| Bryan Head, baterista da banda de Roger Hodgson |
| Roger Hodgson 1x1 nós |
| Bryan Head, baterista da banda de Roger Hodgson |
| Roger Hodgson 1x1 nós |
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| Camille & Kennerly |
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| Camille |
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| Kennerly |
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| Foto: reprodução do Facebook |
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| Foto: reprodução do Facebook |
Quando eu estava no segundo grau, havia um maluco anti-social que estudava comigo e era muito fã de Napalm Death. Eu o cumprimentava todos os dias com voz gutural: "Napalm Death". Ele respondia com voz extremamente fina: "Viper". Quando o conheci, eu ainda não conhecia o som da banda, ele que me apresentou. Chegou a me mostrar uma gravação onde a maioria das músicas tinha pouquíssimos segundos de duração. Embora não fosse o que eu mais curtisse no mundo, era possível ouvir de boa, sem ficar irritado. Cheguei até mesmo a ter o "From Enslavement to Obliteration" em minha coleção de vinils.
O segundo grau acabou, tomamos rumos diferentes na vida e deixei de acompanhar a carreira da banda, nem sabia se ainda existia ou não. Em 2010, entretanto, no dia da morte do Dio, Leo, Rafael e mais alguns hunters fizeram o corre do Napalm Death, que estava hospedado no hotel Linson, em São Paulo. Eles me convidaram para me juntar a eles, e confesso que em nome do saudosismo fiquei realmente tentado, mas não fui. Era uma época em que eu fazia corres somente de bandas que era realmente fã. Mas me arrependi, deveria ter ido.
A banda demorou quatro anos para retornar ao país, desta vez em companhia do Hatebreed, e eu não perderia a oportunidade. Embora eu não conhecesse praticamente nada do trabalho dessa segunda banda, era também a chance de aumentar duas fotos em minha coleção de autógrafos, que a essa altura já estava ficando muito respeitável.
No dia em que as bandas chegariam em São Paulo, eu e Sheila, acompanhados por nossa amiga Juliana Novo, baterista do Crucifixion BR, fomos cedo ao aeroporto de Congonhas. Isso fazia sentido, pois há voos do Rio de Janeiro chegando a cada quinze minutos. No entanto, já se passava da hora do almoço e nada aconteceu. Eu sabia que a produtora costumava agendar voos cedo. O que ainda não sabia é que, para economizar nas passagens, trazia as bandas contratadas pelo aeroporto de Guarulhos, onde os voos do Rio para São Paulo são um pouco mais baratos.
Admiti a derrota e fomos para o hotel. Ao chegarmos, três dos integrantes ainda estavam lá, mas o baterista, Danny Herrera, optou por ir direto ao Carioca Club para fazer ajustes na bateria e já ficaria por lá até a hora do show. Provavelmente o Napalm Death não tem um roadie de bateria, e ele mesmo teria que fazer o serviço pesado.
Napalm Death foi a primeira banda extrema que abordei, então não sabia exatamente o que esperar. Será que os integrantes eram "normais" ou seriam esquisitões? Só havia um jeito de saber. E foram muito mais normais do que eu imaginava. Educados, tiraram fotos numa boa. Shane Embury, inclusive, mostrou-se muito gente boa. Só não consegui conhecer Danny Herrera, o que aconteceu somente em 2018, quando a banda retornou ao Brasil com o Cannibal Corpse. Houve também um show em São Paulo em 2016, mas não sou capaz de lembrar porque não fui ao corre.
| Mark "Barney" Greenway, vocalista do Napalm Death |
| Mitch Harris, guitarrista do Napalm Death |
| Shane Embury, baixista do Napalm Death |
| Consegui a assinatura do Danny Herrera somente em 2018, quando a banda retornou ao Brasil com o Cannibal Corpse |
| Chris Beattie (baixista) e Wayne Lozniak (guitarrista) do Hatebreed |
Como já citei algumas vezes, é muito difícil relacionar-se com alguém que não é do corre. Você pode até levar a pessoa uma vez ou outra, mas ela nunca será capaz de compreender nossa motivação, nosso estilo de vida. Menos ainda se você literalmente abusar da boa vontade dela. E infelizmente foi isso que o Leo fez por anos com a Deise. Bem que avisamos, diversas vezes: "a Deise é uma mulher legal e você está vacilando, vai perde-la por causa de corre, e principalmente por causa de Wacken". Mas ele não nos ouvia.
Leo tem muito mais anos de corre que eu, começou em 1997 e eu em 2008. Eu o conheci no corre do Motörhead em 2009. O adicionei no Orkut e ele tinha quatro álbuns com as fotos de corres. Era tanta foto, com tantos músicos de metal, que passei a chama-lo de mestre (observação: não confundir com o que aqui chamo de Mestre, é outra pessoa). Ainda que com o tempo eu o tenha superado, nessa época eu ainda estava um pouco atrás.
Leo não estava nem aí para repetir bandas. Por exemplo, se viesse uma banda com quem já tinha um monte de fotos, ainda assim lá estava de novo, quase sempre deixando a Deise só. Se a banda em questão substituiu algum integrante, vá lá. Mas ele ia sempre com trocas de integrantes ou não, pelo simples prazer do corre. Sou capaz de entender isso, mas será que Deise teria a mesma compreensão? Difícil...
Por minha vez, mais novato, quase todas as bandas eram novidade. Até então houveram poucas repetições, só de bandas que eu realmente sou muito fã. As que ia por ir, mas já tinha, deixava pra lá. E pulava várias, incluindo algumas que eu não deveria ter pulado, pois era oportunidade única. No entanto, com poucos anos de corre, ainda não sabia avaliar com precisão o que poderia ou não pular. Até hoje eu erro de vez em quando, mas bem menos, claro. Sheila também ficava puta da vida comigo, mas ao menos eu estava conseguindo bandas que até então não tinha, e isso era muito diferente do que o Leo vinha fazendo.
Leo tornou-se conhecido como Leo Wacken pois fazia questão de ir ao Wacken todos os anos. Mais uma vez, avisamos que isso era um erro terrível. Não bastava deixar a menina sozinha todo final de semana, uma vez por ano ele a deixava só por aproximadamente um mês. Seria muito mais jogo ir ano sim, ano não, e leva-la com ele. Isso provavelmente salvaria o relacionamento e ela seria um pouco mais compreensiva com o fato de não te-lo disponível na maioria dos finais de semana.
Às vezes ela até o acompanhava nos corres, mas era nítido que nunca foi uma de nós, nunca conseguiu viver ou se divertir como nós. Estava lá cumprindo uma simples obrigação de namorada, mas na maioria das vezes sua expressão dizia "que saco!". Leo não ouvia, fazia questão de se ausentar em todos os finais de semana e também um mês por ano.
Aconteceu o inevitável: a mina saturou de ficar só e terminou a relação assim que Leo retornou do Wacken no dia 3. No dia 5 teve corre, do Death to All. Leo chegou com uma cara de velório desgraçada e eu já sabia o porquê, pois sua agora ex namorada fez uma postagem muito estranha no Facebook. Telefonei assim que vi, então ele contou o que havia acontecido.
No dia seguinte, corre do Sabaton. Sendo sincero, eu não conhecia essa banda, fui apenas porque era "figurinha nova". Com o tempo tornou-se uma de minhas bandas prediletas, mas até esse dia a única música que ouvi - e gostei - foi Smoking Snakes. Leo passou em casa de carro, eu e Sheila seguimos com ele ao hotel, onde encontramos Sara, Karina e Ellen, além de Cammy, uma amiga do Rio a quem eu conhecia virtualmente, mas pessoalmente era a primeira vez.
O corre em si foi tranquilo, sem quase nada que merecesse ser destacado. Fato que Leo ficou quase todo o tempo no restaurante do hotel sendo consolado pelas meninas, especialmente por Sara e Karina. Ele estava arrasado, e parecia surpreso pela atitude de Deise de terminar a relação. Infelizmente, nós avisamos, enfim...
Era a primeira tour do Sabaton no Brasil. Todos os músicos atenderam numa boa. Joakin, inclusive, não se importou em gravar uma mensagem para os ouvintes da rádio Exmera, na qual Leo trabalhava na época.
No entanto, não vimos o guitarrista Chris Rörland. Um dos músicos nos confirmou que ele estava doente, com "caganeira", e que por isso nem estava saindo do quarto. Leo e Ellen estavam determinados a ficar até que ele aparecesse, e por isso esperaram até as 05:00hs do dia seguinte. Eu e Sheila não esperamos, retornamos de ônibus para casa. Como meu relacionamento com ela também não estava em seus melhores dias, e igualmente por causa de corres, deixei a foto com o Leo, para que ele tentasse pegar o autógrafo para mim. Não retornei no dia seguinte. Por sua vez, Ellen e Leo retornaram e conseguiram. Somente o conheci em 2016.
| Joakim Brodén, vocalista do Sabaton |
| Thobbe Englund, guitarrista do Sabaton de 2012 a 2016 |