segunda-feira, 14 de abril de 2014

Ellen Rocche

Ricardo Ramalho é o típico cara que passa fácil por mentiroso. Ele costuma contar vantagem em tudo. O problema é que, se for investigar, é tudo verdade. No dia em que eu o conheci, ele disse que foi convidado para a festa da atriz Flávia Alessandra. É claro que achei que era mentira, mas depois descobri que ele realmente esteve na tal festa. Ele também disse que já almoçou com Nicole Bahls. Mais uma vez duvidei, mas tem até foto para provar. Ele também alega ser primo de Elba e Zé Ramalho. Nunca comprovei o parentesco, mas depois de tudo que vi, quem sou eu para duvidar?!

Ricardo almoçando com Nicole Bahls

Durante anos tive o desejo de conhecer Ellen Rocche, uma das mulheres mais bonitas do Brasil. Ricardo sempre alegou ser amigo dela. Neste dia fui capaz de comprovar se era ou não. Ellen Rocche era uma das convidadas da 13ª edição da Hair Brasil, realizada no Expo Center Norte. Ricardo não apenas disse onde eu deveria espera-la chegar para o evento, como passou uma recomendação: "se ela não quiser te atender, fale que você é meu amigo". Claro que achei que ele estava apenas contando vantagem.

Fui ao local, que é enorme, com dezenas de entradas, fechadas ao público ou não, que ela poderia utilizar. Não tive escolha senão aguardar exatamente onde Ricardo indicou. Após algum tempo, um carro parou em frente onde eu estava e Ellen desembarcou. Fiz a abordagem, mas ela disse que estava atrasada e que não poderia parar. No desespero, soltei: "Foi o Ricardo Ramalho que disse que poderia te ver aqui". Ela parou imediatamente:

- Ah, você é amigo do Ricardo?!

- Sou sim.

- Como ele está? Gosto muito dele! 😲

Pedi novamente a foto, e desta vez ela atendeu, com o sorriso mais lindo do mundo. Então, entrou para participar do evento. Nunca mais duvido de nada que o Ricardo fala!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Rick Astley

Sheila me disse que gostaria de conhecer Rick Astley. Eu não tinha muita ideia de quem ele é, então pesquisei. A primeira música que ouvi, Never Gonna Give You Up, deixou claro que eu o conhecia muito bem, mas definitivamente não era o estilo que ouvia quando era jovem. Aliás, na juventude, frequentei um acampamento de férias do colégio onde classificávamos todas as músicas em apenas duas categorias: música de louco (metal, punk, etc) e música de docinho (pop, eletrônica, dance, new wave, etc). Rick Astley era docinhíssimo e, portanto, meus ouvidos passavam longe. Mas ok, ela queria, vamos lá.

Nosso corre começou depois do show, na chegada de Rick ao hotel. O grande problema foi a presença de Anebelle* e Leandro Caíque*. Justo quando ele atendia a todos com fotos e autógrafos, os dois começaram um bate-boca, um berrando mais que o outro, um acusando o outro de já ter conseguido foto com ele na saída do hotel para o HSBC Brasil (hoje Tom Brasil). Se fosse outro artista, com certeza finalizaria o atendimento e entraria no hotel. Como é um cara legal, atendeu a todos, até mesmo aos dois briguentos. Observe que na foto, Rick está posando. Eu não, estava preocupadíssimo com a possibilidade dele parar de atender, e observando a discussão dos idiotas. 

Discussões em corre são normais, por diversos motivos, mas na frente do artista, quando ele está atendendo, foi a primeira vez. Espero sinceramente que seja a última.



segunda-feira, 31 de março de 2014

H.I.M.

H.I.M. parecia ser apenas mais um corre, mas muitas coisas aconteceram que o tornaram diferenciado, a começar pela chegada da banda. Não lembro exatamente o porquê, mas eu não estava no aeroporto quando a banda chegou. O terminal 3 ainda não havia sido inaugurado. Onde hoje é o terminal 2, havia os terminais 1 e 2, e onde hoje é o terminal 1, chamava-se terminal 4. Para entender melhor essa zona, clique aqui.

Todos os voos internacionais chegavam apenas pelos terminais 1 e 2. A banda viria da Cidade do Mexico, terminal 1. Entretanto, a produtora aplicou um nó tático nos fãs, ao fazer a banda embarcar para Miami e, então, para São Paulo. Isso aumentou o tempo de vôo e conexão em cerca de 4 horas, e alterou o terminal, pois o desembarque aconteceu pelo 2. Portanto, nenhum fã que estava no aeroporto, o que incluiu Leo e Ellen, sequer conseguiu ver algum dos integrantes. Eles só perceberam o que aconteceu quando uma passageira aleatória, que desembarcou no outro terminal, lhes disse que veio uma banda no mesmo voo que ela, de Miami.

Ainda assim, bastaria ir ao hotel, que sabíamos qual era, Blue Tree Morumbi, e conseguir as fotos. Mas não foi tão simples: integrantes da produção e do crew da banda blindaram os integrantes, impedindo o contato com os fãs, ninguém conseguiu nada.

Só comecei a participar do corre no dia seguinte, quando a banda sairia do país. Fui ao aeroporto para tentar algo no embarque. Vários outros fãs estavam à espera da banda, quase todos conhecidos de outros corres, mas era gente que fazia apenas corres muito específicos.

Sabíamos qual companhia aérea seria utilizada pela banda, mas concluímos que esperar na área de check-in poderia não ser a melhor opção, pois haveria menos tempo para que todos conseguissem as fotos. Pareceu mais indicado esperar na área externa, onde a van desembarcaria os músicos. Isso, entretanto, quase nos fez perder, pois eles desceram no andar do desembarque e subiram ao andar de embarque já dentro do terminal, ou seja, não passaram nem perto de onde estávamos. Uma das meninas entrou para ir ao banheiro e deu de cara com todos já finalizando o check-in. Ela voltou para nos avisar e, a partir daí, foi uma correria do satanás.

Mikko "Migé" Paananen, baixista do H.I.M.
Janne "Burton" Puurtinen, tecladista do H.I.M.
Mika "Gas Lipstick" Karppinen, baterista do H.I.M.
Mikko "Linde" Lindström, guitarrista do H.I.M.

Consegui com todos os músicos, mas o vocalista e principal nome da banda, Ville Valo, foi o primeiro a fazer o check-in e caminhava a passos rápidos para o portão de embarque. Calculei rapidamente que não conseguiria aborda-lo antes que ele embarcasse, então admiti a derrota. Ellen correu até ele e disse algo como "por favor, você esqueceu de tirar uma foto com meu amigo". Ele assumiu uma expressão estranha, como quem perguntasse "quem?", afinal, só estava ela ali. Ela apontou para mim, e comecei a correr. Essa tenho que admitir: não fosse por Ellen, eu simplesmente não teria.

Ville Valo, vocalista e guitarrista do H.I.M.

Mais do que pelos nós táticos que levamos da produtora, esse foi o corre que marcou minha reaproximação com Ellen, após um ano e meio de afastamento. Pelos 3 anos seguintes, formamos um trio quase imbatível com Leo e conseguimos quase todas as fotos que quisemos.

terça-feira, 25 de março de 2014

Nicole Bahls

Sempre considerei Nicole Bahls uma mulher lindíssima, então a coloquei no topo da lista com as pessoas que eu desejava conhecer. Durante alguns anos a monitorei, mas conhece-la nunca dava certo. Uma vez a vi em Congonhas quando fui esperar uma banda, mas estava tão cercada por fãs - e eu atrasado - que decidi deixar para outra ocasião.

A oportunidade surgiu quando uma loja de roupas no Brás anunciou um evento com ela. Eu e Alvaro combinamos e fomos. Quando chegamos, ela desfilava com roupas da loja. Tirava algumas fotos, ia para os fundos, trocava de roupa, e mais fotos, em um ciclo que parecia sem fim.


Não fomos os únicos a estar lá apenas para vê-la. Vários fãs levaram revistas e outros itens para ela assinar, inclusive sua edição da Playboy. Autografou tudo numa boa.


Quando consegui me aproximar, perguntei se poderia tirar uma foto com ela. Ela disse algo como "é claro que sim", então posei como sempre, sem encostar. Ela disse "me dê sua mão", a envolveu de tal forma, que quase parecemos namorados. Pediu para o Alvaro tirar mais uma foto e me abraçou. Difícil encontrar alguém tão solícita e simpática, ela é realmente tudo de bom.


Carol Narizinho também participou das sessões de fotos, mas não estava tão simpática, então tirei apenas uma "FOTASSA" e fui para casa. Com ela eu não fazia tanta questão. Esse corre já estava muito mais do que ganho, foi perfeito. Como eu era casado com a Sheila, não comentei com ela que faria esse corre e, durante anos, não postei as fotos em minhas redes sociais. Embora fossem só fotos, ela com certeza não ficaria feliz.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Blaze Bayley

O show de Blaze Bayley no Aquarius Rock Bar estava absurdamente barato: 20,00 a pista promocional antecipada, 40,00 a pista inteira lote 1, por isso decidi conferir. De tarde fui ao local, onde encontrei com Kevin e Arthur, pois planejávamos encontrar Blaze quando ele chegasse para passar o som.

Foi uma aventura: desci na estação Dom Bosco, onde tomei um ônibus e fui acompanhando pelo GPS. O problema é que o sinal da operadora era fraco nessa região da cidade, o GPS travou, então passei do ponto onde teria que descer, o que me obrigou a caminhar um ou dois quilômetros. Até aí tudo bem, o problema seria mais tarde, quando Sheila teria que passar pelo mesmo para me encontrar. Por isso, mandei SMS (na época whatsapp não era popular) recomendando que ela tomasse um táxi quando chegasse em Dom Bosco (Uber, 99 e Cabify não existiam).

Depois de sair do trabalho, ao chegar na estação, ela tentou achar um táxi. Mais de meia hora se passou até que conseguisse - e recebi vários SMS "xingando" nesse intervalo. Houve um momento em que mandou uma mensagem dizendo "estou perto, o táxi deve virar na próxima rua". De fato um táxi passou por nós, mas seguiu em frente. Mandei mensagem "você passou, peça para o motorista fazer a volta", ela respondeu "mas eu não te vi". Já estava escuro e estávamos em frente ao portão do local, que é negro. Na segunda tentativa, ela conseguiu nos encontrar.

Nosso plano não deu certo, pois Blaze já estava dentro do Aquarius há muito tempo. Quando a casa abriu, logo percebemos que os integrantes da formação acústica - Thomas Zwijsen e Anne Bakker - estavam no meio da galera, então já tiramos as fotos com eles. Se encontrássemos Blaze faríamos o mesmo, mas ele não deu as caras. 

Anne Bakker
Thomas Zwijsen

Já se passava da meia noite e nada de Blaze subir no palco. Irritada, Sheila localizou o produtor para reclamar, que justificou dizendo que esperava o local lotar um pouco mais, porque o número de pessoas estava longe de corresponder ao número de ingressos vendidos. Seja como for, é um desrespeito comum nos shows de metal nacionais. Começa a hora que quiser e dane-se se o público não tiver como retornar para casa e tiver que passar a madrugada na rua. Felizmente, nós tínhamos, pois Kevin nos levaria.

Essa reclamação teve um lado bom: foi dessa maneira que conhecemos Silvio, o dono da Open The Road, que sempre foi gente boa com os fãs. Isso me interessa bem mais do que shows que comecem no horário, embora admita que o ideal seria se começassem.

Após o show, lá pelas duas e pouco da manhã, a paciência de Sheila já estava no limite, por isso achei melhor desistir de entrar na fila para tirar foto com o Blaze. Apesar disso, foi uma experiência divertida - ao menos para mim - mas ainda assim cheguei à conclusão que não valeria assistir outro show nesse local, pois é muito longe, muito fora de mão, não adiantava nada economizar no ingresso e gastar em táxi.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Stevie Wonder

Logo após o corre do Kreator, era a vez de Stevie Wonder, que se apresentaria no Circuito Banco do Brasil, no Campo de Marte. Eu e Sheila retornamos do aeroporto e nos encontramos com Marcelo Zava. O problema é que combinamos dar uma passada no Fasano e no Emiliano, para ver a movimentação, mas quando chegamos, Marcelo quis ir ao Tivoli. Assim, do nada, sem mais nem menos. Não entendi muito bem o porquê, ele disse que era uma intuição muito forte.

Ele estacionou o carro na rua de trás, e enquanto caminhávamos para o hotel, a doida da Annebelle saiu esbaforida de um estacionamento, sem nem ao menos perceber que estávamos logo atrás dela. Eu achava aquela estória muito estranha. Como assim, o Zava desiste de ir aos hotéis que combinamos, e do nada Anebelle aparece?!

Enfim, fomos ao hotel, entramos, e esperamos por cerca de meia hora no hall. Sim, a "intuição" estava certa. Stevie Wonder entrou no hotel, acompanhado por um segurança, que não se importou que tirássemos fotos com ele, mas não permitiu que eu entregasse nada para o músico autografar. Sim, sei bem que ele é cego, mas diz a lenda que até mesmo os cegos são capazes de dar autógrafos. Não foi neste dia que consegui comprovar a teoria. 


Eu e Sheila já fazíamos corres há quase 6 anos, mas Sheila comemorou essa foto como se fosse a primeira, ela parecia não acreditar que conseguimos e, mais, que foi tão fácil. Para mim, foi apenas uma foto a mais. Com o tempo, se perde toda a emoção, vira algo banal, rotineiro. Cá entre nós, eu já tinha muito mais corres no curriculum do que Sheila, ela me ajudava muitas vezes, mas nem sempre.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Steve Vai

Outro corre que teve tudo para ser simples, mas não foi. Logo cedo, Leo passou em casa e eu e Sheila fomos com ele ao aeroporto de Congonhas para tentar conhecer Steve Vai. Sem a ajuda dos Congonheiros, reconhecemos apenas dois famosos que desembarcaram: o jogador Edmundo, ex Palmeiras e Vasco, e o apresentador Marcelo Rezende.

Edmundo, o Animal, foi seco, mas pelo menos parou para a foto
Marcelo Rezende alegou estar com pressa, mas também parou para uma foto

Após passar toda a manhã e boa parte da tarde no aeroporto, admitimos que algo deu muito errado: Vai não passou por lá. O jeito foi seguir para o Credicard Hall, onde o show aconteceria, para tentar descobrir se seria possível aborda-lo lá. Após observar por algum tempo, concluímos: seria impossível, pois onde entram e saem os artistas é completamente isolado, com acesso proibido. Não lembro exatamente quem, mas alguém descobriu o hotel e nos avisou: Blue Tree Berrini. Seguimos para lá.

Após o show, Vai chegou acompanhado por um segurança, e atendeu a todos, com fotos e autógrafos. Todo corre que dá certo é um corre que vale a pena, só não precisava ter durado 14 horas. Como dizem por aí... que sorte!

Sempre ouvi dizer que Steve Vai é legal com os fãs, mas agora pude confirmar por mim mesmo