sábado, 27 de maio de 2023
Paula Toller, a maior mala do Brasil
quinta-feira, 23 de junho de 2022
Gloria Pires
Quando Gloria chegou, agora assumindo os cabelos brancos, infelizmente usava máscara. Ela foi imediatamente requisitada por uma equipe de TV que a aguardava, retirando o acessório pandêmico para uma rápida entrevista. Somente eu, Eric e Rodrigo a aguardávamos, mais ninguém. Mantivemo-nos à distância, apenas esperando que fosse liberada, pois tínhamos certeza que recolocaria o mais rápido possível. Sem perda de tempo, já pedi para tirar uma foto com ela assim que isso aconteceu. Desta vez, bem diferente de 2012, ela foi extremamente simpática e receptiva. Aceitou com o maior sorriso no rosto. "Mas é claro que sim", respondeu. Tiramos as fotos e retornamos às nossas casas. Este foi um dia bom, em que praticamente tudo deu certo, nos dois corres.
| Anos fazendo isso e nunca aprendo a posar direito. Em minha defesa, alego que estava um pouco intimidado pela lembrança de 2013 |
Ageless Talks
A primeira convidada, Marina Lima, teve participação apenas online. Já a encontrei cerca de meia dúzia de vezes, mas por um motivo ou por outro nunca consegui a foto. Geralmente a via quando estava acompanhada de alguém cuja foto me interessava mais, mas sei que ela não é mala, e que uma foto com ela rolaria sem problemas. Me interessa, claro, por ela ter posado para a Playboy em 1999.
A atração seguinte era um debate que contava com a atriz Cristiana Oliveira, a eterna Juma de Pantanal original. Sempre tive uma paixão platônica por ela, com quem já encontrei duas vezes antes. O problema é que enquanto ela saía, o alvo principal deste corre, Penélope Nova, chegava. Sozinho, tive um momento de indecisão, então deixei passar quando um segurança acompanhou Cristiana ao elevador. Isso não significa nada, bastaria chama-la que ela atenderia de boa. Falha minha, admito.
Vi quando uma menina da produção conduziu Penélope à "entrada secreta", na lateral do teatro, reservada para os artistas entrarem diretamente nos camarins. A saída, entretanto, seria pela frente, pois todas posavam para um fotógrafo em frente a um painel montado logo na entrada do evento. Até este momento, eu estava sentado em um banco exatamente na frente do teatro, apenas observando.
Na rodada de debates seguinte não houve convidadas que me interessaram e nem fui capaz de reconhecer a maioria delas. Se Eric, meu companheiro para esse corre, não aparecesse logo, eu certamente perderia alguns de meus alvos, pela minha completa incapacidade de reconhece-los. Sempre falo: sou péssimo fisionomista. A essa altura, Isabel Fillardis passou em minha frente e simplesmente não a reconheci.
| Quem eu mais queria conhecer neste corre, Penélope Nova foi muito gente boa |
| Tania Khallil também foi bastante receptiva, e enfim consegui uma foto com ela, pois a vi muitas vezes desde 2012 |
| Todos os que abordamos foram gente boa, mas Fernando Scherer foi realmente diferenciado, um verdadeiro campeão! |
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| Quarta rodada de debates |
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| Quinta rodada de debates |
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| Sexta rodada de debates |
Isabel Fillardis foi a primeira a sair. Eu já sabia como ela estava vestida pois Eric pesquisou no Instagram. Fiz a abordagem, fácil. Já Murilo saiu de óculos escuros. Tirei a foto de Eric, mas como desde 2017 tenho uma foto com ele sem óculos, não aproveitei para tirar mais uma.
| Isabel Fillardis, muito simpática, foi um prazer conhece-la. E, claro, mais uma foto com uma capa de Playboy (nov/1996) |
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| Sétima e última rodada de debates |
Neste momento Rodrigo chegou e juntou-se a nós no corre. Após o término do último debate, Eric reconheceu Didi Wagner, com quem já tinha foto. Eu já a tinha visto um pouco mais cedo, mas não a reconheci. Como todos, foi super gente boa. Fernando Scherer e Fernanda Keller saíram mais ou menos ao mesmo tempo. Enquanto abordamos Fernanda, Fernando aproveitou para ir embora, sem perceber que Rodrigo também queria uma foto com ele.
| Didi Wagner foi uma das mais simpáticas |
| Fernanda Keller, como todos nós, pode ter envelhecido, mas sua simpatia continua intacta |
Uma menina da produção tentou puxar papo conosco justamente enquanto abordávamos Fernanda, perguntando se conseguimos muitas fotos. Como faltava Fernando para Rodrigo, nós meio que a deixamos no vácuo e corremos atrás do casal, que agora já estava um andar abaixo (se ela por acaso ler isso nos desculpe, não gostamos de levar naba e muito menos de dar, mas fomos abordados na hora errada).
Quando alcançamos Fernando e a mulher que o acompanhava, ele foi, mais uma vez, bastante solícito. Esse foi o fim deste corre, mas ainda haveria mais um, com a atriz Gloria Pires, em outro shopping da cidade
terça-feira, 14 de junho de 2022
András "Hide Pain Harold" Arató (fail)
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| Harold tornou-se conhecido com o meme 'rindo de nervoso' |
quinta-feira, 9 de junho de 2022
Carlos Alberto de Nóbrega
21 de abril, feriado de Tiradentes. A portaria estava operacional mas a garagem não, ou seja, seria impossível comer bola, de monitorar a frente do prédio e ele entrar pela garagem ou vice versa. Nosso "trabalho" estava facilitado. Eu, Samii e Sophie aguardamos por pelo menos uma hora e meia, mas ele e sua esposa simplesmente não apareceram. Nenhum comunicado de cancelamento foi divulgado. Acompanhamos pelo celular da Samii, não houve transmissão do podcast. Simplesmente não aconteceu, sem mais nem menos. Admitimos a derrota, sem entender muito bem o que aconteceu, e retornamos para nossas casas.
O tempo passava e começou a inevitável sessão besteirol que acontece em todos corres. Imitávamos a inconfundível risada de Carlos Alberto: "eles estão todo molhados HA HA HA HA", "vou deixa-los esperando pela terceira vez HA HA HA HA", "não vão conseguir foto comigo de novo HA HA HA HA"... Já tinha acontecido algo assim quando fui com Samii, dois meses antes.
Quando aproximava-se de 19:20hs e realmente já não esperávamos mais nada, eis que um carro parou quase à nossa frente. Carlos Alberto desembarcou, usando máscara, e foi recepcionado por duas pessoas que já o aguardavam para conduzi-lo ao Podpah. Eu e Eric mantivemo-nos afastados enquanto esse contato inicial era feito, mas procurei ficar à vista, exibindo a foto que levei para ele autografar. Quando percebeu, me chamou e assinou numa boa. Nem pedi mais nada, apenas agradeci, mas eu realmente estava broxado.
Qualquer pandeminion diria o mesmo blá blá blá de sempre: "ain, é um senhor, do grupo de risco, precisa usar máscara". Eu concordaria se ele gravasse o programa sem tira-la, o que obviamente não aconteceu (clique aqui para assistir ao podcast completo). É apenas a hipocrisia de sempre, nós podemos transmitir coronavírus, os apresentadores não.
Fiquei sem foto com um dos grandes da TV brasileira, mas já deu, chega de tirar fotos com máscara. Ainda tirei a do Eric, mas ele estava tão broxado quanto eu. Durante os minutos de espera, debatemos que provavelmente ele não atenderia na chegada, diria que estava atrasado e teríamos que esperar pela saída. Isso não aconteceu, mas ainda assim esperaríamos se tivéssemos certeza de que ele não usaria máscara ao sair. Nenhum dos dois quis pagar para ver. Nos despedimos e caminhei até o terminal Barra Funda, onde peguei um ônibus. Cheguei em casa e o Palmeiras já vencia por 3x0 (o jogo terminou 4x0).
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| Carlos Alberto é um dos grandes, mas preferi ficar sem foto a tirar uma foto com ele usando máscara |
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| Desta vez me contentei apenas com o autógrafo, chega de tirar fotos pandêmicas! |
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Jogadores do Palmeiras 2022 - Parte XI
Dois dias depois, ainda focado no trampo do menino Lourenzo, retornei para o segundo dia de "trabalho", desta vez conseguindo 6 jogadores profissionais (Marcos Rocha, Rony, Marcelo Lomba, Breno Lopes, Raphael Veiga e Vinícius Silvestre) e 5 da base que treinam com os profissionais (Giovani, Vanderlan, Fabinho, Pedro Bicalho e Naves).
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Jogadores do Palmeiras 2022 - Parte X
Eu estava em casa numa boa quando um amigo disse que me passaria um contato que tinha um "trabalho" para mim, relacionado ao Palmeiras. "Outra camisa autografada", pensei. Quando me adicionou, queria que eu gravasse vídeos com os jogadores parabenizando o filho de uma cliente, um menino chamado Lourenzo, que completaria 8 anos.
Pareceu interessante, mas eu não sabia quanto cobrar. Foi a primeira vez que me pediram algo assim. Sem pensar muito, fiz um preço ruim, 10 reais por cada jogador. Se parar pra pensar, uma faxineira qualquer cobra em média 160 reais por um dia de trabalho. Fui quatro dias ao CT para conseguir algo absolutamente exclusivo e ganhei apenas 230 reais. Realmente um mal negócio, todos os amigos com quem comentei disseram que cobrei barato demais.
Apenas lembrando: por ordens médicas, devido a problemas cardíacos, não posso trabalhar ao menos até julho de 2022, limitando qualquer esforço físico a apenas fazer caminhadas. Como o CT é relativamente próximo de casa - 40 minutos andando - isso é algo que eu posso fazer e ainda ganhar um troco. No fim, não deixa de ser um trabalho, pois é necessário ter tempo e disposição para passar dias coletando votos de felicidades.
Em minha primeira tentativa consegui 8 jogadores profissionais (Dudu, Piquerez, Wesley, Scarpa, Jorge, Luan, Jaílson e Gabriel Menino) e 2 da base que treinam com os profissionais (Lucas Freitas e Gabriel Silva). Rafael Navarro e Abel Ferreira disseram que não gravam vídeos. Apenas lembrando, cinco jogadores estavam ausentes por terem convocações na data FIFA. Weverton e Danilo estavam com a seleção brasileira, Gustavo Goméz com a paraguaia, Atuesta com a colombiana e Kuscevic com a chilena.
Uma torcedora presente no local observou a chegada de um senhor que parecia ter grande intimidade com os funcionários do Palmeiras, comentando que parecia o pai do Endrick, Douglas Ramos, mas não tinha certeza. Me aproximei e perguntei se era. Vendo minha câmera, ele a princípio mostrou-se receoso em falar comigo, pois achou que eu era da imprensa. "Um jornalista publicou diversas bobagens, alegando que eu estava negociando o passe do Endrick para jogar na Europa imediatamente, sem passar pelos profissionais do Palmeiras. Por conta disso, estou recebendo ameaças de muitos torcedores", justificou.
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| Endrick sempre foi apontado como o novo Pelé |
| Senti-me como se estivesse em 1956 tirando uma foto com seu Dondinho, pai do Pelé, então com 15 anos |
domingo, 29 de maio de 2022
Kool Metal Fest - Belphegor + bandas nacionais
Decidimos ir ao hotel, nos encontramos por volta de 14:30hs em frente ao Quality Faria Lima. Não havia nenhum sinal de que a banda pudesse estar lá. Era, porém, um pouco cedo. Se viessem depois do almoço de Pomerode, onde apresentaram-se na noite anterior, Belphegor e as bandas brasileiras poderiam ainda não estar em São Paulo. Isso confirmou-se quando Carlos viu, no Instagram, uma foto tirada dentro do avião, onde se via claramente integrantes do Crypta e do Belphegor. O jeito era esperar mais um pouco.
O problema foi o sol, fortíssimo, que atingia toda a área em frente ao hotel. Ficar horas esperando nessas condições seria péssimo, então atravessamos a rua e nos mantivemos na sombra, relativamente longe. De repente algo bizarro aconteceu. A banda chegou de... carro?! Vimos quando ao menos Helmuth Lehner desembarcou, foi nele que ambos concentramos a atenção. Não percebemos neste momento se o resto da banda veio com ele. Com a confirmação do hotel e acreditando que todos os músicos estivessem lá, mantivemo-nos à espera. Não demoraria tanto assim para que saíssem para o Carioca Club.
Somente quando Helmuth desceu é que percebemos que apenas ele veio mais cedo. Se tivéssemos percebido antes, teríamos caminhado ao Carioca Club e muita coisa já poderia ter se resolvido. Ele nos atendeu numa boa. A expressão dele está estranha?! Nem repara, em todas está as fotos igual, comigo, com Carlos e com "Jéssico" (Filipe, namorado da Jessica, que fez corres conosco até 2021, mas que hoje reside em Portugal).
Seguimos para o Carioca Club. Além do Belphegor, as bandas que nos interessavam no festival eram Krisiun, Crypta e Ratos de Porão. Eu já tinha foto com todos do Krisiun, no Crypta faltava apenas a foto com a nova guitarrista, Jéssica di Falchi, além de fotos não pandêmicas com Luana Dametto e Tainá Bergamaschi. Com Fernanda Lira não era necessário, pois tenho uma foto boa com ela tirada em 2012, mas seria bom renovar se não estivesse pandêmica. Com o Ratos de Porão tinha, até então, tinha fotos apenas com Gordo e Boka, faltava Jão e Juninho.
O show do Belphegor já rolava há algum tempo quando Fernanda Lira, do Crypta, e Juninho, do Ratos de Porão, saíram do Carioca Club. Ninguém usava máscaras, nem nós, nem os produtores, nem fãs, nem mesmo a esposa de João Gordo, Viviana Torrico, que estava exatamente na nossa frente neste momento. Mas o casal pandêmico, claro, usava. Carlos ficou indignado e comentou comigo "que punk de meia tigela!", o que concordei completamente.
Muitas pessoas acreditam que em um belo dia o coronavírus simplesmente desaparecerá, mas a verdade é que daqui para frente teremos que conviver com ele de forma endêmica para sempre. Algumas pessoas vão adoecer, outras poucas morrerão, mas normal. Acontece até mesmo com gripe comum, faz parte da vida. Pessoas morrem. E sempre serão os mais fracos, jamais dois jovens fortes como Fernanda e Juninho. O pior já passou! Usarão máscara até quando? Por que diabos tomaram a vacina se não confiam nela?!
Carlos, que desde jovem é frequentador assíduo de baladas, sempre conta que quem frequentava o Madame Satã na década de 1980 ganhava, na entrada, um vale "sangue do diabo". O tal "sangue do diabo" era feito misturando o resto das bebibas que sobrava nos copos e garrafas dos clientes. João Gordo frequentava o Madame nessa época e ficava na entrada abordando todo mundo, querendo o vale que a maioria dispensava.
Agora ali, na minha frente, outro músico do Ratos de Porão usava máscara sem necessidade, por puro e simples medo do vírus. Como eu não tinha uma foto com ele, o chamei e tirei, mas é definitivamente decepcionante. Ele tira a máscara quando está no palco, em um ambiente fechado onde vírus circulam livremente. Não há mais o que justifique usa-la. Nem valeria a pena tirar outra foto pandêmica com Fernanda, então nem a abordei quando ambos retornaram para os camarins do Carioca Club.
Apenas lembrando que, em novembro de 2020, quando nem vacina havia ainda, os caras do Krisiun fizeram o primeiro show presencial após o início da pandemia, no mesmo Carioca Club. Após a apresentação, os músicos - exceto Moisés - saíram da casa sem máscaras, tirando fotos com qualquer um que os abordasse.
Após o fim da apresentação do Belphegor, Helmuth saiu em frente ao Carioca Club para fumar, e estava nem aí de atender a galera, tirou fotos com todo mundo que quis. Os músicos contratados saíram algumas vezes, principalmente para carregar os instrumentos para a van. Abordamos o ex baterista do Vader, James Stewart. Educadamente, respondeu que estava ocupado e que falaria conosco mais tarde. O guitarrista Molokh passou por nós diversas vezes, sempre acompanhado por uma "ficante" brasileira, mas não o abordamos. O único integrante que não vi foi Serpenth.
Após o último show, seria uma boa ideia permanecer ali e aguardar ao menos a saída do Jão, o único integrante do Ratos de Porão que jamais encontrei. Entretanto, na confusão da saída de fãs, vi quando ao menos Helmuth embarcou na van, que ligou o motor e partiu. Mesmo a pé, nosso caminho daria menos voltas, então corremos e conseguimos chegar ao hotel antes. Para nossa surpresa, Helmuth era o único passageiro. Onde diabos estariam os demais?! Não fazia sentido algum, uma banda desse tamanho com integrantes em dois hotéis? Decidimos aguardar onde estávamos.
Moisés, do Krisiun, chegou de carro com a esposa. Carlos tirou uma foto com ele. Eu deveria ter tirado também, mas estava entretido em observar a aproximação de uma segunda van que despontou na rua do hotel. Ela estacionou exatamente à nossa frente, do outro lado da rua. Trazia o batera James Stewart e três das meninas do Crypta. Todos descarregaram a van, era tanta mala e instrumento que lotou o hall do hotel. Nos oferecemos para ajudar, mas elas agradeceram e disseram que não seria necessário. Ok, elas que sabem.
A primeira a falar conosco foi a novata Jéssica di Falchi, que infelizmente estava pandêmica. Depois, renovei as fotos com Tainá Bergamaschi e Luana Dametto, desta vez sem máscara com ambas. Na única vez que as vi, em janeiro de 2021, a vacinação no Brasil tinha começado há apenas cinco dias, mesmo assim somente para profissionais de saúde e idosos com mais de 90 anos. Nenhum de nós estava vacinado na ocasião, mas ainda assim Tainá não usava máscara. Minha foto com ela só não foi com ambos sem máscara porque Fernanda Lira protestou quando eu ia abaixa-la apenas para tirar a foto.
| Pouco depois, Jéssica di Falchi tirou a máscara ainda no hall do hotel. Ficamos sem graça de pedir uma nova foto |
| A foto não pandêmica aconteceu com um ano e meio de atraso |
| Quem não a conhece e a julga por seu tamanho não imagina o quanto ela é gigantesca com as baquetas na mão atrás de uma bateria |
| James Stewart acabara de fazer seu último show com o Belphegor, ao menos nesta turnê |
quinta-feira, 19 de maio de 2022
Emperor
Embora não fosse a resposta que eu espeva, é claro que eu respeitaria essa posição, afinal não pretendo pisar na bola com alguém que sempre ajudou. Além disso, tenho fotos com o Sonata Arctica em 2013 e 2017. Queria mais alguns autógrafos, mas era algo que eu teria que entender. Algo me preocupava entretanto. Em poucos meses, Eric traria o Emperor, em uma situação totalmente diferente: foi anunciado que seria a primeira e única apresentação da banda no Brasil. Seria bem mais difícil respeitar isso, e não falo nem por mim. Simplesmente ninguém tinha foto com esses caras, eu imaginava que todos queriam.
O Sonata cancelou a turnê antes mesmo de começar, justamente porque integrantes da banda contraíram COVID-19. Isso provavelmente faria Eric ficar ainda mais rigoroso com os fãs. Portanto, a ideia era matar o corre o mais rápido possível, já na chegada ao aeroporto, porque eu imaginava que seria o "inferno na Terra".
Como os shows começaram no México e desceram, passando por diversos países antes de finalizar a tour latino-americana em São Paulo, pude observar se estavam atendendo ou não, se estavam pandêmicos ou não. Eu ainda estava traumatizado com o recente corre da Tarja. Ihsahn parecia pandêmico, quase que só tirou fotos de máscara, exceto uma que vi com um colombiano. Samoth estava de boa, tirando foto com todo mundo, sem máscara, nem aí. Aparentemente, Trym era o único que não estava tirando fotos com ninguém, ao menos não vi nenhuma. Enfim chegou nossa vez de tentar.
Combinei o corre apenas com o Carlos e com a Samii. Além de nós, foram ao aeroporto Maria Cláudia, Marcus e Léo. Algo, entretanto, estava muito estranho. Mal chegamos e já vimos o Sombra. Seria possível que o Eric o contratou para proteger a banda de nós? Não fazia sentido nenhum. Mais algum tempo se passou e chegou o Renatão. Um segurança já era exagero, dois era impensável. Ficamos realmente confusos, não era o que esperávamos. O pior é que eles não falavam nada, ficavam na deles no canto deles, um pouco a frente de nós. Poderiam abrir o jogo e mandar logo a real, se a banda vai atender, se não vai, mas não.
Quando a banda desembarcou, Eric veio um pouco a frente dos músicos e caminhou até Sombra e Renatão. Claro que mantivemos a distância necessária para que esse contato fosse feito em paz. Então caminharam em nossa direção e simplesmente passaram por nós. Chamamos Ihsahn, Eric viu e retornou. Primeiro, apresentou Ihsahn ao Sombra. Em seguida, disse para ele nos atender. Isso nos deixou ainda mais confusos. E a foto foi pandêmica, tal como foi nos outros países.
| Ihsahn foi o único que parou para atender nesta noite. Parte da culpa foi nossa, que observamos demais e nos sentimos intimidados |
Assim que cheguei em casa, Carlos disse que já sabia o hotel. Estéfano estava no Renaissance esperando o The Kooks, quando viu uma van chegar com o Sombra e "uma banda" que ele não sabia quem era. Mas nós sabíamos. Taí mais uma coisa que não fazia sentido nenhum, um hotel 5 estrelas para uma banda série C. Mesmo assim, mantivemos o plano de retornar ao aeroporto. Isso não faz nenhum sentido. A pandemia paralisou todos os shows por praticamente dois anos. Imaginamos que as produtoras estavam sem dinheiro devido ao enorme tempo de inatividade, mas esta parecia gastar desnecessariamente ao contratar seguranças e hospedar em hotel caro.
No dia seguinte houve o show. Arianne ganhou um par de ingressos em uma promoção ainda em 2020, no entanto, devido à pandemia, o show foi adiado diversas vezes. Carlos comprou o segundo ingresso dela, então foi no show em meu lugar. Sem problemas, ele é mais fã do que eu. Para mim, o barato era tirar foto com "figurinha nova".
Já no sábado, todos foram desistindo de ir ao aeroporto. Carlos, que tem problemas estomacais, teve uma crise e não foi. Maria Cláudia tinha um curso de arte tumular em um cemitério. Marcus não quis retornar para mais fotos pandêmicas. Restava eu, Samii e Leo.
Samii levou sua filha Sophie. Como eu e ela somos fumantes, nos revezávamos entre observar o movimento dos passageiros e fumar. Nunca íamos os dois, era sempre um de cada vez. Em uma das vezes, quando retornei, olhei para o lado e vi o que estávamos procurando: a banda e toda sua equipe técnica, bem como Sombra e Eric. Samii comeu bola, mas eu não. A ideia era aguardar que todos fizessem o check-in, então abordaríamos um a um antes que seguissem para o portão de embarque. Sombra e Eric não pareciam minimamente dispostos a nos atrapalhar.
Um casal aleatório de fãs aproximou-se da banda, fez a abordagem e foi atendido numa boa. Aproveitamos a deixa para fazer o mesmo, principalmente porque observamos que Ihsahn tirou foto sem máscara. Ihsahn e Samoth foram bastante receptivos conosco, principalmente ao notar a presença de Sophie. No entanto, não conseguimos encontrar Trym no meio daquela galera. Samii estava desconfiada que um deles era Trym, mas não me pareceu, ainda mais quando comparei o cara que estava em nossa frente com o da foto que levei. Ainda assim ela fez a abordagem, e realmente não era ele, mas ao menos isso serviu para que ele mostrasse qual deles era Trym, que estava completamente diferente do que estava na foto para autografar,
| Samoth pediu apenas para que as fotos fossem tiradas sem flash. Ok, ficam menos nítidas, mas tudo bem |
Ao ver Sophie, Trym foi ainda mais receptivo e houve uma conversa entre ele e Samii sobre filhos. Ele contou que tinha dois filhos pouco mais novos que Sophie, disse que estava com saudade deles e que com o fim da turnê os veria em breve.
| Será que fomos os únicos fãs a tirar fotos com Trym na América Latina?! |
| Sophie demonstrou mais uma vez que sua presença nos corres pode ajudar bastante |
| Leo, Samii, Sophie, o casal e eu |






























