não postei as fotos em minhas redes sociais. Embora fossem só fotos, ela com certeza não ficaria feliz.