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domingo, 16 de outubro de 2016

Aerosmith

Como em 2012 consegui fotos e autógrafos apenas com Steven Tyler, Tom Hamilton e Joey Kramer, e não fiz o corre quando a banda retornou em 2013, em 2016 tentei pela segunda vez, na esperança de conseguir conhecer Joe Perry e Brad Whitford. O corre se iniciou em um sábado a noite, fui ao hotel Unique, onde um pequeno grupo de fãs também aguardava pela banda, mas nada aconteceu.

No dia seguinte, retornei. Esperava ver alguns fãs em frente ao local, como na noite anterior, mas nada do imaginei foi tão surreal e assustador quanto o que encontrei. Cerca de 500 fãs se amontoavam, não estou brincando, havia ao menos 500 pessoas no local. Como parecia impossível conseguir qualquer contato, desisti e voltei para casa. Fiquei chocado ao descobrir que algum tempo depois Steven Tyler saiu e atendeu todo mundo. Cara, eram 500 pessoas!!!!

Retornei no dia seguinte quando estava mais sossegado, com "apenas" 40 fãs. Após horas de espera, Joey Kramer saiu e atendeu a todos. Joe Perry tem fama de não ser muito amigável, então com aquele número de fãs, eu não esperava ve-lo. Mas o que parecia impossível aconteceu: Perry estava na rua e atendeu a todos quando chegou. Apenas uma condição: somente fotos, sem autógrafos. Para facilitar, nos organizamos e tiramos a maioria das fotos em uma única câmera, a minha. Depois enviei por e-mail ou whatsapp todas as fotos dos outros fãs.

De Joey Kramer eu não esperava outra atitude, pois é sempre gente boa! 
Uma pena que não consegui o autógrafo, mas ainda assim saí no lucro: foto com Joe Perry é algo raro

Logo depois, vimos quando o carro com Steven Tyler saiu do hotel. Imaginamos que talvez ele pudesse atender na volta, mas um segurança, que é meu amigo, me chamou em um canto e avisou que parte dos integrantes decidiu mudar para outro hotel, o Renaissance. Não entendi porque, isso é totalmente incomum, mas agradeci e segui para lá.

Quando cheguei, muitos já se amontoavam em frente ao local. Qual é o problema dos fãs de Aerosmith?! Não sabem ficar quietos, parece que só ficam felizes quando conseguem espalhar a informação, tornando o corre muito mais difícil para todos. Porém, a banda ainda ficaria mais dois dias em São Paulo, então abandonei esse corre e fui fazer outro, do Andrea Bocelli.

Conseguimos determinar que Joe Perry e Joey Kramer permaneceram no Unique, enquanto os demais mudaram para o Renaissance. Como meu alvo era Brad Whitford, passei o dia seguinte inteiro no Renaissance, mas nada aconteceu. De noite, entretanto, houve uma movimentação muito estranha: todos os integrantes da equipe da banda saíram e se reuniram em frente ao hotel.

No meio daquele monte de gente, duplas ou solitários eventualmente se afastavam e caminhavam na rua Haddock Lobo, descendo em sentido à rua Oscar Freire. Concluí que iriam jantar em algum lugar, que poderia ser o mesmo local onde os músicos jantariam, e que fizeram daquela maneira para não despertar a atenção dos fãs.

Chamei Rafaela, que estava fazendo o corre comigo e disse para me seguir discretamente. Quando mais uma dupla começou a descer a rua, nós a seguimos. Eu estava correto: todas as duplas encontraram-se no interior do Figueira Rubaiyat, um dos mais caros e requintados restaurantes de São Paulo. Para mim, estava bem claro que Steven Tyler & cia também estariam lá.

De repente, três outros fãs apareceram. E mais dois. E mais 5. Quando dei por mim, havia 50 pessoas em frente ao local, e mais outro tanto dentro do restaurante, pois alguns, incluindo o Japonês, decidiram "jantar" - na verdade, entraram, escolheram uma mesa e pediram as opções mais baratas, apenas para ter direito a permanecer no local. Quase todos que estavam no hotel agora estavam lá.

Sei bem que não sou o único esperto no mundo mas, mais uma vez, qual o problema desses caras? Estava tão óbvio que a informação se espalhou em grupos de fãs no whatsapp. Alguém descobriu (provavelmente um no trio que chegou logo após nós) e disseminou para todo mundo. Assim fica difícil! Mas o pior ainda estava por vir...

Quando Tyler saiu do restaurante, escoltado por seguranças, decidiu não atender. Se ainda a galera fosse minimamente organizada, formasse uma fila e mostrasse que não haveria tumulto, quem sabe o vocalista decidisse atender. Era Steven Tyler, né? No dia anterior, atendeu muito mais. Mas foi só o vocalista pisar fora do restaurante para começarem os gritos e a muvuca.

Eu nem me mexi, pois entendo perfeitamente, era muita gente, causaria um tumulto enorme em frente ao local. A maioria dos fãs, entretanto, não sabem fazer corre, agiram como verdadeiros imbecis ao seguir o vocalista até a van, tentando forçar selfies ou enfiar algo para autografar na cara dele. Não deve ser fácil ser Steven Tyler.

Mas o que já está ruim sempre pode piorar: Jonas correu, empurrando todos que conseguia, se enfiando até chegar perto o bastante de Steven Tyler para... puxar o cabelo dele! Até hoje ele nega, diz que não fez, mas eu e muitos que estavam naquela noite sabemos bem o que vimos. O histórico desse fode-corre também depõe contra ele: em 2012, por exemplo, foi retirado à força do Skye Bar pelos seguranças do Unique, ao se jogar em cima dos fãs, distribuindo cotoveladas em todos, tentando se aproximar de Steven Tyler. Nem mesmo Anebelle é tão doente!

Enquanto estávamos no restaurante, Tom Hamilton e Brad Whitford chegaram ao hotel e atenderam aos poucos fãs que estavam em frente ao local. Quando retornamos, todos já estavam em seus quartos ou, ao menos, dentro do hotel. Era hora de voltar para casa, para tentar novamente na manhã seguinte. Mas todas as oportunidades já haviam acontecido. A banda saiu pela garagem do hotel, sem possibilitar nenhum contato com os fãs.

Apenas como referência, esse foi o corre em que conheci Lizandra.

sábado, 29 de outubro de 2011

Aerosmith

Após passar o dia todo no aeroporto, conseguir fotos com o Sirenia, e descobrir que o Aerosmith desembarcou no outro terminal, era hora de radicalizar. Eu e Sheila decidimos nos hospedar, mas com receio, já que poucos dias antes, Steven Tyler sofreu uma queda no banheiro, no Paraguai, o que obrigou o cancelamento do show no país, além da necessidade de reconstruir alguns dentes quebrados. Será que ele tiraria fotos com o rosto roxo e inchado? Teríamos que descobrir.

Fomos direto à recepção do Unique, onde, após o check-in, nos ofereceram champanhe de boas vindas. Uau! Já nos hospedamos em outros hotéis 5 estrelas antes, como Hilton, Hyatt e Tivoli, mas champanhe de boas vindas foi a primeira vez. A seguir, uma funcionária nos acompanhou até o quarto. Logo ao entrar no elevador, percebemos que era totalmente escuro com uma leve iluminação sobre nossas cabeças. Neon?! Não sei. Os corredores mantinham o mesmo estilo. Sinceramente, eu adorei!

Corredores do Hotel Unique. Imagem: reprodução da internet

De noite, decidimos jantar no Skye, um sofisticado restaurante contemporâneo e bar, localizado na cobertura do hotel, com piscina e vista panorâmica. Sabíamos que não seria barato, mas aquele era dia de aproveitar. Pizzas de 60 reais, imagina quanto valia isso em 2011. Não eram tão grandes, mas estavam absolutamente deliciosas.

Sheila: "A Brazuca", molho de tomate, mussarela e catupiry, carne seca desfiada, farofa de mandioca e queijo coalho
eu: "A Bacana", molho de tomate, mussarela e alho poró refogado, camarões, gengibre, gergelim e toque de queijo cheddar

Enquanto comíamos, Steven Tyler chegou, rodeado por alguns seguranças do hotel e o segurança brasileiro, Sombra. Ele sentou-se em um banco em volta de uma mesa próxima aonde estávamos. Não reagimos, continuamos a comer, apenas comentamos como aquele momento era surreal. Quando terminamos, partimos para a sobremesa.

Escolhi esse sorvete que veio em um formato meio esquisito e nem era tão bom assim
Sheila também quis sorvete, a escolha dela foi melhor que a minha

Após o jantar, permanecemos sentados, esperando por uma oportunidade para abordagem. Houve um momento em que Sheila precisou ir ao banheiro. Antes que ela retornasse, Steven Tyler também foi, acompanhado por um segurança do hotel. Eles se encontraram no corredor enquanto ele ia e ela retornava. Ela pediu para tirar uma foto com ele, que pegou a câmera da mão dela, fez uma selfie e devolveu.

Quando, bem mais tarde, Tyler tentou sair do local, nosso amigo curitibano Vergil, que também estava hospedado, levantou uma placa com os dizeres "Dream On a photo with Steven Tyler until my dream comes true...". Steven viu e resolveu atender, ele foi o primeiro a conseguir foto e autógrafos. O que se seguiu foi uma loucura: o bar estava infestado de fãs, todos esperando por uma oportunidade. Ele foi completamente cercado por muitos que não tinham a menor noção de civilidade ou respeito. Sozinho, Sombra não daria conta de todos. Solícito, Steven Tyler até tentou atender, mas estava uma zona generalizada.


Mas Sombra tinha um problema adicional: Jonas. Completamente descontrolado, ele se jogava em cima dos fãs, enquanto berrava "Sombra" diversas vezes. Revoltado com o que acontecia, Vergil pegou a caneta prata e rabiscou várias vezes a camisa branca de Jonas, que nem percebeu, pois se comportava como uma menininha na frente de todos.

Ele tanto fez, que foi retirado à força do local por dois seguranças do hotel. Um veio de um lado, outro veio de outro, e só o vimos berrando, sendo arrastado para longe, balançando as perninhas no ar. Mais um papelão de nosso "amigo" desequilibrado. Sem Jonas, Sombra conseguiu colocar seu cliente em segurança, conduzindo-o ao elevador. Naquela noite, nada mais aconteceu.

Na manhã seguinte, acordamos cedo. Após o café, descemos ao hall, onde estava Deca e uma amiga, que decidiram se hospedar nesse segundo dia. Eu e Sheila não renovaríamos nossa estadia, mas sabíamos que não teríamos hora para sair. No começo da tarde, Tom Hamilton apareceu, acompanhado por um segurança. Ele nos atendeu e saiu para atender o pessoal que o aguardava fora do hotel.

Tom Hamilton, baixista do Aerosmith

Após retornar com Tom Hamilton, o segurança trouxe, um pouco mais tarde, o baterista Joey Kramer, que fez o mesmo. Mas foi só, nem sinal dos outros integrantes. Depois de certo horário, sabíamos que a banda já deveria estar no estádio, e somente então conseguimos relaxar.

Tantos anos tirando fotos e eu nunca aprendo a fazer uma cara boa

Após o show, Tyler apareceu mais uma vez no Skye, mas os fãs estavam bem mais tranquilos que na noite anterior. Todos se organizaram em uma fila e a coisa rolou. Quando chegou minha vez, eu quis fazer tudo o mais rápido possível, pois havia muitas pessoas na fila, e eu queria que todas fossem atendidas. Então, após a foto, saí rapidamente, mas Tyler correu até mim e disse algo que não consegui compreender. Jamais saberei o que ele tentou dizer, nem porque foi tão importante interromper o atendimento para me falar o que quer que fosse. Quando retornou para atender quem faltava, eu e Sheila fomos para o quarto, era hora de dormir.

Tyler estava nem aí com o olho roxo e tirou fotos com todo mundo

Sombra, o segurança, era meu amigo no Facebook - na vida real também, mas isso é outra estória. Ele postou essa estória incrível:

"Por volta das 02:00 hs, começou a chover. Me aproximei da janela do Skye e percebi que haviam alguns fãs na rua, debaixo de chuva, na esperança de que algo ainda acontecesse. Eu contei para Steven Tyler, que imediatamente fez questão de descer. Ele ordenou que colocássemos todos os fãs dentro do hotel e atendeu a todos. Depois disse a eles "agora que eu atendi vocês, por favor, saiam da chuva e vão para suas casas". Isso me emocionou, nunca trabalhei com um artista que tivesse tanto respeito pelos seus fãs."

Vergil também contou essa estória, disse que quando chegou do show - já que estava hospedado - viu Tyler no saguão atendendo a todos, e não era má ideia tirar mais uma foto. A diferença é que não foi algo rápido, Tyler fez questão de conversar com todos e, inclusive, lembrou-se que Vergil era o cara da placa, da noite anterior. Depois, certificou-se que todos foram atendidos, se despediu e falou para todos se cuidarem, pois realmente estava começando a chover. No dia seguinte, antes da banda partir para o aeroporto, havia umas 70 pessoas do lado de fora do hotel, ele atendeu todo mundo. Quase todos os músicos atenderam, exceto Brad.

Faltam as assinaturas de Brad e Joe