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domingo, 8 de março de 2020

Gilby Clarke + Matt Sorum + Sebastian Bach

O alerta acendeu na sexta-feira, dia 06, quando o ex baterista do Guns'n'Roses, Matt Sorum, postou uma foto no Instagram, logo ao desembarcar no aeroporto do Guarulhos. Fiquei sabendo no mesmo dia, mas não sabia o que ele veio fazer no país, e muito menos onde estava.

No sábado, em tese, eu faria dois corres: Amon Amarth + Powerwolf e Tuff. Graças a um vizinho fdp, cancelei tudo. Ele despejou restos de tinta, já pastosa, na sarjeta. Fui a um mercado próximo, de noite e, ao retornar, não percebi a porcaria, pisei, escorreguei, e o dedão do pé esquerdo bateu com tudo na quina. Se quebrou, se não quebrou, nem sei, não fui ver isso. Consegui fazer o corre do Martin Barre no dia seguinte, ainda não estava tão roxo, nem tão inchado. Dois dias depois, o jeito foi ficar em casa quieto.

No domingo de madrugada, Carlos enviou uma mensagem comentando que Sorum veio para participar de um evento fechado e que Sebastian Bach e Gilby Clarke estavam com ele. Tínhamos a desconfiança de um hotel, porque uma fã postou uma foto com eles e, é claro, reconhecemos o local, que era próximo a um hotel que conhecemos bem. Valeria a pena investigar.

Foto: reprodução do Instagram

Como já estava um pouco melhor, decidi ir relativamente cedo ao aeroporto para tentar conhecer o Powerwolf, já que eu já tinha fotos com o Amon Amarth. Quando cheguei, por volta das 10:00 hs, havia um pequeno grupo de fãs e hunters esperando também. Mas logo descobrimos que foi viagem perdida, pois a banda postou uma foto dentro do avião, se despedindo de São Paulo. Fazer o que, não da para ganhar todas...

Givaldo e Hana aceitaram me acompanhar ao hotel para confirmar as suspeitas. Foi uma longa espera em um dia chuvoso. Um amigo de Givaldo informou que Sorum iria naquele dia para Piracicaba, onde participaria de um evento de lançamento de sua cerveja personalizada. Sheila (não minha ex) e Marcio, que estavam à procura dos músicos, nos viram em frente ao hotel e permaneceram conosco. Houve uma hora em que um carro estacionou, a atriz Regina Casé desembarcou e entrou no hotel. Não houve como aborda-la, mas a abordaríamos se e quando saísse.

Foto: reprodução do Instagram

Por volta das 14:30, Sorum saiu do hotel e nos atendeu na maior simpatia. Ele é sempre legal.


Três horas mais tarde, Regina Casé saiu. A abordamos e ela aceitou tirar fotos, desde que fosse rápido, pois estava indo participar das gravações do Faustão. Sempre ouvi dizer que ela era chata, alguns congonheiros sempre falavam mal (embora ela estivesse na lista de Zé Congonhas como uma das "legais"), mas a achei muito simpática.


A essa altura, muitos outros já haviam chegado ao hotel: Carlos, Jessica, Queiroz*, Anebelle, Marcus e Gabrielle. Pouco depois, Gilby Clarke saiu. Alguém tentou aborda-lo, mas ele sinalizou que atenderia depois, então deixamos que seguisse seu caminho. Provavelmente foi apenas almoçar, embora já fosse quase 18:00 hs. Jessica e Queiroz o seguiram e conseguiram. O resto, ele atendeu quando voltou, absurdamente simpático. Ele sempre foi um dos músicos mais legais.


Por volta de 20:30, já havia esfriado bem, eu estava longe de casa há 11 horas, cansado, com o dedo ruim, tomando chuva o dia inteiro. Vimos quando o segurança de Gilby Clarke foi embora, e concluímos que nada mais aconteceria. Quase todos decidimos finalizar. Apenas Sheila (e a mãe dela) e Anebelle permaneceram.

De acordo com Sheila, 20 minutos após sairmos, Sebastian desceu. Foi abordado e aceitou tirar fotos, mas o flash do celular falhou. Isso, é claro, fez com que a já normalmente louca Anebelle entrasse em desespero total. Sheila descreve a cena: 

"Sebastian já tinha tirado as fotos, Anebelle e minha mãe em desespero porquê o flash não funcionou, então ele gritou que queria fumar, que era para deixa-lo em paz, e virou as costas. Eu respeitei, então atravessei a rua, mas minha mãe e Anebelle ficaram lá batendo boca com ele. Ele dizia apenas "no understand, no understand". Quando ele terminou de fumar, atravessei novamente e a selfie rolou de boa. Anebelle não gostou da foto, queria que fosse de câmera, ela ficou surtando de um lado e o Sebastian gritando do outro, eu não sabia onde enfiar a cara. Só faltou pegar a pipoca e sentar no banco para assistir"

Claro que ainda havia a possibilidade de tentar ve-lo no aeroporto, com eles saindo do Brasil. Mas, para mim, já estava bom. Não consegui a foto com Sebastian mas, paciência, já tenho de outras ocasiões. Mais uma vez, não se pode ganhar todas...


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sons of Apollo

Sons of Apollo é um super grupo formado por músicos que integram ou integraram bandas maiores, algumas série A (Guns N' Roses), outras série B (Mr Big, Dream Theater, Journey). Eu sabia que a maioria era legal, pois encontrei Jeff Scott Soto, Billy Sheehan e Mike Portnoy em outras ocasiões. Seria, entretanto, meu primeiro encontro com Derek Sherinian e Bumblefoot, embora tivesse informações de que eles também interagem com os fãs sem problema nenhum. 

Era day off: no dia anterior, a banda tocou em Porto Alegre, no dia seguinte tocaria em São Paulo. Tive o prazer de dar uma força ao amigo Johnny Moraes, guitarrista do Pastore, ex Warrel Dane, que pediu minha ajuda para conhecer Mike Portnoy. Além de nós, estavam no corre Carlos e Guido. Jessica e Samii, chegaram depois, separadamente. Assim que é bom, uma banda legal, poucos fãs/hunters, sem Anebelle, sem hunters do bem... Sem bagunça, berros e afobação, o corre se transforma quase que em um encontro de amigos, os músicos sentem-se mais a vontade para interagir.

Não lembro exatamente o motivo, mas na primeira foto, com Mike Portnoy, ainda estava claro, era mais ou menos 18hs. A última, com Bumblefoot, aconteceu por volta de 23:30hs. Era um corre que esperávamos ser simples - "conseguiremos quando todos saírem para jantar" - mas que durou bem mais do que esperávamos - como, aliás, acontece quase sempre. O grande destaque foi para a expressão que Bumblefoot fez quando desceu e viu o decote da Samii, simplesmente memorável, parecia que nunca tinha visto peitos antes. Ela sempre foi adepta de roupas bem decotadas e muitas vezes mais justas do que deveria.

Mike Pornoy, baterista do Sons Of Apollo
Billy Sheehan, baixista do Sons of Apollo
Derek Sherinian, tecladista do Sons of Apollo
Jeff Scott Soto, vocalista do Sons of Apollo
Bumblefoot, guitarrista do Sons of Apollo

Johnny conseguiu as fotos que queria, e não ficou até o final. Quando conseguimos a última foto, nos despedimos e cada um foi para seu canto. Carlos, Jessica e Guido caminharam para o metrô, mas eu fui na direção contrária, pois queria passar numa loja de conveniência próxima para comprar cigarro. Samii ficou no hotel com o Bumblefoot.

Fui, comprei e retornei para o hotel, onde planejava chamar um 99 para me levar para casa. Bumblefoot já tinha subido, mas vi Samii sentada em frente do hotel. Fui falar com ela e reparei que estava literalmente com os peitos de fora. Ela so percebeu quando avisei. Menos mal que, no ano anterior, quando voltei de Belém, eu e ela saímos algumas vezes, então eu já tinha visto e provavelmente o mico foi menor. Quando o motorista chegou, ofereci a ela uma carona até a av. Dr. Arnaldo, onde poderia tomar o metrô e baldear até chegar em casa.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Slash + Gilby Clarke

O que parecia ser apenas mais um corre transformou-se em uma aula, não apenas de como fazer corres, mas principalmente de como não fazer - e em nenhum dos casos eu fui o professor.

Meu corre foi simples: fui ao Hilton com Fabi e Fernando. Já imaginava que não conseguiria nem mesmo ver Slash, mas poderia conseguir uma foto com Gilby Clarke, com os músicos da banda do Slash, e com sorte até mesmo com o vocalista, Myles Kennedy. E assim foi: o primeiro a sair do hotel foi o sempre simpático e amigável Gilby Clarke. Depois, vi os mesmos integrantes do Slash que vi em 2012, Frank Sidoris e Todd Kerns. Estavam meio diferentes, quase não os reconheci mas, enfim, eram eles. Mais uma vez, não vi nem sinal do baterista Brent Fitz. Mais a noite, Sheila saiu do trabalho e uniu-se a nós. Que sorte: tão logo chegou, Myles Kennedy saiu do hotel e nos atendeu. Para mim foi suficiente para finalizar o corre.

Gilby Clarke é sempre muito gente fina!

Como em 2012, Frank Sidoris atendeu todos os fãs que aguardavam para ver Slash
Quase não reconheci Todd Kerns de touca e óculos escuros
Mal chegou ao hotel, Sheila conseguiu foto com Myles Kennedy. Que sorte!

No dia seguinte, fiquei sabendo como foram os corres de dois conhecidos. Um excelente, outro catastrófico. O excelente foi o de Denis e Guilherme, a mesma dupla que conseguiu uma foto com Ringo Starr em 2013. Sem saber o que fazer para conseguir encontrar Slash, decidiram ir ao estacionamento do Espaço das Américas, onde ficaram observando por algum tempo.

Quando viram o manager gringo do Slash, foram até ele. Denis explicou que tem um site sobre a carreira de Slash e perguntou se seria possível vê-lo no camarim. Mostrou o site no celular, deu detalhes. Milagrosamente, a jogada deu certo. Após falar com Slash, que se interessou em saber sobre o site, o manager ofereceu a ambos acesso com direito a meet & greet grátis. Não apenas: Denis mantém contato com Slash até hoje: "Eu não fico falando com ele sobre banda, porque todos devem querer isso, deve encher o saco, então falamos mais sobre Fórmula 1, Slash gosta muito de corridas".

Uma cena que tornou-se comum desde esse dia é que quando Slash vem com o Guns ou com sua banda solo, Denis vai ao hotel e fica no meio dos fãs comuns. Ele, entretanto, entra em contato diretamente com Slash, que manda alguém para busca-lo e coloca-lo para dentro. Parece surreal, né? Mas garanto que é verdade! Esse é um esquema apenas dele, não é possível levar mais ninguém com ele. E Denis está certíssimo em manter assim, pois faze-lo provavelmente significaria perder o acesso. Você arriscaria?!

Por outro lado, a sempre perturbada Anebelle causou novamente. Achando-se muito esperta, e aproveitando-se do fato de ter carro, invadiu a garagem do hotel e se escondeu até que Slash descesse para ir embora do hotel. Enzo a acompanhou. Quando Slash finalmente apareceu, foi aquele berreiro.

Slash foi um autêntico filho da puta. Vendo que havia dois fãs, disse "eu tirarei uma foto, mas será uma só. Escolham com qual dos dois será". Isso daria morte se fossem dois fãs de verdade. Por sorte, Enzo só estava acompanhando Anebelle, não era fã nem queria foto, então foi fácil decidir. Anebelle saiu comemorando, mas a história estava muito longe de terminar.

Inconformado com a invasão, o manager do Slash retornou à recepção do hotel, mandou chamar o gerente e o chefe da equipe de segurança e descascou o verbo. Os próprios seguranças do Hilton contaram essa estória para mim e Carlos, pois os conhecemos há anos e sempre conversamos com eles. "Só não fomos todos demitidos porque temos muito tempo de hotel e nossa ficha era limpa até então. Se não fosse isso, todos teríamos rodado".

Já imaginou como seria se uma nova equipe de segurança fosse contratada, sabendo que a anterior foi demitida por causa de fã????? Acho que iriam gradear todo o hotel, teríamos que esperar bem longe, na Marginal Pinheiros. A louca, como sempre, atrapalhando a vida de todos, sem medir as consequências...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Edguy e Slash

Slash já é um cara difícil, quase inacessível, ainda tive que aguentar um bando de retardados que se concentrou em frente ao hotel, cerca de 30 fãs cantando músicas do Guns, fala sério! Mas eu tinha uma carta na manga, fruto da experiência de corres anteriores: eu sabia onde ele jantaria naquela noite. Então, chamei Sheila e Larissa, que estavam comigo, e fomos somente nós para a churrascaria. Chegando lá, bingo! O carro que saíra do hotel pouco antes, em meio à cantoria dos fãs, estava no estacionamento.

Decidimos ficar bem em frente à porta de entrada e saída do lugar, não haveria como não dar de cara com ele. E foi exatamente o que aconteceu: quando saiu, o chamei, e mostrei a foto, dando a entender que gostaria de um autógrafo. Ele virou e fez um sinal para que eu me aproximasse, autografou minha foto e os dois CDs de Larissa. Sheila não tinha nada para autografar, então pediu uma foto e ele negou. Ela insistiu, dizendo que poderia ser uma única foto com os 3. Ele deu aquela vacilada, estava quase aceitando, quando foi empurrado para dentro do veículo que o aguardava pelo segurança.


Fica a pergunta: segurança chato? Não! Exceto raras exceções, ele apenas cumpre ordens, é tudo encenação. Já soube de artistas que disseram ao segurança "se algum fã me abordar eu vou atender, mas você está fudido!". Ou seja, não quer atender, mas também não quer se passar por mala. Então quem passa por mala é o segurança. Mais uma vez: existem exceções, existe segurança que é babaca trabalhando com qualquer artista, em qualquer situação.

Marcelo Zava sempre conta:

"No corre do Tears for Fears, eu, Kevin, Leandro Caíque, Deca e Bono estávamos na porta principal do Hilton e o Orzabal saiu pela lateral. Nós corremos e chamamos, ele viu e ignorou. Aí peguei o carro e corremos. Estava muita chuva, e eu caí pra pista expressa, eles ficaram na local e pegaram trânsito. Fui pela Dutra e eles pela Ayrton Senna. Quando cheguei no trevo, onde as duas rodovias se juntam, eles passaram e eu colei. Quando descemos do carro, o segurança (velho conhecido de quem faz corres), nos viu e falou "não acredito!!!", com cara de bravo. Orzabal não queria atender, mas falamos "Você não vai nos atender?! Olha o nosso estado, estamos todos molhados", aí ele atendeu. Depois que os caras entraram pra sala de embarque, o segurança veio até nós e disse "Bora tomar um café?".

Retomando a estória, retornamos ao hotel e conseguimos chegar antes que Slash o que, teoricamente, é impossível, já que ele estava na nossa frente. Com certeza passou em algum outro lugar antes de retornar. A van com a banda chegou antes, e os músicos pararam para nos atender. O problema é que eles fizeram "boi de piranha". Enquanto a banda atendia, Slash passou às nossas costas, sem que ao menos percebêssemos, até que fosse tarde demais para tentar aborda-lo. 

Ainda assim, os músicos, especialmente Todd Kerns, foram gente finíssima. O hotel tem um corredor um pouco longo que conduz à porta giratória que dá acesso às áreas internas. Após atender a todos, ele já estava na metade do caminho, quase na porta, quando uma fã de última hora atravessou a rua,  berrando pelo nome dele, que parou e retornou para atende-la. A bem da verdade: pouquíssimos músicos fariam isso, mesmo os que são conhecidos por ser legais. Ponto para ele!

Todd Kerns, gente finíssima, baixista do Slash
Frank Sidoris, guitarrista do Slash

Na mesma noite, ainda conseguimos uma foto com Tobias Sammet, do Edguy.

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No dia seguinte, eu e Larissa tentamos no Espaço das Américas, mas conseguimos apenas uma foto com Jens Ludwig, do Edguy, que saiu para fumar um cigarro enquanto rolava a apresentação do Slash. Para mim, foi um corre bem decepcionante. Eu não esperava conseguir uma foto com o Slash, já sabia que ele é chato, mas esperava ao menos conseguir as fotos com todos os integrantes do Edguy e também uma foto com Miles Keneddy, vocalista da banda do Slash e do Alter Bridge. Ficou para uma próxima ocasião.

Jens Ludwig, guitarrista e co-fundador do Edguy