Mostrando postagens com marcador Dream Theater. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dream Theater. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2018

James LaBrie

Quando o vocalista do Dream Theater, James LaBrie, veio a São Paulo para participar de um show com Noturnall e Alirio Netto, não me recordo exatamente o motivo, mas eu tinha a convicção de que ele estaria hospedado no hotel Prodigy (que hoje chama-se Transamerica Berrini). Cheguei próximo à hora do almoço, então aproveitei para comer no restaurante do hotel. A ideia era enrolar o suficiente para que o vocalista aparecesse para participar da passagem de som, o que deveria acontecer em no máximo três horas.

Samii e uma amiga que não é dos corres, mas é especificamente fã do LaBrie, me encontraram e ficaram à mesa comigo. Essa amiga não saía do celular, falava com outro amigo, que é amigo do Labrie. Ele poderia confirmar se estávamos no hotel correto. Eu achava que sim, mas é sempre bom ter certeza, né?!

Quando ela finalmente conseguiu a confirmação, eu gelei: estávamos no hotel errado, muito errado. LaBrie estava no Meliá Paulista, mas estávamos na zona sul!!! Terminei de comer o mais rápido que pude, paguei, e chamei um táxi no aplicativo. Mal chegamos ao hotel e LaBrie saiu para a passagem de som, se demorássemos mais 5 minutos teríamos perdido. Às vezes é necessário ter sorte!


Esse, porém, não foi o único corre do dia, ainda faltava ver o Pain of Salvation. Samii despediu-se da amiga e acompanhou-me em mais um corre.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Sons of Apollo

Sons of Apollo é um super grupo formado por músicos que integram ou integraram bandas maiores, algumas série A (Guns N' Roses), outras série B (Mr Big, Dream Theater, Journey). Eu sabia que a maioria era legal, pois encontrei Jeff Scott Soto, Billy Sheehan e Mike Portnoy em outras ocasiões. Seria, entretanto, meu primeiro encontro com Derek Sherinian e Bumblefoot, embora tivesse informações de que eles também interagem com os fãs sem problema nenhum. 

Era day off: no dia anterior, a banda tocou em Porto Alegre, no dia seguinte tocaria em São Paulo. Tive o prazer de dar uma força ao amigo Johnny Moraes, guitarrista do Pastore, ex Warrel Dane, que pediu minha ajuda para conhecer Mike Portnoy. Além de nós, estavam no corre Carlos e Guido. Jessica e Samii, chegaram depois, separadamente. Assim que é bom, uma banda legal, poucos fãs/hunters, sem Anebelle, sem hunters do bem... Sem bagunça, berros e afobação, o corre se transforma quase que em um encontro de amigos, os músicos sentem-se mais a vontade para interagir.

Não lembro exatamente o motivo, mas na primeira foto, com Mike Portnoy, ainda estava claro, era mais ou menos 18hs. A última, com Bumblefoot, aconteceu por volta de 23:30hs. Era um corre que esperávamos ser simples - "conseguiremos quando todos saírem para jantar" - mas que durou bem mais do que esperávamos - como, aliás, acontece quase sempre. O grande destaque foi para a expressão que Bumblefoot fez quando desceu e viu o decote da Samii, simplesmente memorável, parecia que nunca tinha visto peitos antes. Ela sempre foi adepta de roupas bem decotadas e muitas vezes mais justas do que deveria.

Mike Pornoy, baterista do Sons Of Apollo
Billy Sheehan, baixista do Sons of Apollo
Derek Sherinian, tecladista do Sons of Apollo
Jeff Scott Soto, vocalista do Sons of Apollo
Bumblefoot, guitarrista do Sons of Apollo

Johnny conseguiu as fotos que queria, e não ficou até o final. Quando conseguimos a última foto, nos despedimos e cada um foi para seu canto. Carlos, Jessica e Guido caminharam para o metrô, mas eu fui na direção contrária, pois queria passar numa loja de conveniência próxima para comprar cigarro. Samii ficou no hotel com o Bumblefoot.

Fui, comprei e retornei para o hotel, onde planejava chamar um 99 para me levar para casa. Bumblefoot já tinha subido, mas vi Samii sentada em frente do hotel. Fui falar com ela e reparei que estava literalmente com os peitos de fora. Ela so percebeu quando avisei. Menos mal que, no ano anterior, quando voltei de Belém, eu e ela saímos algumas vezes, então eu já tinha visto e provavelmente o mico foi menor. Quando o motorista chegou, ofereci a ela uma carona até a av. Dr. Arnaldo, onde poderia tomar o metrô e baldear até chegar em casa.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Dream Theater

Neste dia, exceto o tecladista Jordan Rudess, todos os músicos estavam chatos. Havia somente eu, Carlos e Jessica no aeroporto de Congonhas, além de Carol, uma amiga que pediu ajuda para conhecer a banda. Como os músicos sempre atenderam, não vi problemas em leva-la, mas não foi uma boa oportunidade. James LaBrie ainda tirou uma foto com Jessica, e John Myung tirou com Carlos e com Jessica, mas foi só. O único que atendeu a todos foi mesmo Jordan Rudess. Corre simplesmente decepcionante!

Jordan Rudess é sempre legal com os fãs. Seus companheiros de banda desta vez decepcionaram com força!

sábado, 22 de novembro de 2014

Metal All Stars

Tudo parecia estranho desde que foi feito o anúncio da vinda desse projeto ao Brasil. Os integrantes foram anunciados aos poucos, resumindo-se a um catadão de músicos de bandas série B, como Megadeth e Dream Theater, com músicos de bandas menos expressivas, unindo-se no palco para tocar sucessos do metal, alguns de suas próprias carreiras e alguns que não são lá tanto sucesso assim. Foi literalmente uma zona: 
  • James LaBrie, do Dream Theater, cancelou sua participação e depois reconfirmou.
  • Cronos, do Venom, postou uma mensagem no Facebook, informando que não viria. Ele referiu-se à suposta participação como "boato", agindo como se seu nome tivesse sido anunciado sem que ele fosse contratado.
  • Chuck Billy, do Testament, outro confirmado, nem ao menos viajou à Bolívia, onde o grupo iniciou a turnê pela América do Sul. Na véspera do show no Brasil, ele estava nos Estados Unidos, curtindo de boa um jogo de beisebol, e postando sobre isso em seu perfil no Facebook.
  • Gus G, guitarrista do Ozzy Osbourne, tinha uma tarde de autógrafos agendada na Reference Music Center, no dia do show, que acabou cancelada.


    Pouco tempo depois, GW e Top, ambas produtoras do Show Metal All Stars - Brasil, emitiram um comunicado afirmando ter ciência dos boatos que os 3, mais Joey Beladonna, do Anthrax, não viriam, mas que a única ausência realmente confirmada era a do "Kronos" (sim, foi escrito errado). Mais tarde, outro comunicado foi emitido, confirmando que nenhum dos quatro viria ao Brasil.

    Isso pegou muita gente de surpresa. Dos 14 músicos confirmados, apenas 10 viriam. No dia seguinte, uma surpresa adicional: Carmine Appice também não veio. Eu conversei com Vinny Appice, irmão de Carmine, que me disse que Carmine estava com problemas de saúde, o que o torna uma baixa justificável. Mas... e quanto aos outros quatro? Bom... Não é a primeira vez que isso acontece envolvendo o Metal All Stars.

    A empresa internacional que gerenciava os shows do Metal All Stars era a Gabe Reed Production, do texano Gabe Reed. Gabe também foi responsável pelas turnês do Rock'n'Roll All Stars, lembra-se? Aquela banda com Gene Simmons, do KISS, e mais um monte de músicos importantes, que deveria ter se apresentado no Metal Open Air (M.O.A.) em 2012, mas que cancelou a participação em cima da hora.

    De lá pra cá, Reed coleciona uma série de "bolas foras", que incluem processos por não cumprir suas obrigações contratuais, e anúncios de músicos que nunca foram contratados como, por exemplo, o vocalista do Mötley Crue, Vince Neil. Clique nos links abaixo para visualizar notícias veiculadas na época.


    As outras empresas envolvidas, GW e Top, podem até ser vítimas, como alegam em seus comunicados em conjunto. Mas se arriscaram ao comprar o show de alguém com um histórico não muito confiável. E houve ainda um outro problema: houve comercialização de meet & greet onde, obviamente, os fãs esperavam conhecer os 14 músicos anunciados. Ainda que só tivessem vindo 9, 3 deles - Max Cavalera, Zakk Wylde e Blasko simplesmente não apareceram, o que gerou revolta entre quem ousou sonhar conhecer tantos músicos importantes.

    Por outro lado... Quem foi ao aeroporto se deu bem demais. Quando eu e Sheila chegamos, pensei sinceramente que não iria rolar, pois havia pelo menos 40 fãs/hunters, e é de conhecimento público que havia músicos chatos no cast, por exemplo Max Cavalera e Zakk Wylde. Nenhum dos dois chega a ser mala propriamente dito. Porém, se houver chance, escapam.

    Todos os músicos, repito, todos, atenderam os 40 fãs no aeroporto. Fiquei sabendo que foi ordem da produção, como forma de se desculpar pelas 5 baixas no line-up. Até aí tudo bem, louvável mas... e quem gastou dinheiro para pagar pelo meet?! Ficou sem Max, Zakk e Blasko. Eu nem ao menos fui ao show, pois não sou louco de comprar ingresso para um evento onde tantos problemas eram anunciados desde o princípio.

    Dos 5 músicos que não vieram, até hoje não conheci 3: 
    • Cronos - fiz o corre de 2017 tremendamente errado e não consegui.
    • Chuck Billy - tenho azar absurdo com o Testament, sempre que a banda vem, algo absurdamente errado acontece e acabo não conseguindo nada. Já houveram 4 oportunidades perdidas.
    • Gus G - retornou ao Brasil em 2018, enquanto eu estava em Londres.
    Sobre o corre
    • Kobra Paige é uma simpatia. Uma pena que sua banda não é muito conhecida no Brasil, eu adoraria revê-la.
    • Lembrei que sempre que tiro foto com o gente-finíssima  David Ellefson, ele está com sorrisão e eu com cara de enterro. Tentei esboçar um sorriso, mas não adianta, não é meu estilo, ficou esquisito
    • Sabendo que Max não gosta de autografar álbuns do Sepultura, levei o Beneath the Remains, e expliquei que era meu álbum predileto. Para minha surpresa, ele autografou, sem chiar.
    • A maior surpresa foi Zakk Wylde atender e, não apenas, atendeu todos que estavam lá, isso era impensável. Hoje em dia Zakk está um pouco mais bonzinho, mas estamos falando de 2014.
    • Na hora não percebi que a foto com Blasko não ficou legal. Se ele retornar ao Brasil, tentarei novamente.
    • Aproveitei e abordei também Gloria Cavalera. Por que?! Oras, ela foi a pivô da separação do Sepultura e faz parte da história da banda. Eu também tiraria fotos com Yoko Ono (viúva de John Lennon, apontada como pivô da separação dos Beatles) ou Marcelo Cabuli (marido de Tarja, apontado como o responsável por sua demissão do Nightwish), assim como tirei com Joe Jackson (pai de Michael Jackson, apontado pela imprensa americana como um pai que abusava dos filhos, principalmente de Michael). Eles podem não ter a melhor participação do mundo, mas estavam lá. Bem ou mal, alteraram o destino das bandas e artistas citados.
    • O mais incrível foi o que aconteceu após a banda deixar o aeroporto. Todos os músicos seguiram para o hotel Renaissance, onde ficaram hospedados, exceto Max e Zakk, que ficaram no Hollyday Inn. Totalmente antipáticos, nem ao menos apareceram no meet & greet pago, assim como Blasko. Acredito que, depois de nós, ninguém mais conseguiu fotos com eles enquanto estiveram no Brasil.

    Kobra Paige, vocalista do Kobra and The Lotus. Gente finíssima!
    David Ellefson, baixista do Megadeth. Sempre gente boa!
    Vinny Appice, sempre gente fina
    James LaBrie não é o cara mais simpático do mundo, mas sempre atende, e é isso que interessa
    Max, que todos dizem que é chato, foi legal nas duas vezes que o encontrei. Sorte?!
    A grande foto deste corre, eu ainda não tinha com ele. Sorte mais uma vez?!
    Blasko, baixista do Ozzy Osbourne, ex Rob Zombie. Pena que a foto não ficou boa
    Geoff Tate, sempre que o encontrei foi gente boa e educado
    Ross The Boss também é um cara legal. Autografou meus álbuns do Manowar
    Até mesmo Gloria Cavalera estava legal

    domingo, 16 de junho de 2013

    Halestorm & Adrenaline Mob - Parte 2

    Observação: este texto foi dividido em duas partes devido a limitações do Blogger.

    Tão logo o Halestorm partiu rumo ao hotel, os caras do Adrenaline Mob passaram pelo portão de desembarque. Primeiro consegui foto com Russell Allen, vocalista mais conhecido por seu trabalho com o Symphony X. A seguir, Mike Orlando e John Moyer. Por fim, Mike Portnoy, amigável como sempre, deu o ar de sua graça.

    Dez dias antes deste dia, Portnoy anunciou que os shows que faria com o Adrenaline Mob na América do Sul seriam seus últimos com a banda, devido a "conflitos com a agenda". Para seu lugar foi convocado o baterista do Twisted Sister, A.J. Pero. Em 2015 Pero foi encontrado morto no tour bus da banda, após viajar toda a madrugada de uma cidade a outra para o próximo show. Ataque cardíaco fulminante.

    Russell Allen, vocalista do Adrenaline Mob e do Symphony X
    Mike Orlando, guitarrista do Adrenaline Mob
    John Moyer, baixista do Adrenaline Mob de 2012 a 2014
    Mike Portnoy, baterista do Adrenaline Mob de 2011 a 2013. Foi um de seus últimos shows com o Adrenaline Mob

    sexta-feira, 12 de outubro de 2012

    G3

    Enquanto o G3 não chegava, eu, Sheila, Jonas e Estéfano tirávamos fotos com os bônus que desembarcavam em Congonhas. O primeiro deles foi a sempre simpaticíssima atriz Deborah Evelyn. Já a encontrei ao menos 3 vezes, ela sempre foi absurdamente legal, muito acima da média. Nesse dia, quando Jonas a abordou, ela disse "Você fica sempre aqui tirando foto com famosos, né? Eu me lembro de você!".

    Na verdade, tínhamos conseguido fotos com ela duas semanas antes, quando realmente estávamos congonhando a toa, mas agora estávamos ali esperando pelo G3. De qualquer forma, ela zuou o Jonas, adorei! Eu mesmo só participei da abordagem porque tinha revelado a foto tirada na primeira ocasião, então queria o autógrafo.

    Já encontrei Deborah Evelyn ao menos 3 vezes, ela sempre foi absurdamente legal, muito acima da média

    Na sequência, passou a atriz Tânia Alves, o cantor Jair Rodrigues e a atriz Flávia Monteiro, do eterno "A Menina do Lado" (nem venha falar de pedofilia, pois eu e ela temos a mesma idade; logo, quando ela estava nua na telona com 14 anos, eu também tinha 14). Jair, que morreu menos de dois anos depois, foi mega gente boa. Estava bem claro que eu não era fã dele, mas mesmo assim já chegou brincando, naquele jeitão que todo mundo via na TV, era um cara autêntico, bem diferente daquele que diz no palco que somos uma família, blood brothers, mas fora dele foge dos fãs como o diabo foge da cruz.

    Tania Alves
    Fiquei chateado quando soube que Jair Rodrigues faleceu, era um cara legal
    Flavia Monteiro, a eterna Menina do Lado

    Em seguida, desembarcou o ator Thiago Lacerda. Não foi a primeira nem a última vez que eu vi. Ele é enorme (de acordo com o Google, tem 1,96m) e passa que nem um touro brabo, é difícil faze-lo parar. Não interage, apenas balança a cabeça, tira uma foto e já sai correndo, é bizarro. Nesse dia, Sheila e Léo conseguiram uma foto com ele, eu nem fiz questão, tanto que não tenho até hoje.

    O cantor do Biquíni Cavadão, Bruno Gouveia, desembarcou e veio direto falar conosco. Ele não nos conhecia, mas percebeu o óbvio, disse que quem estávamos esperando já estava desembarcando, e mostrou no celular a foto que tirou com Joe Satriani. Sheila aproveitou o gancho e pediu para tirar uma foto com ele segurando o celular com a foto com Joe. Não sei porque não fiz o mesmo, não curto Biquini Cavadão, mas ele foi tão gente boa, que realmente não sei porque não. 

    Bruno Gouveia do Biquíni Cavadão e Sheila

    Na sequência, o G3 desembarcou. Para nossa surpresa, apenas os músicos, nenhum segurança os acompanhava, e não havia nenhuma van esperando por eles. Então, todos foram para a área externa, próxima ao desembarque - nessa época era permitido que vans parassem para embarcar bandas, hoje é proibido. Sendo assim, o corre em si foi mega tranquilo, todos os músicos atenderam de boa. Finalmente completei o Dream Theater - faltava o Mike Mangini, que não consegui dois meses antes.

    Enfim conheci Joe Satriani, sou muito fã
    Steve Morse, do Deep Purple, era um dos guitarristas dessa formação do G3
    John Petrucci, do Dream Theater, era o guitarrista que finalizava esta formação do G3
    Os músicos não estavam fazendo nada mesmo, aproveitei para tirar mais uma foto
    Dave LaRue foi o baixista que excursionou com o G3
    Mike Mangini, baterista do Dream Theater, completava a banda de apoio

    O corre acabou, mas ficamos por perto. Queríamos poder ajudar se o transporte deles não aparecesse. Incrivelmente, realmente ajudamos. Uma molecada aleatória desembarcou, eram fãs que reconheceram Joe Satriani, foram "voando" para cima dele, prontos para cerca-lo. Quando vimos, eu e Léo nos colocamos na frente, impedindo. Pedimos para eles se acalmarem e ir um de cada vez. Só então permitimos. Acredite se quiser, mas nesse dia os seguranças fomos nós! Logo depois a van chegou, e os músicos seguiram seu caminho até o hotel.

    sábado, 25 de agosto de 2012

    Dream Theater

    O primeiro show do Dream Theater no Brasil na turnê de 2012 foi em Porto Alegre, São Paulo era a segunda cidade. Pareceu uma boa ideia esperar pela banda no aeroporto de Congonhas. Apenas eu e três meninas estávamos a espera e, enquanto o desembarque não acontecia, tirei algumas fotos com bônus aleatórios, como as atrizes Solange Gomes e Nathalia Dill. Eu provavelmente não as reconheceria, mas estava na companhia de Ricardo Ramalho, que tem "olhos de congonheiro", capazes de reconhecer qualquer famoso que passar pelo desembarque.

    Solange Gomes 
    Nathalia Dill

    De repente, o saguão se encheu de adolescentes que pareciam esperar por alguma banda também, mas com certeza não estavam lá pelo Dream Theater. Ricardo me disse que era o RBD que eles esperavam. Quando a banda desembarcou, houve confusão generalizada, então peguei o celular e gravei toda a cena. Apenas observe o que acontece com o Horácio (dinossauro verde, personagem de Maurício de Sousa, que está na mão de um menino no vídeo):



    Voltando ao Dream Theater: apenas 4 pessoas esperavam pela banda, todos adultos, educados, civilizados. Era só conseguir foto, autógrafo, e ir embora, parecia simples. O que era para ser fácil, entretanto, acabou se complicando. Quando a banda desembarcou, estava acompanhada por um segurança que até então eu não conhecia. Ele impediu qualquer tentativa de abordagem, chegando ao absurdo de jogar a mochila que carregava em nosso caminho, a fim de tentar nos fazer tropeçar. Foi ridículo e desnecessário.

    O máximo que consegui foi um autógrafo de James LaBrie, então a banda toda entrou na van e seguiu para o hotel. Como sabíamos qual era o hotel, tomamos um táxi e fomos para lá mas, naquele dia, nada mais aconteceu.


    Dois dias depois, na segunda feira cedo, quando Sheila foi trabalhar, a acompanhei, pois seu trabalho era próximo ao hotel. A ideia era conseguir fotos com John Petrucci, que não conseguimos em nossa primeira tentativa, dois anos antes, e também com o novo baterista, Mike Mangini.

    Petrucci, que não consegui em 2010, foi o primeiro a sair. Acho que eu estava tenso com a proximidade do segurança que nos atrapalhou no aeroporto. Ele estava de boa, mas acabei nem percebendo o quão distante me posicionei dele. A segunda foto foi com John Myung e, a terceira, com LaBrie. Nem vi Mike Mangini desta vez, Sheila disse que ele passou quando LaBrie estava atendendo. Paciência, fazer o que?! Por sorte ele retornaria em poucos meses acompanhando o G3.

    John Petrucci 
    John Myung
    James LaBrie 

    Jordan não seguiu para Belo Horizonte com a banda. Ele permaneceu em São Paulo ao menos mais um dia para um workshop no Teatro da Unip, patrocinado pela EM&T. Eu e Jonas fomos ao evento, e conseguimos a foto com ele, e com o tecladista Fabio Ribeiro, que atuou como tradutor para Jordan.


    O tecladista Jordan Rudess é um dos mais legais com os fãs. Sempre!
    Fabio Ribeiro é reconhecido por seu trabalho com bandas como Angra e Shaman

    sexta-feira, 13 de abril de 2012

    Queensrÿche + Fates Warning + Mike Portnoy

    Sempre fui fã de Queensrÿche, desde que vi o clipe de "Take Hold of the Flame" nos antigos programas de video-clipes na TV, por volta de 1984. Por isso, conhecer Geoff Tate e cia. seria uma honra. Meu único lamento é que Chris DeGarmo não fazia mais parte da banda, mas ainda assim eu poderia conhecer 4 integrantes clássicos e o guitarrista que o substituiu.

    Quando chegamos, eu e Sheila aguardamos no restaurante do hotel, enquanto outros hunters chegavam: Breno, Kevin, Leo, Rafael e Raphael. O primeiro a aparecer para beber foi justamente Geoff Tate. Que cara educado, sensacional, um verdadeiro gentleman. Conversou conosco numa boa, como se fôssemos os únicos fãs que ele tinha. O segundo a dar as caras foi Michael Wilton. Ele é quietão, na dele, mas nos atendeu sem problemas também.

    Geoff Tate, um cara absurdamente educado e gente boa com os fãs
    Michael Wilton, guitarrista do Queensrÿche

    Os caras do Fates Warning desceram e se reuniram no hall. Aproveitamos para conseguir as fotos com eles, que foram muito amigáveis, e contaram estar à espera de Mike Portnoy, o baterista sustituto, já que o baterista oficial, Bobby Jarzombek, excursionava com Sebastian Bach. O bizarro dessa história é que os shows das duas bandas aconteceram no mesmo dia, em locais diferentes, ou seja, o batera do Fates Warning também estava em São Paulo, mas tocando com Sebastian. Enquanto nos atendiam, Mike Portnoy entrou apressado no hotel e subiu direto para o quarto.

    Fates Warning: Jim Matheos (guitarrista), Ray Alder (vocalista), Joey Vera (baixista) e Frank Aresti (guitarrista)

    Quando Portnoy desceu, veio direto falar conosco, com um sorriso no rosto, nem precisamos chamar. Disse que fez uma viagem de mais de 24 horas, saiu de Los Angeles, fez escala no Panamá, e então chegou a São Paulo na hora do rush. Por isso, foram mais 3 horas de van do aeroporto até o hotel. Disse também que estava de saída, pois iria ensaiar com o Fates Warning. Ficamos com aquela cara de "wtf?". Como assim, ainda iria ensaiar?? Pois é, o show era no dia seguinte e eles jamais tocaram juntos, aquele seria o primeiro e último ensaio. Ok que é um baterista muito acima da média mas, mesmo assim, que loucura, que disposição!

    Mike Portnoy, sempre um cara legal, com disposição invejável

    Mais tarde, Eddie Jackson e Parker Lundgren também desceram para beber, mas faltou Scott Rockenfield, que não deu as caras. O jeito seria retornar no dia seguinte...

    Eddie Jackson, baixista do Queensrÿche
    Parker Lundgren, guitarrista do Queensrÿche. 14 anos mais jovem que eu, o moleque é gente boa!

    Ao chegar em casa, tivemos uma surpresa: nossa câmera tinha uma configuração que não conhecíamos, onde ao encostar no botão para tirar a foto, iniciava a gravação de um vídeo, que só era interrompido quando a foto era batida. Automaticamente, a câmera já produzia um único vídeo a partir de todos os pequenos vídeos capturados desta maneira. Nesse dia, por acidente, esse modo estava ativo. Apelidamos essa configuração como "modo picture hunter", e passamos a utiliza-la em todos os corres durante muito tempo.

    Nesses vídeos, é possível ver como a coisa rola na maioria dos corres, ao menos os que não tem Jonas, Anebelle, hunters do bem ou algum outro imbecil: tudo na maior tranquilidade, educação e descontração.


    No dia seguinte, retornamos com uma amiga, Tânia, que tinha por volta de 17 anos, e uma beleza que realmente chamava atenção. Ao menos o segurança que acompanhava a banda ficou impressionado. Eu e ele sempre nos encontrávamos nos corres - eu tentando conseguir as fotos, ele trabalhando - e mantínhamos uma relação cordial, inclusive éramos amigos no Facebook e tínhamos o número do celular um do outro.

    Ele dificilmente ajudava com informação, mas também jamais atrapalhou em nada - ao menos até então. Após conseguir a foto com Rockenfield, eu, Sheila e Tânia caminhávamos para a estação de trem, pois voltaríamos para casa. Era o que chamamos de "abril maldito", o mês que mais teve shows interessantes em todos os tempos, então era impossível assistir todos, até porque a grana não estava sobrando.

    Scott Rockenfield, baterista do Queensrÿche
    Fiz algo que não costumo: levei um vinil para autografar. Não gosto, porque quase sempre volta amassado

    Recebi uma mensagem do segurança no celular, questionando se iríamos ao show. Respondi que não, pois estávamos sem dinheiro. Ele respondeu "volte, eu tenho alguns ingressos cortesia e colocarei vocês 3 no show". Claro que foi um presentão, e sempre vou agradecer, mas sacamos logo que a verdadeira intenção do segurança era se aproximar de Tânia.


    Assistimos aos shows "na cara do gol". Tão perto que, durante a apresentação do Fates Warning, Mike Portnoy olhou em nossa direção, nos viu e acenou, tudo sem parar de tocar. Quando tudo parecia bem, o mesmo segurança se aproximou de nós e disse que o show principal, do Queesrÿche, seria cancelado. Mais uma vez, o olhamos com cara de "wtf?", e ele disse que o vocalista surtou, pegou uma faca, e saiu tentando esfaquear todos da banda, ressaltando que ele e os demais seguranças foram obrigados a intervir.

    O Fates Warning estava no palco quando recebemos a notícia inacreditável

    Foi difícil de acreditar... como isso pode acontecer justo com quem foi o mais educado e amigável da banda? Ele, Michael, Eddie e Scott se aguentaram por mais de 30 anos, por que isso agora? Na noite anterior, quando o vimos, ele parecia bem, estava feliz... Acho que seria mais fácil de acreditar se dissessem que os outros tentaram esfaquea-lo, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário! Que loucura!

    Após a apresentação do Fates Warning, já esperávamos pelo anúncio de cancelamento. Aquilo daria uma merda tão grande... A produtora teria que devolver o dinheiro de todos, isso se a galera não saísse quebrando tudo. Quem iria acreditar no que aconteceu?! No entanto, após um intervalo bem maior que o normal, enfim o Queensrÿche subiu ao palco. Desnecessário dizer que foi o último show de Geoff Tate com a banda. Foi substituído por Todd La Torre. Encontrei Tate em muitas outras ocasiões nos anos seguintes, e ele sempre foi o cara gentil, simpático e educado que conheci. É surreal demais ter que imagina-lo correndo atrás de todos com uma faca...

    Imagino o arrependimento que teria se nunca tivesse visto Geoff Tate cantando com o Queensrÿche