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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dio Disciples

Eu e Sheila calculamos e fomos ao aeroporto para recepcionar o Dio Disciples. Chegando lá, conhecemos o responsável por recepcionar a banda, Léo Soares. Ele estava sozinho e, se não fosse por nós, teria problemas. Parte da banda é fumante e estava ávida por um cigarro, mas a outra parte odeia cigarro e se recusava a sair para ficar com os fumantes, ainda que na área externa. 

A pedido de Léo, entramos no terminal, localizamos e reunimos todos os não fumantes, que a essa altura já estavam espalhados, e os conduzimos até o portão de embarque nacional, onde encontramos novamente com Léo e o resto da banda. A banda embarcaria para Florianopolis, onde aconteceria o primeiro show da turnê brasileira, no dia seguinte.

Entre os fumantes estava o ex baterista do AC/DC, Simon Wright e o guitarrista Craig Goldy. Craig recusou-se a tirar fotos conosco pois, conforme ele, seu cabelo não estava arrumado. Fala sério! Na hora não percebemos, mas minha foto com Bjorn Englen ficou totalmente desfocada. Sem problemas, eu teria que fazer esse corre novamente por causa da  ̶b̶a̶i̶t̶o̶l̶a̶g̶e̶m̶  de Craig.

Simon Wright, ex baterista do AC/DC. Gente finíssima!
Oni Logan, vocalista do Dio Disciples
Tim "Ripper" Owens, vocalista do Dio Disciples
Scott Warren, tecladista do Dio Disciples

Não estava em nossos planos passar no hotel no dia do show em São Paulo, mas foi necessário. Logo que a banda chegou, abordamos Craig, perguntando se hoje poderíamos tirar fotos com ele. A resposta foi "hoje sim". Mas que diabos! Eu e Sheila concordamos que o cabelo dele estava exatamente do jeito que estava no aeroporto!!! Abordei Bjorn novamente, o resto deixamos em paz.

Craig Goldy, guitarrista do Dio Disciples
Bjorn Englen, baixista do Dio Disciples

O produtor - e nosso amigo - Milton chegou ao hotel, e nos convidou para subir com ele e a filha ao quarto deles, aceitamos. Lá, rolou uma conversa bem tensa sobre o show. Menos de 100 ingressos foram vendidos. Ele saiu distribuindo ingressos, inclusive para mim e para Sheila. Porém, eu e ele tínhamos um acordo: em quase todos os corres que fazia, eu pegava fotos autografadas extras para ele, em troca de ingressos dos shows das bandas que ele trazia. Isso já rolava há algum tempo.

Perguntei porquê não cancelou, se vendeu tão pouco. Ele me respondeu que trazia as bandas que ele gostava, não as que davam dinheiro, e ele queria ver o show. Isso eu sabia, o que eu imaginava - mas não tinha certeza - e que ele acabou de confirmar é que ele estava assumindo prejuízo atrás de prejuízo, pegando mais e mais dinheiro com agiotas, arruinando completamente sua vida financeira.

O tamanho da trolha seria revelado no mesmo dia. Outra amiga, Deca, trabalhou para ele nesse show. A coisa estava em um ponto em que simplesmente não havia absolutamente nada do que a banda pediu no camarim. Deca, Léo e outros profissionais que trabalharam no show se uniram para poder comprar alguns lanches no McDonalds, senão a banda não teria o que comer naquele dia. Foi simplesmente ridículo, surreal.

O show, claro, foi fantástico. Independentemente de qualquer problema com a produção, a banda entregou o melhor aos fãs. Mas imagine: cabe mil pessoas no Carioca Club. 100 ingressos foram vendidos, e mais 100 estavam na casa de graça, porque ganharam ingresso. Um puta show, absolutamente vazio!

Enfim, assisti a um show em frente ao palco, uma amiga fotógrafa me enviou esta foto onde eu apareço

Entre os fãs, presenças ilustres: Sean Jefferies e Gary Young, integrantes da banda inglesa Avenger, que estava no Brasil para shows em Jundiaí, Santos e São Paulo. Sem dúvida um belo bônus.

Sean Jefferies e Gary Young, guitarrista e baterista do Avenger

domingo, 4 de março de 2012

Hail!

Era pra ser apenas o corre de uma superbanda, mas logo que chegamos ao Blackmore, encontramos Jonas, com quem eu e Sheila não tínhamos ideia desde o corre do Twisted Sister, quando, na esperança de ser o primeiro a ser atendido pelo facílimo e amigável A.J. Pero, “voou em cima dele”, quase derrubando Sheila, que estava com o tornozelo imobilizado.

Infelizmente demos ouvidos ao que tinha a dizer. É claro, desculpou-se pelo ocorrido, não apenas na ocasião citada, como também quanto ao que aconteceu em outros corres, como, por exemplo, quando foi posto para fora do Skye, carregado por seguranças, berrando e balançando os pezinhos no ar, no dia do Aerosmith. Usou o mesmo lenga-lenga de sempre, “a banda vai, os amigos ficam”, e prometeu tentar não agir mais assim. Infelizmente demos um voto de confiança, tão pleno, que fiz com ele quase todos os corres de 2012. Depois, o rompimento foi definitivo.

O lado bom é que antes achávamos que ele era idiota, agora temos certeza. Entre outras mancadas, em 2016, foi bêbado ao hotel do Testament e incomodou hóspedes, fazendo com que um hotel que sempre fosse fácil adotasse políticas anti-fãs. No mesmo 2016, puxou o cabelo de Steven Tyler, como uma menininha, foi ridículo! Em 2017, seu auge, conseguiu foder com o corre do Ace Frehley, apenas para conseguir uma FOTASSA. Eu tenho pouquíssimos arrependimentos, mas com certeza, se pudesse repensar uma decisão, não teria falado com ele nesse dia.

Sobre o corre: todos atenderam quando a banda chegou ao Blackmore, mas não atenderam a todos. Além de mim, Sheila e Jonas, também estavam Felipe Godoy, Rita, Arthur e o Mestre. Sete pessoas, não era muito. Enquanto abordamos Tim "Ripper", o mestre abordou Paul Bostaph. Depois, abordamos Andreas Kisser e James Lomenzo, mas Bostaph não esperou e entrou. Como sempre, queríamos a banda completa, seria terrível perder alguém que, por ser apenas ex Slayer, poderia não retornar - não tínhamos como saber que ele retornaria à banda no ano seguinte.

Tim "Ripper" Owens, ex vocalista do Judas Priest, do Iced Earth e de Yngwie Malmsteen
James Lomenzo, ex baixista do Megadeth
Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, era o único que eu já conhecia pessoalmente

Dessa forma, como todos estávamos sem dinheiro para ir ao show, o jeito foi caminhar até o shopping Ibirapuera, próximo ao local, e enrolar até a hora em que estivesse acabando. Nesse dia, eu e Sheila também nos tornamos um pouco mais próximos do casal Felipe Godoy e Rita.

Godoy revelou um grande segredo: ele retirou seu inseparável boné exibindo uma assustadora calvície, em contraste total ao seu longo rabo de cavalo. Era cabeludo e careca ao mesmo tempo. Felipe faleceu 2 anos e meio depois, aos 34 anos, vítima de infecção hospitalar. Essa foi uma grande tarde com ele, que jamais será esquecida.

Quando retornamos, esperamos ainda um bom tempo depois que o show terminou para que Bostaph saísse do local. Ao menos, quando saiu, nos atendeu sem problemas. Também conseguimos um bônus, o guitarrista Sílvio Golfetti, ex Korzus.

Paul Bostaph, baterista do Slayer no passado e no futuro dessa foto
Sílvio Golfetti, guitarrista fundador do Korzus