sexta-feira, 19 de maio de 2017

Peppino di Capri

O primeiro corre de Peppino di Capri, em 2016, foi tão bacana que decidi repetir a experiência quando ele retornou ao Brasil em 2017. Por sua vez, Carlos me acompanhou, mas seria seu primeiro encontro com Peppino. Nunca dá pra saber com certeza quando um artista vem por Congonhas ou por Guarulhos quando o voo parte de outra cidade brasileira. Embora a lógica aponte Congonhas na maioria das vezes, algumas produtoras podem enviar por Guarulhos para despistar os fãs (no caso de bandas maiores ou com fãs problemáticos) ou por questões logísticas: geralmente é mais barato pousar em Guarulhos. No entanto, nessa época, aproveitávamos uma falha nos apps das companhias aéreas que nos permitia saber com precisão em qual aeroporto deveríamos estar. Não somente, sabíamos o dia e a hora exata também.

Peppino se apresentou no Rio de Janeiro no dia 16 e o show em São Paulo era no dia 20. A lógica diz que ele viria por Congonhas no dia 17. No entanto, como é Rio de Janeiro, muitas vezes o artista adia sua vinda para curtir a cidade, que tem mais opções, como praia e lugares turísticos. Seria difícil saber sem o bug, mas graças a ele, determinamos que Peppino chegaria pelo aeroporto de Guarulhos, em um voo da Azul. Aguardamos próximos ao portão de desembarque com LPs na mão (que Carlos comprou em um sebo no centro de São Paulo por R$2,00 cada).

Assim que passou pelo portão, ele olhou em nossa direção e percebeu o que tínhamos nas mãos. Não precisamos nem ao menos chamar, veio todo sorridente até nós. Peppino é o tipo de artista que se emociona quando encontra fãs. Ok que deveríamos ser dois fãs meio esquisitos, porque ambos somos cabeludos, mas está valendo. Após assinar tudo e tirar fotos conosco, ele seguiu seu caminho. E nós também: seguimos para o hotel Golden Tower, onde estava hospedada a banda Sonata Arctica.

Que todos artistas possam proporcionar aos fãs uma experiência tão marcante quanto Peppino di Capri, ele é sensacional 



terça-feira, 16 de maio de 2017

João Doria

Exceto no segundo turno das eleições presidenciais de 2014, numa tentativa desesperada de impedir a reeleição de Dilma, nunca, jamais votei em candidatos do PSDB. Não tenho nenhuma simpatia pelo partido, para mim PT e PSDB se equivalem e apenas fingem rivalizar - tanto que em 2022 foi totalmente possível a formação da chapa com Lula e Alckmin para a disputa presidencial. Entretanto, os eleitores petistas sempre tiveram a capacidade de me irritar mais. 

Não fazia muito tempo que rolou o impeachment da presidanta Dilma, e também a vitória do até então quase desconhecido João Doria sobre Fernando Haddad, na disputa da vaga pela prefeitura de São Paulo. Isso fez com que os petistas chilicassem todas as vezes que viam uma referência tucana. Existe algo melhor do que irritar petistas?! Eu não conheço!

O então prefeito João Doria estava em Dubai e postou quando embarcava no voo de volta ao Brasil. Decidi ir até o aeroporto para conhece-lo, simplesmente para irritar petistas quando eu esfregasse a foto na cara deles.

Assim que ultrapassou o portão de desembarque, Doria foi cercado por alguns poucos admiradores. Infiltrei-me entre eles, e fui me aproximando até estar perto o bastante para pedir foto e pegar autógrafo. Afinal, corre é corre, tem que ser feito direitinho, de acordo com o padrão. Ta pensando que corre é bagunça?


Os anos se passaram e hoje Doria é governador de São Paulo, onde faz um péssimo governo, mas tenho certeza que se o governador fosse o opositor petista, seria ainda pior.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Charlie Hunnam

O ator Charlie Hunnam veio a São Paulo para participar da pré-estreia de "Rei Arthur - A Lenda da Espada", no Teatro Renault. Ele aproveitou a passagem pela cidade para turistar um pouco, mas dedicou boa parte do tempo na tarefa de recepcionar seus fãs. Antigamente, esse tipo de evento acontecia somente no Rio de Janeiro, era ótimo que agora também acontecia em São Paulo.

A notícia se espalhou, e muitos fãs foram ao hotel Unique, onde ele estava hospedado. Sem problemas, ele atendeu a todos. Um segurança colocava ordem na bagunça, possibilitando a entrada de fãs no hotel, divididos em grupos de cinco. Charlie tirava foto com todos, autografava, e o grupo saía para dar lugar ao grupo seguinte. Foi bacana, organizado.


A cada dia o número de fãs aumentava, mas ele não se incomodava em atender a todos. Eu fui apenas no primeiro dia, consegui, e para mim estava ótimo, nem voltaria mais. Porém, no terceiro dia, aconteceu o que não deveria. Um fã levou ao hotel uma faca igual à que o personagem Jackson "Jax" Teller, interpretado por Hunnan utilizava na série Sons of Anarchy. Para ele parecia ok mostra-la para Charlie, quem sabe conseguir um autógrafo nela, sei lá.

Apenas imagine o que passa na cabeça do segurança ao saber que há um fã com uma faca esperando na frente do hotel. É claro que Hunnam não atendeu mais ninguém no um dia e meio que ainda ficou no país. É difícil saber o que tem na cabeça de certas pessoas...


domingo, 7 de maio de 2017

Rhapsody Reunion

Após passar o dia inteiro no aeroporto de Congonhas sem encontrar os integrantes do Rhapsody Reunion, joguei a toalha e saí, com Carlos, à procura do hotel. A lógica dizia que a banda ficaria no Estanplaza International. Como era a única pista que tínhamos, fomos investigar. Após algum tempo sem sinal algum, fomos alertados por Samii que a banda estava no Hilton, então seguimos direto para lá. Quando chegamos, ainda conseguimos ver a porta da van se fechar, logo após Luca Turilli embarcar. Chegamos tarde... agora seria necessário esperar a banda voltar do show.

Esse é mais um show que eu iria fácil, gosto da banda, e os integrantes são o mais amigáveis possível, mas estava completamente sem dinheiro. O jeito, então, foi permanecer na frente do hotel até a chegada da banda. Quando retornou, descobrimos o porquê do aeroporto ter dado tão terrivelmente errado: a banda estava de tour bus.

Fabio Lione, vocalista do Rhapsody Reunion
Luca Turilli, guitarrista do Rhapsody Reunion
Dominique Leurquin, guitarrista do Rhapsody Reunion
Patrice Guers, baixista do Rhapsody Reunion
Alex Holzwarth, baterista do Rhapsody Reunion

Éramos apenas 5 pessoas (eu, Carlos, Kevin, Samii e mais uma). 5 pessoas não seguram 5 músicos, é impossível. Portanto, enquanto fazíamos as abordagens, o baterista Alex Holzwarth entrou no hotel. Carlos perguntou "faltou alguém?", e respondi "sim, o batera". Fabio Lione, que já começava a arranhar as primeiras palavras em português, entendeu, e fez o favor de busca-lo para nós (observe Alex dentro do hotel em minha foto com Patrice).

Mas a maior surpresa veio alguns meses depois, quando foi lançado o vídeo oficial. Aos 03:45 lá estávamos Carlos e eu, abordando Fabio Lione e Alex Holzwarth. Na hora nem percebemos que foi gravado. Que surpresa agradável desta banda que nem considero mais banda, para mim, são amigos! 



Congonhas + GBH

Eu e Marcelo Zava fomos cedo para o aeroporto de Congonhas. A intenção dele era simplesmente congonhar, mas a minha era esperar pelo Rhapsody Reunion, que se apresentaria em São Paulo naquela noite. Logo que chegamos ao aeroporto, demos de cara com Alessandra Negrini. Ela estava de óculos, eu nunca a reconheceria - pode acreditar, sou péssimo fisionomista. Como Zava a reconheceu, a foto rolou. Ela não foi muito simpática, apenas acenou com a cabeça quando perguntamos se poderíamos tirar uma foto com ela, mas pelo menos aceitou, e é isso que importa.

Alessandra Negrini

Em seguida, com a ajuda dos congonheiros para o reconhecimento, abordamos Renata Frisson, a Mulher Melão. Super simpática, daquelas que encosta mesmo em você, ta nem aí. Assim que eu gosto.

Renata Frisson, a Mulher Melão. Uma simpatia!

A terceira a desembarcar foi Maria Gadú. Tirei a foto do Zava com ela, mas não quis tirar uma também. Não sou fã, não consigo curtir o trabalho dela, acho ridículo seus posicionamentos políticos, enfim, não havia porquê.

O sempre apressado Pedro Bial desembarcou, sem olhar pros lados, e já foi descendo a rampa. Fomos atrás. Eu tinha algumas fotos de celebridades nacionais prontas, que sempre levava quando congonhava, se alguma desembarcasse eu estaria preparado. A fama de Bial não é muito boa entre os congonheiros, que sempre dizem que ele é um tanto chato, mas talvez ter uma foto dele para autografar tenha feito alguma diferença para faze-lo atender. Não foi simpático, mas a foto rolou.

Pedro Bial tem fama de ser chato com os fãs, mas ao menos desta vez atendeu de boa

A essa altura, Carlos já havia chegado ao aeroporto, para esperar pela banda GBH. Sentados em um banco próximo ao desembarque, conversávamos, quando houve uma movimentação atípica dos congonheiros, eles ficaram muito agitados. Fomos averiguar o que acontecia, Isis Valverde havia desembarcado. Carlos não quis nem saber e voltou para o banco, eu me enfiei entre os congonheiros. Ela foi bem simpática também, atendeu a todos.

É bom ver quando alguém no auge consegue ser tão simpática. Isis Valverde, obrigado pelo carinho!

A maior surpresa do dia desembarcou em seguida, e era internacional: a venezuelana Gabriela Spanic, eternamente conhecida por interpretar Paola Bracho, em a Usurpadora, telenovela mexicana. Sempre a considerei uma mulher incrivelmente sexy, e fazer o corre dela estava nos planos, mas fui pego totalmente despreparado. Eu não tinha nada para ela autografar naquele momento, então contentei-me em tirar uma foto com ela. Também foi bastante simpática.

Gabriela Spanic, que surpresa e que prazer conhece-la!

Foi então que o que era brincadeira ficou sério: o GBH desembarcou.

Colin Abrahall, vocalista do GBH
Colin "Jock" Blyth, guitarrista do GBH
Ross Lomas, baixista do GBH
Scott Preece, baterista do GBH
O autógrafo de Scott Preece borrou, mas ainda assim é uma grande lembrança

Em seguida, Zezé di Camargo desembarcou com sua então nova namorada, Graciele Lacerda. A princípio, pensei em tirar uma foto apenas com ela, mas acabei tirando com o casal. Para quem não sabe, por muitos anos, Zezé foi alguém que eu simplesmente detestava. Não a pessoa, claro, ele nunca me fez nada.

A voz de Zezé me irritava profundamente e, pior, não havia como escapar. Eu tinha que aguenta-lo cantando (?) todos os finais de semana, ao assistir Gugu ou Faustão na casa de alguma ex namorada. Até mesmo nos comerciais, o esganiçado estava lá cantando "Lojas Marabraz".

Quando o conheci pessoalmente, alguns anos antes, tirei a foto de Alvaro com ele e, claro, não pedi para tirar uma foto também. Depois me arrependi, pois ele foi mega gente boa, ficou alguns minutos trocando ideia. Então, desta vez, não vi problemas em tirar uma foto. Continuo odiando sua voz, mas a atenção que ele deu a quem obviamente nem ao menos é fã, me fez passar a ter um profundo respeito por quem ele é. Com o sucesso que alcançou, poderia ser um cuzão, mas não é. Valeu a foto! Por outro lado, logo depois o irmão dele, Luciano, passou por nós. Alguns congonheiros o abordaram mas, chato, não quis nem saber de papo.

Graciele Lacerda e Zezé di Camargo: um casal legal

Após o desembarque de mais alguns voos, Tom Cavalcante passou por nós, e não se importou de tirar uma foto conosco.

Tom Cavalcante: eu curtia o trabalho desse cara quando ele interpretava o porteiro Ribamar em Sai de Baixo

A próxima a passar pelo desembarque foi Maria Bethânia. Chata pra cacete, foi abordada por Marcelo Zava, tirou a foto com ele, reclamando, e já saiu correndo. Nem sei se eu tiraria com ela. Talvez até tirasse, porque era considerada uma das grandes cantoras brasileiras quando eu era criança e adolescente, e às vezes tenho esse saudosismo barato, mas não fiz questão alguma de correr atrás dela quando ela correu. Além disso, detesto suas posições políticas. No fundo, melhor assim.

Como o Rhapsody não apareceu, admitimos o nó tático que levamos, e o jeito seria tentar descobrir o hotel. Mas ainda houve tempo pra uma última foto: Mano Brown. Nunca curti o estilo de som que ele faz, e muito menos concordo com o que diz muitas de suas letras, mas ainda assim, consigo admira-lo de alguma maneira. Em seu estilo, ele é grande, muito bom no que faz. Tive uma ex namorada que curtia bastante.

O abordei dizendo algo como "Fala Mano Brown, só queria te dizer que até mesmo eu, que sou do metal, te respeito". Ele não disse nada, apenas me deu a mão, apertando forte, e foi assim que a foto saiu. Eu poderia até ter tirado fotos com os outro integrantes dos Racionais Mc, mas admito que não sabia quem era quem, então fiquei sem graça de aborda-los. É chato pedir uma foto para alguém que você nem mesmo sabe o nome...

Eu e Mano Brown. Uma foto inusitada?!

Este relato tem uma segunda parte, quando conseguimos encontrar com os integrantes do Rhapsody. Clique aqui para ler.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Dire Straits Legacy

Quando o Dire Straits Legacy veio ao Brasil pela primeira vez, minha tentativa de conhece-los foi diretamente no local do show. Foi uma boa ideia, pois Leandro Caíque, que também estava lá, conseguiu descolar meet & greet grátis com quase todos os integrantes da banda, isso depois de tanto encher o saco de alguns deles, que eram seus amigos no Facebook. Danny Cummings autorizou nossa entrada no backstage do Espaço das Américas, onde conhecemos alguns integrantes e tiramos fotos com eles. Foi algo bem rápido e quase não consegui tirar fotos individuais, que prefiro.

Dire Straits Legacy, quase completo
Alan Clark, pianista e tecladista do Dire Straits Legacy 
Danny Cummings, percussionista do Dire Straits Legacy
Phil Palmer, guitarrista do Dire Straits Legacy

O jeito foi fazer uma segunda tentativa após o show. No entanto, não foi uma boa ideia. Leandro Caíque preferiu utilizar sua própria câmera, já que não estava acostumado com a minha. O problema é que a dele dispara dois flashs, e quem não está acostumado com isso sou eu. Logo após o primeiro disparo, eu já estava agradecendo. Resultado: FOTASSA! Consegui abordar apenas dois músicos e as fotos ficaram obviamente horríveis.

Marco Caviglia, vocalista e guitarrista do Dire Straits Legacy
Mel Collins, saxofonista do Dire Straits Legacy

Seria necessário tentar uma terceira vez no dia seguinte, no aeroporto de Congonhas, onde a banda embarcaria para Porto Alegre. Foi corrido, há muitos músicos. No fim, só não consegui tirar uma foto boa com Marco Caviglia, tive que me contentar com a FOTASSA da noite anterior, mas é claro que tentaria novamente se a banda retornasse ao Brasil.

Primiano Dibiase, tecladista do Dire Straits Legacy
Andy Treacey, baterista do Dire Straits Legacy. Não retornou ao Brasil em 2018
Mickey Feat, então baixista do Dire Straits Legacy. Não retornou ao Brasil em 2018
Ufa! Consegui corrigir a FOTASSA com Mel Collins!

Agora vamos tentar entender essa zona:

Alan Clark: o pianista e tecladista foi um dos integrantes oficiais do Dire Straits, entre 1980 e 1988 e entre 1990 e 1995. Participou de todas as gravações oficiais, de Love over Gold (1982) a Live at the BBC (1995)

Mel Collins: músico de turnê, excursionou com a banda entre 1982 e 1983. Teve sua contribuição registrada no álbum Alchemy: Dire Straits Live (1984)

Phil Palmer e Danny Cummings: músicos de turnê, excursionaram com a banda entre 1991 e 1992. Tiveram suas contribuições registradas nos álbuns On Every Street (1991), On the Night (1993) e Encores (1993)

Andy Treacey, Mickey Feat, Primiano Dibiase e Marco Caviglia: não gravaram nem excursionaram com a banda.



quarta-feira, 3 de maio de 2017

The Platters

Ativo desde 1953, e com vários integrantes falecidos - incluindo todos da formação original - é claro que o corre do grupo vocal The Platters não seria dos mais simples. A começar pelo fato de que houveram rupturas e, tal como aconteceu com bandas como Rhapsody of Fire, Queensrÿche e algumas outras, havia mais de uma versão do grupo, todas atendendo pelo nome The Platters. 

Deste modo, fiz a foto da versão errada. Paciência, ficaria sem autógrafos, mas ainda assim poderia tirar fotos com os integrantes. Felizmente esta era a versão que tinha B.J. Mitchel, que integrava a versão original desde os anos 60, ele foi o único que trabalhou com o fundador do grupo, Paul Robi.

Carlos comprou um CD no estande montado no foyer do teatro Gazeta, onde aconteceu o show. Algum tempo após o final do espetáculo, foi anunciado que os integrantes estariam à disposição para fotos e autógrafos. Meet & greet grátis, nunca recusamos! Então formou-se uma pequena fila - já que a maioria não se interessou em ficar. Azar de quem não ficou, o grupo resolveu dar uma palhinha, cantando, na frente de todos, o hit Only You. Quem sabe faz ao vivo, sensacional! Embora eu prefira fotos individuais, não me importei em tirar esta foto com todos os integrantes do grupo: Kevin Carrol, B.J. Mitchell, Farah Melanson e  Ronn Howard.


B.J. Mitchell é o que está à minha esquerda na imagem, com a mão em meu ombro. Ele faleceu em março de 2019, e soubemos disso apenas porque ele era amigo de Marcelo Zava no Facebook. Nunca houve uma notícia sobre a morte dele em lugar algum. Pode procurar no Google, você não irá encontrar. Seu perfil jamais foi transformado em memorial, mas até hoje os amigos postam lamentos e homenagens.