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domingo, 2 de junho de 2019

Avantasia e a saga de Alisa com Andre Matos

A última vez em que encontrei Andre Matos foi no corre do Metal Singers, uma turnê organizada pela produtora Open The Road, reunindo vocalistas de metal para apresentar sucessos de suas carreiras, finalizando com uma jam onde todos participam. Na ocasião, Blaze Bayley, Udo Dirkschneider, e Doogie White vieram em um voo de Santiago. O quarto vocalista, Andre, não desembarcou. Avistei Silvio, o dono da produtora, e perguntei onde estava Andre. Ele respondeu que não havia passagens para todos, então viria no próximo voo.

Como já tenho diversas fotos com ele, normalmente eu finalizaria o corre e iria para casa. Entretanto, seria a primeira vez que Arianne conseguiria encontra-lo, após duas tentativas frustradas, então eu e Carlos aguardamos com ela pela chegada do voo seguinte. Após passar pelos procedimentos alfandegários, Andre saiu pelo portão de desembarque. Logo nos avistou e percebeu que o abordaríamos, então já veio falar conosco.

Arianne tem uma amiga russa, Alisa, que sempre perguntava quando Andre faria um show em seu país. Toda sem graça, pediu permissão para gravar um vídeo com ela perguntando e ele respondendo. Depois de legendar em inglês, enviou o vídeo para a amiga. Obs: a versão abaixo não contém legenda.

Seis meses se passaram e Arianne perguntou se eu me importaria se Alisa ficasse alguns dias em casa conosco. O único problema é a total falta de estrutura para receber hóspedes. Quando eu morava com a Sheila, tínhamos um quarto apenas para essa finalidade, mas onde moro com Arianne é uma casa pequena, com apenas quarto, cozinha, banheiro e um corredor, onde fica o computador.

Não temos cama extra e nem ao menos um colchonete para colocar no chão se vier alguém. Logo, respondi que se Alisa não se importassse em dormir conosco na cama - que é King, enorme - e com os gatos (tínhamos 15, e quase todos também eram acostumados a dormir na cama), por mim estaria ok.

No dia em que Alisa desembarcou em Guarulhos, Arianne foi recepciona-la no aeroporto. Eu não fui, pois Arianne preferiu que eu as encontrasse na estação Barra Funda, apenas para levar uma mala "pesada". As duas tomariam um ônibus para o Rio de Janeiro, onde Alisa faria turismo por alguns dias. Sim, ela veio ao Brasil com o único objetivo de ver Andre Matos, mas turistar um pouco para aproveitar a longa viagem também não seria má ideia. Elas foram e retornaram dois dias depois.

Na madrugada seguinte, às 02:00hs, chegaria o voo trazendo o Avantasia ao Brasil. Eu não estava muito preocupado com o corre, pois havia apenas uma nova integrante com quem eu ainda não tinha foto, a vocalista Adrienne Cowan, que veio em substituição à Amanda Somerville, que meses antes decidiu não excursionar nesta turnê. Conseguindo foto com ela, por mim já estaria bom. Claro que é sempre bom conseguir com todos, mas não fazia questão absoluta. A grande missão nesse final de semana seria mesmo colocar Alisa em frente ao Andre.

Devido ao horário de chegada do voo, ir a Guarulhos automaticamente nos condenava a passar o resto da noite no aeroporto, até que o trem voltasse a circular. Alisa e Arianne me acompanharam, embora não estivessem muito interessadas em conseguir fotos com nenhum dos integrantes. Na correria, esqueci de verificar se a câmera estava com cartão - e não estava - então o jeito foi tirar as fotos com o celular de Arianne.

Tobias Sammet foi o primeiro a passar pelo portão de desembarque. Em 2016 havia muitos fãs no aeroporto, e todos os músicos atenderam numa boa, exceto Tobias. Três anos se passaram, e agora estava mais bonzinho, pois já saiu atendendo. Na sequencia, abordei os sempre simpáticos e gente boa Geoff Tate e Eric Martin, além de Oliver Hartmann. Por fim, consegui quem eu queria: Adrienne ficou muito surpresa com a abordagem. Acho que pensou não ser importante em meio a tantos grandes nomes. Foi muito simpática, então fiz questão de dizer que estava ali apenas para ve-la, sendo retribuído com um sorriso lindíssimo.

Desta vez Tobias não se escondeu e atendeu todo mundo
Geoff Tate é sempre absurdamente legal e atencioso com os fãs
Eric Martin é outro que parece nunca ter um dia ruim. Oliver Hartmann também não se incomodou em tirar foto
Por fim, conheci meu grande alvo deste corre: a vocalista Adrienne Cowan. Pena que foi foto de celular
Mais uma vez, o Photoshop falando alto em uma foto promocional

O segurança brasileiro que recepcionou os músicos estava, como sempre, um pouco babaca. Eram pouquíssimos fãs - principalmente se comparado a 2016 - mas ainda assim ele enchia o saco. Como já tinha conseguido com quem eu queria, preferi finalizar as abordagens para não estressar desnecessariamente. Toda vez é a mesma palhaçada quando esse cara trabalha. Ele nos conhece, sabe o que queremos (foto e autógrafo), sabe que nossa abordagem é sempre a mais rápida possível e mesmo assim faz questão de atrapalhar... É difícil...

Quando a banda se foi, Alisa deitou-se em um banco no terminal 2 e cochilou um pouco. Arianne a acompanhou, ficando acordada para garantir que ninguém a incomodasse ou tentasse roubar. O aeroporto pode ter tipos bem estranhos de madrugada. Por minha vez, fiquei na área externa do terminal, fumando e conversando com outros fãs/hunters que, como nós, ficaram presos no aeroporto: Kleber e Ju Marmitt.

Ao amanhecer, quando o trem voltou a funcionar, pensei que retornaríamos para casa para dormir um pouco, mas Alisa tinha outros planos, que incluiam seguir direto para o Espaço das Américas, para garantir um dos primeiros lugares na fila. Mas que russa xarope! Eu fico péssimo quando não durmo, nem consigo curtir o show direito...

No caminho, expliquei como Andre chegaria ao local, e qual era o portão por onde ele entraria na casa de shows, mas ela alegou que não sairia da fila, pois não queria perder o lugar privilegiado, bem em frente ao palco. Mais uma vez: que russa xarope! Ela tinha ingresso de pista Premium, qual seria o problema se assistisse ao show um pouco mais para trás?! Mesmo que não fosse na primeira fileira, ainda assim seria próximo ao palco. Mas é fã, né? E fã é sempre imbecil, diria Regis Tadeu. Sem muita alternativa, Arianne a acompanhou.

Segui para casa, onde deitei e peguei no sono. Fui acordado no começo da tarde, quando Arianne apareceu para tomar banho e descansar um pouco, já que Alisa havia se enturmado com o pessoal da fila. Ela me disse que houve a comercialização de meet & greet do Shaman, e que Alisa sabia disso, mas não comprou porque achava que ficar por apenas um momento ao lado de Andre seria insuficiente, além do fato de não querer perder o lugar na fila. Contou também que, no Rio, Alisa pagou 600,00 para fazer um voo de asa delta - então falta de dinheiro para pagar o meet estava completamente descartada, não comprar o meet foi uma escolha deliberada.

A única chance dela encontrar Andre, então, seria na saída, mas com certeza ela se recusaria a deixar o local antes do final do show para tentar encontra-lo. Andre participou em dois momentos, o primeiro como vocalista da banda de abertura, Shaman, e o segundo cantando "Reach Out For the Light" como convidado do Avantasia. Esta, entretanto, não era a última música do setlist. Pelo contrário: era a oitava, de 23. E se cantasse e fosse embora?! Eu precisava impedir que isso acontecesse!

Portanto, eu e Arianne fomos para o Espaço das Americas assim que deu o horário do início do show do Avantasia. Quando chegamos, entretanto, aparentemente a participação de Andre ja havia acontecido. Ficamos no estacionamento do lugar e, pouco antes do fim do show, vimos quando Ricardo Confessori saiu da casa e colocou pratos em seu carro. Me aproximei e perguntei se ele sabia se o Andre ainda estava no local, mas ele respondeu que já tinha ido. Inacreditável! A menina veio diretamente de Moscou apenas para conhecer Andre e retornaria sem conhece-lo - embora, em muito, por sua própria imbecilidade de fã.

Quando o show terminou, nos encontramos com Alisa e retornamos para casa. No dia seguinte, segunda-feira, ambas tentaram encontrar uma maneira de contatar Andre para verificar se seria possível encontra-lo rapidamente em algum lugar apenas para uma foto e autógrafo. Enviaram e-mail para a assessoria que, é claro, jamais foi respondido. Como o retorno de Alisa a Moscou seria no dia seguinte, começaram a planejar a volta dela ao Brasil, em alguns meses, apenas para encontra-lo. Eu simplesmente não acreditava no que via: houve tantas chances para ve-lo, mas ela desperdiçou cada uma delas!

Na terça-feira ela embarcou para Paris, onde fez conexão para Moscou. Chegou na quarta-feira. Três dias depois, a notícia da morte de Andre chocou o mundo. Sem querer, ela assistiu muito de perto à última performance de Andre em um palco. E perdeu, para sempre, a oportunidade de conhece-lo. É o que sempre digo: show é legal, mas acaba em duas horas. A foto é para sempre!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Mr. Big + Geoff Tate

O grande objetivo deste corre era conseguir uma foto decente com Pat Torpey, que não consegui em 2015 graças ao comportamento inadequado de Anebelle, e também com Matt Starr, o baterista que o substituiu na maioria das músicas nas últimas turnês. Infelizmente, Torpey foi diagnosticado com mal de parkinson em 2014, o que obrigou a banda a recrutar o novo baterista, mas Pat continuava a excursionar, participando como percursionista na maior parte do show, enquanto Matt, na bateria, fazia o que Pat não conseguia mais.

Na véspera do show, fui ao Hilton, onde consegui fotos com três dos músicos mais amigáveis que existe: Billy Sheehan, Eric Martin, do Mr. Big e Geoff Tate, ex Queensrÿche, atualmente no Operation Mindcrime (que nada mais é do que uma segunda versão do Queensrÿche). Ele é sempre atencioso e muito educado com os fãs, um verdadeiro gentleman.

Geoff Tate veio ao Brasil para abrir o show do Mr. Big, com uma banda formada por músicos brasileiros
Billy Sheehan, baixista do Mr. Big
Eric Martin, vocalista do Mr. Big

Dois dias mais tarde, quando a banda saía da cidade para o próximo show, em Belo Horizonte, eu, Karina e Fabi abordamos os integrantes no aeroporto de Congonhas. Felizmente conseguimos com todos, até mesmo com Paul Gilbert, que costuma ser mais chatinho. A foto com Pat foi a última que consegui, ele foi muito amigável, bem diferente de dois anos antes, quando Anebelle estava por perto. Fiquei absolutamente chocado quando, em 7 de fevereiro de 2018, foi anunciado seu falecimento, devido a complicações do mal de parkinson.

Paul Gilbert, guitarrista do Mr. Big
Matt Starr, baterista substitituto do Mr. Big
Pat Torpey, baterista do Mr. Big. Ele faleceu em 2018, aos 64 anos

Também é válido observar que só abordei os músicos com quem ainda não tinha tirado fotos nesta turnê. Todos eles estavam fazendo check-in, mas não sou do tipo que incomoda, pedindo fotos todas as vezes que os encontrar. Se for em turnê diferente, ou se a foto estiver ruim, tudo bem pedir outra. Bom senso sempre!

Essa foto demorou 4 anos para ser completamente autografada, cada ano eu conseguia com um dos músicos


sábado, 22 de novembro de 2014

Metal All Stars

Tudo parecia estranho desde que foi feito o anúncio da vinda desse projeto ao Brasil. Os integrantes foram anunciados aos poucos, resumindo-se a um catadão de músicos de bandas série B, como Megadeth e Dream Theater, com músicos de bandas menos expressivas, unindo-se no palco para tocar sucessos do metal, alguns de suas próprias carreiras e alguns que não são lá tanto sucesso assim. Foi literalmente uma zona: 
  • James LaBrie, do Dream Theater, cancelou sua participação e depois reconfirmou.
  • Cronos, do Venom, postou uma mensagem no Facebook, informando que não viria. Ele referiu-se à suposta participação como "boato", agindo como se seu nome tivesse sido anunciado sem que ele fosse contratado.
  • Chuck Billy, do Testament, outro confirmado, nem ao menos viajou à Bolívia, onde o grupo iniciou a turnê pela América do Sul. Na véspera do show no Brasil, ele estava nos Estados Unidos, curtindo de boa um jogo de beisebol, e postando sobre isso em seu perfil no Facebook.
  • Gus G, guitarrista do Ozzy Osbourne, tinha uma tarde de autógrafos agendada na Reference Music Center, no dia do show, que acabou cancelada.


    Pouco tempo depois, GW e Top, ambas produtoras do Show Metal All Stars - Brasil, emitiram um comunicado afirmando ter ciência dos boatos que os 3, mais Joey Beladonna, do Anthrax, não viriam, mas que a única ausência realmente confirmada era a do "Kronos" (sim, foi escrito errado). Mais tarde, outro comunicado foi emitido, confirmando que nenhum dos quatro viria ao Brasil.

    Isso pegou muita gente de surpresa. Dos 14 músicos confirmados, apenas 10 viriam. No dia seguinte, uma surpresa adicional: Carmine Appice também não veio. Eu conversei com Vinny Appice, irmão de Carmine, que me disse que Carmine estava com problemas de saúde, o que o torna uma baixa justificável. Mas... e quanto aos outros quatro? Bom... Não é a primeira vez que isso acontece envolvendo o Metal All Stars.

    A empresa internacional que gerenciava os shows do Metal All Stars era a Gabe Reed Production, do texano Gabe Reed. Gabe também foi responsável pelas turnês do Rock'n'Roll All Stars, lembra-se? Aquela banda com Gene Simmons, do KISS, e mais um monte de músicos importantes, que deveria ter se apresentado no Metal Open Air (M.O.A.) em 2012, mas que cancelou a participação em cima da hora.

    De lá pra cá, Reed coleciona uma série de "bolas foras", que incluem processos por não cumprir suas obrigações contratuais, e anúncios de músicos que nunca foram contratados como, por exemplo, o vocalista do Mötley Crue, Vince Neil. Clique nos links abaixo para visualizar notícias veiculadas na época.


    As outras empresas envolvidas, GW e Top, podem até ser vítimas, como alegam em seus comunicados em conjunto. Mas se arriscaram ao comprar o show de alguém com um histórico não muito confiável. E houve ainda um outro problema: houve comercialização de meet & greet onde, obviamente, os fãs esperavam conhecer os 14 músicos anunciados. Ainda que só tivessem vindo 9, 3 deles - Max Cavalera, Zakk Wylde e Blasko simplesmente não apareceram, o que gerou revolta entre quem ousou sonhar conhecer tantos músicos importantes.

    Por outro lado... Quem foi ao aeroporto se deu bem demais. Quando eu e Sheila chegamos, pensei sinceramente que não iria rolar, pois havia pelo menos 40 fãs/hunters, e é de conhecimento público que havia músicos chatos no cast, por exemplo Max Cavalera e Zakk Wylde. Nenhum dos dois chega a ser mala propriamente dito. Porém, se houver chance, escapam.

    Todos os músicos, repito, todos, atenderam os 40 fãs no aeroporto. Fiquei sabendo que foi ordem da produção, como forma de se desculpar pelas 5 baixas no line-up. Até aí tudo bem, louvável mas... e quem gastou dinheiro para pagar pelo meet?! Ficou sem Max, Zakk e Blasko. Eu nem ao menos fui ao show, pois não sou louco de comprar ingresso para um evento onde tantos problemas eram anunciados desde o princípio.

    Dos 5 músicos que não vieram, até hoje não conheci 3: 
    • Cronos - fiz o corre de 2017 tremendamente errado e não consegui.
    • Chuck Billy - tenho azar absurdo com o Testament, sempre que a banda vem, algo absurdamente errado acontece e acabo não conseguindo nada. Já houveram 4 oportunidades perdidas.
    • Gus G - retornou ao Brasil em 2018, enquanto eu estava em Londres.
    Sobre o corre
    • Kobra Paige é uma simpatia. Uma pena que sua banda não é muito conhecida no Brasil, eu adoraria revê-la.
    • Lembrei que sempre que tiro foto com o gente-finíssima  David Ellefson, ele está com sorrisão e eu com cara de enterro. Tentei esboçar um sorriso, mas não adianta, não é meu estilo, ficou esquisito
    • Sabendo que Max não gosta de autografar álbuns do Sepultura, levei o Beneath the Remains, e expliquei que era meu álbum predileto. Para minha surpresa, ele autografou, sem chiar.
    • A maior surpresa foi Zakk Wylde atender e, não apenas, atendeu todos que estavam lá, isso era impensável. Hoje em dia Zakk está um pouco mais bonzinho, mas estamos falando de 2014.
    • Na hora não percebi que a foto com Blasko não ficou legal. Se ele retornar ao Brasil, tentarei novamente.
    • Aproveitei e abordei também Gloria Cavalera. Por que?! Oras, ela foi a pivô da separação do Sepultura e faz parte da história da banda. Eu também tiraria fotos com Yoko Ono (viúva de John Lennon, apontada como pivô da separação dos Beatles) ou Marcelo Cabuli (marido de Tarja, apontado como o responsável por sua demissão do Nightwish), assim como tirei com Joe Jackson (pai de Michael Jackson, apontado pela imprensa americana como um pai que abusava dos filhos, principalmente de Michael). Eles podem não ter a melhor participação do mundo, mas estavam lá. Bem ou mal, alteraram o destino das bandas e artistas citados.
    • O mais incrível foi o que aconteceu após a banda deixar o aeroporto. Todos os músicos seguiram para o hotel Renaissance, onde ficaram hospedados, exceto Max e Zakk, que ficaram no Hollyday Inn. Totalmente antipáticos, nem ao menos apareceram no meet & greet pago, assim como Blasko. Acredito que, depois de nós, ninguém mais conseguiu fotos com eles enquanto estiveram no Brasil.

    Kobra Paige, vocalista do Kobra and The Lotus. Gente finíssima!
    David Ellefson, baixista do Megadeth. Sempre gente boa!
    Vinny Appice, sempre gente fina
    James LaBrie não é o cara mais simpático do mundo, mas sempre atende, e é isso que interessa
    Max, que todos dizem que é chato, foi legal nas duas vezes que o encontrei. Sorte?!
    A grande foto deste corre, eu ainda não tinha com ele. Sorte mais uma vez?!
    Blasko, baixista do Ozzy Osbourne, ex Rob Zombie. Pena que a foto não ficou boa
    Geoff Tate, sempre que o encontrei foi gente boa e educado
    Ross The Boss também é um cara legal. Autografou meus álbuns do Manowar
    Até mesmo Gloria Cavalera estava legal

    sexta-feira, 13 de abril de 2012

    Queensrÿche + Fates Warning + Mike Portnoy

    Sempre fui fã de Queensrÿche, desde que vi o clipe de "Take Hold of the Flame" nos antigos programas de video-clipes na TV, por volta de 1984. Por isso, conhecer Geoff Tate e cia. seria uma honra. Meu único lamento é que Chris DeGarmo não fazia mais parte da banda, mas ainda assim eu poderia conhecer 4 integrantes clássicos e o guitarrista que o substituiu.

    Quando chegamos, eu e Sheila aguardamos no restaurante do hotel, enquanto outros hunters chegavam: Breno, Kevin, Leo, Rafael e Raphael. O primeiro a aparecer para beber foi justamente Geoff Tate. Que cara educado, sensacional, um verdadeiro gentleman. Conversou conosco numa boa, como se fôssemos os únicos fãs que ele tinha. O segundo a dar as caras foi Michael Wilton. Ele é quietão, na dele, mas nos atendeu sem problemas também.

    Geoff Tate, um cara absurdamente educado e gente boa com os fãs
    Michael Wilton, guitarrista do Queensrÿche

    Os caras do Fates Warning desceram e se reuniram no hall. Aproveitamos para conseguir as fotos com eles, que foram muito amigáveis, e contaram estar à espera de Mike Portnoy, o baterista sustituto, já que o baterista oficial, Bobby Jarzombek, excursionava com Sebastian Bach. O bizarro dessa história é que os shows das duas bandas aconteceram no mesmo dia, em locais diferentes, ou seja, o batera do Fates Warning também estava em São Paulo, mas tocando com Sebastian. Enquanto nos atendiam, Mike Portnoy entrou apressado no hotel e subiu direto para o quarto.

    Fates Warning: Jim Matheos (guitarrista), Ray Alder (vocalista), Joey Vera (baixista) e Frank Aresti (guitarrista)

    Quando Portnoy desceu, veio direto falar conosco, com um sorriso no rosto, nem precisamos chamar. Disse que fez uma viagem de mais de 24 horas, saiu de Los Angeles, fez escala no Panamá, e então chegou a São Paulo na hora do rush. Por isso, foram mais 3 horas de van do aeroporto até o hotel. Disse também que estava de saída, pois iria ensaiar com o Fates Warning. Ficamos com aquela cara de "wtf?". Como assim, ainda iria ensaiar?? Pois é, o show era no dia seguinte e eles jamais tocaram juntos, aquele seria o primeiro e último ensaio. Ok que é um baterista muito acima da média mas, mesmo assim, que loucura, que disposição!

    Mike Portnoy, sempre um cara legal, com disposição invejável

    Mais tarde, Eddie Jackson e Parker Lundgren também desceram para beber, mas faltou Scott Rockenfield, que não deu as caras. O jeito seria retornar no dia seguinte...

    Eddie Jackson, baixista do Queensrÿche
    Parker Lundgren, guitarrista do Queensrÿche. 14 anos mais jovem que eu, o moleque é gente boa!

    Ao chegar em casa, tivemos uma surpresa: nossa câmera tinha uma configuração que não conhecíamos, onde ao encostar no botão para tirar a foto, iniciava a gravação de um vídeo, que só era interrompido quando a foto era batida. Automaticamente, a câmera já produzia um único vídeo a partir de todos os pequenos vídeos capturados desta maneira. Nesse dia, por acidente, esse modo estava ativo. Apelidamos essa configuração como "modo picture hunter", e passamos a utiliza-la em todos os corres durante muito tempo.

    Nesses vídeos, é possível ver como a coisa rola na maioria dos corres, ao menos os que não tem Jonas, Anebelle, hunters do bem ou algum outro imbecil: tudo na maior tranquilidade, educação e descontração.


    No dia seguinte, retornamos com uma amiga, Tânia, que tinha por volta de 17 anos, e uma beleza que realmente chamava atenção. Ao menos o segurança que acompanhava a banda ficou impressionado. Eu e ele sempre nos encontrávamos nos corres - eu tentando conseguir as fotos, ele trabalhando - e mantínhamos uma relação cordial, inclusive éramos amigos no Facebook e tínhamos o número do celular um do outro.

    Ele dificilmente ajudava com informação, mas também jamais atrapalhou em nada - ao menos até então. Após conseguir a foto com Rockenfield, eu, Sheila e Tânia caminhávamos para a estação de trem, pois voltaríamos para casa. Era o que chamamos de "abril maldito", o mês que mais teve shows interessantes em todos os tempos, então era impossível assistir todos, até porque a grana não estava sobrando.

    Scott Rockenfield, baterista do Queensrÿche
    Fiz algo que não costumo: levei um vinil para autografar. Não gosto, porque quase sempre volta amassado

    Recebi uma mensagem do segurança no celular, questionando se iríamos ao show. Respondi que não, pois estávamos sem dinheiro. Ele respondeu "volte, eu tenho alguns ingressos cortesia e colocarei vocês 3 no show". Claro que foi um presentão, e sempre vou agradecer, mas sacamos logo que a verdadeira intenção do segurança era se aproximar de Tânia.


    Assistimos aos shows "na cara do gol". Tão perto que, durante a apresentação do Fates Warning, Mike Portnoy olhou em nossa direção, nos viu e acenou, tudo sem parar de tocar. Quando tudo parecia bem, o mesmo segurança se aproximou de nós e disse que o show principal, do Queesrÿche, seria cancelado. Mais uma vez, o olhamos com cara de "wtf?", e ele disse que o vocalista surtou, pegou uma faca, e saiu tentando esfaquear todos da banda, ressaltando que ele e os demais seguranças foram obrigados a intervir.

    O Fates Warning estava no palco quando recebemos a notícia inacreditável

    Foi difícil de acreditar... como isso pode acontecer justo com quem foi o mais educado e amigável da banda? Ele, Michael, Eddie e Scott se aguentaram por mais de 30 anos, por que isso agora? Na noite anterior, quando o vimos, ele parecia bem, estava feliz... Acho que seria mais fácil de acreditar se dissessem que os outros tentaram esfaquea-lo, mas o que aconteceu foi exatamente o contrário! Que loucura!

    Após a apresentação do Fates Warning, já esperávamos pelo anúncio de cancelamento. Aquilo daria uma merda tão grande... A produtora teria que devolver o dinheiro de todos, isso se a galera não saísse quebrando tudo. Quem iria acreditar no que aconteceu?! No entanto, após um intervalo bem maior que o normal, enfim o Queensrÿche subiu ao palco. Desnecessário dizer que foi o último show de Geoff Tate com a banda. Foi substituído por Todd La Torre. Encontrei Tate em muitas outras ocasiões nos anos seguintes, e ele sempre foi o cara gentil, simpático e educado que conheci. É surreal demais ter que imagina-lo correndo atrás de todos com uma faca...

    Imagino o arrependimento que teria se nunca tivesse visto Geoff Tate cantando com o Queensrÿche