sábado, 11 de fevereiro de 2012

Within Temptation

Você pode não acreditar, mas esse foi um dos corres mais aguardados da minha vida. Sempre tive uma paixão platônica por Sharon Den Adel. Lógico que sei que ela é casada, mãe de três filhos, mas e daí, eu também era casado, é apenas admiração de fã. Mesmo se fôssemos solteiros, eu jamais tentaria nada, pois sei me colocar no meu lugar.

No dia em que a banda desembarcou no Brasil, lá estava eu e Sheila no aeroporto, assim como alguns outros fãs e hunters. Nunca tínhamos visto o segurança que foi recepcionar a banda, mas ele veio falar conosco pouco antes dos músicos desembarcarem: "é o mesmo grupo de sempre, sei que vocês são de boa. Eu não vou atrapalhar se a banda quiser atender". A partir de então, ele tornou-se meu amigo, a ponto de me convidar para seu casamento anos mais tarde. Ele sempre deixou claro que jamais me passaria qualquer tipo de informação, mas também jamais atrapalharia se os músicos quisessem atender.

Meu plano era abordar os músicos primeiro, pois todos os fãs se concentrariam em Sharon. Depois, quando já tivéssemos foto com todos, tentaríamos com ela também. O problema é que simplesmente paralisei quando vi aquela deusa na minha frente. Eu só tremi em frente a um artista 4 vezes: com Steve Harris, Paul McCartney, John Travolta e... Sharon Den Adel.


O plano falhou completamente: ao invés de abordar os outros músicos, fiquei olhando Sharon atender os outros fãs. Tava bobão, aéreo mesmo, era como se estivesse na frente de uma deusa. Não gostei da foto que tirei com ela, eu estava com cara de medo. Quando fui tentar os outros músicos, todos já estavam na van, exceto o gente-finíssima baixista Jeroen van Veen.

Sharon den Adel, vocalista do Within Temptation
Jeroen van Veen, baixista do Within Temptation

Como Leo não conseguiu foto com todos também, decidimos ir ao Espaço Victory, onde aconteceria o show, já que não tínhamos a menor ideia de em qual hotel a banda estaria. A ideia era seguir a van para o hotel depois da passagem de som. Quando a van saiu, se inciou uma longa perseguição. Seguimos da estação Carrão ao Anhangabaú. De repente, sem mais nem menos, o motorista estacionou na rua Alvaro de Carvalho, desceu e caminhou para longe. Eu e Leo ficamos com aquela cara de "wtf?!", então resolvemos tentar ver através dos vidros escurecidos da van se havia algum papel ou alguma coisa que nos indicasse o hotel.

Estávamos de cara colada nos vidros da van, quando fomos surpreendidos por um senhor, que disse: "vocês estão procurando pelo motorista dessa van?". Respondemos "sim", e ele nos disse que ele tinha ido a um hotel ali perto - e apontou para o Braston da Martins Fontes. Simplesmente não acreditávamos na sorte que tivemos, então fomos rapidamente para lá. Mal entramos e já vimos que Martijn Spierenburg estava sentado em uma das mesas do restaurante, tomando um café, mas não o incomodamos.

Quando os outros músicos começaram a descer para ir à passagem de som, fomos conseguindo as fotos que faltavam. Era fevereiro, então um bloquinho descia a rua ao som de marchinhas de carnaval. Sharon ficou encantada e começou a dançar ali, na nossa frente. Mágico, surreal... Paralisei de novo, nem pedi outra foto para ela.

Mike Coolen, baterista do Within Temptation
Stefan Helleblad, guitarrista do Within Temptation 
Ruud Jolie, guitarrista do Within Temptation
Martijn Spierenburg, tecladista do Within Temptation

Quando a van partiu, retornamos ao carro e voltamos para o Carrão, para assistir ao show. Antes de começar, houve o meet & greet para os sorteados em uma promoção - eu não me inscrevo nessas porcarias, seria tirar a chance de alguém que não tem as mesmas habilidades que eu. Foi a coisa mais ridícula e deprimente que já vi. Fotos individuais? Autógrafos? Interação com a banda? Que nada, foi uma foto coletiva e olhe lá. O tempo total do meet foi de inacreditáveis 38 segundos!!!!



Decepcionada, Jess me perguntou onde a banda estava. Eu falei, mas disse para ela guardar a informação para ela e no máximo mais um amigo. Eu não retornaria para o hotel depois do show, pois já tinha conseguido o que queria, mas ainda assim não gosto de bagunça. Não tem porquê levar um batalhão para encher o saco da banda. Todos querem tirar fotos, mas cada um que se vire e consiga sua própria informação, né não?! Fiquei muito puto quando soube mais tarde que mais de 50 fãs apareceram no hotel. Ela começava a se queimar comigo...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Eluveitie

Eu, Arthur e Laari nos encontramos e fomos para o hotel Apolo, onde estava hospedado o Eluveitie. Conforme os integrantes desciam para ir ao show, fazíamos a abordagem e as fotos aconteciam, sem problema nenhum. O curioso foi que, enquanto tirávamos fotos com os músicos em frente ao hotel - localizado em uma região dominada pelos crackudos, principalmente após o anoitecer - um mendigo passou e pediu esmola para Patrick Kistler, mais conhecido como Päde, que é claro, não entendeu nada. Isso irritou o andarilho, que começou a insistir, argumentando para tentar ganhar algum trocado. Falamos para ele sair fora, porque Päde não entende português, mas pouco adiantou, ficou por perto xingando e resmungando.

Fico pensando o que passa na cabeça de um produtor para deixar uma banda nessa região, ainda mais essa, com duas mulheres. É perto da Galeria do Rock, basta uma pequena caminhada. Mas o que custa deixar em um bairro melhorzinho, sei lá, mais próximo da avenida Paulista?! Não, tem que deixar quase na crackolândia. E se um músico resolve sair para passear, ainda mais após o anoitecer, é esse o Brasil que queremos que ele veja?! Ainda mais suíços, que vem de um país tão certinho e sem problemas, se comparado com o nosso. Que choque de realidade! Felizmente, desse tempo para cá, a banda subiu de série, ao tornar-se mais conhecida e atrair mais fãs para os shows, então passou a ser hospedada em hotéis e regiões melhores.

Nesse dia, admito, eu mal conhecia o som da banda. Fui apenas por insistência da Laari, que abordou os integrantes no ano anterior, quando vieram ao Brasil pela primeira vez, e contou que foram amigáveis demais, especialmente Anna Murphy e Meri Tadić. Desse dia em diante, me aprofundei no som, passei a conhecer as músicas e os álbuns, e o Eluveitie tornou-se uma das minhas bandas prediletas.

Admito que tinha um pouco de preconceito: como uma banda poderia tocar metal com flautas, mandola, gaita, violão, harpa, violino, hurdy-gurdy e outros instrumentos pouco convencionais ao estilo, no que parecia ser uma autêntica salada de frutas musical?! Quando deixei isso de lado, e passei a escutar, caralho, maluco! Que porrada na orelha! Adorei!

É curioso notar que, em uma banda com 8 integrantes, apenas 2 permanecem até hoje. Todos os demais foram saindo, um a um, até que em 2016 houve uma grande treta que cuminou na saída, ao mesmo tempo, de Merlin, Anna e Ivo. Os três montaram uma nova banda imediatamente. Eu achava que a saída de três integrantes tão antigos e importantes significaria o fim do Eluveitie, e que o Cellar Darling seria uma grande banda, mas foi exatamente o contrário. Chrigel conseguiu remontar e atualizar o som, enquanto o Cellar Darling lança músicas chatas e sem graça - em minha opinião.

Por falar em Ivo, ele foi o mala do dia. Ao descer, atendeu apenas Laari e já correu para a van. Realmente estava atrasado, o resto dos integrantes já o aguardava na van há vários minutos, mas quanto tempo ele perderia para tirar mais duas fotos? 10 segundos? Eu que não iria esperar até depois do show só para conseguir uma foto com ele, ficaria para quando a banda retornasse ao Brasil.

Chrigel Glanzmann é um músico completo com voz gutural. Toca mandola, tin whistle, flauta, gaita, violão, bodhrán e sitar
Kay Brem, baixista do Eluveitie
Merlin Sutter, baterista do Eluveitie. Saiu da banda em 2016
Patrick "Päde" Kistler tocava flautas e gaita de fole no Eluveitie. Saiu da banda em 2014
Anna Murphy, a voz feminina do Eluveitie, que também toca hurdy-gurdy. Saiu da banda em 2016
Meri Tadić, violinista do Eluveitie. Saiu da banda em 2013. Ela não é tão alta, estava em um degrau
Siméon Koch, guitarrista do Eluveitie. Saiu da banda ainda em 2012

sábado, 29 de outubro de 2011

Aerosmith

Após passar o dia todo no aeroporto, conseguir fotos com o Sirenia, e descobrir que o Aerosmith desembarcou no outro terminal, era hora de radicalizar. Eu e Sheila decidimos nos hospedar, mas com receio, já que poucos dias antes, Steven Tyler sofreu uma queda no banheiro, no Paraguai, o que obrigou o cancelamento do show no país, além da necessidade de reconstruir alguns dentes quebrados. Será que ele tiraria fotos com o rosto roxo e inchado? Teríamos que descobrir.

Fomos direto à recepção do Unique, onde, após o check-in, nos ofereceram champanhe de boas vindas. Uau! Já nos hospedamos em outros hotéis 5 estrelas antes, como Hilton, Hyatt e Tivoli, mas champanhe de boas vindas foi a primeira vez. A seguir, uma funcionária nos acompanhou até o quarto. Logo ao entrar no elevador, percebemos que era totalmente escuro com uma leve iluminação sobre nossas cabeças. Neon?! Não sei. Os corredores mantinham o mesmo estilo. Sinceramente, eu adorei!

Corredores do Hotel Unique. Imagem: reprodução da internet

De noite, decidimos jantar no Skye, um sofisticado restaurante contemporâneo e bar, localizado na cobertura do hotel, com piscina e vista panorâmica. Sabíamos que não seria barato, mas aquele era dia de aproveitar. Pizzas de 60 reais, imagina quanto valia isso em 2011. Não eram tão grandes, mas estavam absolutamente deliciosas.

Sheila: "A Brazuca", molho de tomate, mussarela e catupiry, carne seca desfiada, farofa de mandioca e queijo coalho
eu: "A Bacana", molho de tomate, mussarela e alho poró refogado, camarões, gengibre, gergelim e toque de queijo cheddar

Enquanto comíamos, Steven Tyler chegou, rodeado por alguns seguranças do hotel e o segurança brasileiro, Sombra. Ele sentou-se em um banco em volta de uma mesa próxima aonde estávamos. Não reagimos, continuamos a comer, apenas comentamos como aquele momento era surreal. Quando terminamos, partimos para a sobremesa.

Escolhi esse sorvete que veio em um formato meio esquisito e nem era tão bom assim
Sheila também quis sorvete, a escolha dela foi melhor que a minha

Após o jantar, permanecemos sentados, esperando por uma oportunidade para abordagem. Houve um momento em que Sheila precisou ir ao banheiro. Antes que ela retornasse, Steven Tyler também foi, acompanhado por um segurança do hotel. Eles se encontraram no corredor enquanto ele ia e ela retornava. Ela pediu para tirar uma foto com ele, que pegou a câmera da mão dela, fez uma selfie e devolveu.

Quando, bem mais tarde, Tyler tentou sair do local, nosso amigo curitibano Vergil, que também estava hospedado, levantou uma placa com os dizeres "Dream On a photo with Steven Tyler until my dream comes true...". Steven viu e resolveu atender, ele foi o primeiro a conseguir foto e autógrafos. O que se seguiu foi uma loucura: o bar estava infestado de fãs, todos esperando por uma oportunidade. Ele foi completamente cercado por muitos que não tinham a menor noção de civilidade ou respeito. Sozinho, Sombra não daria conta de todos. Solícito, Steven Tyler até tentou atender, mas estava uma zona generalizada.


Mas Sombra tinha um problema adicional: Jonas. Completamente descontrolado, ele se jogava em cima dos fãs, enquanto berrava "Sombra" diversas vezes. Revoltado com o que acontecia, Vergil pegou a caneta prata e rabiscou várias vezes a camisa branca de Jonas, que nem percebeu, pois se comportava como uma menininha na frente de todos.

Ele tanto fez, que foi retirado à força do local por dois seguranças do hotel. Um veio de um lado, outro veio de outro, e só o vimos berrando, sendo arrastado para longe, balançando as perninhas no ar. Mais um papelão de nosso "amigo" desequilibrado. Sem Jonas, Sombra conseguiu colocar seu cliente em segurança, conduzindo-o ao elevador. Naquela noite, nada mais aconteceu.

Na manhã seguinte, acordamos cedo. Após o café, descemos ao hall, onde estava Deca e uma amiga, que decidiram se hospedar nesse segundo dia. Eu e Sheila não renovaríamos nossa estadia, mas sabíamos que não teríamos hora para sair. No começo da tarde, Tom Hamilton apareceu, acompanhado por um segurança. Ele nos atendeu e saiu para atender o pessoal que o aguardava fora do hotel.

Tom Hamilton, baixista do Aerosmith

Após retornar com Tom Hamilton, o segurança trouxe, um pouco mais tarde, o baterista Joey Kramer, que fez o mesmo. Mas foi só, nem sinal dos outros integrantes. Depois de certo horário, sabíamos que a banda já deveria estar no estádio, e somente então conseguimos relaxar.

Tantos anos tirando fotos e eu nunca aprendo a fazer uma cara boa

Após o show, Tyler apareceu mais uma vez no Skye, mas os fãs estavam bem mais tranquilos que na noite anterior. Todos se organizaram em uma fila e a coisa rolou. Quando chegou minha vez, eu quis fazer tudo o mais rápido possível, pois havia muitas pessoas na fila, e eu queria que todas fossem atendidas. Então, após a foto, saí rapidamente, mas Tyler correu até mim e disse algo que não consegui compreender. Jamais saberei o que ele tentou dizer, nem porque foi tão importante interromper o atendimento para me falar o que quer que fosse. Quando retornou para atender quem faltava, eu e Sheila fomos para o quarto, era hora de dormir.

Tyler estava nem aí com o olho roxo e tirou fotos com todo mundo

Sombra, o segurança, era meu amigo no Facebook - na vida real também, mas isso é outra estória. Ele postou essa estória incrível:

"Por volta das 02:00 hs, começou a chover. Me aproximei da janela do Skye e percebi que haviam alguns fãs na rua, debaixo de chuva, na esperança de que algo ainda acontecesse. Eu contei para Steven Tyler, que imediatamente fez questão de descer. Ele ordenou que colocássemos todos os fãs dentro do hotel e atendeu a todos. Depois disse a eles "agora que eu atendi vocês, por favor, saiam da chuva e vão para suas casas". Isso me emocionou, nunca trabalhei com um artista que tivesse tanto respeito pelos seus fãs."

Vergil também contou essa estória, disse que quando chegou do show - já que estava hospedado - viu Tyler no saguão atendendo a todos, e não era má ideia tirar mais uma foto. A diferença é que não foi algo rápido, Tyler fez questão de conversar com todos e, inclusive, lembrou-se que Vergil era o cara da placa, da noite anterior. Depois, certificou-se que todos foram atendidos, se despediu e falou para todos se cuidarem, pois realmente estava começando a chover. No dia seguinte, antes da banda partir para o aeroporto, havia umas 70 pessoas do lado de fora do hotel, ele atendeu todo mundo. Quase todos os músicos atenderam, exceto Brad.

Faltam as assinaturas de Brad e Joe

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Saxon

Na primeira vez que tentei conhecer os integrantes do Saxon, fomos ao hotel errado. Após esperar por algum tempo, surgiu a informação de que a banda estava em outro hotel, então seguimos para lá. Quando a banda retornou do jantar, conseguimos abordar apenas três integrantes. Não lembro se os outros subiram para seus quartos sem nos atender ou não foram jantar mas, enfim, só conseguimos abordar Biff Byford, Doug Scarratt e Nigel Glockler.

Todos foram legais, mas Biff estava muito, muito doido. Ele perguntou quantos fãs éramos ali, no hotel, quando respondemos "8", ele disse que éramos todos convidados dele para o show, que bastava dar uma lista com os nomes que entraríamos na pista vip. Exceto as groupies, Sheila era a única mulher na ocasião, então tirou um papel da bolsa, fizemos a lista e entregamos para ele, que seguiu para o merecido descanso. Doug também se despediu e subiu.

Nigel, por sua vez, estava com Yolanda e queria comprar preservativos. Foi uma cena muito engraçada: os dois bêbados, quase que entrelaçando pernas, tentando se manter de pé, caminhando para a farmácia, que ficava a umas duas quadras de distância. 

Biff Byford, vocalista do Saxon
Doug Scarratt, guitarrista do Saxon
Nigel Glockler, baterista do Saxon

No dia seguinte, eu e Sheila decidimos primeiro ir ao show, depois ir ao hotel para tentar as fotos que faltaram. Por sua vez, alguns "amigos" que estavam conosco na noite anterior, resolveram retornar ao hotel de tarde. Um deles, Breno, nos disse depois que, quando encontrou Biff, perguntou se estava tudo ok com os nomes na lista. Confuso, Biff respondeu: "Lista?! Que lista?!". Ele estava tão louco que nem lembrava mais. Quando Breno explicou, Biff disse que não estava mais com o papel, e pediu para que ele fizesse uma nova lista. Ele fez, incluiu alguns nomes, e excluiu alguns, incluindo o meu e de Sheila. 

Quando chegamos para o show, fomos a um guichê especial, apenas para a retirada de ingressos para quem tinha nome na lista. Ficamos surpresos em saber que nosso nome não constava na relação. Explicamos a estória para a mulher que nos atendeu, e ela foi compreensiva. Disse que não poderia fazer nada, mas também disse que havia muitas pessoas que não haviam retirado os ingressos, acrescentando que se ao menos duas não os retirassem, ela permitiria nossa entrada. Foi o que aconteceu.


Aquele foi um show no mínimo inusitado: só tinha a galera do corre na pista VIP. Eu, Sheila, Breno, Leo, o Mestre, Kevin e nem me lembro mais quem. Sacrificamos a última música - justo a que eu mais queria assistir, Power & the Glory - para assegurar que chegaríamos ao hotel antes da banda.

Quando o show terminou, não apenas a galera do corre, muitos fãs foram ao hotel. Muitos mesmo. Sorte que o Saxon é uma banda cujos integrantes são todos legais. Apesar do elevado número de pessoas, a banda atendeu a todos.

Nibbs Carter, baixista do Saxon
Paul Quinn, guitarrista do Saxon


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Red Hot Chili Peppers

Nunca fui fã de Red Hot Chili Peppers, e não via muito sentido em fazer um corre dessa banda. Ana Paula, uma amiga de Manaus, viria para São Paulo e passaria alguns dias no quarto de hóspedes de minha casa, justamente para esse show. Ela me pediu para leva-la ao hotel da banda. Ok, isso eu poderia fazer, mas ainda assim não estava muito disposto a tirar fotos.

Quando estávamos a caminho do hotel, Anebelle apareceu. Pra variar, estava desesperada, sem saber onde a banda poderia estar. Resolvi fazer um teste: enviei uma mensagem para Marcio, dizendo "a banda está no hotel tal, NÃO passe para Anebelle". Não se passou nem 20 segundos e Anebelle disse que descobriu o hotel. Perguntei como, e ela me mostrou a mensagem que Marcio enviou. Minhas suspeitas estavam mais do que confirmadas! Sabe-se lá porquê, ela não ficou para fazer o corre, nem nesse dia, nem no seguinte: simplesmente desapareceu.

No primeiro dia, apenas Chad Smith e Anthony Kiedis apareceram para confraternizar com os fãs. Chad é um cara legal, mas Anthony, de acordo com Carlos, é bem mala, e essa foi a primeira vez que aceitou atender fãs brasileiros em pelo menos 20 anos. Ainda assim, tirei uma foto apenas com Chad, por ele ser o baterista (lembre-se: sou ex baterista).

Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers, tem trabalhos interessantes com Glenn Hughes e Chickenfoot.

Eu não sabia reconhecer nenhum dos integrantes, estava na completa dependência de Ana Paula e dos demais fãs. Para "mexer" com Ana Paula, disse algo como "Que porra é essa?! Um Hitler emo?!", quando Kiedis apareceu. Ela ficou puta da cara! 😆

Ah, se arrependimento matasse! Quando o corre se transforma em "doença", uma foto "difícil" parece ser tão boa quanto uma foto com quem você é fã. Foi somente um tempo depois, quando percebi o quanto é difícil esse cara atender, é que percebi a cagada que fiz. Eu simplesmente deveria ter tirado, até porque, após tirar a foto de Ana Paula com ele, ele ainda perguntou se eu também queria foto, mas respondi "no, thanks".

Anthony Kiedis, uma das fotos mais difíceis do mundo, que eu simplesmente deixei passar
Momento em que Anthony Kiedis autografou as costas de Ana Paula
A ideia era tatuar, mas a tinta saiu antes que ela conseguisse fazer

Quando chegamos em casa, Sheila perguntou se conseguimos, respondi que sim, mas que apenas tirei as fotos de Ana Paula. Ainda levei "comida de rabo":

- Você não tirou fotos?!

- Somente com o baterista.

- Vocês voltarão ao hotel amanhã?

- Sim.

- Então pode tratar de tirar, você tira foto com tanta banda que ninguém conhece, vai ficar de besteira com essa que é famosa?!

No dia seguinte, retornamos. O primeiro a dar sinal de vida foi Chad Smith. Os fãs o abordaram, ele atendeu de boa e saiu para caminhar. Sem perceber que Chad estava do outro lado da rua, em sentido contrário, um fã que não conhecíamos chegou ao hotel, esbaforido. Perguntou se algum músico já apareceu, e eu apontei para onde estava Chad, a essa altura já um pouco distante de nós. Ele olhou e se jogou no chão, chorando de soluçar, foi uma das cenas mais ridículas que vi na vida. Eu e Ana Paula o ajudamos a se recompor e o fizemos prometer que isso não se repetiria. Afinal, um comportamento desses poderia por tudo a perder, não apenas para ele, como para todos que estavam ali.

Anthony Kiedis foi o segundo a sair, mas desta vez não foi tão solícito, pois os fãs não souberam se comportar, agindo como idiotas, cercando e empurrando. Não souberam organizar uma fila e muito menos tentaram ser educados. Ele se encheu e parou de atender, bem antes que eu conseguisse a foto que recusei no dia anterior. O mesmo aconteceu com Flea e com Josh Klinghoffer.

Os fãs que se comportaram mal não aparecem nas imagens abaixo, eles estavam mais atrás, forçando a barra para chegar mais próximos aos músicos.

Anthony Kiedis até tentou atender mas uma vez, mas os fãs não souberam se comportar e ele desistiu
Flea até tirou uma foto ou outra, mas veio mesmo para autografar 
O jeito foi ficar por perto e tentar uma FOTASSA
Josh Klinghoffer também tentou atender, mas rapidamente mudou de ideia
No segundo dia consegui foto apenas com Mauro Refosco, percussionista brasileiro que acompanha o Red Hot Chili Peppers


sábado, 10 de setembro de 2011

Blind Guardian

O corre do Blind Guardian interrompeu temporariamente o corre do Judas Priest e Whitesnake. Eu estava com amigos de Manaus hospedados em casa, que vieram para São Paulo apenas para esse show. A ideia, portanto, era fazer o corre e assistir ao show. O problema é que a banda não ficou no hotel que eu esperava que ficasse, o Radisson São Paulo Vila Olimpia, eu e meus amigos passamos parte da tarde e começo da noite lá, mas não houveram sinais que indicassem que a banda poderia estar hospedada lá.

Não havia muito o que fazer, então fomos ao show. No meio do espetáculo, recebi um SMS (na época não havia whatsapp) de uma amiga, comunicando o hotel correto, o Estanplaza Funchal-Faria Lima. Mas havia um problema: se fosse mesmo esse hotel, fudeu, mas fudeu grande. O motivo será visto a seguir:

As setas indicam o fluxo da maior parte dos fãs após o show. Observe que ele passa em frente ao hotel

Tão logo o show terminou, me encontrei com os amigos (ficamos em setores diferentes) e seguimos para o hotel, que ficava a menos de 100 metros do local. Estávamos só nós 4, quietinhos, em frente ao hotel, nos passando apenas por fãs que saíram do show, quando aconteceu a desgraça que previ: a van passou nos fundos do Via Funchal para embarcar os músicos, deu a volta, e entrou no hotel, enquanto dezenas de fãs ainda passavam em frente. Os fãs perceberam, é claro, e invadiram a área de manobras de veículos.


Hansi e Andre, os mais acessíveis, aceitaram atender a galera. Marcus e Frederik entraram direto, sem atender aos apelos de ninguém. Ao mesmo tempo, Lia fotografava tudo. Ainda bem, senão não haveriam essas imagens para ilustrar o relato.

Marcus foi abordado mas disse não, Frederik entrou direto
Marcus seguiu Frederik e entrou também, sem atender ninguém

Fazer o que, o jeito foi me enfiar no meio dos fãs para tentar ao menos Hansi e Andre. Quando consegui me aproximar de Hansi, pedi uma foto. Ele já posava comigo, quando uma fã veio à direita e pediu uma foto. Confuso, ele tirou com ela, mesmo já estando abraçado comigo

FOTASSA
Ok, vamos tentar de novo: tinha tudo para ser uma foto boa, mas ficou fora de foco
Com Andre a foto ficou perfeita, nem parece que estávamos no meio de uma muvuca infernal

Quando Hansi e Andre atenderam a todos, a multidão se dispersou e eles entraram no hotel. Andre subiu logo, mas Hansi foi direto ao bar. Eu, Lia, Fabiana e Marcelo poderíamos voltar para casa, mas decidimos passar a noite em frente ao hotel. Seria uma perda de dinheiro ir àquela hora para retornar de manhã cedo para tentar as fotos que não conseguimos, sem contar a chance de retornar depois que a banda tivesse saído para o aeroporto.

Um dos roadies da banda chegou da rua, nos viu e veio falar conosco, numa boa: "ninguém vai mais sair, os músicos já foram dormir, por que vocês não vão embora?". Explicamos que teríamos que retornar em poucas horas, e mostramos que Hansi ainda estava no bar, dava para ver pelos vidros do hotel. Ele entrou e foi falar com ele, foi então que o impensável aconteceu.

Hansi saiu e veio conversar conosco. O papo se iniciou com ele perguntando o nome de cada um de nós. Foi algo de no mínimo 20 minutos, meia hora. Minha foto com ele não ficou boa, mas ali tornou-se uma reunião de amigos, não era hora de pedir foto. Ele disse que a banda sairia às 06:30 do hotel para ir ao aeroporto, que era para irmos para casa descansar um pouco. Aceitamos. Tomamos um táxi, fomos, e retornamos 3 horas depois.

Fabiana e Marcelo, que voariam cedo para Curitiba, próxima cidade onde o Blind Guardian se apresentaria, preferiram seguir ao aeroporto, no mesmo táxi que me deixou com Lia no hotel. O primeiro a sair foi Frederik, que nos atendeu numa boa, era somente nós 2 no hotel. Enquanto ele nos atendia, Andre e Marcus saíram juntos e já entraram na van. Fui até lá e falei com Marcus, explicando que éramos apenas 2 fãs, e queríamos tirar uma foto com ele. Na maior má vontade do mundo, ele saiu para nos atender. Observe: não abordei Andre novamente, não era necessário, minha foto com ele estava boa.

Mas a maior surpresa foi quando Hansi desceu. Ele olhou para mim, sorriu, e disse: "good morning, Adriano". Como assim, ele lembrava do meu nome?! Eu já era fã de Blind Guardian, fiquei muito mais a partir desse dia. Pedi outra foto, para corrigir a da noite anterior, e fui atendido imediatamente. Não vimos nenhum dos músicos de apoio, é provável que tenham saído antes de chegarmos ao hotel.

Frederik foi bacana, pena que a foto não ficou boa
Marcus foi o único mala da banda, mas mesmo de má vontade, saiu da van para atender
O Hansi sabe meu nome! Por essa eu não esperava!