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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Stratovarius

Fazer um corre do Stratovarius é sempre legal. Quase todos os músicos são extremamente amigáveis. A única exceção é Timo Kotipelto, a quem classifico como "malinha": ele atende, mas se puder escapar, escapa. Esse foi um corre muito aguardado por Arianne. No passado ela conseguiu fotos com Kotipelto e com Matias Kupiainen, quando ambos se apresentaram em São Paulo com o projeto Blackoustic, mas faltava conhecer os outros integrantes. Eu acho engraçado como ela fica ansiosa em dia de corre, para mim é só um corre a mais, enquanto ela fica em um estado de nervos enorme, quase roendo unhas.

No aeroporto, apenas três pessoas: eu, ela e Juliana. Parecia fácil até demais. O problema foi o segurança escalado para acompanhar a banda. É claro que eu o conhecia, e já tive problemas com ele no passado. Infelizmente, ele é do tipo que faz molecagem, ao invés de mandar a real como a maioria dos seguranças. Ele se aproximou de nós e pediu para não abordarmos a banda dentro do saguão de desembarque, para não despertar a atenção dos passageiros e das pessoas que aguardavam alguém chegar de viagem, o que concordamos. Um a um, os músicos saíram pelo portão e foram se reunindo em torno do segurança ainda no saguão. Impassíveis, aguardávamos por nossa oportunidade um pouco mais afastados, quase no portão de saída do terminal.

Matias foi o primeiro a sair da formação. Quando passou por nós, o abordamos e a foto rolou fácil. Lauri Porra fez o mesmo e, como Matias, também nos atendeu sem problema algum. Impacientes, Arianne e Juliana decidiram abordar Timo Kotipelto ainda dentro do saguão, próximo ao segurança, "já que ele não estava fazendo nada".

Eu prefiro respeitar o que pede o segurança - por mais que ele seja babaca, não parece inteligente arrumar confusão com alguém que sempre voltarei a encontrar no futuro - mas, já que elas foram até ele, fui também. Juliana foi a primeira; tirei a foto dela e, então, ela pediu para dar um abraço em Timo. Ele concordou e o abraço rolou. Arianne foi a seguir. Timo assinou o álbum Eternal que ela levou e rolou a foto dela com ele.

Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius
Lauri Porra, baixista do Stratovarius

Já que não levei nada para autografar, só faltava a foto comigo, mas o segurança resolveu tirar a banda do saguão e Timo o acompanhou. Não esquentei muito, pois já tinha duas fotos com ele de oportunidade anteriores, e nesse corre o importante era conseguir as fotos da Arianne. Mas Stratovarius é uma das minhas bandas prediletas e Timo Kotipelto é um dos vocalistas que mais admiro, então uma foto a mais é sempre bem-vinda, mas desta vez não rolou. A grande pergunta que deixo é: quanto tempo demoraria para eu tirar uma foto com ele? No máximo 5 segundos. Tem gente que gosta de ser babaca de graça mesmo!

Quando, já fora do terminal, fomos abordar os dois integrantes que faltavam, mais uma vez o segurança foi babaca, dizendo que "já os abordamos la dentro, então acabou". Entretanto, com segurança babaca o respeito é menor. Se fosse o Xepa, o Luciano, ou até mesmo o Sombra - que ultimamente não tem sido tão legal como era no passado - eu recuaria e respeitaria imediatamente. Mas o cidadão em questão nos impediu de abordar a banda dentro do terminal e, agora que todos os integrantes estavam fora, também queria nos impedir de abordar fora. Babaquice gratuita, então ignoramos e fomos atrás de Jens Johansson e Rolf Pilve.

Jens é sempre um dos músicos mais legais para se abordar. Arianne se aproximou completamente sem graça, sem saber como aborda-lo. Ele viu o álbum na mão dela e, sorrindo, perguntou:

- Será que posso fazer algo por você?

Ele autografou e tirei a foto dela com ele, bem como a foto de Juliana. Na minha vez, a foto não saiu tão boa, mas está valendo. Rolf já estava entrando na van, então corri e pedi para tirar uma foto com ele, que gentilmente parou para nos atender. Mais uma vez, o processo foi o mesmo: ele autografou, tirei a foto dele com Arianne e Juliana, então Arianne tirou minha foto. Timo Kotipelto já havia embarcado, então minha foto com ele realmente não rolou dessa vez.

Agora me diz: qual o motivo de contratar segurança para uma banda que atrai somente 3 fãs no aeroporto?! Tem produtora de shows que gosta mesmo de gastar dinheiro à toa. Este é um dos motivos que faz com que o preço dos ingressos esteja tão alto. E quem paga?! Os fãs!

Jens Johansson, tecladista do Stratovarius
Rolf Pilve, baterista do Stratovarius

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Stratovarius

O corre do Stratovarius em 2013 provavelmente foi o mais simples de todos que já fiz com essa banda. Nem há muito o que dizer, todos os integrantes atenderam de boa os 2 fãs que apareceram para recepciona-los no aeroporto: eu e Juliana. Até mesmo Timo Kotipelto, que é "malinha" (atende mas, se puder, escapa) atendeu de boa. Adorei a camiseta dele, embora não seja novidade para ninguém que ele é fã de Iron Maiden.

Enfim consegui a foto com Timo Kotipelto, na terceira tentativa. A nhaca acabou!
Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius, sempre um cara bacana
Lauri Porra, baixista do Stratovarius, sempre um gente fina
O então novo baterista, Rolf Pilve, é mais na dele, mas atende de boa também
Jens Johansson, o tecladista, é um dos caras de banda mais legais para se conhecer, sempre bem-humorado

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Stratovarius + Helloween

Após trabalhar o dia inteiro, saí do escritório diretamente para o hotel Transamérica, onde estavam as bandas Stratovarius e Helloween. Era um show que eu queria muito assistir, mas ainda estava pagando pela turnê que fiz poucos meses antes com o Iron Maiden, então realmente não deu. Assim que cheguei ao hotel, encontrei Kevin.

Um pouco mais tarde, quando o show do Stratovarius já estava rolando, os músicos do Helloween começaram a descer para ir ao Credicard Hall, que fica literalmente do lado do hotel. O primeiro a descer foi Markus Grosskopf, muito simpático. A seguir veio Dani Löble, que também nos atendeu numa boa, mas fechou a cara quando Kevin lhe pediu uma palheta: "eu sou o baterista!". Kevin tentou justificar dizendo que Eric Singer, do Kiss, tem uma palheta para presentear os fãs. Realmente tem, mas isso é único, exceção total. Kevin, como é chato por natureza, pensa que porque um tem, todos terão. Era só o que faltava começar a pedir palheta para todos os bateristas.

Markus Grosskopf, baixista do Helloween
Dani Löble, baterista do Helloween

Sascha Gerstner foi o terceiro a aparecer. Gigantesco e caladão, também atendeu numa boa. A seguir, veio o sempre animado Andi Deris. Para dizer a verdade, não curti quando ele entrou no Helloween. É um grande vocalista, mas sempre esteve aquém do poder vocal de Michael Kiske. Felizmente, compensa sendo gente boa demais.

Sascha Gerstner, guitarrista do Helloween
Andi Deris, vocalista do Helloween

Ricardo e Fátima Pacheco sempre pestigiavam os shows
Quando o show terminou, alguns rostos bem conhecidos nos corres apareceram, incluindo Alvaro e Deca. As groupies Yolanda e Fani também chegaram. Para dizer a verdade, nunca vi Yolanda tão pelada, a saia estava curtíssima, mostrava tudo, ainda mais do jeito que ela sentava nas poltronas do hotel. Se no começo ela prezava pela discrição, muitas vezes negando o que fazia, agora escancarou de vez.

Ricardo Pacheco também veio do Rio de Janeiro com a esposa Fátima para prestigiar o show. Por coincidência, ele estava hospedado no mesmo hotel que a banda, e ficou surpreso ao nos ver quando chegou. "Não me diga que as bandas estão aqui (gargalhadas!)".

De repente, o impensável aconteceu: Sascha e Dani entraram no hall, escoltados por um segurança e... cerca 80 fãs! Eu sabia que essa história de hospedar as bandas em um hotel tão próximo ao local ia dar merda. Nessa época não havia ônibus noturno, então, quando trens e ônibus deixaram de circular, muitos fãs não tinham opções para sair da região. Quando a iluminação do Credicard Hall se apagou, muitos acharam que seria mais seguro caminhar até o hotel, que é iluminado.

Nesse processo, viram quando a van trazendo os músicos chegou e "invadiram" o hall. Felizmente quase todos os integrantes das duas bandas são sempre legais, então o segurança conseguiu organizar, formando uma fila para que todos fossem atendidos.

Entre os fãs, essa foi a primeira vez que vi Ellen. Nos anos seguintes ela e Leo foram meus principais parceiros de corre

Assim que Sasha atendeu todos os fãs, e tentou sair em direção aos elevadores, foi abordado pelas groupies Fani e Yolanda. Mais tarde, acreditando que já estariam no quarto com ele, fui surpreendido ao ve-las sentadas no chão em um canto, ainda conversando com o guitarrista. A ideia, claro, era subir com o músico, mas ele não se mostrou muito interessado. O poder de sedução definitivamente não funcionou bem desta vez.

Eu, Kevin e Deca passamos um tempo sentados nos sofás próximos aos elevadores. Já era madrugada quando uma mulher com vestido muito curto e bunda muito chamativa aproximou-se e apertou o botão para subir. Tão logo ela subiu, o Stratovarius chegou. Timo Kotipelto estava escoltado pelo segurança, não atendeu ninguém e subiu rapidamente para seu quarto. Os outros integrantes ficaram confraternizando com os fãs, exceto Andi Deris e Jens Johansson, que preferiram passar algum tempo no bar do hotel. Antes que o gente finíssima e extremamente engraçado Jens escapasse, começamos a tirar as fotos, primeiramente com ele.

Eu não brinquei quando disse que o hotel foi tomado pelos fãs. O curioso é que os funcionários simplesmente ignoraram
Lauri Porra parecia ser apenas um fã no meio da galera
Jens Johansson, tecladista do Stratovarius. Gente finíssima!

Neste momento, o único músico do Helloween que faltava chegou: Michael Weikath, então fomos para fora do hotel para falar com ele. Foi o mais estranho de todos, mais quietão. A principio até achei que era mala, mas o encontrei algumas vezes em outras ocasiões e é sempre assim, é o jeito dele.

Helloween completo, mas faltava completar o Stratovarius

Retornamos ao hall para completar nossas fotos com o Stratovarius. Primeiro, os gente finíssima Lauri Porra e Matias Kupiainen. Depois Jörg Michael, que foi diagnosticado com cancer poucos meses antes. Esse provavelmente foi o motivo dele estar de capuz, escondendo os cabelos, ou a falta deles. Infelizmente, essa foi a última turnê com ele, que após a remissão resolveu se aposentar para curtir os anos que lhe restam. Ele sempre foi um dos bateristas que mais admiro.

Que Porra!
Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius
Jörg Michael, baterista do Stratovarius. Saiu da banda em 2012
Completei as assinaturas quando o Stratovarius retornou em 2013. Faltava a de Timo Kotipelto

Jens reapareceu carregando um saco repleto de cerveja. Kevin resolveu aborda-lo para tirar mais uma foto. Sinceramente, não sei porque ele faz isso. Já não conseguiu?! Já não tinha outra foto com ele de 2009? Pra que ficar enchendo o saco todas as vezes que vê o cara? Porém, Jens não se importou, e ainda pediu para eu participar da foto também. Pena que não percebi que fiquei tão distante, ficou esquisito...

Eu, Jens e Kevin. Kevin é chato e não quer aparecer, então tive que censura-lo

Com a madrugada avançando, Ellen e sua mãe - sim, ela levou a mãe no corre - sentaram-se próximos a nós, então começamos a conversar. Ela disse que era a primeira vez que tentava conhecer uma banda, e que estava na expectativa de conhecer Andi Deris, que não saía do bar, mas sua mãe estava cansada e impaciente, então talvez não pudesse esperar.



De 2012 a 2016 (exceto 2013, quando tretamos), eu e Ellen formamos uma das duplas de corre mais eficientes de SP

Nessa noite também conheci Sara e Karina, embora a princípio não tenha dado muita atenção. Na verdade só percebi que elas existiam quando chegou o horário dos ônibus e trens voltarem a funcionar. Sem muito o que fazer, Kevin aproximou-se delas, que estavam acompanhadas por outras amigas, para dizer que todos os outros músicos tinham entrado por trás do hotel, e que agora estavam todos dormindo, na esperança de fazer com todas fossem embora. Mas as meninas não caíram no papinho do chato, questionando "se todos foram dormir, por que você ainda está aqui?".

Quase amanhecendo, a porta do elevador abriu e a mulher de bunda linda que vi subir algumas horas antes saiu. Deca disse "eu acho que ela é a Núbia Óliiver". Eu, Kevin e Alvaro inicialmente não a reconhecemos, mas bônus é sempre bem vindo, ainda mais que seria meu primeiro. Fomos atrás, e Kevin perguntou na cara dura se era ela mesmo. Quando confirmou, pedimos para tirar fotos com ela. Núbia foi capa da revista Playboy em junho de 1993, Revista Sexy em agosto de 1994, abril de 1995, março de 1998 e fevereiro de 2011, Revista SexyWay em abril de 2000, entre outros trabalhos como modelo e atriz.


Núbia Óliiver. Nunca gostei dessa foto, mas foi meu primeiro bônus

Ellen se deu por vencida, mesmo comigo dizendo para ela ficar mais um pouco: "você vai sair e o Deris sairá do bar". Ela respondeu que teria que ir, mas voltaria de manhã. Dito e feito: não se passaram 15 minutos e Deris realmente saiu. Como eu tinha anotado o contato dela, enviei uma mensagem comunicando. Ela ficou inconformada.

A essa altura, a maioria dos fãs já tinha ido embora, e todos os músicos já estavam em seus quartos. Porém, para mim, Kevin e Deca, o dia estava longe de terminar. O U.D.O. chegaria em poucas horas no aeroporto de Guarulhos, então tivemos que abandonar o corre. Infelizmente Timo Kotipelto - um dos vocalistas que mais curto - teria que ficar para uma próxima ocasião. Tomamos um ônibus que nos deixou na estação Conceição, então aproveitamos para tomar café da manhã no Habbib's. De lá, fizemos todas as baldeações necessárias até chegar na estação Tatuapé, onde tomamos o ônibus para o aeroporto. Mas essa é outra história...

Com efeito, Ellen retornou. Sem a quantidade absurda de fãs da noite anterior, as coisas estavam bem mais fáceis. Ela conseguiu conhecer os dois vocalistas e Timo desculpou-se por não atender na noite anterior, alegando estar doente. Foi a segunda oportunidade que perdi com ele! Na próxima eu não deixaria passar.