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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Picture hunters não serão bem vindos

Heloísa, assessora de imprensa que trabalha com a Free Pass, é super de boa, super amigável. Ela é, inclusive, minha amiga no Facebook e sempre me cumprimenta com um sorriso no rosto quando me encontra nos hotéis. Ela não facilita minha vida, não me passa informações, mas principalmente, não me atrapalha. Ela sabe o que vou fazer e como vou fazer, ou seja, se a banda ajudar, em apenas cinco minutos estarei a caminho de minha casa, com as fotos e autógrafos. Algumas vezes vou aos shows, algumas vezes não, e está tudo bem!

Por outro lado, existem profissionais cujo trabalho relaciona-se diretamente com as produtoras que trazem bandas ao Brasil, que parecem bobos. Eles incomodam-se com o fato de haver fãs que querem conhecer e tirar fotos com os integrantes de suas bandas favoritas. Aqui darei nome ao boi: no caso, me referiro a Costábile, assessor de imprensa independente que trabalha com diversas produtoras de São Paulo.

Houve mais, mas citarei dois exemplos: em 2013, quando veio o Anvil, ele estava em frente ao hotel quando cheguei e abordei Robb Reiner. Assim que me viu, fez um "tsc" de desaprovação. No mesmo dia, fomos estranhamente expulsos de um hotel de 3 estrelas, e eu poderia apostar que foi recomendação dele ao gerente. Se neste caso ficou a dúvida, dois anos depois houve a certeza: no corre do Opeth, nos viu no hotel, foi reclamar na recepção, que reagiu enviando um segurança "estagiário" para nos expulsar. Em ambas as ocasiões, ele atrapalhou pouco, pois conseguimos as fotos do mesmo jeito.

Se trabalhasse com uma produtora grande, que traz as bandas gigantes - aquelas que lotam estádios - talvez fosse capaz de nos atrapalhar de verdade, instruindo aos seguranças para não aliviar em nada. Trabalhando com produtoras de bandas pequenas, no máximo consegue nos irritar. Eu me pergunto porquê um cara desses quer me ver irritado? E se eu me irritasse de verdade e fosse à porta do show para avisar todos os fãs da fila em que hotel a banda está?! A coisa poderia tomar proporções inesperadas.

Já imaginou produtora pequena tendo que gastar mais dinheiro hospedando as bandas em um hotel melhor ou contratando seguranças? Isso certamente impactaria o preço dos ingressos, que já estão caros. E tudo por que? Porque um assessor de imprensa se incomoda em me ver nos hotéis, mesmo sabendo que não sou problema, não arrasto uma multidão comigo, geralmente resolvo tudo em cinco minutos e vou embora.

Essa implicância sem sentido atingiu outro patamar quando, em 2015, foi o responsável pela coletiva de imprensa do CJ Ramone. Nas redes sociais, divulgou o seguinte comunicado:

Puta merda... Quem vê pensa que é a coletiva de imprensa do Ozzy Osbourne 😆 A sorte de Costabile é que C.J. Ramone veio ao Brasil diversas vezes, então todos que fazem corre já têm foto com ele. Apenas por esse motivo, nenhum "picture hunter" prestigiou o evento. Se fosse algum artista que algum "picture hunter" não tivesse foto ainda, a coisa seria bem diferente.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Richie Ramone + Marky Ramone

Carlos fazia corres há quase 30 anos, então tem fotos com todos os Ramones, incluindo os falecidos Joey, Dee Dee e Johnny. Eu fazia corres há apenas 4 anos, e restavam 5 Ramones vivos (isso em 2012, Tommy faleceu em 2014). Esse dia seria minha chance de conhecer dois, os bateristas Richie e Marky. Talvez fosse um pouco surreal, mas ambos estavam em São Paulo, cada um com a sua própria banda. Natural, já que eles se odeiam e sempre se criticaram publicamente.

Logo cedo, eu, Jonas, Felipe Godoy e Raphael "Disposto" fomos ao Braston da rua Martins Fontes, e aguardamos pela chegada de Richie, que estava a caminho do aeroporto. Entre os músicos que compunham a banda, havia um que era bastante interessante, pois tocou no Warlock com Doro Pesch: Tommy Bolan. O japonês Jiro Okabe completava o trio. Quando chegaram, todos foram simpáticos e tudo se resolveu muito rapidamente.

Richie Ramone, gravou 3 álbuns com os Ramones
O guitarrista Tommy Bolan integrou a formação original do Warlock
O baixista Jiro Okabe é sempre um cara legal com os fãs
Tão logo o primeiro corre terminou e já inicamos o segundo. Marky estava hospedado no hotel Paulista Wall Street, na rua Itapeva. Seguimos para lá, onde ganhamos a companhia de Alvaro e da cuidadora de idosos. Alvaro não estava tão interessado em conhecer Marky. Fã de Misfits, aproveitou o fato do vocalista Michale Graves integrar o Marky Ramone's Blitzkrieg.

Para ser sincero, eu não conhecia os demais integrantes, então meu foco era apenas Marky e Michale Graves. Os outros músicos poderiam passar em minha frente um milhão de vezes, que certamente eu não seria capaz de reconhece-los. Ainda conseguimos um bônus, o baterista Tony White, do Chrome Division, que se apresentaria no mesmo evento. Eu não o reconheci, mas Raphael sim. Mais uma vez foi tudo muito fácil. Hotel de boa, onde os funcionários não ficam enchendo nosso saco, e músicos mais de boa ainda.

Tony White, baterista do Chrome Division
Michale Graves, vocalista do Marky Ramone's Blitzkrieg, ex Misfits
O baterista Marky Ramone é considerado integrante da formação clássica dos Ramones
Mesmo ainda sem saber, esse foi o último corre que fiz com Jonas e com a cuidadora de idosos. O que aconteceu logo depois, a partir dos corres do Kiss e do Robert Plant, tornou inviável qualquer tipo de relação minimamente amistosa. Houveram brigas que se tornaram, especialmente para eles, algo extremamente pessoal. Para mim, é treta de corre. Mas eles preferiram levar a outro nível.