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quinta-feira, 5 de março de 2020

Martin Barre

Martin Barre integrou o Jethro Tull de 1969 a 2012. Após a dissolução da banda, ele e Ian Anderson, os dois principais integrantes, estavam rompidos. Cada um montou sua própria versão para manter viva a história e a tradição da banda original: Martin Barre's Jethro Tull e Ian Anderson's Jethro Tull. Em 2017, Ian, que detêm os direitos sobre o nome, anunciou o retorno do Jethro Tull com os integrantes que compunham sua banda solo. Martin continuou com sua própria banda. Na prática, há duas bandas tocando praticamente as mesmas músicas.

Em 2019, foi anunciado um show com Martin Barre no Espaço das Américas, acompanhado de Barriemore Barlow, baterista do Jethro Tull de 1971 a 1980. O tecladista do Ozzy Osbourne, Adam Wakeman (filho de Rick Wakeman) seria um convidado especial para esta apresentação. Já em 2020, poucas semanas antes do show, a participação de Barriemore Barlow foi cancelada, sendo substituído por Dee Palmer.

O corre começou na véspera do show, quando Carlos me enviou uma foto com a vista do hotel, postada por Adam Wakeman no Instagram. Não parecia a vista do Renaissance, onde a princípio pensamos que a banda de Martin Barre poderia ficar. Após investigar a vista de alguns hotéis no Google Maps, rapidamente cheguei à conclusão de qual era o hotel correto.


A expectativa confirmou-se na mesma noite, quando Barre postou uma foto em sua página oficial no Facebook: a banda toda reunida, jantando em um restaurante que eu conhecia muito bem, já que participei de muitos almoços familiares no lugar. Reconheci imediatamente o local: ficava na mesma rua e quadra do hotel que identifiquei.

Foto: reprodução do Facebook

No dia seguinte, fui cedo, pois tinha a informação de que, em ocasiões anteriores, Barre foi ao local do show muito cedo e passou o resto do dia por lá. Cheguei por volta de 09:00 hs e, como este não é um hotel problemático com fãs, entrei e esperei sentado em um sofá no hall. Não demorou muito e Kevin chegou. Isso tinha um lado bom, pois não gosto de fazer corres sozinho.

Vimos quando Adam Wakeman e o vocalista Dan Crisp desceram para tomar café da manhã, mas preferimos não aborda-los, priorizando para agir quando aparecessem nossos alvos - Martin Barre e Dee Palmer. Se fôssemos expulsos após aborda-los, ao menos já teríamos os integrantes principais.

Kevin observou que Palmer também fazia seu desjejum no restaurante do hotel. Enquanto esperávamos que ela terminasse a refeição, Martin entrou no hotel e foi direto à recepção, onde disse alguma coisa. Quando virou-se para ir ao elevador, Kevin o chamou. Foi então que percebemos seus sérios problemas de visão: ele tentou ver quem o chamava, mas não fixou o olhar em nossa direção, parecia que não conseguia identificar em que direção ou por quem foi chamado.

Kevin foi até ele para pedir autógrafos em alguns álbuns. Martin aceitou, mas não conseguia ver onde teria que assinar, então Kevin guiou a mão dele para que soubesse onde assinar. Ele desculpou-se, alegando estar sem óculos, mas assinou tudo. Kevin pediu para tirar uma foto com ele, que aceitou. Na minha vez, Martin desculpou-se por estar "fedendo", justificando que estava na rua fazendo exercícios. Não me importei muito com isso.

Martin Barre tornou-se um senhor extremamente simpático e educado, foi um prazer enorme conhece-lo

Barre subiu, tomou banho, e desceu novamente. Encontrou-se com o baixista Alam Thomson e com o baterista Darby Todd no hall, e saíram para passear. Abordamos somente Alam, pois não tínhamos certeza se Darby era mesmo Darby - havia um técnico de som parecido com ele, então estávamos em dúvida. Até saber quem era quem, não nos arriscaríamos a fazer uma abordagem errada.


Alam Thomson, o baixista, foi um dos mais simpáticos, pareceu realmente curtir o contato com os fãs

Dee Palmer finalizou seu café da manhã, e a abordamos quando deixava o restaurante. Também nos atendeu sem problemas, tirando fotos conosco e autografando os álbuns de Kevin.

David, seu nome de nascimento, é hermafrodita, ou seja, nasceu com órgãos genitais masculino e feminino. Na infância, foi criado como menino, assumindo a identidade masculina. Chegou até mesmo a se casar com uma mulher. Três anos após a morte da esposa, em 1998, Palmer assumiu sua identidade transgênero, passando por uma cirurgia de mudança de sexo, e respondendo pelo nome de Dee.

Como seus trabalhos com o Jethro Tull foram concebidos antes da mudança de gênero, o nome creditado nos álbuns foi o de registro (David Palmer).

Independentemente de sua condição intersexual, Dee foi educada e atenciosa, e isso é o que interessa para nós

Quando Martin, Alam e Darby retornaram, já havíamos solucionado a dúvida com o produtor, então abordamos Darby para tirar uma foto com ele.


Um casal apareceu no hotel para se encontrar Adam Wakeman. Chamado ao hall, ele desceu, foi quando aproveitamos para aborda-lo. Ele nos atendeu e saiu com o casal.


Martin desceu e sentou-se próximo a nós, no mesmo sofá onde estava Kevin. Neste momento, o que aconteceu me deixou totalmente boquiaberto: Anebelle entrou no hotel, desesperada como sempre. Eu jamais imaginaria que ela seria capaz de encontrar o hotel, pensava que ela estava por aí perdida e sem informação, mas fui obrigado a dar o braço a torcer: infelizmente ela aprendeu a fazer corres. Como estava sozinha, ela pediu para que eu tirasse suas fotos, o que concordei. Então, abordou Martin e tirei sua foto com ele.

Os outros integrantes foram descendo e se reunindo no hall, onde estávamos. Marcio, avisado por Anebelle, também chegou ao hotel. Fui tirando as fotos dos dois com cada integrante que aparecia. Dan Crisp, o único integrante que faltava para mim e Kevin, foi o quarto músico a descer. Eu e Kevin finalizamos, mas ainda faltavam dois integrantes para Marcio e Anebelle. No entanto, em menos de cinco minutos, todos desceram, e pudemos finalizar o corre. Ou quase...


Tem vezes que eu gostaria de ser sem noção como Kevin. De manhã, abordou Martin Barre assim que ele chegou ao hotel após os exercícios, conseguiu foto e autógrafo. Depois o abordou novamente para pedir uma palheta (isso é algo que não faço; se já pedi foto e autógrafo, vou ficar pedindo palheta também?). Martin respondeu que não tinha, mas que lhe daria uma mais tarde. Quando desceu, algumas horas depois, cumpriu a promessa e lhe entregou a palheta. Kevin, chato como sempre, pediu para tirar mais uma foto, desta vez segurando a palheta.

Agora, não satisfeito, o abordou mais uma vez, para pedir uma foto com todos os integrantes da banda. Já dava para perceber que Martin, tão gentil e educado na primeira abordagem, começava a ficar de saco cheio. A foto rolou, e até mesmo eu tirei com todos. Mas é complicado, Kevin fica todo o tempo abordando, importunando...

Martin Barre's Jethro Tull + Dee Palmer + Adam Wakeman

Finalizamos o corre. Fui a uma padaria próxima com Marcio e Anebelle, onde comemos alguma coisa. Enquanto aguardávamos pela comida, Marcio e Anebelle receberam uma mensagem de uma hunter do bem, aquela melhor do que a CIA, dizendo que sabia o hotel, perguntando se queriam a informação.

Eu estava com eles, então sei que não foram os responsáveis pelo vazamento. Sobrou apenas um suspeito óbvio: Kevin. Se ele estava "fazendo broadcast", ainda mais para quem estava fazendo, definitivamente não serve para fazer corres comigo. Eu o bloqueei no Messenger, então ele pode tentar me chatear a vontade, que não conseguirá mais falar comigo. Após 10 anos, este foi o fim de minha parceria com ele.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Ian Anderson's Jethro Tull

Fui neste corre repetido, em que eu já tinha foto com todos, de uma banda que não sou tão fã, apenas para dar uma força para Samii, que ainda não tinha foto com Ian Anderson. Eu e ela ficamos algumas vezes desde que retornei de Belém, então ajuda-la a conseguir era o mínimo que eu poderia fazer por ela.

Samii enfim conseguiu sua foto com Ian Anderson e com todos os músicos da banda dele

Acabei nem tirando foto com todos os integrantes, faltou com o baixista David Goodier, mas não me importei, pois já tinha foto com ele. O guitarrista Florian Opahle devia estar de saco cheio de ver a minha cara, pois estava sorrindo na foto que tiramos em 2012, quando o encontrei pela primeira vez; em 2015 estava um pouco mais sério, agora estava com cara de cu. De qualquer forma, ele saiu da banda pouco depois desse show.

Desta vez o mala estava bonzinho, pois a foto rolou sem problemas
Florian Opahle ja devia estar de saco cheio de ver a minha cara
Scott Hammond tem cara de bonzinho e é bonzinho mesmo, sempre atende numa boa
John O'Hara também sempre atendeu sem problema nenhum

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ian Anderson's Jethro Tull

Minha vingança contra o líder do Jethro Tull demorou 2 anos e meio mas aconteceu. Fui ao aeroporto de Congonhas com o Marcio e combinei com ele que eu não iria abordar Ian Anderson de uma maneira muito tradicional, mas que ele deveria estar pronto para tirar minha foto. Quando Ian desembarcou, sozinho, parecia um tanto perdido, sem saber direito para onde deveria ir. Eu o cutuquei e simplesmente apontei para uma direção. Sem entender nada, ele olhou e Marcio tirou a foto. Incrivelmente, pareceu uma foto posada, mas não foi o que aconteceu. Eu não pedi, não agradeci, apenas apontei, ele virou, e a foto aconteceu. E sim, eu levei a foto que ele autografou dois anos antes.

Ian Anderson nos deixou sem foto em 2013, mas em 2015 levou o troco. 1x1

O resto da banda desembarcou aos poucos. Como para mim só faltava com John O'Hara, fui tirando foto com os músicos conforme desembarcavam. Quando consegui a foto com ele, nem esperei pelo baixista David Goodier.

Florian Opahle, guitarrista do Ian Anderson's Jethro Tull
Scott Hammond, baterista do Ian Anderson's Jethro Tull
John O'Hara, tecladista do Ian Anderson's Jethro Tull

Ao sairmos do aeroporto, eu e Marcio tomamos um ônibus que nos deixou próximos ao Largo São Francisco. Como ele tinha que fazer alguma coisa na Galeria do Rock, o acompanhei, pois poderia tomar o ônibus para casa em um ponto perto da Praça da República. Quando estávamos passando pelo Viaduto do Chá, vimos uma movimentação anormal. Parecia a gravação de algum programa, algo assim. Nos aproximamos e ficamos surpresos ao constatar que era Ellen Rocche. No intervalo entre as cenas, ela atendia alguns fãs, mas eram muitos, não dava pra atender a todos. Então, como eu já tinha com ela, apenas pedi para ela tirar uma foto com o Marcio. Ela aceitou. Desta vez, tirei foto dela, não com ela. Sem problemas, eu já tinha. Que mulher, meus amigos, que mulher!


Mais uma curiosidade a respeito desse corre: alguns dias antes, uma menina, Jéssica, comentou em uma foto minha no Instagram algo como "eu sempre vejo suas fotos, como você consegue?". Não sei porquê, resolvi responder - geralmente eu apenas ignoro, apenas imagine quantas pessoas me perguntam isso o tempo todo.

Ela queria fazer o corre do Ian Anderson comigo, mas eu tinha outra ideia: como ele tocaria no mesmo local que tocou em 2013, concluí que ficaria no mesmo hotel, então eu conseguiria no aeroporto e ela no hotel. Um cara difícil desses, não era uma boa ideia levar quem eu nem conhecia. Entretanto, errei feio: ele não ficou lá e não descobri onde ficou.

Para me desculpar, eu disse que ela poderia tentar quando ele voltasse de Belo Horizonte para sair do país. Como Kevin também tentaria na conexão de saída, eu os apresentei virtualmente, e eles se encontraram no aeroporto. Conseguiram.

Esse foi o primeiro corre de Jéssica, ela fez corres comigo e com Carlos até o final de 2021, quando mudou-se para Lisboa.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Ian Anderson's Jethro Tull

Nunca fui grande fã de Jethro Tull, sempre achei o som um tanto chato. Porém, quando seu principal integrante, Ian Anderson, veio ao Brasil, com sua própria versão da banda, decidi conhece-lo, principalmente devido aos então recentes vídeos que circularam na internet, de uma apresentação que sua banda fez com Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden. Eu gostei muito do resultado final, então Ian Anderson era alguém que definitivamente eu gostaria de conhecer e conseguir uma foto.

Não me recordo exatamente como descobrimos o hotel, mas ele estava no Grand Mercure São Paulo Ibirapuera. Éramos apenas 4 pessoas no corre: eu, Marcio, Kevin e um amigo de Kevin. Estávamos no hall, sentados em um sofá, quando o guitarrista Florian Opahle sentou-se no sofá encostado ao que estávamos, às nossas costas. Não tínhamos certeza de se era ele mesmo, então perguntamos. Quando ele confirmou, pedimos para que tirasse fotos conosco, o que aceitou imediatamente. Um a um, todos os integrantes foram descendo, os abordávamos, e nos atendiam numa boa.

Florian Opahle, guitarrista do Ian Anderson's Jethro Tull
David Goodier, baixista do Ian Anderson's Jethro Tull e também do próprio Jethro Tull
Scott Hammond, baterista do Ian Anderson's Jethro Tull
Ryan O'Donnell, vocalista do Ian Anderson's Jethro Tull

Quem não gostou muito da estória foi a manager de Ian Anderson - uma argentina bastante chata, responsável por traze-lo ao continente - que tentou a todo custo nos expulsar do hotel. Sem nenhuma educação, falou diretamente conosco, dizendo que estávamos incomodando os músicos - embora ainda estivéssemos batendo papo com Florian, que conversava conosco animadamente.

Não houve nenhum tipo de problema em nossas interações com os outros músicos, era o mesmo de sempre: foto, autógrafo, e os deixávamos em paz. Ninguém reclamou para ela, ela que foi intrometida. Como simplesmente a ignoramos, ela se dirigiu aos seguranças do hotel e, depois, à recepção, para tentar nos expulsar mas, mais uma vez, foi ignorada.

Quando Ian Anderson apareceu, surgiu a chance de se vingar. Ele não foi simpático, autografou a minha foto, os álbuns de Kevin e de Marcio, mas disse que tiraria apenas uma foto coletiva. Não curtimos muito mas, fazer o que, estávamos apenas entre amigos, que seja... O problema é que só havia uma pessoa disponível para tirar a foto: a argentina. Posamos, ela tirou a foto e me devolveu a câmera. Rindo, disse "ficou mui grande", e entrou na van, que fechou as portas e partiu para o Teatro Bradesco, onde aconteceria o show.

Argentina filha da puta teve a chance de se vingar e não desperdiçou, acionando propositalmente o máximo de zoom

De noite, após o show, retornamos ao hotel para tentar a foto, já que ela "nos fez o favor" de estragar a que conseguimos. Ian Anderson, mala, passou apressado pelo hall, como se não existíssemos. Naquela época, ainda era possível fazer "corre na conexão". O último show dele no Brasil era em Recife, portanto ele teria que retornar a São Paulo para conseguir sair do país. Absurdo, né?

Um voo de Recife a São Paulo dura 3 horas, mas ele precisava faze-lo para voar à Inglaterra. Isso não fazia sentido nenhum, mas era assim que os voos no Brasil funcionaram até mais ou menos 2017. Foi a Copa de 2014 que mudou isso, embora com atraso - melhor para os viajantes, pior para nós. Hoje ele teria a opção de voar pela TAP de Recife para Lisboa e, lá, tomar um voo a Londres. Muito mais lógico!

Enfim, naquela época era possível encontra-lo no aeroporto de Guarulhos. Para fazer a conexão entre o voo nacional e o voo internacional, ele deveria desembarcar e caminhar ao embarque internacional. Quase ninguém sabia dessa possibilidade, mas nós sabíamos. Kevin me chamou para tentar, mas eu já estava de saco cheio desse mala, então não fui. Ele foi e conseguiu.