| Paulo Baron, dono da Top Link e empresário do Angra |
sábado, 13 de julho de 2019
Angra + Shaman + Viper
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Raven + Leather Leone
| Leather é sempre boazinha, que mulher legal |
| Leather Leone, vocalista do Chastain |
| Mark Heller, baterista do Raven |
| Mark Gallagher, guitarrista do Raven |
domingo, 2 de junho de 2019
Avantasia e a saga de Alisa com Andre Matos
A última vez em que encontrei Andre Matos foi no corre do Metal Singers, uma turnê organizada pela produtora Open The Road, reunindo vocalistas de metal para apresentar sucessos de suas carreiras, finalizando com uma jam onde todos participam. Na ocasião, Blaze Bayley, Udo Dirkschneider, e Doogie White vieram em um voo de Santiago. O quarto vocalista, Andre, não desembarcou. Avistei Silvio, o dono da produtora, e perguntei onde estava Andre. Ele respondeu que não havia passagens para todos, então viria no próximo voo.
Como já tenho diversas fotos com ele, normalmente eu finalizaria o corre e iria para casa. Entretanto, seria a primeira vez que Arianne conseguiria encontra-lo, após duas tentativas frustradas, então eu e Carlos aguardamos com ela pela chegada do voo seguinte. Após passar pelos procedimentos alfandegários, Andre saiu pelo portão de desembarque. Logo nos avistou e percebeu que o abordaríamos, então já veio falar conosco.
Arianne tem uma amiga russa, Alisa, que sempre perguntava quando Andre faria um show em seu país. Toda sem graça, pediu permissão para gravar um vídeo com ela perguntando e ele respondendo. Depois de legendar em inglês, enviou o vídeo para a amiga. Obs: a versão abaixo não contém legenda.
Não temos cama extra e nem ao menos um colchonete para colocar no chão se vier alguém. Logo, respondi que se Alisa não se importassse em dormir conosco na cama - que é King, enorme - e com os gatos (tínhamos 15, e quase todos também eram acostumados a dormir na cama), por mim estaria ok.
No dia em que Alisa desembarcou em Guarulhos, Arianne foi recepciona-la no aeroporto. Eu não fui, pois Arianne preferiu que eu as encontrasse na estação Barra Funda, apenas para levar uma mala "pesada". As duas tomariam um ônibus para o Rio de Janeiro, onde Alisa faria turismo por alguns dias. Sim, ela veio ao Brasil com o único objetivo de ver Andre Matos, mas turistar um pouco para aproveitar a longa viagem também não seria má ideia. Elas foram e retornaram dois dias depois.
Na madrugada seguinte, às 02:00hs, chegaria o voo trazendo o Avantasia ao Brasil. Eu não estava muito preocupado com o corre, pois havia apenas uma nova integrante com quem eu ainda não tinha foto, a vocalista Adrienne Cowan, que veio em substituição à Amanda Somerville, que meses antes decidiu não excursionar nesta turnê. Conseguindo foto com ela, por mim já estaria bom. Claro que é sempre bom conseguir com todos, mas não fazia questão absoluta. A grande missão nesse final de semana seria mesmo colocar Alisa em frente ao Andre.
Devido ao horário de chegada do voo, ir a Guarulhos automaticamente nos condenava a passar o resto da noite no aeroporto, até que o trem voltasse a circular. Alisa e Arianne me acompanharam, embora não estivessem muito interessadas em conseguir fotos com nenhum dos integrantes. Na correria, esqueci de verificar se a câmera estava com cartão - e não estava - então o jeito foi tirar as fotos com o celular de Arianne.
Tobias Sammet foi o primeiro a passar pelo portão de desembarque. Em 2016 havia muitos fãs no aeroporto, e todos os músicos atenderam numa boa, exceto Tobias. Três anos se passaram, e agora estava mais bonzinho, pois já saiu atendendo. Na sequencia, abordei os sempre simpáticos e gente boa Geoff Tate e Eric Martin, além de Oliver Hartmann. Por fim, consegui quem eu queria: Adrienne ficou muito surpresa com a abordagem. Acho que pensou não ser importante em meio a tantos grandes nomes. Foi muito simpática, então fiz questão de dizer que estava ali apenas para ve-la, sendo retribuído com um sorriso lindíssimo.
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| Desta vez Tobias não se escondeu e atendeu todo mundo |
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| Geoff Tate é sempre absurdamente legal e atencioso com os fãs |
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| Eric Martin é outro que parece nunca ter um dia ruim. Oliver Hartmann também não se incomodou em tirar foto |
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| Por fim, conheci meu grande alvo deste corre: a vocalista Adrienne Cowan. Pena que foi foto de celular |
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| Mais uma vez, o Photoshop falando alto em uma foto promocional |
O segurança brasileiro que recepcionou os músicos estava, como sempre, um pouco babaca. Eram pouquíssimos fãs - principalmente se comparado a 2016 - mas ainda assim ele enchia o saco. Como já tinha conseguido com quem eu queria, preferi finalizar as abordagens para não estressar desnecessariamente. Toda vez é a mesma palhaçada quando esse cara trabalha. Ele nos conhece, sabe o que queremos (foto e autógrafo), sabe que nossa abordagem é sempre a mais rápida possível e mesmo assim faz questão de atrapalhar... É difícil...
Quando a banda se foi, Alisa deitou-se em um banco no terminal 2 e cochilou um pouco. Arianne a acompanhou, ficando acordada para garantir que ninguém a incomodasse ou tentasse roubar. O aeroporto pode ter tipos bem estranhos de madrugada. Por minha vez, fiquei na área externa do terminal, fumando e conversando com outros fãs/hunters que, como nós, ficaram presos no aeroporto: Kleber e Ju Marmitt.
Ao amanhecer, quando o trem voltou a funcionar, pensei que retornaríamos para casa para dormir um pouco, mas Alisa tinha outros planos, que incluiam seguir direto para o Espaço das Américas, para garantir um dos primeiros lugares na fila. Mas que russa xarope! Eu fico péssimo quando não durmo, nem consigo curtir o show direito...
No caminho, expliquei como Andre chegaria ao local, e qual era o portão por onde ele entraria na casa de shows, mas ela alegou que não sairia da fila, pois não queria perder o lugar privilegiado, bem em frente ao palco. Mais uma vez: que russa xarope! Ela tinha ingresso de pista Premium, qual seria o problema se assistisse ao show um pouco mais para trás?! Mesmo que não fosse na primeira fileira, ainda assim seria próximo ao palco. Mas é fã, né? E fã é sempre imbecil, diria Regis Tadeu. Sem muita alternativa, Arianne a acompanhou.
Segui para casa, onde deitei e peguei no sono. Fui acordado no começo da tarde, quando Arianne apareceu para tomar banho e descansar um pouco, já que Alisa havia se enturmado com o pessoal da fila. Ela me disse que houve a comercialização de meet & greet do Shaman, e que Alisa sabia disso, mas não comprou porque achava que ficar por apenas um momento ao lado de Andre seria insuficiente, além do fato de não querer perder o lugar na fila. Contou também que, no Rio, Alisa pagou 600,00 para fazer um voo de asa delta - então falta de dinheiro para pagar o meet estava completamente descartada, não comprar o meet foi uma escolha deliberada.
A única chance dela encontrar Andre, então, seria na saída, mas com certeza ela se recusaria a deixar o local antes do final do show para tentar encontra-lo. Andre participou em dois momentos, o primeiro como vocalista da banda de abertura, Shaman, e o segundo cantando "Reach Out For the Light" como convidado do Avantasia. Esta, entretanto, não era a última música do setlist. Pelo contrário: era a oitava, de 23. E se cantasse e fosse embora?! Eu precisava impedir que isso acontecesse!
Portanto, eu e Arianne fomos para o Espaço das Americas assim que deu o horário do início do show do Avantasia. Quando chegamos, entretanto, aparentemente a participação de Andre ja havia acontecido. Ficamos no estacionamento do lugar e, pouco antes do fim do show, vimos quando Ricardo Confessori saiu da casa e colocou pratos em seu carro. Me aproximei e perguntei se ele sabia se o Andre ainda estava no local, mas ele respondeu que já tinha ido. Inacreditável! A menina veio diretamente de Moscou apenas para conhecer Andre e retornaria sem conhece-lo - embora, em muito, por sua própria imbecilidade de fã.
Quando o show terminou, nos encontramos com Alisa e retornamos para casa. No dia seguinte, segunda-feira, ambas tentaram encontrar uma maneira de contatar Andre para verificar se seria possível encontra-lo rapidamente em algum lugar apenas para uma foto e autógrafo. Enviaram e-mail para a assessoria que, é claro, jamais foi respondido. Como o retorno de Alisa a Moscou seria no dia seguinte, começaram a planejar a volta dela ao Brasil, em alguns meses, apenas para encontra-lo. Eu simplesmente não acreditava no que via: houve tantas chances para ve-lo, mas ela desperdiçou cada uma delas!
Na terça-feira ela embarcou para Paris, onde fez conexão para Moscou. Chegou na quarta-feira. Três dias depois, a notícia da morte de Andre chocou o mundo. Sem querer, ela assistiu muito de perto à última performance de Andre em um palco. E perdeu, para sempre, a oportunidade de conhece-lo. É o que sempre digo: show é legal, mas acaba em duas horas. A foto é para sempre!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Metal Singers
Uma curiosidade: Carlos foi o único a esperar por Andre conosco. Ele encontrou o vocalista muitas e muitas vezes no decorrer dos anos, mas nunca tirou uma foto. Aquela foi a primeira... e última 😭
sábado, 21 de abril de 2018
Viper Day 2018
| Leandro Caçoilo, vocalista do Viper |
| Luis Mariutti, baixista do Shaman |
sábado, 10 de junho de 2017
Luis Mariutti
Terrivelmente arrependido, procurava agora me redimir comigo mesmo. Por isso não exitei quando Cassandra disse que ele participaria de um show no Manifesto Bar, com a Falaschi All Star Band. Eu nem quis saber quem estava ou não participando do show, ele era o único alvo. Encontrei-me com Cassandra, e fomos ao Manifesto. Após o show, consegui a foto facilmente. Enfim completei a formação que considero clássica.
| Valeu a pena esperar, que fotão da porra! |
sábado, 9 de abril de 2016
Cássio Audi - Viper Day 2016
O Viper Day de 2015 foi muito divertido. Desta vez, o evento aconteceu em um local bem mais próximo de casa. Porém, tal como no ano anterior, eu estava sem dinheiro para prestigia-lo. No ano anterior um ex vizinho, Rudney, me viu em frente ao Manifesto tirado fotos com os músicos, mas sem a intenção de entrar. Onde se lê intenção, entenda-se grana mesmo. Ele decidiu pagar minha entrada. Desta vez eu provavelmente não teria tanta sorte, então fiquei em casa.
Corria um boato muito forte que Cássio Audi, o baterista da formação original, poderia aparecer para tocar nesse dia. Como eu tinha algumas amigas que compareceram ao Ozzy Stage Bar, pedi que avisassem se isso se confirmasse. Eu sairia de casa imediatamente. Quando uma delas, Elaine - a mesma que conheci no ano anterior na virada cultural, sentada em torno de uma mesa com o Pit - disse que ele chegou, não perdi tempo.
Tão logo cheguei, encontrei Jéssica fazendo corre em frente ao local. Ela queria uma foto com Andre Matos, com quem não tinha ainda. Nem demorou muito e Andre chegou. Tirei a foto dela, mas não aproveitei para tirar mais uma com ele. Feliz que conseguiu a foto que faltava, Jéssica queria ir embora. A convenci a ficar para pelo menos tirar minha foto com o Cássio.
| Se eu soubesse que Andre estaria morto em apenas três anos, com certeza tiraria mais uma foto com ele |
Enviei uma mensagem para Elaine, e ela respondeu que pediria a ele para dar uma saída rápida para me ver. De fato, em alguns minutos estávamos frente a frente. Como quando encontrei Andre e Felipe em 2013, e Pit e Yves em 2015, contei estórias de meu passado com a banda, mas nenhum deles foi capaz de lembrar de mim, nem mesmo Cássio, de quem eu praticamente era roadie.
Eu já o tinha encontrado virtualmente na época em que o Orkut surgiu. Ele aceitou minha solicitação de amizade, mas foi apenas isso. Simplesmente não interagia, não respondia às mensagens que eu enviava. Agora, mais de 30 anos depois que o conheci, parecia um pouco diferente mesmo, quietão, quase tímido. Apesar de o ver quase todos os dias na segunda metade da década de 80, eu e ele nunca tiramos uma foto juntos, até porque não havia essa facilidade de hoje para tirar fotos. Foi nossa primeira e provavelmente a última.
| Desisto! Nem mesmo Cássio Audi foi capaz de lembrar-se de mim! |
Havia, porém, uma enorme treta se desenrolando nos bastidores. O que vou contar agora foi o que disseram, eu não vi, não estava lá, não sei se é verdade ou não. Após conseguir a foto com Cássio, retornei feliz para casa, pois achava que era uma foto que jamais teria. Quando cheguei, uma outra amiga enviou uma mensagem, dizendo que Pit estava se recusando a subir no palco e que por isso o show não aconteceria.
Conforme ela, a presença de Cássio foi uma surpresa de Felipe Machado - ou Nando Machado, não me recordo bem - aos demais integrantes da banda. Andre aceitou numa boa, mas Pit deu piti. Diz que essas foram as suas palavras: "eu não subo no palco com esse filho da puta, por causa dele nós não conseguimos lançar nosso DVD", referindo-se ao To Live Again - Live In São Paulo, que demorou anos para ser lançado após sua gravação. Depois de muita confusão, não sei como se resolveu, o show aconteceu. Cássio tocou apenas Soldiers of Sunrise. Como eu queria ter visto isso ao vivo, como via nos anos 80...
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Viper Day 2015 - Parte 1
Em 2015, o Viper criou o Viper Day, que a princípio seria apenas uma festa para comemorar os 30 anos do primeiro show da banda. Com o sucesso desta empreitada, tornou-se um evento anual. Esta primeira edição prometia a presença de diversos ex integrantes e convidados especiais, então era uma excelente oportunidade para conseguir fotos que eu ainda não tinha. Acompanhado de Sheila, fui para a frente do Manifesto, onde intencionava fazer apenas o corre, já que estava sem dinheiro para entrar e assistir ao show. Kevin também compareceu para fazer ambos, corre e show.
Tão logo chegamos e encontrei um ex vizinho, Rudney, que morou no prédio em que morei dos 2 aos 14 anos, entre 1974 e 1986. Conversamos um pouco e tiramos uma foto. Eu o encontrei quatro anos antes no show do Symfonia. Conseguimos nos reconhecer na ocasião porque somos amigos no Facebook também.
| Rudney e eu éramos vizinhos. Apesar de ser mais novo de idade é mais velho no metal. Me apresentou o som do Motörhead |
Guilherme Martin foi o segundo a chegar. Como não o conhecia há 30 anos, como a maioria dos músicos que apareceriam nesta noite, apenas tiramos uma foto. Felipe Machado chegou acompanhado por seu irmão Nando Machado, hoje no Wikimetal, aproveitei para tirar fotos com os dois.
| Guilherme Martin é um dos poucos que eu não conheci 30 anos antes |
| Eu e Felipe Machado fomos amigos 30 anos antes desta foto, mas hoje ele não lembra de mim |
| Em 1985 existiam duas salas para a quinta série no colégio Sion, A e B. Eu estudava em uma e Nando na outra |
| Os caras do Vodu eram um bônus muito bom para mim, pois sempre fui fã da banda e não conhecia pessoalmente nenhum integrante |
| Hugo Mariutti substituiu Yves Passarell quando ele foi para o Capital Inicial |
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Viper
As bandas que se apresentaram no Monsters of Rock já estavam em São Paulo, mas eu ainda não havia começado este corre. Era dia de ver uma das bandas nacionais mais importantes para mim, o Viper, pois temos uma longa história em comum. Para que você entenda, terei de retornar a 1984, pouco antes do meu aniversário de 12 anos, quando fiz minha primeira viagem internacional, com a família, aos Estados Unidos. Uma das coisas que comprei por lá foi uma caderneta de autógrafos. Não sei porque comprei, talvez inconscientemente vislumbrasse o que eu viria a ser quase 25 anos mais tarde.
No ano seguinte eu estudava no colégio Nossa Senhora do Sion, em Higienópolis, São Paulo. Um de meus colegas de classe chamava-se Cristiano, que um dia contou que seu irmão Cássio tocava em uma banda. Ele convidou-me para assistir a um ensaio no próprio colégio, eu fui e adorei. Alguns dias depois, fomos a um show do Viper na antiga danceteria Raio Laser, em Moema. Terminou de madrugada, mas sem problemas, a mãe dele me trouxe para casa. Não sem antes eu estrear a caderneta que trouxe da América, pois nela consegui autógrafos de alguns integrantes do Viper.
Na semana seguinte, no intervalo, eu caminhava pelo pátio do colégio, quando o guitarrista Felipe Machado, que também estudava lá, me reconheceu e veio falar comigo, querendo saber o que achei do show. Dois dias depois fui ao correio postar uma carta, e encontrei sem querer Andre Matos fazendo o mesmo. Conversamos um pouco também. Tem noção que conheci o Andre com 14 anos? Felipe tinha 15, Yves 16 e Pit 17. Não me lembro a idade do Cassio Audi, mas deveria ser 13 ou 14 também. Eram os "Menudos do metal".
Com o tempo, aproximei-me muito de todos os integrantes. Passei a ser presença constante nos ensaios, acompanhei outros shows, inclusive aquele do incêndio no teatro do colégio Rio Branco. Realmente tornei-me fã, inclusive criando o primeiro fã clube brasileiro e fazendo anúncios para divulgar a banda em revistas especializadas. Curiosos enviavam cartas querendo saber mais sobre o trabalho, e eu respondia enviando uma fita cassete com a demo tape "The Killera Sword". Se comparado a hoje, eram tempos difíceis, mas bons...
Cássio Audi morava na rua Dr. Brasílio Machado. A duas quadras de distância, na rua Dr. Veiga Filho, em um mesmo edifício moravam os irmãos Yves e Pit Passarel em um apartamento, e Felipe Machado em outro. No prédio imediatamente vizinho, morava Andre Matos. Passei a andar com Felipe e Yves, os via quase todos os dias. Era comum panfletarem próximo à estação Santa Cecília do metrô, entregando aos transeuntes um papel com informações do próximo show. Também íamos frequentemente à Galeria do Rock, onde conversavam com donos de gravadoras independentes, pois sempre sonharam em gravar álbum.
Passei a frequentar o apartamento onde Cássio morava e aprendi as noções básicas de bateria. Isso me levou a procurar aulas, a princípio no Grupo AMA da rua Dr. Gabriel dos Santos, e depois no Conservatório Musical Carlos Iafelice da rua Turiassú. Sim, toquei bateria e tive algumas bandas na adolescência, mas depois me afastei, deixei para lá. Sabe como é, trabalho, namoro...
Essa aproximação com o Cássio meio que me tornou um roadie. Não era nada oficial, a banda nem tinha dinheiro para pagar um, mas diversas vezes ajudei a montar, desmontar e carregar a bateria do Cássio para algum ensaio ou show em São Paulo. Éramos muito jovens, tudo era novidade, tudo era divertido...
Afastei-me dos integrantes do Viper quando decidiram demitir o Cássio - e até hoje não entendo o porquê, ele era ótimo. Me lembro dele quase chorando quando contou sobre a demissão. Entreguei o controle do fã clube para Pit, que foi ao apartamento onde eu morava para pegar as cartas pendentes de resposta. Continuei fã, é claro, mas perdemos o contato completamente. Logo depois a banda lançou o fenomenal Theatre of Fate, até hoje um dos álbuns mais significativos do metal nacional.
Distante do mundo Viper, eu ouvia notícias de que Andre queria sair da banda para fazer faculdade de música. Achei uma idiotisse. Lembro que, quando eu estava com eles, Felipe se afastou por um ano para fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Por que sair? Por que não deixar a banda com um substituto temporário, retornando quando concluir os estudos? Hoje sabemos que Andre logo quis voltar, mas a banda, numa atitude mais idiota ainda, recusou aceita-lo de volta, o que o fez montar o Angra com o Rafael Bittencourt.
O primeiro álbum do Viper sem Andre, Evolution, foi muito bom. Pelo visto muitas músicas ainda eram feitas para a voz de Andre, por exemplo The Spreading Soul Forever, que foi regravada com sua voz décadas depois, quando o vocalista retornou à banda por algum tempo. A partir de então, em minha opinião, o Viper perdeu-se completamente. Primeiro com a mudança de estilo do Coma Rage. Foi um bom álbum, mas não era mais genial como os anteriores. Então veio o desastroso "Tem Pra Todo Mundo". O que foi aquilo?! Por muito tempo simplesmente larguei mão, não queria nem saber mais...
Em minha opinião, se os músicos se levassem a sério, poderiam estar hoje no nível do Helloween, conhecidos mundialmente, fazendo turnês... Felipe sempre preferiu ser jornalista, a guitarra e a banda são apenas hobbies. Yves pulou fora quando recebeu o convite do Capital Inicial, onde poderia ganhar muito mais dinheiro. Pit entregou-se às bebidas e sabe-se la mais o que - na verdade todos sabemos, mas é melhor nem dizer... O único que fez como deveria foi justamente Andre, que morreu reconhecido como o maior vocalista brasileiro de todos os tempos.
Sinceramente gostei do álbum All My Life, a banda acertou muito ao entregar os vocais para Ricardo Bocci e as composições são excelentes, quase como nos velhos tempos, além de demonstrar o amadurecimento musical. Porém, mas uma vez, os integrantes não se levaram a sério e não deram continuidade ao trabalho. Foi apenas um álbum quase que perdido no meio de uma discografia confusa...
Agora era 2012 e Andre estava de volta. Seria ele capaz de salvar o Viper? Eu não sei o que é lenda e o que não é, mas a história diz que, na época em que Andre saiu, a banda estourava na Europa e no Japão. Tudo o que eu queria era ve-los no lugar de onde nunca deveriam ter saído.
Kevin me chamou para fazer com ele o corre, quando a banda apresentou-se com Andre no Via Marquês. Eu até fui, mas não sei porque não fiquei, talvez não estivesse passando bem mas realmente não me recordo. Um ano se passou e a banda agora tinha uma sessão de autógrafos marcada na Animal Records. Era a oportunidade que eu teria para rever meus ex amigos - ex porque nos afastamos, não porque brigamos. Será que se lembrariam de mim?
Escaneei os antigos autógrafos que sobreviveram, dois do Felipe e dois do Yves, coloquei todos no iPad e fui à Galeria para participar do evento. Levei também o Soldiers of Sunrise autografado por todos, exceto Andre, na época do lançamento.
Antes do evento, encontrei minha amiga Bruna, mais conhecida como Kitty, dando um rolê na própria Galeria com o guitarrista Stevie D. do Buckcherry. Aproveitei para tirar uma foto com ele.
| O guitarrista Stevie D. do Buckcherry utilizou meus amigos Alvaro e Bruna como guias enquanto esteve na cidade |
| Felipe observa no iPad o papel que autografou 28 anos antes |
| Viper: foi a primeira vez que encontrei-me com Hugo Mariutti e Guilherme Martin |
| Achou que não iria levar uma foto para eles assinarem?! Pena que usaram as canetas do evento e não a minha |
| Pit completou a assinatura que faltava na foto |
sábado, 25 de agosto de 2012
Dream Theater
| Solange Gomes |
| Nathalia Dill |
De repente, o saguão se encheu de adolescentes que pareciam esperar por alguma banda também, mas com certeza não estavam lá pelo Dream Theater. Ricardo me disse que era o RBD que eles esperavam. Quando a banda desembarcou, houve confusão generalizada, então peguei o celular e gravei toda a cena. Apenas observe o que acontece com o Horácio (dinossauro verde, personagem de Maurício de Sousa, que está na mão de um menino no vídeo):
| John Petrucci |
| John Myung |
| James LaBrie |
| O tecladista Jordan Rudess é um dos mais legais com os fãs. Sempre! |
| Fabio Ribeiro é reconhecido por seu trabalho com bandas como Angra e Shaman |






