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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Dire Straits Legacy

Na segunda passagem do Dire Straits Legacy pelo Brasil, meu objetivo era conseguir fotos com os músicos que não vieram no ano anterior: o vocalista Trevor Horn (ex Yes) e o baterista Steve Ferrones. Além deles, minha foto com Marco Caviglia em 2017 também não tinha ficado legal. Então, eu me daria por satisfeito se conseguisse fotos com os três.

Na vida pessoal, eu estava curtindo minha primeira semana em um novo lar, pois mudei-me para o apartamento de minha então namorada Mel*. Ela não estava em um dia bom, acamada com dores terríveis causadas pela endometriose, então procurei fazer o corre mais cirúrgico possível. A ideia era ir, conseguir as fotos rapidamente e retornar, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

Por volta das 16:30, Carlos e Jessica embarcaram em um ônibus no Terminal Bandeira, com destino à zona sul. Eles sabiam em qual ponto eu estava e me avisaram por mensagem quando o veículo estava próximo, então também embarquei e seguimos ao Hilton. Uma hora depois, quando chegamos, parecia um bom horário para pegar a saída dos músicos para o Espaço das Américas, entretanto, eles já não estavam mais no hotel. Teríamos que esperar pela volta do show.

Encontramos ao acaso com Marcelo Zava, que também estava fazendo o corre. Todos decidimos caminhar até o shopping Morumbi, pois poderíamos esperar conversando e comendo alguma coisa, confortavelmente sentados. É uma opção melhor do que esperar em pé em frente ao hotel.

No caminho, mandei uma mensagem para Mel, que respondeu que não haveria problema, que eu poderia ir de boa, que ficaria me esperando, e que desejava boa sorte para que eu conseguisse as fotos. Para não abusar da confiança dela, enviei uma foto de nós 4 sentados em torno da mesa, assim que colocamos sobre ela os lanches do McDonald's. Isso, imaginava eu, serviria para provar onde e com quem estava.

Quando há um novo relacionamento entre alguém normal e alguém que faz corre, sempre surge a expectativa de como será a reação da pessoa no primeiro corre. A da Mel tinha sido a melhor possível. A gente se conhecia pelo Facebook há anos, e ela sempre soube que faço corres. Ponto positivo para ela. Será?!

Foram longas horas de espera, mas acabamos "expulsos" por volta de 22:30, já que o shopping já estava fechado e o pessoal da limpeza precisava trabalhar. Tudo bem, retornamos ao Hilton.

No caminho, entretanto, uma surpresa não muito agradável. Enquanto eu estava de boa com os amigos, despreocupado com o celular (que sempre era deixado em modo silencioso), Mel enviou diversas mensagens, todas me xingando de forma bem agressiva. Disse que mudou de ideia, que "homem casado tem que ficar em casa com a mulher, não na rua fazendo corre". Respondi que estávamos retornando ao hotel, e que assim que conseguisse as fotos, voltaria para casa. Foi inútil... Mais xingamentos!

A van que trazia a banda apareceu por volta das 23:30 hs. Éramos apenas 5 pessoas (Kevin aguardava em frente ao hotel quando retornamos) e esse número é incapaz de parar 8 músicos, a menos que todos estejam muito a fim de atender. O número ideal de fãs/hunters é sempre o dobro do número de integrantes da banda. No caso, como eram 8 músicos, o ideal seria ter 16 pessoas para aborda-los.

Havendo dois fãs para cada músico, cada dupla pode abordar um integrante da banda, o que garante que todos sejam abordados. Um tira a foto, depois inverte, e o integrante seguinte é abordado. Um número maior que isso começa a atrapalhar, porque a presença de muitos fãs geralmente faz com que os músicos não queiram atender, e um número baixo traz o problema da impossibilidade de abordar todos, sempre alguém escapa. Foi o que aconteceu...

Eu mirei apenas nos meus objetivos, e consegui com todos, embora a foto com Steve Ferrones tenha ficado longe do ideal. Se tiver oportunidade, tirarei com ele novamente no futuro. Os outros, com quem tirei fotos boas no ano anterior, deixei passar. Consegui com quem eu queria, e estava a fim de ajudar o Carlos, que não tinha foto com ninguém, já que não fez o corre um ano antes.


Trevor Horn era o principal nome do corre, pois foi o vocalista do álbum Drama, do Yes. Foi gente finíssima 
Infelizmente Steve Ferrones não olhou para a câmera na minha foto, mas só fui perceber após ele entrar no hotel
Desta vez minha foto com Marco Caviglia ficou bacana, gostei!

Com o fim de corre decretado, era hora de retornar para casa e enfrentar a fera. Kevin, que estava hospedado no centro de São Paulo, me ofereceu uma carona, que aceitei. Quando cheguei em casa, entretanto, Mel estava menos irritada do que eu esperava. Não gostei da postura dela, mas compreendi que poderia estar nervosa de tanto sofrer com as dores, ou o nervosismo ser fruto de algum efeito colateral do remédio. O importante é que, embora não exatamente como planejado, o corre deu certo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Rick Wakeman

Dois anos se passaram e mais uma vez Rick Wakeman se apresentaria no Teatro Bradesco. Apenas supor que ficaria no mesmo hotel da outra ocasião não era bom o bastante, pois se não estivesse perderíamos a oportunidade de encontra-lo. Deste modo, eu, Givaldo e Marcelo Zava resolvemos esperar pela chegada dele na garagem do shopping Bourbon. Se não desse certo, a ideia era seguir o carro ou a van até o hotel após o show.

Uma das funcionárias saiu do teatro e passou por nós, retornou após algum tempo. Isso aconteceu diversas vezes, até que não se conteve e perguntou o que fazíamos ali. Respondemos que gostaríamos de tirar uma foto com Wakeman. Ela disse que ele iria tirar fotos com todos após o show, mas respondemos que não iríamos ao show, pois estávamos sem dinheiro - ao menos eu estava.

Inacreditavelmente, disse que sua família viria assistir o show, mas houve algum problema, então simplesmente nos presenteou com os ingressos que eram para seus parentes. O que era para ser apenas um corre transformou-se em show + meet & greet. Claro que ficamos sem palavras para agradecer, mas aceitamos. Foi um showzasso!


O teatro, com 1439 lugares, estava lotado, mas apenas cerca de 10% das pessoas estavam dispostas a conhecer a banda, o resto simplesmente seguiu seu caminho. A banda inteira, incluindo Wakeman, atendeu a cada um dos que se dispuseram a ficar após o término da apresentação. Nada de esquema rápido de foto e passa pro próximo, nada de seguranças. Se alguém quisesse conversar com eles, rolaria de boa. Que atitude, que respeito pelos fãs! Eu já era fã de Rick Wakeman, fiquei muito mais após essa noite!

Ashey Holt, vocalista do Rick Wakeman
Dave Colquhoun, guitarrista do Rick Wakeman
Matt Pegg, baixista do Rick Wakeman
Tony Fernandez, baterista do Rick Wakeman
Rick Wakeman, a lenda dos teclados, é de uma humildade e simpatia únicas. Respeito total por ele!

sábado, 18 de outubro de 2014

Jon Anderson - o único com quem não funcionou

Existe uma fala que guardo para emergências, eu a utilizo somente com músicos que são considerados muito chatos no trato com os fãs. Funcionou com Yngwie Malsmteen, Paul Stanley, Andy Summers, e alguns outros. Será que funcionaria com Jon Anderson? O ex vocalista do Yes sempre foi conhecido por não ser muito amigável com os fãs.

Para piorar, Anebelle o abordou "daquele jeito" quando ele saiu do hotel para o show. Conseguiu a foto, mas com certeza o incomodou, já que forçou o abraço. Leandro Caíque também estava entre os 3 que conseguiram foto. Porém, além da foto, ele ganhou uma bela patada ao inconvenientemente pedir uma palheta:

- "Se você fosse no meu show, saberia que toco com os dedos" - disparou Anderson.

Na volta do show, apenas 5 pessoas aguardavam no hotel: eu, Marcelo Zava, Carlos, Estéfano e Marcio. Eu era o único que não tinha foto com ele de oportunidades anteriores; na verdade era a primeira vez que eu tentava conhece-lo. Portanto, todos concordaram que eu deveria ser o primeiro a aborda-lo. Às vezes um músico atende apenas alguns fãs, se eu ficasse por último, como costumo fazer, poderia me dar mal.

Quando o carro com Jon Anderson chegou, ele desceu sozinho, sem segurança. Me aproximei para aborda-lo, ele percebeu e tentou desviar. Aquela era hora de tentar usar a frase mágica:

- Por favor, Mr. Anderson, faz 30 anos que eu quero te conhecer e tirar uma foto com você, desde o Rock in Rio 1985.

Ele parou, se aproximou de mim, me deu a mão e disse:

- Obrigado por ter vindo!

Então, correu para dentro do hotel, me deixando com cara de tacho. Após um ou dois minutos, retornou, mas disse que somente autografaria um item por pessoa, nada de fotos. Aquele foi o prêmio de consolação. Que cara chato do inferno!!!!


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Yes

Marcelo Zava passou de carro em casa para me buscar e fomos ao encontro de Sheila, que saía do trabalho às 17:00hs. O prédio onde fica sua hoje ex empresa é literalmente no mesmo complexo onde fica o Hilton, o hotel onde os integrantes do Yes estavam, e também o Sheraton. Porém, decidimos comer algo antes de iniciar o corre, então fomos ao shopping D&D, que fica integrado ao Sheraton. Pedimos um lanche no McDonald's, e após degusta-lo estávamos prontos para iniciar. Porém quando intencionamos ir para a frente do hotel, Zava observou que Chris Squire jantava em um dos restaurantes da praça de alimentação.

Quando finalizou a refeição, Squire saiu empurrando a cadeira de rodas da esposa, que é cadeirante. Um pouco constrangidos, pois não contávamos com isso, fizemos a abordagem. Entretanto, ela não pareceu se incomodar, foi mega gente boa e interagiu muito conosco, queria saber se fomos ao show, se gostamos... Apenas pediu para afastarmos a cadeira, pois não queria aparecer nas fotos, embora não nos importássemos se estivesse. Ele foi mais caladão, mas aceitou tirar fotos e autografar. Foi a única vez que o vi, pois faleceu dois anos depois. Nos oferecemos para empurrar a cadeira de volta ao hotel, mas educadamente recusaram, então apenas os acompanhamos, como se fôssemos seguranças. Até porque todos iríamos ao mesmo lugar...

Chris Squire, baixista do Yes de 1968 a 1981 e de 1983 a 2015, quando faleceu

Cometi um erro imperdoável, pois esqueci a caneta prata em casa. Zava tinha somente caneta preta, ficou horroroso, porque a imagem que levei é escura. Mais a noite, conforme os integrantes saíam para o show, os abordávamos e conseguíamos as fotos, exceto, é claro, com o mala da banda, Steve Howe. Eu já sabia que é chato, pois Yes é a banda predileta de Zava, que sempre encontrava os integrantes quando tinha show em São Paulo. Howe assina, mas não tira fotos. Sempre foi assim, inclusive quando vinha com o Asia. Sabendo disso, preparamos uma armadilha para ter um prêmio de consolação: uma câmera oculta, que o filmou atendendo a mim e ao Zava. Enquanto Howe nos atendia, Alan White passou e entrou na van.

Geoff Downes, tecladista do Yes
Jon Davison, vocalista do Yes


Um pouco mais tarde, Kevin chegou. Comentamos sobre o vídeo que fizemos com Steve Howe e ele usou toda a sua falta de noção para fazer algo parecido. Em frente ao hotel há um balcão da empresa que administra o estacionamento, e havia um jovem trabalhando. Kevin o convenceu a tirar fotos quando Howe o atendesse. O problema é que se o velho visse, a coisa ficaria feia. É o tipo de coisa que eu simplesmente não faço: eu estava me divertindo, mas o cara estava trabalhando, ganhando o dinheiro dele. Se fosse descoberto e Howe reclamasse para algum funcionário do hotel, poderia até mesmo perder o emprego, quem sabe até mesmo por justa causa. Mas vai explicar isso pro Kevin, simplesmente não está nem aí...

Mais cedo, eu e Zava deixamos a câmera em cima do balcão, mas era isso, apenas uma câmera em cima do balcão. Com a conivência do trabalhador, Sheila fingiu-se de cliente, como se estivesse pagando pelo estacionamento. Como ela via o visor, ela no máximo faria algum ajuste discreto na posição caso fosse necessário. Na real, nada indicaria a Howe que estava filmando. Já neste caso era diferente, pois o moleque estaria com a câmera nas mãos batendo fotos, ainda que sem flash. E a merda prevista aconteceu: por um instante, Howe virou o rosto e percebeu o que acontecia. Ficou maluco, gritando e esperneando: "No pictures! No pictures! No pictures!".

Exatamente como previ, foi à recepção e protocolou uma reclamação. Espero realmente que nada tenha acontecido, que tenha sido somente uma advertência. Porém, pela minha experiência no mercado de trabalho, aquilo foi caso pra demissão certa. Eu mesmo já fui demitido por muito menos.

Autografado por todos menos por Alan White. Ficou uma verdadeira merda :(

Não me recordo porque não conseguimos ver Alan White. Talvez tenha voltado mais tarde do HSBC, talvez tenha usado uma entrada diferente no hotel, realmente não sei. Sem problemas, retornaríamos no dia seguinte para completar a missão. Para minha sorte, Kevin tinha uma foto extra para autografar, e nao se importou em me ceder, para que eu tentasse pegar autógrafos melhores. Já em casa, não achei a caneta prata mas achei azul, deveria servir.

No dia seguinte, quando a banda saiu para o aeroporto, abordamos Alan White. Ele, entretanto, piscou no momento da foto e ja entrou na van, não foi possível pedir outra, Mais uma vez, sem problemas. Quando postei a foto em minhas redes sociais, um amigo enviou a mesma foto, mas com olhos abertos. "Espero que goste, usei os olhos dele mesmo". Gostar?! Eu adorei! Minha primeira foto Photoshopada!

Esta é a foto original, parece que Alan White está dormindo
Minha primeira foto Photoshopada. Pareceu um pouco estrábico, mas ok, melhor que de olhos fechados

Steve Howe ainda estava puto com o que aconteceu na noite anterior e não atendeu, nem mesmo autografou. Kevin, é claro, não ficou satisfeito, e seguiu ao aeroporto. Eu o acompanhei, porque depois iríamos encontrar a Sheila, almoçar, e seguir para o corre do Platina. Já no aeroporto, encontramos nosso amigo Ricardo Ramalho e Kevin fez com ele a mesma coisa que fez com o jovem na noite anterior. A diferença é que ningém corria o risco de demissão. Mais uma vez, o chato abordou Steve Howe, enquanto Ricardo tirava várias fotos. Entretanto, desta vez Howe não percebeu. Mantive-me afastado, apenas observando de longe o que acontecia.

Consegui autógrafos um pouco melhores, mas faltou o de Steve Howe aí

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Rick Wakeman

O ex tecladista do Yes, Rick Wakeman, viria a São Paulo para se apresentar no Teatro Bradesco. A procura pelos ingressos foi tão grande que uma segunda apresentação foi agendada para logo após a primeira. Eu e Kevin estávamos confusos, pois não sabíamos fazer corres nesse teatro, que fica dentro do shopping Bourbon. Nesse dia, teríamos que descobrir. Exploramos as possibilidades de maneira tão absurda, que descobrimos uma escadaria que nos levou diretamente para o camarim. Porém, sabíamos que não poderíamos permanecer por muito tempo, pois logo alguém nos descobriria e expulsaria, então continuamos a exploração.

No andar E2, localizamos uma portaria, cujo porteiro negava ou permitia acesso ao backstage do teatro. Paramos um tempo para observar, mas temíamos que Wakeman passasse por outras entradas, haviam muitas. Chato e sem noção como sempre, Kevin decidiu conversar com o porteiro, para tentar extrair alguma informação. Foi o mesmo bla bla bla de sempre: "vim de Taubaté, sou muito fã"... Impressionantemente, ele conseguiu. O porteiro disse não apenas o hotel onde Rick Wakeman estava, mas também o hotel onde ficavam todos os artistas contratados pelo teatro em 2012: Blue Tree Morumbi.

Após o primeiro show, fomos para lá. Calculamos que ele chegaria por volta de 00:30 hs, mas já era quase 03:00 hs e nada aconteceu, o que nos fez crer que o porteiro havia nos enganado. Já estávamos quase desistindo quando uma van estacionou em frente ao hotel. Quando o abordamos, Wakeman pediu apenas que fôssemos muito rápidos, pois teria apenas duas horas de sono. Era só eu e Kevin, duas fotos e alguns autógrafos, agradecemos e fomos embora. Kevin me deixou em casa e seguiu para Taubaté.

Rick Wakeman, uma verdadeira lenda dos teclados
Dave Colquhoun, guitarrista do Rick Wakeman

Assim que postei a foto no Facebook, Marcelo Zava me chamou no Messenger, perguntando qual era o hotel. Eu disse, mas salientei que Wakeman sairia para o aeroporto às 05:00 hs, e já era 03:40 hs. Ele teve que se apressar. Depois contou que, assim que chegou, Wakeman saiu do hotel com a mala na mão. Por pouco não conseguiu. Ao menos sabemos que ele falou a verdade, quando disse o horário de saída.

As perguntas que ficam: por que Wakeman estava em um hotel na zona sul, se o teatro fica na zona oeste? Por que, tendo um flat exatamente em frente ao shopping onde fica o teatro, ou tendo vários hotéis próximos ao aeroporto de Guarulhos, decidiram coloca-lo em um hotel na zona sul, sabendo que ele teria que pegar um voo para Santiago tão cedo? Quem foi o gênio que decidiu isso???

sexta-feira, 11 de janeiro de 1985

Rock in Rio 1 (1985)


O primeiro Rock In Rio foi muito especial, pois colocou o Brasil na rota dos shows internacionais, que até então eram raríssimos e esporádicos, somente de bandas gigantes, como Queen (1981), Van Halen (1983) e Kiss (1983). Um show de uma banda internacional em uma cidade como São Paulo ou Rio de Janeiro era um evento tão raro, que tornava-se o assunto do ano, só se falava nele.

Imagine como foi para mim, com 12 anos, saber que minha banda favorita viria ao país, apenas dois meses depois de ouvi-la pela primeira vez. Conhecer o som do Iron Maiden foi quase como conhecer o amor de minha vida. Tanto que, 36 anos depois, aqui estou eu, mais fã do que nunca. Desde então tive todas as mulheres da minha vida - coincidentemente meu primeiro beijo foi em 1985.

O Brasil ainda vivia o regime militar, a moeda era o desvalorizado cruzeiro. Uma ligação internacional não era direta: era necessário falar com a telefonista, que seria capaz de completar a chamada. Em um mundo muito diferente do que existe hoje, dominado pelas gravadoras, o Brasil não era um mercado atrativo nem rota obrigatória na turnê de qualquer banda. O Rock In Rio não mudou isso imediatamente. Em 1985, excluindo o Rock In Rio, o show do ano foi Quiet Riot. Em 1986, Venom/Exciter. Apenas em 1989, quando o Motörhead e o Metallica vieram, a coisa começou a caminhar, mas com certeza quem abriu essa porta foi o festival de 4 anos antes.

Por essas e por outras, o primeiro Rock In Rio foi tão importante para mim. Quando desenvolvi a habilidade para fazer corres, decidi que conheceria o máximo possível das bandas e artistas que tocaram no festival, não importa se sou fã ou não. Foram 29 atrações, 14 internacionais, 15 nacionais - mas conto como se fosse 16 pois, embora fosse contado como um só, o show de Baby Consuelo e Pepeu Gomes contou com apresentações individuais, primeiro Baby, depois Pepeu; portanto considerei que foram dois shows.

Das 30 atrações, conheci ao menos um integrante de 22. Duas bandas completas com a formação da época: Iron Maiden e Scorpions. Provavelmente, no futuro, eu ainda conheça Ivan Lins, Lulu Santos e Rita Lee e consiga fotos com outros integrantes que tocaram no festival com Kid Abelha (Paula Toller), Paralamas do Sucesso (Herbert Vianna) e Blitz (Fernanda Abreu). Entre as internacionais, talvez acabe conhecendo Rod Stewart e integrantes do The B-52's, além de AC/DC (Brian Johnson) e Yes (Jon Anderson). Mais do que isso é difícil, muito difícil. Al Jarreau faleceu em 2017, Nina Hagen e The Go-Go's nunca vieram ao Brasil desde que comecei a fazer corres, em 2008.
  1. AC/DC - conheci 3 integrantes que tocaram no festival, Angus Young, Cliff Willims e Simon Wright. Levei naba de Brian Johnson. Não tive chance com Malcom Young
  2. Al Jarreau 
  3. Alceu Valença - conheci 
  4. Baby Consuelo - conheci
  5. Barão Vermelho - conheci um integrante que tocou no festival, Frejat
  6. Blitz - conheci dois integrantes que tocaram no festival, Evandro Mesquita e Juba
  7. Eduardo Dusek - conheci
  8. Elba Ramalho - conheci
  9. Erasmo Carlos - conheci
  10. George Benson - conheci
  11. Gilberto Gil - conheci
  12. Iron Maiden - conheci a formação completa que tocou no festival
  13. Ivan Lins 
  14. James Taylor - conheci
  15. Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens - conheci um integrante que tocou no festival, George Israel
  16. Lulu Santos 
  17. Moraes Moreira - conheci
  18. Ney Matogrosso - conheci
  19. Nina Hagen
  20. Os Paralamas do Sucesso - conheci um integrante que tocou no festival, João Barone
  21. Ozzy Osbourne - conheci 3 integrantes da formação que tocou no festival, incluindo Ozzy Osbourne, Tommy Aldridge e Don Airey (tecladista do Deep Purple, que excursionou com Ozzy em 1984 e 1985)
  22. Pepeu Gomes - conheci
  23. Queen - conheci 2 integrantes que tocaram no festival, Brian May e Roger Taylor
  24. Rita Lee
  25. Rod Stewart
  26. Scorpions - conheci a formação completa que tocou no festival
  27. The B-52's
  28. The Go-Go's
  29. Whitesnake - da formação que tocou no festival, conheci apenas o principal integrante de todas as formações: David Coverdale 
  30. Yes - conheci 3 integrantes da formação que tocou no festival: Tony Kaye, Chris Squire e Alan White. Levei naba de Jon Anderson
Todas as bandas internacionais se apresentaram duas vezes, exceto o Iron Maiden, que abriu uma brecha na World Slavery Tour para encaixar a apresentação no primeiro dia do Rock In Rio, mas no dia seguinte já voou para New York. Entre as nacionais, todas se apresentaram duas vezes, exceto Ney Matogrosso, Ivan Lins e Rita Lee.

11 de janeiro

Ney Matogrosso, o encontrei sem querer em duas oportunidades, ambas em 2013
Fiz o corre do Erasmo Carlos em 2017
Fiz o corre do Pepeu Gomes em 2015, e o reencontrei em 2016, com os Novos Baianos
Fiz o corre dos Novos Baianos em 2016, ocasião em que conheci Baby Consuelo
Encontrei duas vezes com David Coverdale, vocalista do Whitesnake, em 2011 e 2016
Felizmente estou perdendo a conta de quantas vezes me encontrei com Steve Harris, baixista do Iron Maiden
Fiz o corre do Queen em 2015, quando conheci o guitarrista Brian May
12 de janeiro

Ivan Lins, nunca o encontrei
Fiz o corre do Grande Encontro em 2016, ocasião em que conheci Elba Ramalho
No corre do M. Night Shyamalan, em 2017, FOTASSA (pingo d'agua na lente) com Gilberto Gil
Al Jarreau. Tentei encontra-lo em 2014, mas não tive sorte. Faleceu em 2017, então não tive segunda chance
Fiz o corre do James Taylor em 2017
Fiz o corre do George Benson em 2016
13 de janeiro

Fiz o corre do Call The Police em 2017, ocasião em que conheci João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso (2017)
Lulu Santos. Nunca o encontrei
Fiz o corre da Blitz em 2012, quando conheci Evandro Mesquita (voz, guitarra e violão)
The Gogo's, nunca vieram ao Brasil desde que comecei a fazer corres
Nina Hagen, nunca veio ao Brasil desde que comecei a fazer corres
Rod Stewart. Nunca fiz o corre, mas hunters mais experientes dizem que é mala

14 de janeiro 


O quarto dia de festival teve apenas 4 atrações, duas nacionais inéditas e duas internacionais que faziam a segunda apresentação, George Benson e James Taylor.

Fiz o corre dos Novos Baianos em 2016, ocasião em que conheci Moraes Moreira, que faleceu em 2020
Fiz o corre do Grande Encontro em 2016, ocasião em que conheci Alceu Valença

15 de janeiro

Durante o corre do A-ha, em 2015, encontrei George Israel, saxofonista do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens
Encontrei Eduardo Dusek aleatoriamente no Aeroporto de Congonhas, em 2018
Encontrei Frejat, do Barão Vermelho, aleatoriamente no Aeroporto de Congonhas, em 2017
Encontrei duas vezes com Klaus Meine, vocalista do Scorpions, em 2012 e 2019
Fiz o corre do AC/DC em 2009, quando conheci o guitarrista Angus Young

16 de janeiro

O sexto dia de festival teve 5 atrações: uma nacional e uma internacional inéditas, duas nacionais  e uma internacional que faziam a segunda apresentação, Os Paralamas do Sucesso, Moraes Moreira e Rod Stewart.

Nos últimos anos, todo ano Rita Lee lança um livro. Sempre falo que vou conhece-la, mas nunca vou
Em 2018, participei do meet & greet do Ozzy Osbourne

17 de janeiro

Com uma semana de festival, restavam apenas duas apresentações inéditas, uma delas da banda Yes, a única inédita do dia.

Fiz o corre do Yes em 2013, quando conheci o baixista  Chris Squire

18 de janeiro

Enfim a última inédita.

Ao menos conscientemente, jamais fiz um corre do The B52's