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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Monsters of Rock 2015 (parte 1)


Poucos dias antes do Monsters of Rock, Dandara enviou uma mensagem pedindo ajuda para conhecer o Manowar. Sabendo que é uma banda repleta de integrantes chatos, respondi que não ajudaria. Eu nem me importo em passar o hotel depois que eu e meus amigos já conseguimos as fotos, o problema dos perguntadores de hotel é que eles querem ir comigo, então vão ficar querendo. No mesmo dia, ela postou um pedido de ajuda no Facebook, algo como "se alguém souber o hotel do Manowar, por favor me fale". Simplesmente ridículo!

Algumas bandas chegaram à cidade um pouco mais cedo do que o previsto. Se não me engano, o corre começou na quinta feira, quando passei a tarde sozinho no hotel onde estava o Manowar. Vi apenas Joey DeMaio algumas vezes, sem resultado algum. Ele simplesmente ignora, passa como se você não existisse, e não adianta chamar. Quando saiu do serviço, Sheila veio ao meu encontro. Joey saiu do hotel caminhando mais uma vez, e mais uma vez fomos ignorados. Decidi que esperaria até a volta. Se ele atendesse, bem, se não, dane-se.

Eu só não contava com o que viria a seguir. De repente, chegaram 10 fãs, entre eles, Dandara. DEZ!!! Estava somente eu e Sheila, e já estava difícil, de repente éramos 12. Não é muito quando se trata de uma banda acessível, com integrantes legais. Mas era o Manowar, fudeu, né?! Fim de corre!

Eu e Sheila nos levantamos e fomos embora. No caminho para casa, puto da cara, enviei uma mensagem para Dandara dizendo "estou te excluindo e bloqueando porque você é imbecil!". Não dei nem chance para que ela respondesse. Mania de fuder o corre dos outros! Descobriu o hotel?! Tudo bem, eu não posso impedir. Mas tem que chegar em bando?! Ela não conseguiu e ainda tirou minha chance de conseguir.

No dia seguinte cedo, eu e Sheila fomos ao aeroporto de Congonhas, para tentar conseguir fotos com o Judas Priest. Mais um fiasco! O aeroporto estava repleto de fãs, do pior tipo possível: aqueles que acham que será lindo se a banda chegar com eles cantando as músicas. É claro que os seguranças, vendo isso, fizeram um esquema para a banda passar sem atender ninguém. No meio da confusão, ainda consegui uma foto com Glenn Tipton, mas foi só. A maioria que foi ao aeroporto não conseguiu nada, exceto cantar e passar vergonha.

Bônus do dia: a sempre fofa, atenciosa e diferenciada Nicole Bahls
Glenn Tipton, guitarrista do Judas Priest

Carlos e Fernando se hospedaram por todo o final de semana no Renaissance, onde estava a maioria das bandas do festival. As únicas exceções eram Kiss, Ozzy Osbourne e Manowar. Ele disse que as coisas estavam meio complicadas, porque a presidente da Coréia do Sul também estava no hotel. Nenhum fã não hospedado conseguia entrar. Portanto, com essas informações, decidi que o corre recomeçaria somente de madrugada, em outro hotel, quando o Kiss chegaria de Brasília. Na manhã seguinte, eu e Léo fomos para o aeroporto de Guarulhos tentar o Yngwie Malmsteen. Conseguimos. Retornamos ao hotel do Kiss, onde não rolou nada de muito especial. 

Carlos contou que, pouco antes da presidente coreana deixar o hotel, os seguranças decidiram fazer uma limpeza, identificando e expulsando quem não era hóspede ou convidado. Anebelle conseguiu entrar, mas ficou desesperada quando percebeu o que estavam fazendo, então tentou que algum de nossos amigos hospedados a registrassem como convidada, mas é claro que não conseguiu.

Quando o segurança chegou nela, disse "a senhora não pode ficar aqui dentro sem estar hospedada, vai ter que sair". Anebelle recusou do jeito dela, berrando que não sairia. O segurança disse que chamaria a polícia e, exatamente nesta hora, chegaram várias viaturas que fariam a escolta da presidente que estava para sair. Ele aproveitou e disse "olha lá, chegou a policia". Não precisou de mais nada, ela saiu aos berros e xingando.

Como a presidente coreana foi embora, então, de noite, fomos ao Renaissance, onde conhecemos alguns integrantes do Steel Panther. Meus alvos principais eram os dois integrantes novos do Accept, o baixista do Judas Priest, Ian Hill, e os integrantes do Primal Fear, especialmente o vocalista Ralf Scheepers, que já cantou no Gamma Ray. Apesar dos seguranças do hotel não pararem de encher o saco, fui conseguindo as fotos aos poucos.

Mark Tornillo, vocalista do Accept
Uwe Lulis, guitarrista do Accept
Christopher Williams, baterista do Accept
Mais uma foto com Glenn Tipton. Eu só ia tirar a do Léo com ele, mas Glenn disse para eu tirar também
Richie Faulkner não estava tão legal quanto nas outras vezes que o encontrei, mas o que importa é que tirou a foto
O sempre gente boa e gigantesco Scott Travis
Ralf Scheepers, vocalista do Primal Fear, ex Gamma Ray
Aquiles Priester era o baterista do Primal Fear, banda onde ficou por apenas um ano
Clique aqui para ler como foi o corre com o Malmsteen, aqui para ler como foi o corre com o Steel Phanter e aqui para ler como foi o corre com o Kiss no Monsters of Rock 2015.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Metal Singers

O produtor responsável pela Open the Road, Sílvio, tinha há tempos o sonho de fazer o Metal Singers, ou seja, um show que reunisse no mesmo palco ao menos quatro grandes vocalistas de metal. Em 2015, conseguiu tirar do papel a primeira edição do evento, com Blaze Bayley, Tim "Ripper" Owens, Udo Dirkschneider e Mike Vescera.

Apesar do show em São Paulo ser apenas no dia 24, eu, Sheila e Ellen fizemos do jeito fácil. No dia 14, aguardamos pelos músicos na recepção do edifício onde fica a Kiss FM, na Avenida Paulista. Logo que chegamos encontramos o baterista Ivan Busic, do Dr. Sin. A princípio não entendi o que ele estava fazendo ali; se estava, como nós, fazendo corre. Simplesmente esqueci que Mike Vescera já foi vocalista do Dr. Sin e ele, é claro, foi rever o amigo. Claro que aproveitamos para tirar uma foto com Ivan também. Por que não?!

Ivan Busic é um cara muito gente boa, além de ter no curriculum grandes bandas nacionais, como Platina, Banda Taffo e Dr. Sin

Quando os músicos chegaram, Ivan e Mike Vescera se abraçaram e ficaram conversando. Vimos quando Ivan tirou uma selfie com o celular e nos oferecemos para tirar uma foto de verdade com a câmera, o que prontamente foi aceito. Rapidamente, conseguimos as fotos com todos os músicos presentes.

Eu e Blaze Bayley. De novo e de novo e de novo!
Eu e Tim "Ripper" Owens. De novo!
Eu e Udo Dirchneider de novo. Ele atende de boa e é um cara legal quando os hunters do bem não estão cercando-o, como em 2018
Mike Vescera foi "a única figurinha nova" neste dia para mim

Missão cumprida, era hora de retornar para casa. Antes, Ivan quis saber como conseguiria a foto que tiramos dele com Vescera, sugerindo que Sheila cadastrasse seu whatsapp. Você não tem ideia de quanto Sheila me "encheu" com isso nos dias a seguir: "eu tenho o whatsapp do Ivan Busic e você não". Claro que foi só uma brincadeira, mas a graça do negócio é que ela nem sabia que Ivan existia até o dia que fizemos o corre no evento Dr. Sin's Help, no Manifesto, em 2012. O vimos novamente em 2013, com o Platina. Ou seja, eu que o apresentei para ela.

Mas afinal, onde está a foto de Ivan com Vescera?! Assim que chegou em casa, Sheila transferiu a foto para o celular e a apagou do cartão da câmera. Não sei porque fez isso, mas ok.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dio Disciples

Eu e Sheila calculamos e fomos ao aeroporto para recepcionar o Dio Disciples. Chegando lá, conhecemos o responsável por recepcionar a banda, Léo Soares. Ele estava sozinho e, se não fosse por nós, teria problemas. Parte da banda é fumante e estava ávida por um cigarro, mas a outra parte odeia cigarro e se recusava a sair para ficar com os fumantes, ainda que na área externa. 

A pedido de Léo, entramos no terminal, localizamos e reunimos todos os não fumantes, que a essa altura já estavam espalhados, e os conduzimos até o portão de embarque nacional, onde encontramos novamente com Léo e o resto da banda. A banda embarcaria para Florianopolis, onde aconteceria o primeiro show da turnê brasileira, no dia seguinte.

Entre os fumantes estava o ex baterista do AC/DC, Simon Wright e o guitarrista Craig Goldy. Craig recusou-se a tirar fotos conosco pois, conforme ele, seu cabelo não estava arrumado. Fala sério! Na hora não percebemos, mas minha foto com Bjorn Englen ficou totalmente desfocada. Sem problemas, eu teria que fazer esse corre novamente por causa da  ̶b̶a̶i̶t̶o̶l̶a̶g̶e̶m̶  de Craig.

Simon Wright, ex baterista do AC/DC. Gente finíssima!
Oni Logan, vocalista do Dio Disciples
Tim "Ripper" Owens, vocalista do Dio Disciples
Scott Warren, tecladista do Dio Disciples

Não estava em nossos planos passar no hotel no dia do show em São Paulo, mas foi necessário. Logo que a banda chegou, abordamos Craig, perguntando se hoje poderíamos tirar fotos com ele. A resposta foi "hoje sim". Mas que diabos! Eu e Sheila concordamos que o cabelo dele estava exatamente do jeito que estava no aeroporto!!! Abordei Bjorn novamente, o resto deixamos em paz.

Craig Goldy, guitarrista do Dio Disciples
Bjorn Englen, baixista do Dio Disciples

O produtor - e nosso amigo - Milton chegou ao hotel, e nos convidou para subir com ele e a filha ao quarto deles, aceitamos. Lá, rolou uma conversa bem tensa sobre o show. Menos de 100 ingressos foram vendidos. Ele saiu distribuindo ingressos, inclusive para mim e para Sheila. Porém, eu e ele tínhamos um acordo: em quase todos os corres que fazia, eu pegava fotos autografadas extras para ele, em troca de ingressos dos shows das bandas que ele trazia. Isso já rolava há algum tempo.

Perguntei porquê não cancelou, se vendeu tão pouco. Ele me respondeu que trazia as bandas que ele gostava, não as que davam dinheiro, e ele queria ver o show. Isso eu sabia, o que eu imaginava - mas não tinha certeza - e que ele acabou de confirmar é que ele estava assumindo prejuízo atrás de prejuízo, pegando mais e mais dinheiro com agiotas, arruinando completamente sua vida financeira.

O tamanho da trolha seria revelado no mesmo dia. Outra amiga, Deca, trabalhou para ele nesse show. A coisa estava em um ponto em que simplesmente não havia absolutamente nada do que a banda pediu no camarim. Deca, Léo e outros profissionais que trabalharam no show se uniram para poder comprar alguns lanches no McDonalds, senão a banda não teria o que comer naquele dia. Foi simplesmente ridículo, surreal.

O show, claro, foi fantástico. Independentemente de qualquer problema com a produção, a banda entregou o melhor aos fãs. Mas imagine: cabe mil pessoas no Carioca Club. 100 ingressos foram vendidos, e mais 100 estavam na casa de graça, porque ganharam ingresso. Um puta show, absolutamente vazio!

Enfim, assisti a um show em frente ao palco, uma amiga fotógrafa me enviou esta foto onde eu apareço

Entre os fãs, presenças ilustres: Sean Jefferies e Gary Young, integrantes da banda inglesa Avenger, que estava no Brasil para shows em Jundiaí, Santos e São Paulo. Sem dúvida um belo bônus.

Sean Jefferies e Gary Young, guitarrista e baterista do Avenger

domingo, 4 de março de 2012

Hail!

Era pra ser apenas o corre de uma superbanda, mas logo que chegamos ao Blackmore, encontramos Jonas, com quem eu e Sheila não tínhamos ideia desde o corre do Twisted Sister, quando, na esperança de ser o primeiro a ser atendido pelo facílimo e amigável A.J. Pero, “voou em cima dele”, quase derrubando Sheila, que estava com o tornozelo imobilizado.

Infelizmente demos ouvidos ao que tinha a dizer. É claro, desculpou-se pelo ocorrido, não apenas na ocasião citada, como também quanto ao que aconteceu em outros corres, como, por exemplo, quando foi posto para fora do Skye, carregado por seguranças, berrando e balançando os pezinhos no ar, no dia do Aerosmith. Usou o mesmo lenga-lenga de sempre, “a banda vai, os amigos ficam”, e prometeu tentar não agir mais assim. Infelizmente demos um voto de confiança, tão pleno, que fiz com ele quase todos os corres de 2012. Depois, o rompimento foi definitivo.

O lado bom é que antes achávamos que ele era idiota, agora temos certeza. Entre outras mancadas, em 2016, foi bêbado ao hotel do Testament e incomodou hóspedes, fazendo com que um hotel que sempre fosse fácil adotasse políticas anti-fãs. No mesmo 2016, puxou o cabelo de Steven Tyler, como uma menininha, foi ridículo! Em 2017, seu auge, conseguiu foder com o corre do Ace Frehley, apenas para conseguir uma FOTASSA. Eu tenho pouquíssimos arrependimentos, mas com certeza, se pudesse repensar uma decisão, não teria falado com ele nesse dia.

Sobre o corre: todos atenderam quando a banda chegou ao Blackmore, mas não atenderam a todos. Além de mim, Sheila e Jonas, também estavam Felipe Godoy, Rita, Arthur e o Mestre. Sete pessoas, não era muito. Enquanto abordamos Tim "Ripper", o mestre abordou Paul Bostaph. Depois, abordamos Andreas Kisser e James Lomenzo, mas Bostaph não esperou e entrou. Como sempre, queríamos a banda completa, seria terrível perder alguém que, por ser apenas ex Slayer, poderia não retornar - não tínhamos como saber que ele retornaria à banda no ano seguinte.

Tim "Ripper" Owens, ex vocalista do Judas Priest, do Iced Earth e de Yngwie Malmsteen
James Lomenzo, ex baixista do Megadeth
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, era o único que eu já conhecia pessoalmente

Dessa forma, como todos estávamos sem dinheiro para ir ao show, o jeito foi caminhar até o shopping Ibirapuera, próximo ao local, e enrolar até a hora em que estivesse acabando. Nesse dia, eu e Sheila também nos tornamos um pouco mais próximos do casal Felipe Godoy e Rita.

Godoy revelou um grande segredo: ele retirou seu inseparável boné exibindo uma assustadora calvície, em contraste total ao seu longo rabo de cavalo. Era cabeludo e careca ao mesmo tempo. Felipe faleceu 2 anos e meio depois, aos 34 anos, vítima de infecção hospitalar. Essa foi uma grande tarde com ele, que jamais será esquecida.

Quando retornamos, esperamos ainda um bom tempo depois que o show terminou para que Bostaph saísse do local. Ao menos, quando saiu, nos atendeu sem problemas. Também conseguimos um bônus, o guitarrista Sílvio Golfetti, ex Korzus.

Paul Bostaph, baterista do Slayer no passado e no futuro dessa foto
Sílvio Golfetti, guitarrista fundador do Korzus