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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Delain

Esse foi um corre onde minha vida foi muito facilitada, a começar porque não tive que descobrir o hotel. Eu estava em casa de boa, quando uma amiga, Renata, perguntou se eu queria o hotel do Delain. Respondi que sim, e ela, que provavelmente é amiga de algum dos integrantes no Facebook, me passou. Era um flat que eu nem sabia que existia, mas ao menos era próximo do Inferno Club, local do show. Tem coisas que só a Dark Dimensions faz por você! Quem faz corre entendeu a sacada.

O segundo golpe de sorte foi quando cheguei ao ponto de ônibus. Eu estava esperando, quando uma viatura da polícia civil encostou na esquina, há uns 15 metros. Não dei muita atenção, mas uma mulher passou por mim e disse "o policial está te chamando". Sem entender nada, olhei e reconheci Renato, amigo das antigas, que hoje trabalha no departamento de homicídios.

Há quase 30 anos tínhamos um projeto de banda chamada Parallels, nunca fizemos um show juntos, mas ensaiamos pra caramba. Ele disse que estava indo para o centro, então aproveitei a carona. Legalmente acho que nem é permitido, mas fomos. Foi engraçado ver a cara da Jess - com quem eu estava brigado - me ver chegando de viatura ao hotel. Enfim, a banda nem demorou para chegar. 

Charlotte lembrou-se de mim e disse algo como "que bom te ver de novo". Em seguida, mirei no novato, o guitarrista Timo Somers. Ainda consegui com o baixista Otto Schimmelpenninck, mas foi só. A banda atendeu muito rapidamente, eram muitos fãs - corre de bandas "góticas" sempre tem bastante - então fiquei sem fotos com Martijn Westerholt e Sander Zoer. Mas tudo bem, eu poderia esperar. Martijin disse que nos atenderia após a banda retornar da passagem de som, e realmente o fez, mas Sander ficou no Inferno até a hora do show, sabe-se Deus fazendo o que.

Um corre como tem que ser: a banda atendendo de boa, sem berros, sem ninguém tentando agarrar, sem palhaçada
Charlotte Wessels é uma querida
Timo Somers é mais quieto, mais na dele. O importante é que tira foto
Otto Schimmelpenninck, sempre gente boa
Martijn cumpriu a promessa de nos atender após retornar da passagem de som

Apesar de ser fã, principalmente do som que a banda fazia nessa época, a princípio eu não planejava ir ao show, pois estava sem dinheiro. No entanto, ganhei um ingresso em uma promoção, e outra promoção de ingressos em cima da hora - somente R$ 30,00 - me fez assistir meu segundo show do Delain junto com Sheila.

Foi um showzaço, mas Sheila, que trabalharia no dia seguinte, certamente não ficaria feliz se eu quisesse esperar Sander para completar a banda. Pareceu justo: ela me acompanhou no show, então não me importei de retornar para casa, até porque eu já tinha foto com ele, de 2010.


Karina me disse que após o show, a banda e alguns fãs, inclusive ela, foram para um boteco. Disse também que Otto estava a fim de ficar com ela, e ela não ficou. Ela adora pegar uns manés meia boca que moram na PQP, quando tem um famoso dando em cima, ainda que não tão famoso, fica de cu doce?! Me poupe! Ao menos ela pegou o autógrafo que faltou para mim.

sábado, 18 de setembro de 2010

Scorpions e Delain

A bem da verdade: não sou fã de Scorpions. Até tenho dois ou três LPs, gosto de uma música aqui, outra lá, e é isso. Porém, após mais de um ano recusando acompanhar Kevin em corres de bandas que não sou fã, decidi ir neste. A morte de Dio mudou meus pensamentos. Até aqui, deixei de conhecer muitos artistas importantes porque não sou fã, incluindo Tony Martin, Joe Lynn Turner, Jon Lord, Yes, Asia, Faith No More, Focus, Iggy Pop, J.J. Jackson, The Cult. Porém, o fato de eu ser fã ou não, não os torna ruins ou sem importância.

Decidi que passaria a frequentar alguns desses corres, desde que não atrapalhasse os verdadeiros fãs. O Scorpions estava em minha cidade e eu poderia até não ser o fã número um, mas conhecia e gostava de algumas músicas. Melhor aproveitar a oportunidade.

Desta vez não estava disposto – e nem com dinheiro – para assistir ao show, e muito menos para pagar pela hospedagem. Além do mais, durante o tempo que fiz corres, observei que muitos hunters não iam ao show, apenas tiravam as fotos e retornavam para casa.

A banda estava hospedada no Grand Hyatt. Ao chegar, entrei e fui diretamente ao restaurante, onde estava Kevin. Assim como ele, pedi algo para comer, o que em tese evitaria a expulsão do lugar. Naquele dia, vimos somente o guitarrista Rudolf Schenker e o baixista Pawel Maciwoda, que nos atenderam sem problemas.

Rudolf Schenker e a porra do dedo do Kevin no canto superior esquerdo
Pawel Maciwoda, baixista do Scorpions

No dia seguinte, o Delain apresentou-se pela primeira vez no Brasil. O ingresso já estava comprado há tempos. Na semana do show, a produtora anunciou que as primeiras 400 pessoas a entrar teriam direito a um meet & greet gratuito. Receoso em não estar entre elas, cheguei extremamente cedo, e passei o dia todo na fila que, ao final, tinha no máximo 150 pessoas. Eu poderia estar o dia no hotel do Scorpions, aparecendo no Carioca Club apenas para o meet. 

O show foi genial, mas o meet foi ruim, com o pessoal da produção apressando o tempo todo. Nem dava para conferir se uma foto ficou ou não boa, e já tinha alguém enchendo o saco, empurrando para a saída. Fora as mesas que definiam a separação entre você o músico. Na tentativa de salvar a foto, sem querer me aproximei demais de alguns deles, e ficou meio esquisito. Desse dia em diante, sempre que pudesse escolher entre corre ou meet & greet, escolheria corre, sem pensar duas vezes. Além do mais, ficou nítido que a “bondosa” oferta foi uma tentativa de lotar o local. Com capacidade para 1.000 pessoas, imagine o quanto estava vazio com apenas 150.

Charlotte Wessels, vocalista do Delain
Ewout Pieters era guitarrista do Delain
Otto Schimmelpenninck, baixista do Delain
Sander Zoer era baterista do Delain
Martijn Westerholt, tecladista do Delain
Assim que o show acabou, tomei um taxi para o Grand Hyatt. Ao chegar, Kevin já sabia em que hotel estava o Delain. Eu realmente ficava intrigado de como ele conseguia sempre saber de tudo. Até tive uma certa “coceira” para ir e tirar outra foto com a lindíssima Charlotte Wessels, mas faltava finalizar o Scorpions, então apaguei “o fogo no rabo” e permaneci onde estava.

Infelizmente era tarde: o que tinha que acontecer já havia acontecido. De tarde, enquanto eu estava na fila do Delain, Klaus Meine atendeu a todos no hotel. Pawel viu Kevin com aquele monte de LPs, então espalhou todos pelo chão e deitou-se com eles. Eu só acreditei porque vi a foto.




No dia seguinte, lá estávamos novamente no Grand Hyatt. Somente James Kottak atendeu. Para todos faltava apenas foto com o Matthias Jabs. Para mim, faltava também com o Klaus. Após passar o dia inteiro no hotel, estava chegando a hora da banda ir para o show. Foi quando o chefe de segurança do hotel, muito educado, falou conosco:

- Eu deixei vocês aqui dentro por três dias, sem atrapalhar. Mas agora o pessoal da produção pediu e eu preciso pedir para vocês saírem.

Meu corre finalizou ali. No fim, consegui 3/5 da banda, mas poderia ter conseguido 4/5 se não fosse a “bendita” promoção de meet do Delain. Nunca mais caio nessa!

James Kottak era o baterista do Scorpions