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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Crypta

Após saber que fui duas vezes ver Sonia Anubis, um amigo meu, colecionador de autógrafos, perguntou se eu seria capaz de conseguir para ele uma foto autografada pela Crypta. Respondi que sim, combinamos um preço, e aceitei a missão. Comentei com outra amiga que iria mais uma vez atrás da banda, dessa vez para ver todas e conseguir os autógrafos, e ela perguntou se eu conseguiria uma foto autografada para ela também. Mas é claro que sim!

No dia seguinte, montei e mandei a foto da banda com o padrão que sempre uso (margem, nome da banda e das integrantes, com seus respectivos instrumentos), solicitando a revelação de duas cópias. Encontrei com Anebelle e fomos mais uma vez ao estúdio Family Mob. Alguns momentos após nossa chegada, Tainá apareceu, mais uma vez sem máscara. A abordamos (usando máscara), pegamos o autógrafo, tiramos as fotos e retornamos para o carro. 

Após alguns minutos, ela saiu do estúdio e percebeu que ainda estávamos ali, mas não a incomodamos novamente. Ela caminhou até a casa onde toda a banda estava hospedada, trocou de roupa e retornou ao estúdio. Mais uma vez, não reagimos. Em algum tempo, ela voltou com a Fernanda Lira, que veio falar conosco. Por uns 15 minutos, falamos sobre a saída dela e de Luana do Nervosa, sobre a gravação do álbum, sobre a possibilidade da banda voltar a se apresentar ao vivo... Foi enfim, uma experiência muito legal!


Até então, eu tinha apenas uma foto com a Fernanda, tirada em 2012, em um evento no EM&T com Nervosa e Aquiles Priester. Já a vi diversas outras vezes - ela é amiga de amigas minhas, como a Karina -  mas não vou ficar pedindo foto cada vez que a encontrar, não sou chato a esse ponto (embora, com Sonia, eu estava prestes a ser). Em um passado remoto, Fernanda Lira era hunter como eu sou hoje. Ela tem fotos incríveis com Lemmy, Steve Harris, e várias outros músicos, e chegou a fazer alguns corres com o Leo Wacken, mas parou mais ou menos na época em que comecei.

Eu estava receoso que a Fernanda pudesse se importar de haver fãs em plena pandemia tentando conhecer a banda mas, pelo contrário, acho que foi uma experiência agradável para todos, músicos e fãs. As meninas adoraram as fotos e autografaram com prazer. Era uma foto novíssima, tirada há menos de uma semana, com a formação completa, já que Sonia no Brasil enfim tornava isso possível - até então todas as fotos eram montagens a partir de fotos individuais das integrantes.

Ainda rolou uma foto comigo entre Tainá e Fernanda. Como Tainá estava sem óculos (adoro!) e sem máscara, perguntei se elas se importavam se eu eu baixasse a máscara rapidinho, apenas para o click. Fernanda não gostou da ideia e entendi e aceitei isso.

Após, as duas retornaram para o estúdio e retornamos para o carro. Esperar não é a coisa mais divertida do mundo, mas não nos importamos. As meninas estavam ali fazendo o trabalho delas, nós que estávamos de enxeridos, então queríamos incomodar o mínimo possível. Porém, após pouco tempo, eu estava fumando fora do carro, quando Tainá veio até o portão e disse que telefonou para Luana e Sonia, e que elas viriam nos ver em alguns minutos. Ficamos muito agradecidos pela simpatia.

Com efeito, em alguns minutos, elas vieram. Eu já estava morrendo de vergonha, era a terceira vez em 13 dias em que eu estava cara a cara com Sonia. Será que ela me reconheceu? Será que ela já estava achando que sou algum stalker louco??? Quem me conhece sabe que não faço essas coisas de ficar abordando, geralmente uma vez é suficiente, gosto de perturbar o mínimo possível, mas desta vez não teve jeito... Ainda assim, tanto ela como Luana foram simpaticíssimas e tiraram fotos e deram autógrafos, sem problema nenhum.


Por uma dessas coincidências do destino, o pai de Fernanda Lira, Marcelo, era meu amigo no Facebook, sempre conversávamos via Messenger. Ele contou que Sonia estava deslumbrada por estarmos no aeroporto: "Isso nunca aconteceu, nem mesmo na Europa". Ela jamais imaginaria que alguém se interessaria em espera-la apenas para conseguir uma foto ou um autógrafo. Mas nós estávamos! E fico muito feliz de participar da primeira leva de fãs a fazer isso, com certeza haverá muito mais, no Brasil e no mundo! Sucesso, Sonia, amei te conhecer. E não fui ao aeroporto no dia em que você retornou para a Holanda porque aí sim você acharia que sou um stalker louco!

Quanto à Tainá... Foi a primeira vez na vida em que ela deu um autógrafo! E, mais uma vez, eu estava envolvido e senti-me honrado por isso! Crypta é formada por meninas simpáticas e muito gente boa, merecem todo o sucesso do mundo!

Se você que está lendo é uma das integrantes da banda, me desculpo, mas entenda que estamos em pandemia, está difícil para todo mundo ganhar dinheiro, e não vi problema em usar minhas habilidades em encontrar bandas por alguns trocados. Meus compradores também são fãs, mas de outras cidades e até mesmo outros estados e não tem as possibilidades que eu tenho para ficar cara a cara com vocês ou com qualquer outra banda, ainda mais neste momento.

Eu jamais faria isso em tempos normais, mas isso não significa que eu não as respeite ou não seja fã; pelo contrário, estou mega curioso para ouvir o CD e conhecer o resultado final, assim como todo mundo. A propósito, deixo uma dica: vendam fotos autografadas no website oficial. Tem muita gente que gosta e pagaria por isso, e é sempre uma fonte de renda a mais, com pandemia ou não. You rock! 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Sonia Anubis (Crypta) - parte II

Não vou esconder que fiquei decepcionado com o fato de Carlos preferir uma foto com máscara, quando Sonia se dispôs a tirar uma foto sem, no aeroporto. Fiquei pensando nisso por alguns dias, e foi surgindo a ideia de ve-la novamente, para conseguir a foto sem máscara. Seis dias após o primeiro corre com Carlos e Jessica, eu estava em casa, na internet, quando Marcus perguntou se eu estava a fim de ir com ele ao estúdio Family Mob, onde o Crypta estava gravando o CD, para tentar tirar uma foto com Sonia. Por outro lado, Anebelle, que não se interessou na semana anterior, também estava a fim de conseguir essa foto, então marcamos de ir ao estúdio no dia seguinte.

Anebelle passou em casa de carro e fomos. Era um dia chuvoso, portanto ficamos no carro quando chegamos. Marcus já estava nas proximidades, abrigado sob uma banca de jornais, mas nem percebemos. Vimos quando uma menina, que parecia ser a Tainá, parou em frente ao estúdio, tocou a campainha, esperou alguém abrir a porta e entrou, mas eu não tinha 100% de certeza que era ela. Foi somente quando a chuva passou que eu e Anebelle descemos do carro, então Marcus percebeu que estávamos ali e veio falar conosco. Ele confirmou que era a Tainá. A chuva recomeçou e esperamos dentro do carro novamente. Num dos poucos intervalos em que a chuva parou, Sonia saiu do estúdio. Marcus e Anebelle desceram e fizeram a abordagem. Eu demorei um pouco mais para descer, pois fui pegar a câmera.

Quando me aproximei, surpresa! Sonia segurava um prato de comida em uma das mãos. Eu jamais a abordaria se percebesse isso, mas já que eles a abordaram, e ela não se imporou, ok. As fotos rolaram com a coitada segurando o prato mesmo... E finalmente consegui a foto não pandêmica que tanto queria. Observamos que ela caminhou para uma casa a poucos metros do estúdio. Sabíamos que toda a banda estava nessa casa, uma espécie de "concentração" para a gravação do CD. Sabíamos também que a casa era próxima ao estúdio, mas não imaginávamos que fosse tão próxima. Só que, como não somos malas, jamais teríamos a coragem de tocar a campainha para incomoda-las.

Tanto Sonia como Tainá estavam sem máscara quando entraram ou saíram do estúdio. Até pensamos em ficar para tentar ver as outras integrantes da banda, mas logo a chuva recomeçou e percebemos que seria má ideia. Logo, cada um retornou para sua própria casa. Missão cumprida!


Em fevereiro de 2021 foi postado um vídeo no Youtube, onde a própria Fernanda Lira demonstra onde fica a casa:


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Sonia Anubis (Crypta)

Após surpreender a todos com o anúncio de que estavam abandonando o Nervosa, a baixista/vocalista Fernanda Lira e a baterista Luana Dametto não ficaram muito tempo inativas, e logo montaram uma nova banda, Crypta, com a guitarrista Tainá Bergamaschi, além da guitarrista holandesa Sonia Anubis, conhecida por seus trabalhos em bandas como Burning Witches (que abandonou para se dedicar melhor ao Crypta) e Cobra Spell.

No começo de janeiro, Jessica alertou a mim e ao Carlos que Sonia estava prestes a vir ao Brasil para participar da gravação do primeiro ábum do Crypta. Passamos a monitora-la. Em um domingo (no horário brasileiro), mas já segunda-feira na Holanda, ela postou no Instagram que faltavam três dias para o embarque ao Brasil. Assim ficou fácil demais.

Na quinta-feira de manhã (no Brasil), ela postou uma foto da aeronave, com a mensagem "Brazil, here I come". Nossas suspeitas de que ela viria nesse dia se confirmaram. Calaculado o horário do voo de chegada, eu, Carlos e Jessica seguimos ao aeroporto separadamente, onde nos encontramos.

Foi a primeira vez que usei o trem após as melhorias anunciadas no final de 2020, que incluiam a liberação da linha Expresso Aeroporto para todos pelo preço de uma tarifa normal. Então, para quem já estava dentro do sistema, não era necessário pagar mais uma passagem, como foi até então. Logo, para chegar ao aeroporto, eu embarcava em um trem na estação Água Branca e seguia até o Brás (se fosse meio de semana) ou Luz (aos finais de semana). Se fosse Luz, era uma baldeação a mais, sendo necessário tomar outro trem até o Brás. Do Brás, mais uma baldeação até a estação Engenheiro Goulart, onde, enfim, a baldeação para a estação final, Aeroporto Guarulhos. Com sorte, era um trajeto de 2 horas, com 3 a 4 baldeações e muitas subidas e descidas de escadas, ainda que rolantes. Não era meu caso, mas imagino que fazer isso carregando malas não seja muito agradável.

A partir de agora, basta ir da Água Branca para a Luz, e baldear para a estação Guarulhos Aeroporto. Fiz esse trajeto em uma hora e vinte e cinco minutos na ida, e em apenas uma hora na volta. Sensacional!!!!! Para ser melhor que isso, só após a conclusão das obras de ligação da estação final aos terminais do aeroporto. Hoje isso é feito de ônibus (tosquisse máxima do ex governador Alckmin), mas já existe um projeto para prolongar a linha e corrigir esse absurdo.

Como cheguei um pouco cedo, aproveitei para comer um lanche no McDonalds. Após, segui ao terminal, onde encontrei Carlos e Jessica. Todos esperávamos ver as meninas da banda à espera de Sonia, mas não havia ninguém, o que nos deixou um pouco intrigados. De fato, quando ela desembarcou, parecia totalmente perdida. Empurrando um carrinho com a bagagem e a guitarra, deu alguns passos após passar pelo portão de desembarque, parou, e parecia não saber bem o que fazer. Foi a nossa deixa para aborda-la. No começo pareceu não entender o que queríamos, mas compreendeu quando Jessica lhe estendeu CDs e a caneta para autografar. Carlos pediu uma foto, e Sonia até ensaiou abaixar a máscara pandêmica para a foto ficar mais bonita, como tem que ser. Mas era uma má idéia, pois estávamos dentro do terminal e não era permitido.

Fiquei animado com a possibilidade de conseguir uma foto sem máscara, bastava esperar que saíssemos do terminal. Porém, para minha surpresa, Carlos disse que não se importaria em tirar a foto com máscara. Sendo assim, todos tiramos. Agradecemos, perguntamos se ela precisava de alguma ajuda, e ela disse que não, pois já havia visto quem a veio buscar: o dono do estúdio "Family Mob", onde o álbum seria gravado.


No caminho para o trem, perguntei para o Carlos porquê ele aceitou a foto com máscara, se ela mesmo deu a entender que tiraria sem, mas ele disse que essa era a graça de fazer um corre pandêmico. Enquanto eu voltei aos corres em outubro, esse era, na verdade, o primeiro corre dele e da Jessica em 10 meses. Mas enfim, os hunters do mal voltaram!