quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Ronnie Von

Fazia pelo menos seis anos que Alvaro esperava por uma oportunidade para conhecer Ronnie Von que, idoso e provavelmente sem tanta intimidade com a tecnologia, não administra diretamente seus perfis em redes sociais, tornando-se extremamente difícil descobrir quando e onde ele estará. Quando descobríamos onde esteve, não estava mais, e isso era um pouco frustrante.

Em 2019 houve três oportunidades, todas perdidas. Tentei encontra-lo na pré-estreia do filme de Edir Macedo, Nada a Perder 2, que aconteceu no Shopping Bourbon. Fiquei próximo à entrada do teatro, onde o evento aconteceu, mas ele chegou pela garagem. Na saída, tentei na garagem, mas ele saiu pelo teatro. Naquele dia, tirei cerca de 45 fotos com sub-celebridades diversas, mas perdi meus dois alvos principais: ele e Gugu, que não apareceu. Poucos meses depois, Gugu faleceu. A segunda oportunidade foi em um evento com o Caçulinha. Ronnie era um dos convidados, mas simplesmente não apareceu. A terceira ocasião foi quando ele foi entrevistado na Kiss FM. Eu não poderia ir e Alvaro ficou receoso de tentar em um lugar em que ele não conhecia o esquema, perdendo foto fácil e certa.

Nesta manhã, Alvaro perguntou se eu iria com ele tentar conhecer Ronnie Von, que estaria presente em uma apresentação de seu filho Léo no Paris 6 Burlesque, na Rua Augusta. Confirmei que iria. Na verdade,  já tenho foto com Ronnie, mas nunca gostei dela. Em 2012, no Café Paon, em Moema, Ronnie chegou ao local praticamente na hora do show, então imaginei que faria o mesmo desta vez. Alvaro me disse que a apresentação começaria às 21:00 hs, perguntando que horas deveríamos chegar. Respondi que às 20:00 hs parecia um bom horário.

Ficamos na porta do lugar, mas nem sinal dele. O manobrista nos disse que ele chegou cedo, com o filho, e não saiu mais. O desespero de Alvaro era tamanho, que ele tentou comprar ingresso para entrar no local, mas o sistema de venda online já havia finalizado, devido à proximidade de inicio do evento. Sendo assim, fomos comer alguma coisa e retornamos ao local para tentar a saída.

Quando terminou, Léo Von saiu, mas apenas para retirar o carro do estacionamento, que tem horário para fechar. Ao estacionar em frente ao local, o abordamos e conversamos por dois ou três minutos. Ele foi bastante simpático e disse que seu pai não demoraria a sair. Na verdade, demorou - mas isso foi bom, porque deu tempo para que a frente do lugar esvaziasse.

Por volta da meia noite, Ronnie saiu sozinho, já perguntando quem o estava esperando: "meu filho avisou". Foi extremamente simpático e agradável, tivemos pelo menos cinco minutos de boa conversa. Alvaro disse que sua mãe é extremamente fã, e Ronnie sugeriu que ele gravasse um vídeo com uma mensagem dele para ela. Foi um corre que era para ser curto, acabou sendo longo, mas com final delicioso.


Naquele dia, houve também um vacilo: o apresentador de televisão Amaury Junior ficou cerca de dois minutos ao nosso lado, esperando pelo carro que viria busca-lo, e simplesmente não o reconhecemos. Só nos ligamos que era ele pois o carro que veio busca-lo era o do programa. Seria um bônus interessante. Seria...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Dave Bickler

Em 2019, o vocalista original do Survivor se apresentaria em Londres em 11 de março. Eu estaria no Reino Unido nesta data, mas retornando de Liverpool para Londres. No dia seguinte, ainda de madrugada, partiria meu voo para Veneza. Fazer esse corre seria possível, mas um tanto arriscado pois, em uma cidade em que eu não estava 100% familiarizado, o risco de não conseguir chegar ao aeroporto por perder a última condução era real. Mesmo assim, me dispus a tentar.


Entretanto, meus planos foram frustrados quando o ônibus que me trouxe de Liverpool chegou quase uma hora atrasado em seu destino, a estação Victoria. De lá, ao invés de ir ao local do show, para tentar vê-lo na saída, tive que abortar o plano e seguir diretamente para a estação Stratford, de onde deveria tomar o trem para o aeroporto de Stansted. Ainda assim tive problemas mas, bem, isso é uma outra história. O que importa aqui é que não consegui nem ao menos tentar ver um artista que até então jamais se apresentara no Brasil. 

Eu acreditei ter perdido para sempre a oportunidade, pois dificilmente algum produtor brasileiro o traria ao Brasil. O pior é que, poucos meses depois, ele se apresentou em Santiago, junto com outros  nomes raros no Brasil: Bobby Kimball (vocalista original do Toto), Joe Lynn Turner (ex vocalista de Deep Purple e Rainbow) e Fran Cosmo (ex vocalista do Boston). Eu não tenho foto com nenhum deles. O único que recordo já ter vindo ao país, ao menos no tempo em que faço corres, é Joe Lynn Turner, mas foi na época em que eu tentava conhecer somente quem sou realmente fã - e este não era o caso.

Foi então que o destino me surpreendeu mais uma vez com meu amigo Silvio, da Open the Road Agency, que anunciou a vinda do vocalista ao país, menos de um ano após a oportunidade perdida. Contra todos os prognósticos, eu teria a minha chance de conhece-lo.

Mas era difícil determinar o dia exato da chegada dele. Como viria sozinho, para tocar com uma banda de brasileiros, era certo esperar que chegasse alguns dias antes, para que pudesse ensaiar para as apresentações no país. Eu até poderia perguntar para o Sílvio, ele é meu amigo e provavelmente responderia, mas não é o tipo de coisa que costumo fazer. Não gosto de ficar enchendo o saco dos outros. Então, fiquei monitorando: quando tive certeza que ele já estava no Brasil - através de um anúncio de um programa de rádio, é que pude pensar em agir.


Até era possível ir à rádio e fazer o corre lá. Como eu havia combinado com o Marcelo Zava que iria com ele, e ele não estava respondendo às minhas mensagens, optei por ir ao hotel mais tarde. Ele passou em minha casa, na zona oeste, as 18:40. Teríamos que passar pelas avenidas Dr. Arnaldo e Paulista a essa hora. Quem mora em São Paulo sabe que não é fácil, muito trânsito. Chegamos ao hotel por volta das 19:50. Entramos e esperamos no máximo cinco minutos até que ele aparecesse, vindo da rua, carregando algumas compras de mercado.

O abordamos e ele foi extremamente simpático e solícito. Por algum motivo, tirei duas fotos do Zava com ele em que o flash não disparou. Ficaram boas mas, na minha vez, o flash funcionou. Bickler pediu para eu tirar mais uma dele com o Zava. Assinou às fotos que levamos sem problema algum. Nos disse que chegou de manhã cedo de New York, e que estava extremamente cansado, então subiria para descansar.


Quando cheguei em casa, mandei as fotos e os relatos para Zé, um amigo, ex produtor, que é muito fã de Survivor. Como ele mesmo definiu "o que é o Iron Maiden para você é o Survivor para mim". Depois, fui comer alguma coisa, ficar um pouco com a mulher. Quando retornei para o computador, mais uma surpresa: Zé enviou minha foto para o vocalista, que é seu amigo no Facebook. Bickler gostou tanto que a postou em seu perfil no Instagram. Sensacional! Um dos melhores e mais curtos corres de todos os tempos.


Zé comprou o ingresso do show e do meet & greet, mas tinha muitos itens para autografar e, no meet, só poderia levar dois. Ele explicou a situação para Bickler, que entendeu e agendou um horário para encontra-lo no hotel, pouco antes de virem busca-lo para o ensaio com a banda. Desnecessário dizer que autografou tudo. 

O Zé me disse: "O que mais ele repetia é de como as pessoas aqui são legais.  Falou da rádio... Dos caras que foram no hotel... Você e seu amigo.... Dos funcionários... Pqp!". Por mais artistas assim, por favor!

Zé encontrou-se com o vocalista antes do ensaio. Bickler assinou tudo com o maior prazer



quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Roland Grapow

Fabio Carito, ex baixista do Shadowside, é meu amigo há anos. Acredite se quiser mas, há muito tempo, eu e ele fizemos alguns corres - não exatamente porque ele queria faze-los, mas porque fazia seu papel ao acompanhar sua então namorada Renata. Como ele integrava a banda que acompanharia Grapow em sua passagem pelo país, resolveu facilitar a minha vida, e convidou-me para ir ao estúdio Orra Meu, onde a banda faria ensaios antes de começar a turnê. Com a permissão dele, chamei meus companheiros de corre, Carlos e Jessica, e também a Arianne, que é uma fã fiel de Power Metal.

No dia do ensaio, a Arianne não estava se sentindo bem, e decidiu não ir. Esse é um corre que eu só faria por ela, já que já tenho foto com ele em 2015, quando veio com o Masterplan, e estou evitando fotos repetidas. Só fui porque já havia marcado com o Carlos. Sabíamos que o ensaio seria finalizado às 20:00 hs e que, depois, haveria um churrasco. Fomos convidados, mas não queríamos incomodar. Bastava conseguir a foto, e estaria tudo certo.

Chegamos ao local por volta das 19:30 hs, e ficamos aguardando na calçada. Vimos quando uma van chegou trazendo os materiais que seriam usados no churrasco. O motorista tocou a campainha, abriram o portão, e ele carregava tudo para dentro do local, quando uma mulher do estúdio, que acompanhava a entrega, perguntou se estávamos ali por causa do Grapow. Quando confirmamos, ela nos convidou para entrar. Aceitamos.

O ensaio já havia terminado, todos estavam no fundo do estúdio, onde fica uma grande área coberta. Cumprimentei o Fabio, que trouxe Grapow até nós e nos apresentou - como se nunca tivéssemos nos visto antes. Grapow sempre foi um cara simpático e amigável com os fãs e naquele dia não foi diferente. Mais uma vez, fomos convidados a ficar para o churrasco, mas conseguimos o que queríamos, então preferimos ir embora.


No domingo seguinte, dia 27, era o show dele com Blaze Bayley no Manifesto Bar. Eu e Arianne queríamos ir, mas o dinheiro estava curto, então nos contentamos em fazer o corre. Fomos ao hotel, que estava repleto de "hunters do bem", chegamos pouco depois da descida de Blaze Bayley, que tinha algumas entrevistas agendadas no térreo. 

Jéssica, que participaria de uma das entrevistas, depois descreveu a cena: "quando ele desceu, foi logo cercado pelo enxame". Hunters do bem são isso aí, não sabem ser educados, não sabem esperar a vez, vão logo cercando e intimidando o artista. Não sabem o mínimo de inglês - o meu não é uma maravilha, mas consigo interagir relativamente bem de vez em quando. Apenas o cercam e ficam nessa de "foto, foto, foto", como se fossem zumbis...

Eu e Arianne escolhemos duas poltronas para sentar, mas as entrevistas do Blaze seriam em um sofá ao lado. Por bom senso, saímos de lá, para não aparecer nem atrapalhar as gravações. Ficamos por perto, em pé. Quando as gravações começaram, um amigo veio me dizer algo, mas não diminuiu o tom de voz, falando normalmente. Só lembro do olhar de ódio que Blaze lançou em nossa direção. Depois, preferi nem aborda-lo, não apenas porque tenho várias fotos com ele, mas também porque ele poderia não ser tão simpático, já que provavelmente achou que eu atrapalhei a entrevista. Mesmo quando saiu do hotel para ir ao show, Kevin, Mestre e outros fãs o abordaram na calçada, mas eu preferi deixar para outra ocasião.

Em tese, Grapow também estava naquele hotel, e estávamos lá para a Arianne conseguir uma foto com ele. No entanto, ele não apareceu no tempo em que permanecemos. Como haveriam outras oportunidades, deixamos para outro dia.

Após esses shows, haveriam alguns day-offs. Fabio me disse que Grapow descera a serra para passar alguns dias no Guarujá. Então, a oportunidade de Arianne seria nos shows do Sesc de Santo André. Um bar de Santo André, entretanto, resolveu facilitar as coisas, e agendou um meet & greet para um dia antes do primeiro show na cidade.


Fomos até lá e, fácil, conseguimos não uma, mas 3 fotos da Arianne com ele. Eu também aproveitei para tirar mais uma. Esse era um corre que eu nem pretendia fazer mas, graças à Arianne, acabei indo 3 vezes atrás do cara... Dois dias depois, a Arianne foi no show dele no Sesc, e conseguiu mais uma foto.



terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Karen Gillan

De acordo com o Wikipedia: "Karen Sheila Gillan (Inverness, 28 de novembro de 1987) é uma atriz e modelo escocesa, mais conhecida por ter interpretado Amy Pond na série britânica de ficção científica Doctor Who, Nebulosa no Universo Cinematográfico Marvel, e Ruby Roundhouse nos filmes Jumanji: Welcome to the Jungle e Jumanji: The Next Level". Nesta ocasião, ela veio ao Brasil para divulgar o filme Jumanji.

Eu não sabia que ela viria, descobri quando Marcus postou sua foto com ela, que ele conseguiu já na chegada dela ao país, no aeroporto. Ele também confirmou em qual hotel ela estava: Unique. Isso sempre desanima um pouco, pois a entrada do hotel é distante da calçada, onde temos que permanecer e, de noite, é quase impossível ver alguma coisa, já que o local é propositalmente não iluminado. Ainda assim, convidei Carlos e Jéssica para ir comigo, mas apenas Carlos aceitou.

Passamos toda a tarde em frente ao hotel, sem sinal algum que indicasse a presença dela. Sabíamos que ela teria um evento no shopping Eldorado, e poderíamos optar por tentar lá mas, como também sabíamos que outros hunters estariam lá, provavelmente o melhor a se fazer seria tentar no hotel, para dividir a quantidade de fãs querendo fotos - apesar da possibilidade de nem a vermos entrar, se escurecesse.

A noite chegou ainda sem sinal algum. Amigos que foram ao shopping relataram que ela atendeu por lá, mas para nós seria difícil vê-la chegar: não bastasse a escuridão do hotel, praticamente todos os carros que chegam (exceto os chamados de aplicativos) tem os vidros escuros, então seria um milagre se conseguíssemos ver algo antes que ela entrasse no hall do hotel, quando não haveria mais possibilidade de chama-la.

Mas o milagre aconteceu: após a chegada de um carro que, é claro, não conseguimos identificar quem estava dentro, ou mesmo se havia alguém dentro, um cara da produção veio até nós e perguntou se estávamos esperando pela Karen. Com a nossa confirmação, ele nos levou até ela, que foi extremamente, mas extremamente mesmo, simpática e receptiva. Esse conjunto de eventos (produção legal, artista maravilhosa) é algo que definitivamente não acontece todos os dias. A foto não ficou perfeita mas, ainda assim, foi uma grande maneira de começar 2020!


quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Stratovarius

Fazer um corre do Stratovarius é sempre legal. Quase todos os músicos são extremamente amigáveis. A única exceção é Timo Kotipelto, a quem classifico como "malinha": ele atende, mas se puder escapar, escapa. Esse foi um corre muito aguardado por Arianne. No passado ela conseguiu fotos com Kotipelto e com Matias Kupiainen, quando ambos se apresentaram em São Paulo com o projeto Blackoustic, mas faltava conhecer os outros integrantes. Eu acho engraçado como ela fica ansiosa em dia de corre, para mim é só um corre a mais, enquanto ela fica em um estado de nervos enorme, quase roendo unhas.

No aeroporto, apenas três pessoas: eu, ela e Juliana. Parecia fácil até demais. O problema foi o segurança escalado para acompanhar a banda. É claro que eu o conhecia, e já tive problemas com ele no passado. Infelizmente, ele é do tipo que faz molecagem, ao invés de mandar a real como a maioria dos seguranças. Ele se aproximou de nós e pediu para não abordarmos a banda dentro do saguão de desembarque, para não despertar a atenção dos passageiros e das pessoas que aguardavam alguém chegar de viagem, o que concordamos. Um a um, os músicos saíram pelo portão e foram se reunindo em torno do segurança ainda no saguão. Impassíveis, aguardávamos por nossa oportunidade um pouco mais afastados, quase no portão de saída do terminal.

Matias foi o primeiro a sair da formação. Quando passou por nós, o abordamos e a foto rolou fácil. Lauri Porra fez o mesmo e, como Matias, também nos atendeu sem problema algum. Impacientes, Arianne e Juliana decidiram abordar Timo Kotipelto ainda dentro do saguão, próximo ao segurança, "já que ele não estava fazendo nada".

Eu prefiro respeitar o que pede o segurança - por mais que ele seja babaca, não parece inteligente arrumar confusão com alguém que sempre voltarei a encontrar no futuro - mas, já que elas foram até ele, fui também. Juliana foi a primeira; tirei a foto dela e, então, ela pediu para dar um abraço em Timo. Ele concordou e o abraço rolou. Arianne foi a seguir. Timo assinou o álbum Eternal que ela levou e rolou a foto dela com ele.

Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius
Lauri Porra, baixista do Stratovarius

Já que não levei nada para autografar, só faltava a foto comigo, mas o segurança resolveu tirar a banda do saguão e Timo o acompanhou. Não esquentei muito, pois já tinha duas fotos com ele de oportunidade anteriores, e nesse corre o importante era conseguir as fotos da Arianne. Mas Stratovarius é uma das minhas bandas prediletas e Timo Kotipelto é um dos vocalistas que mais admiro, então uma foto a mais é sempre bem-vinda, mas desta vez não rolou. A grande pergunta que deixo é: quanto tempo demoraria para eu tirar uma foto com ele? No máximo 5 segundos. Tem gente que gosta de ser babaca de graça mesmo!

Quando, já fora do terminal, fomos abordar os dois integrantes que faltavam, mais uma vez o segurança foi babaca, dizendo que "já os abordamos la dentro, então acabou". Entretanto, com segurança babaca o respeito é menor. Se fosse o Xepa, o Luciano, ou até mesmo o Sombra - que ultimamente não tem sido tão legal como era no passado - eu recuaria e respeitaria imediatamente. Mas o cidadão em questão nos impediu de abordar a banda dentro do terminal e, agora que todos os integrantes estavam fora, também queria nos impedir de abordar fora. Babaquice gratuita, então ignoramos e fomos atrás de Jens Johansson e Rolf Pilve.

Jens é sempre um dos músicos mais legais para se abordar. Arianne se aproximou completamente sem graça, sem saber como aborda-lo. Ele viu o álbum na mão dela e, sorrindo, perguntou:

- Será que posso fazer algo por você?

Ele autografou e tirei a foto dela com ele, bem como a foto de Juliana. Na minha vez, a foto não saiu tão boa, mas está valendo. Rolf já estava entrando na van, então corri e pedi para tirar uma foto com ele, que gentilmente parou para nos atender. Mais uma vez, o processo foi o mesmo: ele autografou, tirei a foto dele com Arianne e Juliana, então Arianne tirou minha foto. Timo Kotipelto já havia embarcado, então minha foto com ele realmente não rolou dessa vez.

Agora me diz: qual o motivo de contratar segurança para uma banda que atrai somente 3 fãs no aeroporto?! Tem produtora de shows que gosta mesmo de gastar dinheiro à toa. Este é um dos motivos que faz com que o preço dos ingressos esteja tão alto. E quem paga?! Os fãs!

Jens Johansson, tecladista do Stratovarius
Rolf Pilve, baterista do Stratovarius

sábado, 26 de outubro de 2019

Epica + Eder Jofre

Eu já tenho um monte de fotos com o Epica, mas como ficar em casa quieto quando Simone Simons está vindo aí?! Há muito fã de Epica que diz que Simone é chata, e eu discordo completamente. Chatos são os fãs de Epica, que andam em bando (apenas lembrando, por exemplo, de 2016 no Epica Fest: estava eu, o Carlos e a Jessica em frente ao hotel quando, de repente, chegou de uma vez cerca de 20 fãs. Que banda que gosta de ver multidão em frente ao hotel?!) e gostam de pegar no artista (como esquecer das inúmeras vezes que já ouvi Simone dizer a algum fã "don't touch my hair"?!). Então, com o Epica, vindo ao país mais uma vez, lá estava eu novamente.

Desta vez, fui com o amigo Roberto. Ele ainda não tinha fotos com a banda e adoraria ter conhecer Simone (quem não?!). Ele passou na minha casa de carro e fomos ao aeroporto. Quando chegamos, encontramos o mesmo pessoal de sempre. Corre de Epica é atemporal, pois em todas as oportunidades aparecem os mesmos fãs. Mas reparei algo que me chamou atenção: havia um grupo de torcedores com a camisa do São Paulo, incluindo um mascote fantasiado. Quem seria o são paulino ilustre prestes a desembarcar? Uma das meninas que estava conosco perguntou para eles, e a resposta foi sensacional: Eder Jofre, tri-campeão mundial de boxe. Sensancional! Com certeza o abordaríamos também.

Quando a banda desembarcou, todos atenderam na área onde as vans pegam as bandas. A primeira a atender foi justamente Simone. Em seguida consegui com os sempre gente finíssima Mark Jansen e Ariën van Weesenbeek, e com Isaac Delahaye. Por algum motivo, não vi Rob van der Loo e Coen Janssen, mas alguns de meus amigos tiraram fotos com eles. Provavelmente eles entraram na van enquanto eu estava tirando as fotos de Roberto e de outros amigos presentes, ou enquanto Roberto tirava as minhas fotos com os quatro que citei. Sem problemas, já tenho com todos mais de uma vez. O importante é que consegui mais uma foto com Simone, o resto sempre será bônus.

Simone Simons, vocalista do Epica
Mark Jansen, guitarrista e vocalista do Epica
Ariën van Weesenbeek, baterista do Epica
Isaac Delahaye, guitarrista do Epica

Quando a van partiu, todos os fãs se dissiparam e foram embora. Apenas eu, Roberto, Juliana e Luh retornamos ao terminal para esperar por Eder Jofre, que também não demorou a desembarcar. Neste dia, ele tinha 83 anos e eram notórios seus problemas de saúde que os anos de boxe lhe trouxeram. Após a recepção do grupo que o esperava, o abordamos assim que percebemos uma oportunidade. Sinceramente?! Deu dó! Quando o abordei, percebi que ele prestou atenção ao que falei, mas simplesmente não conseguiu reagir. Não me disse nem sim nem não. Sua reação foi próxima de zero. Triste demais!

Eder Jofre, a maior lenda do boxe brasileiro. Infelizmente, talvez ele mal pudesse compreender porque eu estava ali


domingo, 13 de outubro de 2019

Brasil Game Show e Whiplash

O evento Brasil Game Show, ou simplesmente BGS, trazia alguns convidados interessantes, especialmente John Romero, que é um conhecido designer de jogos e programador, responsável pela popularização dos jogos de tiro em primeira pessoa, como Wolfenstein 3D, Doom e Quake, que ficaram conhecidos mundialmente. Passei boa parte de minha vida jogando Doom e Quake, então é claro que eu gostaria de conhece-lo. Jogo até hoje, aliás.

Na sexta feira, 11 de outubro, fui com Alisson ao Novotel Center Norte. Era apenas um chute, pela proximidade do hotel com o evento, que aconteceu na Expo Center Norte. Após esperar por algumas horas, nem sinal dele ou de outros convidados do evento: não era o hotel correto. Eu monitorava muitos convidados no Instagram, mas nenhum deles postava nada que me ajudasse a descobrir onde estavam hospedados. No sábado, passei o dia todo monitorando, sem resultado algum. No domingo, restava o aeroporto, mas não havia como saber se ele passaria pelo terminal 2 ou pelo 3. O jeito foi tentar a sorte.

Carlos me acompanhou, ele não estava muito interessado nos convidados do BGS, mas sim, na banda Whiplash, que se apresentou no Guaru Metal Fest no mesmo final de semana. Mal chegamos ao terminal 3 e avistamos um suspeito - que usava um crachá do evento no pescoço. Ainda não tínhamos certeza de quem era, mas sabíamos que deveria ser um dos atores que veio para o BGS.

Acompanhado por outro homem, ele seguiu a pé pela passagem que liga os terminais 2 e 3, rumo ao terminal 2. Os seguimos à distância, tentando identifica-los com a ajuda da internet. Quando concluímos que eram os atores Shawn Fonteno e Ned Luke, que emprestaram suas vozes a personagens de jogos famosos como Grand Theft Auto V, entre outros, os abordamos. Ambos foram muito gente boa.

Ned Luke e Shawn Fonteno eram atrações do BGS porque emprestaram suas vozes a personagens de GTA V

Eu ainda tinha esperança de encontrar ao acaso com outro bônus sensacional: o nipônico Shota  Nakama, criador da Video Game Orchestra e produtor musical de games. A bem da verdade: qualquer homem que se preze gostaria de conhecer Shota Nakama. Tirar uma foto com Shota Nakama, então, é coisa de louco. Ok, parei, estou muito quinta série hoje...

Foi uma longa tarde, nada acontecia, já havia até anoitecido... Sem ter o que fazer, ficávamos confabulando acerca de como abordaríamos Shota Nakama se ele aparecesse. Apenas nos imagine chamando por ele em pleno terminal 3: "Mr. Shota, Mr. Shota". Não dá pra ter maturidade com um nome desses, não dá! 😆

De repente, avistamos o Whiplash vindo em nossa direção, já que estávamos próximos ao portão de embarque. Aproveitamos para abordar os integrantes, que foram todos legais.

Tony Portaro, vocalista e guitarrista do Whiplash 
Dank Delong, baixista do Whiplash
Ron Lipnicki, baterista do Whiplash

Já estava conformado que os demais convidados foram pelo terminal 2, e que eu havia perdido a chance de conhecer John Romero e Shota Nakama. De repente, um oriental passou por nós, acompanhado por um casal brasileiro. Eles se despediram antes dele entrar no corredor que leva ao portão de embarque. Foi então que ficou de frente para mim, e pude ter certeza: era ele.

O abordei chamando-o por Mr. Nakama. Ele disse que ficou surpreso por alguém esperar por ele no aeroporto, e eu respondi que todos esperam por Shota Nakama o tempo todo e em qualquer lugar. Ele sabe bem o que a fonética de seu nome significa em português, então entendeu a piada. Todos rimos bastante. É um cara legal. Desejamos uma boa viagem e o vimos passar pelo portão.

Agora sou um homem feliz, tenho foto com Shota Nakama

Com John Romero, meu principal alvo no final de semana, não teve jeito, ele provavelmente embarcou no terminal 2. Agora é torcer para que um dia volte ao Brasil, e que eu tenha melhor sorte quando isso acontecer. Infelizmente, não é possível ganhar todas...