sábado, 23 de janeiro de 2021

Palmeiras

A bem da verdade: eu não sei fazer corre de futebol! Quando quero fotos com jogadores de um time específico, como o Palmeiras, geralmente vou diversas vezes ao aeroporto, na saída ou na chegada, quando o time joga fora e, a cada vez, foco em apenas dois jogadores. É uma correria do inferno e é o que da pra fazer para conseguir fotos e autógrafos com eles. Não conheço, por exemplo, nenhum esquema para entrar no CT da Barra Funda e conseguir com todos de uma vez. 

Com o sucesso do Palmeiras na Libertadores 2020, Anebelle, com quem fiz a maioria dos corres pandêmicos, ficou me enchendo o saco. Decidiu que queria porque queria uma foto com a "tia Leila" (a patrocinadora Leila Pereira, dona da Crefisa e da Faculdade das Americas). Toda vez que me enviava mensagens no Messenger, lá vinham umas três mensagens extras que diziam "tia leila, tia leila, tia leila". Era um indicativo para que eu me virasse e conseguisse um jeito para nos aproximarmos dela. 

Meu advogado, Tercio, é palmeirense, frequenta o clube há algumas décadas e tem algumas amizades fortes por lá. Portanto, em dezembro de 2020, eu perguntei se havia alguma maneira de conseguir uma foto com a Leila. Ele disse que sim, que em janeiro haveria um evento com ela, com o presidente Maurício Galiotte, com o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim Del Grande, e alguns outros nomes que poderiam interessar. Isso ficou no ar, mas no meio do mês seguinte, o cobrei, já que ele é conhecido por ser enrolão. Ele confirmou que no sábado seguinte haveria o tal evento, e que conseguiria me colocar para dentro. 

O problema é que acho que ele não entendeu direito: o corre era muito mais para Anebelle do que para mim. Ele conseguiu confirmar o meu nome no evento, mas o dela não. É claro que quero uma foto com eles, mas definitivamente não fotos pandêmicas, de máscara, e isso é o máximo que conseguiria. Mesmo sendo o Palmeiras muito próximo de casa (15 minutos de caminhada), pensei dez vezes se deveria ir ou não. Mas fui.

O evento era a promoção da candidatura de Leila para conselheira. Havia pipoca, sorvete e água grátis. Era só pegar e consumir. Além disso, todos ganharam uma sacola com boné, camiseta e máscara da campanha de Leila. Assim que cheguei, Tercio já estava me esperando na entrada combinada, na Avenida Francisco Matarazzo. Tive, é claro, que me identificar para o pessoal que cuidava do controle de acesso, e minha entrada foi liberada.

Assim que entrei, ganhei a sacola com os brindes e avistamos Leila dando atenção a alguns dos presentes. Nos aproximamos e aguardamos a oportunidade de falar com ela. Quando consegui, foi tudo muito rápido, porque ela estava realmente requisitada, mas a foto pandêmica rolou sem problemas.

Leila disputava uma vaga no conselho, o que a tornaria elegível para ser a próxima presidente

Tercio, que veio apenas me recepcionar, disse que estava almoçando com a família, que iria terminar o almoço, e que voltaria para me encontrar em meia hora. Aproveitei para dar uma volta pelo clube e consegui colocar ao menos o boné e a máscara que ganhei. Retornei e fiquei enrolando, tomando sorvete grátis, até que Tercio reapareceu com uma notícia inusitada. Existe um gandula famoso no Palmeiras, pois ele trabalha no clube desde a década de 1990. Jornais e TVs fizeram diversas reportagens com ele. Tercio me pediu para aborda-lo para tirarmos uma foto com ele, mas alertou "ele é mala".

Quando o tal gandula desceu, foi chamado por um pessoal que estava sentado em uma mesa - provavelmente seus conhecidos, pelo papo animado que rolou. Quando se despediu e se afastou, veio em nossa direção, então educadamente o abordei e pedi para tirar uma foto com ele. Ele disse "não, não" e saiu andando, me deixando com cara de tacho. Mano, não creio, levei naba do gandula, com certeza uma das piores nabas de todos os tempos, digna de ser descrita nas nabas mais absurdas, uma grande mancha para meu "curriculum". O cara é mais mala que Bruce Dickinson, Paul Stanley, Robert Plant, Yngwie Malmsteen - ao menos com eles consegui a foto, por mais que tenha sido difícil. Da forma como ele negou, não restou outra alternativa senão aceitar e engolir a naba.

Em seguida, o presidente Mauricio Galiotte apareceu e, simpático, aceitou tirar a foto numa boa. O que o tal gandula não contava é que o conselheiro amigo do Tercio que autorizou a minha entrada viu a naba que levamos, e assim que me afastei, ele contou o que aconteceu ao presidente. Mais a noite, quando eu já estava em casa, Tercio me mandou a seguinte mensagem de áudio: "mano, o gandula levou uma carcada do diretor e do presidente, por causa da naba... que ele deve estar procurando o caminho de casa até agora. Diretor, aquele camarada que você viu, estava do nosso lado... Ele levou direto pro presida. Diz que a comida foi fenomenal! HAHAHAHA Ta bom, a gente levou naba do gandula, mas o gandula se fudeu".

Mauricio Galiotte era presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras

Após a foto com o presidente, eu e Tercio fomos passear pelo clube. Eu era sócio do Palmeiras quando era criança e adolescente, então frequentava de vez em quando. Algumas coisas, como a piscina, estão exatamente iguais ao que era, mas muita coisa mudou, principalmente devido à construção do estádio.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Crypta

Após saber que fui duas vezes ver Sonia Anubis, um amigo meu, colecionador de autógrafos, perguntou se eu seria capaz de conseguir para ele uma foto autografada pela Crypta. Respondi que sim, combinamos um preço, e aceitei a missão. Comentei com outra amiga que iria mais uma vez atrás da banda, dessa vez para ver todas e conseguir os autógrafos, e ela perguntou se eu conseguiria uma foto autografada para ela também. Mas é claro que sim!

No dia seguinte, montei e mandei a foto da banda com o padrão que sempre uso (margem, nome da banda e das integrantes, com seus respectivos instrumentos), solicitando a revelação de duas cópias. Encontrei com Anebelle e fomos mais uma vez ao estúdio Family Mob. Alguns momentos após nossa chegada, Tainá apareceu, mais uma vez sem máscara. A abordamos (usando máscara), pegamos o autógrafo, tiramos as fotos e retornamos para o carro. 

Após alguns minutos, ela saiu do estúdio e percebeu que ainda estávamos ali, mas não a incomodamos novamente. Ela caminhou até a casa onde toda a banda estava hospedada, trocou de roupa e retornou ao estúdio. Mais uma vez, não reagimos. Em algum tempo, ela voltou com a Fernanda Lira, que veio falar conosco. Por uns 15 minutos, falamos sobre a saída dela e de Luana do Nervosa, sobre a gravação do álbum, sobre a possibilidade da banda voltar a se apresentar ao vivo... Foi enfim, uma experiência muito legal!


Até então, eu tinha apenas uma foto com a Fernanda, tirada em 2012, em um evento no EM&T com Nervosa e Aquiles Priester. Já a vi diversas outras vezes - ela é amiga de amigas minhas, como a Karina -  mas não vou ficar pedindo foto cada vez que a encontrar, não sou chato a esse ponto (embora, com Sonia, eu estava prestes a ser). Em um passado remoto, Fernanda Lira era hunter como eu sou hoje. Ela tem fotos incríveis com Lemmy, Steve Harris, e várias outros músicos, e chegou a fazer alguns corres com o Leo Wacken, mas parou mais ou menos na época em que comecei.

Eu estava receoso que a Fernanda pudesse se importar de haver fãs em plena pandemia tentando conhecer a banda mas, pelo contrário, acho que foi uma experiência agradável para todos, músicos e fãs. As meninas adoraram as fotos e autografaram com prazer. Era uma foto novíssima, tirada há menos de uma semana, com a formação completa, já que Sonia no Brasil enfim tornava isso possível - até então todas as fotos eram montagens a partir de fotos individuais das integrantes.

Ainda rolou uma foto comigo entre Tainá e Fernanda. Como Tainá estava sem óculos (adoro!) e sem máscara, perguntei se elas se importavam se eu eu baixasse a máscara rapidinho, apenas para o click. Fernanda não gostou da ideia e entendi e aceitei isso.

Após, as duas retornaram para o estúdio e retornamos para o carro. Esperar não é a coisa mais divertida do mundo, mas não nos importamos. As meninas estavam ali fazendo o trabalho delas, nós que estávamos de enxeridos, então queríamos incomodar o mínimo possível. Porém, após pouco tempo, eu estava fumando fora do carro, quando Tainá veio até o portão e disse que telefonou para Luana e Sonia, e que elas viriam nos ver em alguns minutos. Ficamos muito agradecidos pela simpatia.

Com efeito, em alguns minutos, elas vieram. Eu já estava morrendo de vergonha, era a terceira vez em 13 dias em que eu estava cara a cara com Sonia. Será que ela me reconheceu? Será que ela já estava achando que sou algum stalker louco??? Quem me conhece sabe que não faço essas coisas de ficar abordando, geralmente uma vez é suficiente, gosto de perturbar o mínimo possível, mas desta vez não teve jeito... Ainda assim, tanto ela como Luana foram simpaticíssimas e tiraram fotos e deram autógrafos, sem problema nenhum.


Por uma dessas coincidências do destino, o pai de Fernanda Lira, Marcelo, era meu amigo no Facebook, sempre conversávamos via Messenger. Ele contou que Sonia estava deslumbrada por estarmos no aeroporto: "Isso nunca aconteceu, nem mesmo na Europa". Ela jamais imaginaria que alguém se interessaria em espera-la apenas para conseguir uma foto ou um autógrafo. Mas nós estávamos! E fico muito feliz de participar da primeira leva de fãs a fazer isso, com certeza haverá muito mais, no Brasil e no mundo! Sucesso, Sonia, amei te conhecer. E não fui ao aeroporto no dia em que você retornou para a Holanda porque aí sim você acharia que sou um stalker louco!

Quanto à Tainá... Foi a primeira vez na vida em que ela deu um autógrafo! E, mais uma vez, eu estava envolvido e senti-me honrado por isso! Crypta é formada por meninas simpáticas e muito gente boa, merecem todo o sucesso do mundo!

Se você que está lendo é uma das integrantes da banda, me desculpo, mas entenda que estamos em pandemia, está difícil para todo mundo ganhar dinheiro, e não vi problema em usar minhas habilidades em encontrar bandas por alguns trocados. Meus compradores também são fãs, mas de outras cidades e até mesmo outros estados e não tem as possibilidades que eu tenho para ficar cara a cara com vocês ou com qualquer outra banda, ainda mais neste momento.

Eu jamais faria isso em tempos normais, mas isso não significa que eu não as respeite ou não seja fã; pelo contrário, estou mega curioso para ouvir o CD e conhecer o resultado final, assim como todo mundo. A propósito, deixo uma dica: vendam fotos autografadas no website oficial. Tem muita gente que gosta e pagaria por isso, e é sempre uma fonte de renda a mais, com pandemia ou não. You rock! 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Sonia Anubis (Crypta) - parte II

Não vou esconder que fiquei decepcionado com o fato de Carlos preferir uma foto com máscara, quando Sonia se dispôs a tirar uma foto sem, no aeroporto. Fiquei pensando nisso por alguns dias, e foi surgindo a ideia de ve-la novamente, para conseguir a foto sem máscara. Seis dias após o primeiro corre com Carlos e Jessica, eu estava em casa, na internet, quando Marcus perguntou se eu estava a fim de ir com ele ao estúdio Family Mob, onde o Crypta estava gravando o CD, para tentar tirar uma foto com Sonia. Por outro lado, Anebelle, que não se interessou na semana anterior, também estava a fim de conseguir essa foto, então marcamos de ir ao estúdio no dia seguinte.

Anebelle passou em casa de carro e fomos. Era um dia chuvoso, portanto ficamos no carro quando chegamos. Marcus já estava nas proximidades, abrigado sob uma banca de jornais, mas nem percebemos. Vimos quando uma menina, que parecia ser a Tainá, parou em frente ao estúdio, tocou a campainha, esperou alguém abrir a porta e entrou, mas eu não tinha 100% de certeza que era ela. Foi somente quando a chuva passou que eu e Anebelle descemos do carro, então Marcus percebeu que estávamos ali e veio falar conosco. Ele confirmou que era a Tainá. A chuva recomeçou e esperamos dentro do carro novamente. Num dos poucos intervalos em que a chuva parou, Sonia saiu do estúdio. Marcus e Anebelle desceram e fizeram a abordagem. Eu demorei um pouco mais para descer, pois fui pegar a câmera.

Quando me aproximei, surpresa! Sonia segurava um prato de comida em uma das mãos. Eu jamais a abordaria se percebesse isso, mas já que eles a abordaram, e ela não se imporou, ok. As fotos rolaram com a coitada segurando o prato mesmo... E finalmente consegui a foto não pandêmica que tanto queria. Observamos que ela caminhou para uma casa a poucos metros do estúdio. Sabíamos que toda a banda estava nessa casa, uma espécie de "concentração" para a gravação do CD. Sabíamos também que a casa era próxima ao estúdio, mas não imaginávamos que fosse tão próxima. Só que, como não somos malas, jamais teríamos a coragem de tocar a campainha para incomoda-las.

Tanto Sonia como Tainá estavam sem máscara quando entraram ou saíram do estúdio. Até pensamos em ficar para tentar ver as outras integrantes da banda, mas logo a chuva recomeçou e percebemos que seria má ideia. Logo, cada um retornou para sua própria casa. Missão cumprida!


Em fevereiro de 2021 foi postado um vídeo no Youtube, onde a própria Fernanda Lira demonstra onde fica a casa:


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Sonia Anubis (Crypta)

Após surpreender a todos com o anúncio de que estavam abandonando o Nervosa, a baixista/vocalista Fernanda Lira e a baterista Luana Dametto não ficaram muito tempo inativas, e logo montaram uma nova banda, Crypta, com a guitarrista Tainá Bergamaschi, além da guitarrista holandesa Sonia Anubis, conhecida por seus trabalhos em bandas como Burning Witches (que abandonou para se dedicar melhor ao Crypta) e Cobra Spell.

No começo de janeiro, Jessica alertou a mim e ao Carlos que Sonia estava prestes a vir ao Brasil para participar da gravação do primeiro ábum do Crypta. Passamos a monitora-la. Em um domingo (no horário brasileiro), mas já segunda-feira na Holanda, ela postou no Instagram que faltavam três dias para o embarque ao Brasil. Assim ficou fácil demais.

Na quinta-feira de manhã (no Brasil), ela postou uma foto da aeronave, com a mensagem "Brazil, here I come". Nossas suspeitas de que ela viria nesse dia se confirmaram. Calaculado o horário do voo de chegada, eu, Carlos e Jessica seguimos ao aeroporto separadamente, onde nos encontramos.

Foi a primeira vez que usei o trem após as melhorias anunciadas no final de 2020, que incluiam a liberação da linha Expresso Aeroporto para todos pelo preço de uma tarifa normal. Então, para quem já estava dentro do sistema, não era necessário pagar mais uma passagem, como foi até então. Logo, para chegar ao aeroporto, eu embarcava em um trem na estação Água Branca e seguia até o Brás (se fosse meio de semana) ou Luz (aos finais de semana). Se fosse Luz, era uma baldeação a mais, sendo necessário tomar outro trem até o Brás. Do Brás, mais uma baldeação até a estação Engenheiro Goulart, onde, enfim, a baldeação para a estação final, Aeroporto Guarulhos. Com sorte, era um trajeto de 2 horas, com 3 a 4 baldeações e muitas subidas e descidas de escadas, ainda que rolantes. Não era meu caso, mas imagino que fazer isso carregando malas não seja muito agradável.

A partir de agora, basta ir da Água Branca para a Luz, e baldear para a estação Guarulhos Aeroporto. Fiz esse trajeto em uma hora e vinte e cinco minutos na ida, e em apenas uma hora na volta. Sensacional!!!!! Para ser melhor que isso, só após a conclusão das obras de ligação da estação final aos terminais do aeroporto. Hoje isso é feito de ônibus (tosquisse máxima do ex governador Alckmin), mas já existe um projeto para prolongar a linha e corrigir esse absurdo.

Como cheguei um pouco cedo, aproveitei para comer um lanche no McDonalds. Após, segui ao terminal, onde encontrei Carlos e Jessica. Todos esperávamos ver as meninas da banda à espera de Sonia, mas não havia ninguém, o que nos deixou um pouco intrigados. De fato, quando ela desembarcou, parecia totalmente perdida. Empurrando um carrinho com a bagagem e a guitarra, deu alguns passos após passar pelo portão de desembarque, parou, e parecia não saber bem o que fazer. Foi a nossa deixa para aborda-la. No começo pareceu não entender o que queríamos, mas compreendeu quando Jessica lhe estendeu CDs e a caneta para autografar. Carlos pediu uma foto, e Sonia até ensaiou abaixar a máscara pandêmica para a foto ficar mais bonita, como tem que ser. Mas era uma má idéia, pois estávamos dentro do terminal e não era permitido.

Fiquei animado com a possibilidade de conseguir uma foto sem máscara, bastava esperar que saíssemos do terminal. Porém, para minha surpresa, Carlos disse que não se importaria em tirar a foto com máscara. Sendo assim, todos tiramos. Agradecemos, perguntamos se ela precisava de alguma ajuda, e ela disse que não, pois já havia visto quem a veio buscar: o dono do estúdio "Family Mob", onde o álbum seria gravado.


No caminho para o trem, perguntei para o Carlos porquê ele aceitou a foto com máscara, se ela mesmo deu a entender que tiraria sem, mas ele disse que essa era a graça de fazer um corre pandêmico. Enquanto eu voltei aos corres em outubro, esse era, na verdade, o primeiro corre dele e da Jessica em 10 meses. Mas enfim, os hunters do mal voltaram! 

domingo, 29 de novembro de 2020

Políticos do PSDB

Nunca fui fã do PSDB, sempre considerei que esse partido é a esquerda tentando se camuflar de direita, quase tão danoso ao Brasil quanto o PT. Eleitor desde 1989, votei apenas 3 vezes em candidatos do partido, duas delas em total desespero, quando tive que escolher entre merda (PT) ou bosta (PSDB); forçosamente optando pelo que parecia feder menos. A primeira vez foi no segundo turno de 2014; votei em Aécio para tentar impedir a reeleição de Dilma. No segundo turno de 2020, optei por Bruno Covas, não por gostar ou apoiar, mas para impedir Boulos de conquistar a prefeitura paulistana.

Também votei no Doria para governador em 2018, quando ele usava o slogan "Bolsodoria", e parecia que seria um aliado do presidente Bolsonaro, mas ele rapidamente traiu a todos os seus eleitores e nunca mais será eleito a nenhum cargo que disputar. Ainda assim, reconheço que historicamente o partido e alguns de seus representantes tiveram seus méritos. Fernando Henrique Cardoso, como Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, foi indiretamente o pai do Plano Real, que conseguiu reduzir os índices inflacionários brasileiros a níveis aceitáveis, estabilizando a economia, que só voltou a ser ameaçada após o desastroso primeiro governo de Dilma Rousseff. Foi necessário derruba-la e conduzir ao poder seu vice, Michel Temer, para limpar a merda que já estava em curso avançado. Por isso, é claro que uma foto com eles seria sensacional, ainda que na pandemia e com máscara.

Desde 2012 fiz algumas tentativas de conhecer Fernando Henrique Cardoso, sem sucesso. Na primeira, esperei um dia inteiro no interior do hotel Renaissance, onde o ex presidente participou de um evento, mas infelizmente ele usou alguma saída alternativa e nem ao menos o vi. Na segunda, em agosto de 2013, ele participou de um bate-papo no Teatro Eva Wilma. Eu e Sheila ficamos na entrada do lugar, quando o público já estava acomodado em seus lugares. A ideia era aborda-lo quando chegasse, pois tínhamos um compromisso e não poderíamos esperar pela saída. No entanto, ele atrasou e veio rodeado por diversos seguranças. Nem tentamos, pois estava claro que ele não pararia. Assistimos um pouco da palestra e fomos embora.

Em 2018, no dia do segundo turno, cheguei ao colégio Nossa Senhora de Sion, em Higienópolis, por volta das 06:50hs. Fiquei até às 13:30. Eu estava sozinho e já de saco cheio de esperar em pé, pois não havia onde sentar ou encostar. Acreditando que ele não apareceria mais, já que dificilmente teria uma opção entre Bolsonaro e Haddad, desisti. Depois soube que ele apareceu para votar pouco antes das 17:00hs, quando encerrava-se o horário da votação. Pior: para tentar o FHC nessa oportunidade, deixei de ir com o Eric a um colégio no Morumbi, onde vota o Faustão. Ele conseguiu de boa, e eu fiquei sem foto com Faustão e FHC.

Eu não votei no primeiro turno de 2020. As opções eram todas inaceitáveis. O menos ruim - e apenas menos ruim - era o Arthur do Val "mamãe falei", mas ele não tinha chance de ir ao segundo turno. Covas, Boulos e Russomano não me animaram a sair de casa. Já em 2018, eu planejei fazer dois corres de eleição em 2020: Faustão no primeiro turno e Ana Paula Arósio no segundo. Com a pandemia, e sabendo que as fotos rolariam de máscara, não me animei.

Boulos, porém, foi ao segundo turno, e o ex presidente (que vergonha!!!!) Lula recomendou voto nele "em defesa da democracia". Foi o incentivo que faltava para me fazer sair de casa e votar no Covas. E, já que eu sairia para votar, decidi aproveitar para fazer alguns corres de políticos do PSDB, incluindo o próprio FHC e o ex presidente Michel Temer. Temer, inclusive, vota na PUC, o mesmo local que eu.


Eu e Anebelle chegamos à PUC às 06:50. Por volta de 07:05, Michel Temer apareceu, acompanhado por um segurança, e foi imediatamente cercado pelos jornalistas que o esperavam. Como vimos o carro que o trouxe, decidimos esperar por ele próximos ao veículo. Após votar, ele saiu apressado, claramente tentando se desvencilhar dos jornalistas. Por um segundo pensei que não nos atenderia, mas felizmente veio em nossa direção quando mostrei a foto para autografar. Nos atendeu, mas foi chatinho. Tentou me devolver a caneta após autografar, mas queríamos mais dois autógrafos. Ele ficou reclamando, dizendo que tinha que ir. Após assinar, pedimos para tirar foto com ele, ainda que de máscara. Mais uma vez, ele reclamou, mas as fotos aconteceram.


É claro que nosso corre foi um prato cheio para os jornalistas, que aproveitaram o momento para nos fotografar e filmar. Um deles veio falar conosco quando Temer se foi, querendo saber porque pegamos os autógrafos. Como ele jamais entenderia o que fazemos da vida, menti dizendo que era para um blog sobre política que pretendia lançar, com uma promoção de inauguração onde seriam sorteados os autógrafos dos ex presidentes para os visitantes.

Aproveitei para votar e seguimos então para o colégio Sion. Chegamos por volta de 07:30, e demoraria cerca de 3 horas para que FHC aparecesse, segundo meus cálculos. Eu sempre soube que ele mora em um edifício na Rua Rio de Janeiro, mas eu nunca soube o prédio exato. Eu sabia também que, apesar de seus 89 anos, ele viria caminhando, possivelmente acompanhado pelo candidato Bruno Covas, exatamente como fez no primeiro turno.

Quando chegamos, rapidamente identificamos os diversos jornalistas e fotógrafos que o aguardavam. Esse tipo de corre tem uma vantagem: você pode relaxar, não precisa ficar prestando atenção. Se os jornalistas ficarem ouriçados é porque algo vai acontecer. E eles estavam todos de boa, reunidos em um canto, conversando entre si. Assim foi por algumas horas. Por volta de 10:00 hs, alguns correram para a rua Rio de Janeiro, outros permaneceram onde estavam. Decidimos acompanhar os que foram, e demos de cara com FHC e Bruno Covas caminhando, cercados por simpatizantes, mas não os abordamos - não era o momento ainda. Os jornalistas tiravam fotos e mais fotos, e não estávamos muito a fim de aparecer nelas, então apenas acompanhamos a uma certa distância.


Deixamos os dois seguir para a sessão onde o ex presidente votaria, com o plano de aborda-los na volta. Anebelle queria esperar na Rua Rio de Janeiro, mas eu não tinha tanta certeza de que Bruno Covas retornaria, já que no primeiro turno, após votar com FHC, ele seguiu para o Colégio Saint Paul's, nos Jardins, para acompanhar o voto de João Doria.

Quando os dois saíram do colégio, eu planejava aborda-los ali mesmo, assim que os jornalistas se dispersassem. Anebelle, entretanto, estava com a câmera e saiu correndo como uma doida. Eu corri atrás, berrando várias vezes para ela voltar, mas a doida não ouviu ou fingiu não ouvir. Então parei de correr e não demorou muito para que quem começasse a gritar fosse ela, para que eu a acompanhasse. Como não dei ouvidos, veio até mim.

Não demorou para que FHC passasse por nós, desta vez acompanhado apenas por dois amigos, na maior tranquilidade. Ele foi simpático e atencioso, assinou as três fotos no maior bom humor e não se importou em tirar fotos. Porém, assim como aconteceu com Silvio Santos em 2015, não gostei de minha foto com ele, pois a sombra em meu rosto não ajudou.


Retornamos para a frente do colégio para verificar se Bruno Covas ainda estava por lá, mas foi inútil. Exatamente como previ, ele foi votar com João Doria. Graças ao desespero da doida, perdemos a foto com ele. Porém, isso foi consertado de maneira magistral pouco mais tarde.

Quando caminhávamos para o carro, reencontramos FHC caminhando devagar à nossa frente, e decidimos aborda-lo novamente, já que não gostei da foto. Me desculpei, disse que a foto não ficou legal, e ele não se importou em tirar mais uma. Também não ficou ideal, mas melhorou um pouco. Qualquer dia o encontrarei novamente, espero, até para conseguir uma foto sem máscara. Logo em seguida, ele entrou no prédio onde mora, e finalmente sei qual é o prédio exato.


Seguimos para o colégio nos Jardins, e chegamos pouco antes que Doria e Bruno Covas. Tal como aconteceu com FHC, eles vieram acompanhados de uma comitiva enorme de simpatizantes. Anebelle se enfiou entre eles e conseguiu uma foto com João Doria. Eu não quis, pois já tenho uma de 2017, sem máscara. Ela também conseguiu uma foto entre João Doria e Bruno Covas, e me chamou para tirar também, mas me recusei, pois os jornalistas estavam tirando fotos e mais fotos. Fazer corre com Anebelle não é de todo ruim, mas ela definitivamente não entende o timing do negócio, aquela não era hora de abordar ninguém.

Enquanto esperávamos pela saída, Bia Doria, a esposa do governador, saiu do colégio. Fomos falar com ela, que foi mega simpática e ficou um tempo conversando conosco. Minha foto com ela não ficou muito boa, ela fechou os olhos, mas ok, qualquer foto com máscara sairia ruim. FOTASSA!


Após algum tempo, Doria e Covas saíram apressados do colégio, com os jornalistas carrapatos não querendo desgrudar. Eles caminharam por alguns metros e vi quando Covas entraria no carro que o aguardava. Para não ter que seguir até o colégio onde ele votaria, o abordei. Ele aceitou tirar a foto, e pedi que fizéssemos o V da vitória. Em uma situação normal, ele jamais seria a minha escolha, mas é delicioso irritar petistas e esquerdistas em geral. Boulos é o caralho, chupa!!!!


Fim de corre! Esse foi maravilhoso, tudo saiu exatamente como planejado. Perdemos Bruno no Sion, mas conseguimos no St. Paul's. Tá valendo! Mais tarde vi que o repórter que nos abordou na PUC postou uma nota no site. Ele aumentou um pouquinho a história, dizendo que eu iria também atrás do Lula. Se fosse, seria apenas para conseguir autógrafos para vender pros admiradores de bandido. Eu jamais tiraria uma foto com ele. Mas não foi o caso.

domingo, 8 de novembro de 2020

Krisiun

Para desespero dos pandêmicos, em 2020, quando ainda nem havia vacina no Brasil, o Krisiun realizou um show no Carioca Club. Todas os protocolos de segurança foram adotados, como lotação reduzida a 25% da capacidade, distanciamento entre as mesas, uso de máscaras, sanitização dos ambientes, aferição de temperatura, entre outros. Foi, de fato, o primeiro show presencial no Brasil desde o inicio das medidas de isolamento e confinamento social impostas por conta da pandemia. 

Eu já tinha fotos com toda a banda desde 2015, quando encontrei seus integrantes sem querer desembarcando no aeroporto de Guarulhos, enquanto esperava pelos músicos do Anathema. Anebelle ainda não tinha e me chamou para tirar as fotos dela. "É o que tem pra hoje", dizia. De saco cheio de ficar em casa por meses, topei. No horário combinado, ela passou em casa e seguimos para o Carioca Club. Quando chegamos, o show já tinha terminado. Fãs. banda, produção, todos confraternizavam numa boa em frente ao Carioca, a maioria sem usar máscara.

Sem tirar a máscara, Anebelle aproximou-se dos músicos e pediu para tirar uma foto com eles, no que foi prontamente atendida. Agora me diz: por que diabos essa doida quis sair de casa no meio da pandemia para tirar foto de máscara?????? Como apenas Moisés estava de máscara, removi a minha e tirei fotos decentes com Max e Alex. Moisés apressou-se em entrar na van enquanto eu tirava fotos, talvez nem tenha percebido que eu também queria com ele. Sem problemas, ele estava pandêmico. Minha lógica foi: se todos nos cuidamos até hoje, nenhum de nós está doente. Paguei pra ver, não peguei COVID e ainda consegui duas fotos ótimas.

Preservei a identidade da doida para evitar processo, mas a foto real está exatamente assim: banda sem máscara e ela com
Alex Camargo, baixista e vocalista do Krisiun
Max Kolesne, baterista do Krisiun

sábado, 7 de novembro de 2020

Paula Toller

Eu sempre soube que Paula Toller é mala. Muitos amigos tem foto com ela, mas todos, sem exceção, dizem que é chata. Marcelo Zava, por exemplo, contou que uma vez sabia que ela desembarcaria em Congonhas, e que aproveitou para levar dois CDs para autografar. Ela disse que só assinaria um, e que ele teria que escolher em qual deles queria. No fim ela assinou os dois, mas apenas porque Zé Congonhas, que não levou nada para assinar, tirou o outro CD da mão de Zava e deu para ela assinar. Sem alternativa, assinou. Mas que estresse desnecessário, né não?!

Carlos diz que, quando a encontrou, também no aeroporto, estava à espera de outra banda, mas havia dois fãs de Paula que queriam tirar foto com ela e, claro, ele também tiraria, como bônus. Os fãs fizeram a abordagem assim que ela passou pelo portão de desembarque, mas ela sugeriu que fosse uma foto coletiva. "Mas estamos só nós dois aqui", retrucaram. "Pois é, mas depois o fotógrafo também vai querer tirar, então serão 3 fotos". Puto da cara com a atitude imbecil, Carlos respondeu "Não, eu nem sei quem é você, só vou tirar as fotos deles, mas não quero foto com você".

Por isso, torci o nariz quando Anebelle me chamou para acompanha-la no corre da Paula Toller, que se apresentou no Teatro Santander, em show com isolamento social. Porém, como ela me ajudou no corre do Salt Bae, pareceu justo retribuir, embora eu soubesse que a naba seria certa. Se Paula já é chata em situações normais, imagine tendo a desculpa do COVID. Ah, dane-se, pelo menos eu sairia de casa... Bora!

Nossa experiência dizia que Paula ficaria no Hilton ou no Hyatt. Combinamos que tentaríamos antes do show no Hilton. Se não fosse lá, tentaríamos depois do show no Hyatt. Quando chegamos, ficamos de boa em frente ao hotel, quando fomos abordados por um segurança que não conhecíamos: "Posso ajudar?". Para não entregar nossa intenção, enrolei, dizendo que já me hospedei diversas vezes no hotel (o que é verdade) e estava com saudade, então vim dar uma volta por ali.

Algum tempo depois, Paula saiu do hotel e embarcou em um veículo. Anebelle nem a viu, pois estava desatenta, olhando para outro lado. Eu demorei demais para reconhece-la de máscara, pois já tinha visto diversas loiras mascaradas e todas pareciam mais ou menos iguais. Quando tive certeza que era ela, não havia mais tempo, pois já estava entrando no carro. Decidimos, então, ir ao Mc Donald's, já que teríamos longas horas de espera pela frente. Ao passarmos pelo tal segurança, ele disse "eu sabia que vocês estavam aqui pela Paula Toller", o que confirmou que era ela mesmo. Conversamos um pouco com ele, que se mostrou gente boa e não disposto a nos atrapalhar.

Comemos, retornamos e, de fato, foram longas horas de espera. Nesse meio tempo, conversei com um dos seguranças antigos, que me confirmou que entre os funcionários, nenhum morreu, embora ele conheça outras pessoas vitimadas pela doença. Então, ao menos no mundo dos corres, o COVID não trouxe mudança alguma: ninguém morreu. Eu soube do falecimento de alguns seguranças que trabalham com bandas, mas nenhum trabalhava com as bandas que costumo conhecer.

Quando Paula chegou já era quase uma hora da manhã. Anebelle fez a abordagem, mas Paula não reagiu. Ficou olhando para ela, sem dizer nada. A mulher que a acompanhava (assessora? empresária?) falou por ela, dizendo que se Anebelle quisesse uma foto, teria que ser com distanciamento social. Eu tirei a foto dela, quase um metro distante da Paula. Depois ela tirou a minha, unicamente para eu ter uma prova de que realmente estava fazendo corre, já que passei quase 12 horas fora de casa, e isso evitaria confusão com a Arianne. Porém, nada neste mundo me fará postar a foto real. Postarei essa com efeito de transformação em desenho, porque assim sempre poderei negar que fiz esse corre. Que ridículo, foto com distanciamento social!