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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Blackoustic

No final de 2017 foram anunciados alguns shows no Brasil do Blackoustic, projeto acústico que contava com o vocalista do Stratovarius, Timo Kotipelto, e o ex guitarrista do Sonata Arctica, Jani Liimatainen. Jani gravou meus álbuns prediletos do Sonata, então seria a oportunidade que eu esperava há muito tempo para conhece-lo. Ele saiu da banda por não concordar com a mudança de estilo que ocorreu a partir da gravação do Unia, seu último trabalho com a banda.

Em minha opinião, o som do Sonata continua bom, mas definitivamente não é mais o mesmo. Elias Viljanen, embora toque muito, não tem a mesma pegada e ainda tem de se submeter aos experimentalismos musicais de Tony Kakko & cia. Os quatro primeiros álbuns consagraram a banda como um dos grandes nomes do power metal, mas desde então, embora a sonoridade tenha ficado mais própria, fazendo com que o som da banda fosse único e inconfundível, o estilo definitivamente não é mais o mesmo.

Desta vez o corre foi feito no modo easy. Como sou amigo do tour manager deles, ele me disse o horário em que a dupla chegaria no aeroporto de Congonhas. Neste dia, 9 pessoas aguardavam pela dupla: eu, Arianne, Carlos, Juliana, Ruth, Guido, Marcio e Jonas, além de uma conhecida groupie. Quando desembarcaram, foi bem tranquilo, eles atenderam todos numa boa.

Timo Kotipelto autografou minha foto e meus CDs
Timo Kotipelto, vocalista do Stratovarius
Jani Liimatainen, ex guitarrista do Sonata Arctica

De noite, eu e Arianne fomos para o show. Quando já estávamos no táxi, a caminho do Manifesto, fomos avisados pela Karina que o guitarrista do Stratovarius, Matias Kupiainen, também estava no local. A princípio ficamos um pouco confusos. O que ele estaria fazendo por aqui? Depois, descobrimos que na realidade ele mora em São Paulo, ao menos parcialmente. Ao que parece, ele é casado com uma brasileira, então passa metade do ano aqui e metade na Finlândia.

Até onde conseguimos apurar, ele trabalha como professor em uma universidade, mas não sabemos qual matéria ele ministra. Nessas bandas menores (Stratovarius é série C) é comum que todos os integrantes ou, pelo menos, alguns deles, não consigam viver exclusivamente de música, então têm um segundo emprego. Nesse dia, Matias fez uma participação especial, subindo ao palco para tocar algumas músicas com seu parceiro de Stratovarius.

Durante o show, não me recordo exatamente como, descobrimos em que hotel a dupla estava hospedada. Não fomos para lá quando o show terminou pois já tínhamos conseguido tudo o que queríamos, mas uma amiga, Aline, foi e conseguiu fotos quando os músicos chegaram após o show.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sonata Arctica

Logo após o corre bem sucedido do Peppino di Capri no aeroporto de Guarulhos, eu e Carlos atravessamos a cidade rumo ao hotel Golden Tower, onde estava hospedada a banda Sonata Arctica, que se apresentava a noite no Aquarius Rock Bar. Não me recordo ao certo como sabíamos o hotel, mas o fato é que a banda estava muito longe do local do show.

O Golden Tower já foi o hotel padrão para as bandas que se apresentavam no Carioca Club. Quando os produtores passaram a hospeda-las lá, por volta de 2011, era uma maravilha. Entrávamos e aguardávamos em uma sala em frente aos elevadores, sentados confortavelmente nos sofás e navegando no wi-fi, que não é cobrado e não tem senha. Quando fazíamos isso, estávamos em no máximo 4 ou 5 pessoas, e todos sabíamos como nos comportar.

Com o passar do tempo, a informação se espalhou entre os fãs comuns, então tornou-se normal que grandes grupos de fãs saíssem do show diretamente para o hotel. Entravam e se comportavam como se ainda estivessem no show, falando alto, com latas de cerveja na mão, sentando nos sofás que eram destinados aos hóspedes. Quando há poucos fãs e muitos lugares para sentar, não há problema, mas quando hóspedes começam a ficar de pé porque os sofás estão todos tomados pelos fãs, a história muda. É claro que mais cedo ou mais tarde daria problema, e deu. Depois de três ou quatro anos, a entrada de fãs foi proibida.

Eu e Carlos, no entanto, nunca vimos problema em aguardar fora do hotel, então quando chegamos, foi o que fizemos. Estéfano logo se juntou a nós. Não demorou muito para que Tommy Portimo saísse falando ao celular. Sem perceber nossa presença, sentou em um canto e continuou a conversar. É claro que não o abordamos, não era a hora certa. 

Quando ele desligou, olhou para nós e veio falar conosco, sem que fosse necessário chama-lo. Assinou tudo o que tínhamos e tiramos fotos com ele. O segundo a aparecer foi Henrik Klingenberg, que também nos atendeu numa boa, mas minha foto com ele ficou totalmente tremida. Na hora não percebi, então ele retornou ao hotel. Sem problemas, quando a banda saísse para o show eu o abordaria novamente.

Tommy Portimo, baterista do Sonata Arctica
A primeira foto com Henrik não ficou boa, então essa foi uma das raras ocasiões em que abordei o mesmo músico 2 vezes

Os caras do Sonata, se abordados em uma boa hora (no relato de 2010, há um ótimo exemplo do que é uma abordagem em hora ruim), não se importam de interagir com os fãs. Exceto Tommy, todos são mais na deles, caladões, especialmente Tony Kakko. Isso não é problema, para nós o importante é conseguir fotos e autógrafos. Algum tempo depois, começou a anoitecer e todos os integrantes, um a um, saíram e nos atenderam de boa.

Abordei Henrik novamente, expliquei que a foto ficou ruim, e ele não se importou em tirar outra
Como não fiz o corre do Sonata em 2014, esta foi a primeira vez que encontrei o baixista Pasi Kauppinen
Elias Viljanen, guitarrista do Sonata Arctica
Tony Kakko é um gigante no palco, grande front man, mas fora dele é calado até demais

Nosso dia, em tese, ainda não havia terminado, pois havia um terceiro corre. A vocalista Tarja Turunen, ex Nightwish, também estava na cidade. Infelizmente a foto que mandei fazer para ela autografar ainda não estava pronta. Carlos seguiu para o Hilton, e eu retornei para a loja onde revelo as fotos, próxima de casa. Ao saber que ainda não estava pronta, desisti de encontrar com Carlos e Jessica.

Não deveria ser um problema, já que eu tinha uma amiga que jurava que era da produção da Tarja e que me colocaria em frente à vocalista se eu a acompanhasse ao show em Piedade (SP). Esse foi um dos grandes arrependimentos da minha vida, porque a foto de Carlos com Tarja foi a mais linda que já vi. Ela estava feliz, sorridente, bem diferente da mala que encontrei diversas vezes a partir de 2012 e jamais consegui tirar uma foto com ela novamente.

Tarja com Carlos, em um dia onde Carlos fez 3 corres bem sucedidos: Peppino di Capri, Sonata Arctica e Tarja

sábado, 30 de outubro de 2010

Sonata Arctica

Sonata Arctica é uma banda que eu queria muito conhecer, mas que não interessava a Kevin. Então, eu não tinha ideia de como descobrir o hotel. Na véspera do show, fui com a Renata em alguns possíveis hotéis, mas não encontramos sinais que indicassem que os músicos estavam em nenhum.

No dia do show, eu estava em frente ao Carioca Club quando a van chegou com a banda. Um único fã solitário tentou aborda-los para conseguir autógrafos em um CD, mas tomou uma naba gigantesca. Todos o ignoraram, como se ele não existisse. Embora eu soubesse que ali não era hora nem lugar, também compreendia que não é todo mundo que faz o que eu faço, e que as oportunidades não são as mesmas. Ele tentou o que estava ao alcance dele.


Quando o show terminou, fiquei em frente ao local, comendo um hot-dog naquelas barracas montadas em dias de show, esperando que algum milagre de última hora pudesse me indicar onde estavam. Mas isso não aconteceu, pois a van com a banda se foi e, com ela, minha esperança.

No dia seguinte, quase meio-dia, recebi uma mensagem da Renata, que disse ter seguido a van de carro, com amigas, e que a banda estava no Estanplaza da rua Funchal. Já era próximo do horário do check-out, então nem arrisquei sair. Mas tomei uma decisão: estava na hora de parar de depender dos outros e descobrir como “a mágica” era feita. Não adiantaria perguntar ao Kevin, pois ele não falaria: ele me dava o peixe, mas não me ensinava a pescar.

Anos depois, quando comecei a fazer corres com o Carlos, descobri o segredo de Kevin: ele não sabia nada, apenas recebia as informações mastigadas. Carlos geralmente encontrava com a banda, conseguia fotos e autógrafos, e somente depois passava a informação para ele ou, então, com uma boa suspeita de hotel, o enviava antes para confirma-la. Kevin era uma farsa! E uma farsa chata!