sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Iron Maiden

Em algumas horas, o Ed Force One, Boeing 757-200 personalizado com a logomarca do Iron Maiden, e pilotado pelo vocalista Bruce Dickinson, pousaria no aeroporto Internacional de Guarulhos. Era a primeira perna da turnê “Somewhere Back in Time”, que finalmente chegava ao Brasil.

Sou apaixonado por ambos, Iron Maiden e aviação. Simplesmente precisava ver aquilo de perto. É claro que eu não acreditava ser possível encontrar algum integrante da banda pessoalmente porém, embora ainda não soubesse, isso estava muito próximo de acontecer.

Eu chefiava a redação de um então grande e conhecido website brasileiro e, naquele dia, “abri o jogo” para o dono: precisava sair mais cedo para ir ao aeroporto a tempo de acompanhar o pouso. Devidamente autorizado, encontrei-me com minha então esposa Sheila, e fomos para lá. Sheila não é fã de Iron Maiden, nem de metal, mas foi legal ter a companhia dela na ocasião.

Quando chegamos, encontramos um ambiente caótico, com dezenas de fãs esperando no portão de desembarque do terminal 2, enquanto entoavam cantos como “Olê olê olê olê Maiden Maiden”. Quem é fã sabe do que estou falando. Ao que pareceu, muitos realmente acreditavam que a banda desembarcaria como passageiros comuns. Mas, tendo seu próprio avião, é claro que isso não seria possível.



Procuramos, então, um lugar para acompanhar o pouso. Subimos ao terminal de embarque, onde havia uma grande janela com vista para a pista, que também já estava tomada por fãs. Quando aconteceu, foi totalmente decepcionante. Já havia anoitecido, e a pista em que o avião pousou, apenas com a cauda minimamente iluminada, era relativamente distante de onde estávamos. Então, vimos pouco.



Para dizer a verdade, eu voltei para casa chateado. Se nem o avião eu consegui ver direito, meu sonho de um dia conhecer os integrantes da banda era impossível. Era o que eu pensava.

Gosto de trocar o dia pela noite, e passei boa parte da madrugada interagindo na comunidade “Iron Maiden Brasil”, do Orkut. Por volta das 3 horas da manhã, alguém postou no grupo uma foto abraçado ao Steve Harris. Era possível ler o nome do hotel: Hilton Morumbi. Então, pensei que poderia ter alguma chance de contato se me hospedasse. Acessei o site, procurando pelo quarto mais barato, e não me assustei com o valor: diária por 200 dólares (cerca de 340 reais). Era um pouco salgado para minhas possibilidades mas, enfim, quanto vale um sonho?! Fui dormir já com o plano totalmente arquitetado.

Na manhã seguinte, acordei às 11 horas, junto com Sheila. Esse foi mais ou menos o diálogo que tivemos:

- Vou tomar banho, me vestir e ir ao Hilton. O Iron Maiden está lá, vamos?!

- Tudo bem. Que horas voltaremos?

- Você não entendeu, eu vou me hospedar.

- O que foi que colocaram na sua Coca-Cola?! Você sabe quanto custa?!

- Sei, e eu vou ainda assim. Vamos?!

Percebendo que não conseguiria me convencer a desistir, ela juntou-se a mim. Não tínhamos carro e, em uma época em que não havia Uber, 99 ou Cabify, tomar um táxi seria caro, mesmo nesta ocasião especial. Telefonei para minha mãe, expliquei a situação, e ela se prontificou em nos dar uma carona.

O problema é que, onde ela morava, não havia telhado na garagem. Os passarinhos pousavam nos galhos das árvores e “mandavam ver” (sim, é isso mesmo que você pensou!). Minha mãe estava em um tratamento de câncer de mama, diagnosticado quatro anos antes, e gostava de nos dar caronas, pois eram as raras ocasiões em que ela saía de casa para algo que não fosse ir ao médico, fazer um exame, ou algo relacionado diretamente ao tratamento. Era uma terapia para ela. Mas o carro estava imundo, novamente com aquilo que você pensou, e foi assim que chegamos ao Hilton, com o carro todo cag... deixa pra lá!

Então, esta era a situação no momento exato em que chegamos: cerca de 60 fãs aguardavam em uma fila, do lado de fora do hotel, ansiosos por algum contato com a banda. Minha mãe nos deixou em frente à porta principal e já íamos entrando – eu cabeludo e com uma camiseta do Iron Maiden – quando um segurança nos abordou e disse para esperar na fila como todo mundo. Quando expliquei que seríamos hóspedes, o papo mudou, e é claro que ele nos deixou entrar.

Fizemos o check-in com um atendente bastante atencioso, que visivelmente notou a nossa intenção de ter algum contato com a banda. Eu havia reservado “o quarto mais barato” através do site do hotel, mas ele nos explicou que havia um outro quarto, um pouco mais caro, que daria acesso a um andar exclusivo onde “a banda toma café da manhã e faz o happy hour e, aliás, é onde o Bruce Dickinson está neste exato momento”. Certamente fui convencido a ficar com o quarto mais caro.

Pegamos o cartão que abre a porta do quarto e embarcamos no elevador, que estava lotado. Assim que chegamos ao nosso andar, eu percebi um senhor parado no corredor falando ao celular, mas não dei muita atenção. Quando conseguimos localizar o quarto, decidimos que era hora de tirar algumas fotos. Afinal, não era todos os dias em que estávamos em um hotel bacana, então deveríamos aproveitar a oportunidade. Pouco depois, lá estávamos nós tirando nossas fotos, quando fomos interrompidos aos berros por um segurança do hotel: “eu já disse que vocês não podem ficar aqui!”.

Sheila passou a chave e a porta se abriu. Então, ele se deu conta de que éramos hóspedes. Constrangido, pediu mil desculpas. Acabamos relevando pois, naquele dia, tudo era festa. Se fosse hoje, faríamos uma reclamação formal, e o hotel acabaria nos oferecendo algo de cortesia, talvez uma diária grátis, talvez um jantar. É o justo por ser maltratados. Se não fôssemos hóspedes, seríamos o que?! A equipe de segurança do hotel é tão incompetente, que deixa qualquer um chegar a um andar exclusivo?!

Colocamos nossas coisas no quarto e fomos conhecer a tal área onde rolava o happy hour. Possivelmente era a nossa melhor chance de ter algum contato com alguém da banda. Chegamos e, mais uma vez, fomos recebidos por funcionários muito simpáticos. Tanto a menina da recepção, como o funcionário que atendia às mesas foram sensacionais. Conversamos sobre o Iron Maiden, e eles disseram que sim, alguns integrantes estiveram ali, mas não estavam mais. Decidimos permanecer, enquanto desfrutávamos das vantagens do happy hour: bebidas grátis e diversos petiscos e tira-gosto.

Não demorou muito e Nicko McBrain apareceu para comer. Eu e Sheila já havíamos conversado sobre ser o menos inconvenientes possível, então decidimos esperar, deixando-o se alimentar em paz. Quando ele chamasse o elevador, o abordaríamos. E assim foi. Nicko autografou o álbum “Dance of Death” e um par de baquetas que levei (usado e bem desgastado, que vergonha!), além de tirar uma foto comigo e outra com a Sheila.



Logo a cena se repetiu com Janick Gers. Ele apareceu e foi abordado por fãs que também eram hóspedes. Aproveitamos para tentar falar com ele também. Ele nos atendeu numa boa, tirou fotos e deu autógrafo, e o deixamos em paz para desfrutar do happy hour.


Ao anoitecer, Bruce apareceu. Ele estava pingando de suor da cabeça aos pés, pois tinha acabado de sair da academia. Assim que eu o vi, exclamei:

- Cacete, é o Bruce Dickinson!

Sheila fechou a cara e respondeu (lembrando que ela não é fã de Maiden):

- Esse é o Bruce Dickinson?!

- Sim!

- Ele estava no elevador quando subimos para o quarto e desceu no mesmo andar que nós, ficou no corredor falando ao celular.

Em minha defesa, gostaria de dizer que o elevador estava lotado, cheio de engravatados, e o Bruce estava de roupa social. Era também a minha primeira vez em um hotel daqueles. Eu não iria ficar encarando todo mundo em um ambiente onde eu ainda estava me familiarizando. Hoje seria normal, mas na época era coisa de outro mundo. Senti-me como nos desenhos animados, quando as orelhinhas de burro crescem no personagem.

Enfim, resolvi aborda-lo, mas apenas para conseguir o autógrafo. Provavelmente, se eu pedisse foto, no estado em que ele estava, ele me mandaria “praquele lugar”, então preferi não arriscar. O autógrafo rolou de boa. Meu Dance of Death estava agora autografado por metade do Iron Maiden.

Como as coisas pararam de acontecer, e a Sheila queria aproveitar a banheira do quarto, demos uma descida. Em uma época em que internet por celular ou mesmo por wi-fi não era tão comum, o hotel disponibilizava 2 computadores no “andar especial” para hóspedes que gostariam de se conectar. Decidi ir até lá e publicar as fotos com Nicko e Janick em meu perfil no Orkut. Mas, quando chegamos, surpresa: Bruce estava usando um dos computadores e sua então esposa Paddy (falecida em 2020) usava o outro.

Mais uma vez, eu avaliei que não seria o momento de pedir foto. Ele estava com a esposa, talvez não fosse legal aborda-lo naquela hora. Então, na maior discrição possível, fiz um pequeno vídeo do Bruce usando o computador, pois eu tinha certeza que ninguém acreditaria quando eu contasse. Quando ele terminou, nos aproximamos, e ele fez uma cara pouco amigável, tipo “que saco!”. Mas a Sheila apenas perguntou se ele havia terminado de usar o computador. Ele se assustou, pois não esperava isso. Então respondeu: “o computador?! Sim, eu terminei, pode usar”, e saiu apressado, deixando para trás uma lata de coca-cola que ele estava bebendo.

Rapidamente, postei as fotos, fiz o logoff e, antes de sair, Sheila perguntou se eu levaria a lata para casa. Só imagina eu mostrando aos amigos “esta é a lata em que o Bruce bebeu”. Fala sério! Definitivamente não!

Mais tarde, nada estava acontecendo, e resolvemos descer para o bar do térreo, para ver se algo estava rolando por lá. E foi então que aconteceu o momento mais surreal da minha vida – lembrando que era o primeiro dia que eu fazia um corre, mesmo sem ainda saber que isso era um corre.

Chamamos o elevador e, quando ele chegou, entramos. A porta se fechou e descemos dois andares. A porta abriu, Steve Harris entrou sozinho, a porta fechou. Então imagine: naquele momento, estavam no mesmo elevador, eu, Sheila e Steve Harris que, para mim, sempre foi “Deus”, o melhor, o fodão. Quando o vi entrar, só consegui dizer “Steve Harris” e congelei. Steve, embora não pareça no palco, é um sujeito muito tímido e reservado na vida real. Ele acenou com a cabeça, apertou o andar e baixou a cabeça. Ficou ali, na dele. O elevador descendo e eu completamente congelado.

Para quebrar o gelo, a Sheila disse, em inglês:

- Este é meu marido, ele é muito teu fã.

Neste momento, ele olhou para mim, e eu consegui descongelar. Então, apertei a mão dele, e tentei dizer, também em inglês:

- Meu nome é Adriano, tenho 35 anos e sou fã de Iron Maiden há 25 anos.

O problema é que entrei em loop e, quando dei por mim, estava pagando um senhor mico na frente de Steve Harris, repetindo “third five years”, sem parar. Steve olhou para mim e disse, em claro e bom português:

- Calma!

A partir desse momento, toda a conversa rolou em português. Na hora lembrei do Eddie’s Bar e respondi:

- É mesmo, você tem um bar em Portugal. Entende português?

- Um pouco.

- É o suficiente – Sheila completou

O elevador chegou ao térreo e Harris prosseguiu para a garagem. Eu estava morrendo de vergonha por ter me comportado como um idiota na frente de uma das pessoas que mais admiro, e decepcionado por não ter pedido foto ou autógrafo no trajeto que compartilhamos.

No bar, a coisa estava realmente uma festa. Em uma mesa, ao canto, Janick Gers estava sentado, conversando com algumas mulheres. Em outra mesa, ao nosso lado, Nicko conversava com Rod Smallwood, o poderoso empresário do Iron Maiden. Adrian Smith estava no balcão, sentado nos bancos, e um pouco mais tarde Bruce juntou-se a ele. E eu ali, olhando tudo aquilo, sem acreditar no quão surreal parecia ser.

Quando Rod levantou-se, alguns fãs resolveram tirar foto com ele. Eu não tirei porque, depois de tudo o que estava acontecendo, estava completamente tímido, sem graça. Sheila aproximou-se e pediu uma foto:

- Comigo?! Mas eu não sou da banda.

- É, mas para mim você também é uma estrela do Rock!

Rod abriu um sorrisão e a foto rolou de boa. Nem sei porque não pedi também, mas, enfim, não adianta ficar revirando o que já aconteceu.

Mais tarde, alguns fãs que também estavam hospedados abordaram o Adrian Smith, que tirou fotos numa boa. Sei lá porque, ao invés de fazer o mesmo, preferi me posicionar ao lado do Adrian enquanto ele tirava foto com um dos fãs. Anos depois encontrei o perfil desse fã em uma rede social e me desculpei com ele. Era o nervosismo do primeiro corre. Abaixo, a foto devidamente cortada.



Conforme a madrugada se aproximava, Steve Harris reapareceu, desta vez acompanhado de seguranças. Eu consegui a foto com ele mas, quando Sheila foi tentar a dela, um dos seguranças disse “já acabou”. Ela começou a discutir, dizendo que só queria um autógrafo. Steve, que estava de costas, ouviu, e a chamou. A foto dela não rolou, mas conseguimos o autógrafo.


Percebemos que, fora do hotel, eles pararam para tirar fotos com alguns fãs. Um deles, que eu ainda não conhecia, seria um grande companheiro de corres no futuro: Leo "Wacken". Fomos até lá para tentar conseguir a foto de Steve com a Sheila, mas não rolou. Nos contentamos em fazer um vídeo. Depois soube que ele e Janick deram uma passada no Manifesto Bar.


Saí do hotel para fumar um cigarro e fui abordado por alguns fãs, que pensaram que eu era da equipe da banda. Um deles era Marcelo Zava, que no futuro, fez – e ainda faz - diversos corres comigo. Outro era um um fã que acabou se hospedando também. No dia seguinte, ele foi essencial para que rolasse a foto com o Bruce, pois nos avisou quando ele apareceu para tomar café. Fomos para lá e sentamos algumas mesas distante. Aguardamos pacientemente que ele finalizasse a refeição. Após, pegou um jornal e leu por pelo menos meia hora. Então, quando se levantou, o abordamos e a foto rolou, fácil.


Algumas horas antes, eu e Sheila acordamos e levantamos cedo, justamente para tentar encontrar com Bruce ou Dave Murray no café da manhã. Não encontramos, mas na mesa ao lado à que estávamos estava Paddy, a esposa de Dickinson. Conversamos rapidamente e ela foi muito simpática. Lamento não ter pedido para tirar uma foto com ela.

A hora de fazer o check-out chegou e tivemos que ir embora. Dos seis integrantes do Iron Maiden, conseguimos contato com cinco. O único que não vimos foi Dave Murray. De lá seguimos para casa, onde assistimos Palmeiras 1x0 Corinthians pela TV e, então, fomos ao show. Que final de semana inacreditável!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

As nabas mais absurdas

Tomar naba significa que você ficou frente a frente com seu alvo, tentou se comunicar com ele, mas foi completamente ignorado ou simplesmente recebeu um “não” como resposta.

Naba do padre

Imagem ilustrativa
Em 2015 eu estava no aeroporto esperando pelo Mr. Big. O padre Marcelo Rossi foi um dos passageiros a desembarcar. Não me importei muito e continuei onde estava, sentado em um banco. Anebelle, que também esperava pela banda, no entanto, correu atrás dele. Este foi o diálogo que se seguiu:

- Padre, tira uma foto?

- Não posso, estou atrasado! – e seguiu seu caminho, deixando-a falando sozinha.

Ela retornou praguejando algo impublicável. Que pecado!



Naba do Batman

Imagem ilustrativa
Após as primeiras vitórias da seleção brasileira (com letra minúscula mesmo) na Copa do Mundo 2014, Lucas Rafael saía pelas ruas de Manaus para acompanhar as comemorações dos populares. Aqui é Brasil, e se encontra muita bizarrice, gente disposta a transformar qualquer evento em carnaval, com direito até mesmo ao uso de fantasia.

Então, avistou um cidadão vestido de Batman, achou bacana, e pediu para tirar uma foto com ele. Resultado? NABA!!! Porra, Lucas!






Naba dos flautistas bolivianos da Praça da Sé

Imagem ilustrativa
Em uma certa ocasião, Guilherme passava pela Praça da Sé, quando avistou um grupo de bolivianos com vestimentas típicas, tocando flautas. Curioso, parou para assistir à performance. Quando terminou, ele se aproximou e iniciou uma conversa:

- Posso tirar uma foto com vocês?

- Só se você comprar o nosso CD.

- Então deixa, obrigado.


Naba no camarim

Eclético, o mesmo Guilherme foi com a mãe no show da Alcione. Após a apresentação, ele tentou conseguir uma foto com a cantora, então falou com um assessor que conseguiu coloca-los dentro camarim, ele e a mãe dele. Adiantou alguma coisa?! Alcione recusou-se a tirar fotos, deixando o assessor completamente sem graça.


Naba do Green Day

Contando sobre o passado, de antes de eu começar a fazer corres, Carlos sempre fala sobre um segurança que o atrapalhava constantemente. Quando ele via fãs no hotel, sempre dava um jeito de tirar a banda pela garagem, bem longe dos olhos dos fãs. No corre do Green Day, entretanto, tudo estava estranho demais. Ele conta:

- Fui eu, o Estéfano e a Eliana para o Sheraton (que hoje é Tivoli Mofarrej). Assim que entramos, já vimos o segurança e pensamos "fudeu". No entanto, ele nos viu e não se importou, nem ao menos se levantou, apenas olhava para nós e dava risada. Eu pensei "que porra é essa?! Não basta atrapalhar, agora está tirando um sarro com a nossa cara?!". Comecei a entender quando os músicos desceram. Abordamos o primeiro, levamos naba, e o segurança dando risada. Quando o segundo desceu, naba de novo. Quando Billie Joe desceu, naba de novo, e ele ainda fez um gesto com a mão, como se estivesse espantando cachorro. Com uma banda de malas como aquela, quem precisa de segurança?!" 


Os malas: Top 50 dos rockstars mais insuportáveis

Quem são os rockstars mais insuportáveis, aqueles em que as chances de ter uma completa decepção ao conhece-los beira ou atinge 100%? Esta é uma pergunta complexa, difícil de ser respondida. Exceto com Neil Peart e Elton John, conheço ao menos um hunter brasileiro que tem foto com cada um dos citados. Alguns, inclusive, relatam que o encontro foi uma boa experiência. Eu mesmo tenho foto com alguns deles - e não concordo com alguns dos nomes apresentados, principalmente na lista secundária. Como disse, é uma pergunta complexa de responder.

Eu precisava de uma imagem para ilustrar este texto, certo?!

Como qualquer lista, vai haver discussão e discordância, mas isso faz parte. A lista foi montada por mim, com a colaboração de hunters brasileiros, argentinos e chilenos. É possível que um ou outro nome tenha sido esquecido, mas basicamente é isso:

Os piores dos piores vivos (em ordem alfabética):
  1. Alissa White-Gluz (Arch Enemy)
  2. Amy Lee (Evanescence)
  3. Andrew Eldritch (The Sisters of Mercy)
  4. Andy Summers (The Police)
  5. Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers)
  6. Axl Rose (Guns'n'Roses)
  7. baterista do Enforcer
  8. Blackie Lawless (W.A.S.P.)
  9. Bruce Dickinson (Iron Maiden)
  10. Carl Palmer (Emerson Lake & Palmer, Asia)
  11. Daryl Hall & John Oates
  12. Dave Grohl (Foo Fighters)
  13. Dave Mustaine (Megadeth)
  14. David Coverdale (Whitesnake)
  15. David Lee Roth (Van Halen)
  16. Dee Snider (Twisted Sister)
  17. Eddie Vedder (Pearl Jam)
  18. Elton John
  19. Eric Adams (Manowar)
  20. Flea (Red Hot Chili Peppers)
  21. Gene Simmons (Kiss)
  22. Greta Van Fleet (todos os integrantes)
  23. Ian Anderson (Jethro Tull)
  24. Ian Gillan (Deep Purple)
  25. James Hetfield (Metallica)
  26. Jerry Cantrell (Alice in Chains)
  27. John Cale (Velvet Underground)
  28. John Fogerty (Creedence Clearwater Revival)
  29. Joey DeMaio (Manowar)
  30. Jon Anderson (Yes)
  31. Jon Bon Jovi
  32. Kirk Hammett (Metallica)
  33. Kurt Harland (Information Society)
  34. Marilyn Manson
  35. Mick Hucknall (Simply Red)
  36. Oliver Riedel (Rammstein)
  37. Paul Stanley (Kiss)
  38. Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow)
  39. Ringo Starr (The Beatles)
  40. Robert Plant (Led Zepellin)
  41. Rod Stewart
  42. Roland Orzabal (Tears for Fears)
  43. Slash (Guns'n'Roses)
  44. Steve Howe (Yes, Asia)
  45. Steven Wilson (Porcupine Tree)
  46. Sting (The Police)
  47. Till Lindemann (Rammstein)
  48. Tom Araya (Slayer)
  49. Tony Iommi (Black Sabbath)
  50. Yngwie Malmsteen

Pensei em adicionar Brian Johnson (AC/DC) nessa lista por conta própria, devido à má experiência que tive quando o encontrei em 2009. No entanto, como poucos conheceram o AC/DC, não há dados suficientes para saber se esse é o padrão ou se apenas o encontrei em um dia ruim. Outro fortíssimo candidato é Mick Jagger. Quando vem com os Rolling Stones, ele e a banda são completamente blindados, é muito difícil, para não dizer imposssível, ficar cara a cara com ele. Porém, Carlos conta que, quando vem apenas para visitar o filho brasileiro, se alguém o abordar, ele diz que não está trabalhando, que não vai atender, que é para tentar quando vier com a banda.

Há muitos que mudam com o tempo, para pior ou para melhor. Carlos sempre diz que Dave Mustaine era bonzinho, e que mudou seu comportamento durante a parada que aconteceu entre 2002 e 2004. Ele também tem foto com todos os integrantes do Metallica e diz que "mudaram quando ficaram ricos".

Por outro lado, Zakk Wylde era um dos mais chatos e inacessíveis há alguns anos, mas nas últimas vezes em que esteve no Brasil atendeu todo mundo, numa boa - por isso nem ao menos foi citado na lista. Outros que eram considerados impossíveis e se tornaram um pouco mais acessíveis nos últimos tempos são Jon Bon Jovi e Dave Grohl.

Não é porque morreram que ficaram bonzinhos
  1. Chris Cornell (Soundgarden, falecido em 2017)
  2. Chuck Berry (falecido em 2017)
  3. Jon Lord (Deep Purple, Whitesnake, falecido em 2012)
  4. Neil Peart (Rush, falecido em 2020)
  5. Scott Weiland (Stone Temple Pilots, falecido em 2015)

Outros "malas" citados, que não são unaminidade

  1. Emppu Vuorinen (Nightwish)
  2. Glenn Hughes
  3. Ian Astbury (The Cult)
  4. Johan Hegg (Amon Amarth)
  5. John Norum (Europe)
  6. John Petrucci (Dream Theater)
  7. Kiko Loureiro (Megadeth)
  8. Matthias Jabs (Scorpions)
  9. Max Cavalera
  10. Michael Schenker
  11. Ozzy Osbourne
  12. Paul McCartney
  13. Scott Ian (Anthrax)
  14. Sebatian Bach
  15. Simone Simons (Epica)
  16. Tarja Turunen
  17. Tobias Sammett (Edguy/Avantasia)
A maioria desses nomes é o que eu chamo de "malinhas". Atendem na maioria das situações, mas sempre vai haver aquele dia em que a naba é inevitável. Eu nem concordo com alguns nomes citados, como Emppu Vuorinen, Kiko Loureiro, Max Cavalera, Sebastian Bach e Simone Simons.

Encontrei Simone Simons cerca de 10 vezes e sempre fui atendido. A minha opinião é que ela não é chata, chatos são os fãs de Epica, que querem abraçar, beijar, vão em bando para o aeroporto ou para o hotel. Há uma história, não sei exatamente se foi no Brasil ou na Argentina, em que um fã pediu para dar um beijo no rosto dela para uma foto. Ela aceitou e, no momento do click, recebeu uma senhora linguada, com gosto. Fala sério, até eu seria mala se fosse famoso e tivesse fãs assim!

Ozzy e Paul McCartney são as exceções. Em relação a Ozzy, Carlos explica "eu não acho que ele é mala, acho que é difícil ficar frente a frente com ele, o que é totalmente diferente". Como nunca fiz o corre do Ozzy, ficarei com essa explicação. Em relação a Paul McCartney, ele é um Beatle. Só o fato de atender de vez em quando já me faria coloca-lo na relação dos mais legais. Ele não vai atender sempre, mas olha a importância do cara! Pra quem o acha mala, sugiro fortemente que faça o corre do Ringo Starr, e depois me conte como foi!

Eu x Malas do Top 50

  • Fiquei cara a cara com 34, todos exceto Chuck Berry, Dave Grohl, David Lee Roth, Eddie Vedder, Elton John, Eric Adams, Greta Van Fleet, Jerry Cantrell, John Fogerty, Jon Bon Jovi, Jon Lord, Neil Peart, Ritchie Blackmore, Rod Stewart, Roland Orzabal, Scott Weiland, Sting e Tony Iommi.
  • 10 fotos boas: Alissa White-Gluz, Andy Summers, Bruce Dickinson, Carl Palmer, David Coverdale, Dee Snider, Ian Anderson, Robert Plant, Tom Araya e Yngwie Malmsteen.
  • 2 fotos coletivas: Amy Lee e Paul Stanley.
  • 2 FOTASSAS: Gene Simmons e Ian Gillan.
  • 1 foto de meet & greet: Dave Mustaine.
  • Poderia também ter conseguido com Anthony Kiedis e Chris Cornell, mas foi na época em que eu só tirava fotos com quem sou fã, então não conta.
  • 8 autógrafos, sem foto, em corres: Ace Frehley, Dave Mustaine, Jon Anderson, Kirk Hammett, Mick Hucknall, Slash, Steve Howe e Steven Wilson.
  • 14 nabas diretas do artista: Andrew Eldritch, Axl Rose, baterista do Enforcer, Blackie Lawless, Brian Johnson, Dave Mustaine, Flea, James Hetfield, Joey DeMaio, Kurt Harland, Marilyn Manson, Oliver Riedel, Ringo Starr e Till Lindemann.
  • Uma naba do segurança: Daryl Hall & John Oates.
  • Um "nó tático": Sting (entrou no hotel pela garagem, sem atender ninguém).

Eles não estão mais entre nós

2022
Alan White (Durham, 14 de junho de 1949 – 26 de maio de 2022) foi um baterista e compositor britânico mais conhecido por sua
participação na banda de rock progressivo Yes;. Em 1969, juntou-se à Plastic Ono Band depois que John Lennon o convidou para tocar
no Toronto Rock and Roll Revival. White passou a tocar em outras gravações de artistas como George Harrison, Ginger Baker e Terry
Reid, além da canção "Imagine" de Lennon. White entrou para o Yes em julho de 1972 como substituto do baterista original Bill Bruford.
Após a morte do baixista Chris Squire em 2015, White tornou-se o membro mais antigo da banda, nunca tendo saído do grupo desde
que entrou. Além disso, White se apresentou em mais de cinquenta álbuns de outros artistas, como Joe Cocker, Ginger Baker e The
Ventures. White foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame como membro do Yes em 2017. White morreu em 26 de maio de 2022,
aos 72 anos de idade. A causa da morte não foi revelada, sendo que o Yes limitou-se a dizer que foi por causa de uma "breve doença".

É a minha única foto photoshopada - os olhos foram abertos, já que na foto original ele está de olhos fechados.

2021
Tarcísio Pereira de Magalhães Sobrinho, mais conhecido como Tarcísio Meira (São Paulo, 5 de outubro de 1935 – São Paulo, 12 de
agosto de 2021), foi um ator brasileiro. Considerado um dos maiores atores e galãs de sua geração, marcou época com seus perso-
nagens, no cinema, no teatro e na televisão. Durante décadas eternizou a televisão com mocinhos e vilões que marcaram a teledra-
maturgia nacional. Foi casado por 59 com a atriz Glória Menezes, um dos casais mais queridos e lembrados da televisão brasileira.
Os dois são pais do também ator Tarcísio Filho. Tarcísio morreu no hospital Albert Einstein em São Paulo, aos 85 anos, vítima de
COVID-19.
Nathan Jonas Jordison (26 de abril de 1975 - 26 de julho de 2021) foi um músico americano, baterista e co-fundador da banda de
metal Slipknot, bem como guitarrista da banda de terror punk Murderdolls. Sem maiores explicações da família, Jordison morreu
enquanto dormia, em 26 de julho de 2021, aos 46 anos de idade.
Bruno Covas Lopes (Santos, 7 de abril de 1980 — São Paulo, 16 de maio de 2021) foi um advogado, economista e político bra-
sileiro. Foi prefeito da cidade de São Paulo entre 6 de abril de 2018 e 3 de maio de 2021, quando se afastou do cargo em decor-
rência de um câncer que o acometeu. Em 14 de maio, foi publicado boletim médico anunciando que seu quadro clínico era irre-
versível. Covas morreu às 8h20 do dia 16 de maio de 2021, aos 41 anos, segundo nota emitida pelos médicos do hospital Sírio-
Libanês.
Eva Wilma Riefle Buckup Zarattini OMC (São Paulo, 14 de dezembro de 1933 – São Paulo, 15 de maio de 2021) foi uma atriz e 
bailarina brasileira. Iniciou a carreira em 1952, protagonizando diversas telenovelas na Rede Tupi e RecordTV entre as décadas
de 1950 e 1970, além de uma breve passagem pela TV Excelsior. Em 1980 transferiu-se para a Rede Globo, consolidando-se
como uma das principais artistas da emissora. Em 7 de maio de 2021, foi diagnosticada com câncer no ovário. Eva Wilma morreu
aos 87 anos no dia 15 de maio de 2021, no Hospital Israelita Albert Einstein, devido a uma insuficiência respiratória ocasionada
pela disseminação do câncer.
Agnaldo Timóteo Pereira (Caratinga, 16 de outubro de 1936 — Rio de Janeiro, 3 de abril de 2021) foi um cantor, compositor, escri-
tor e político brasileiro. Após dezessete dias internado na unidade de terapia intensiva do Hospital Casa São Bernardo, na Zona
Oeste do Rio de Janeiro, morreu em 3 de abril de 2021, aos 84 anos, de complicações decorrentes da COVID-19.
Sérgio Olímpio Gomes (Presidente Venceslau, 20 de março de 1962 – São Paulo, 18 de março de 2021), mais conhecido como Major
Olímpio, foi um policial militar e político brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL). Foi deputado estadual por São Paulo, sendo
que em seu segundo mandato liderou a bancada do PDT na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Nas eleições estaduais
em 2014, foi eleito deputado federal e em 2018 elegeu-se senador – em ambas as ocasiões, representando São Paulo. Morreu aos
58 anos em 18 de março de 2021, na capital paulista, por complicações da COVID-19.
2020
Wayne Stevens (7 de maio de 1958 - 7 de novembro de 2020), conhecido pelo nome artístico de Bones Hillman, foi um músico da
Nova Zelândia. Ele tocou baixo em sua primeira banda, Masochists, uma banda punk pioneira neozelandesa, formada com amigos
do subúrbio de Avondale em Auckland (eles também foram conhecidos como Avondale Spiders). No final de 1977, se juntou aos
Suburban Reptiles e apareceu em seu primeiro single, "Megaton" (Vertigo, 1978). O nome Hillman foi cunhado pela marca do carro
que dirigia. Ele deixou a banda no início de 1978 e se juntou aos ex-Masochists nos Rednecks, um pilar da lendária cena punk
Zwines em Auckland. Mudou-se para a Austrália como integrante do The Swingers em 1980 e morou lá até 2002, onde foi um
membro da internacionalmente conhecida banda de rock australiana Midnight Oil, substituindo Peter Gifford em 1987. Hillman morreu
em Milwaukee, Wisconsin, de câncer.
Frankie Banali foi um baterista americano, mais conhecido por seu trabalho com a banda Quiet Riot, onde tornou-se o único rema-
nescente da formação clássica da banda. Ele também foi baterista do W.A.S.P. e de Billy Idol, além de atuar como baterista de tur-
nê do Faster Pussycat e Steppenwolf. Faleceu em 20 de agosto de 2020, aos 68 anos, vitimado por câncer no pâncreas. A doença
foi anunciada ao mundo 10 meses antes, em outubro de 2019.
Antônio Carlos Moraes Pires, mais conhecido como Moraes Moreira, foi um cantor, compositor e músico brasileiro, ex-integrante
do grupo Novos Baianos. Faleceu no Rio de Janeiro enquanto dormia, aos 72 anos, em 13 de abril de 2020.
Jason Rainey, foi guitarrista e fundador do Sacred Reich, banda onde tocou de 1985 a 2000 e de 2007 a 2019. Faleceu em 16 de
março de 2020, aos 53 anos, vitimado por ataque cardíaco
José Mojica Marins foi um cineasta, ator, roteirista de cinema e televisão brasileiro, mais conhecido como Zé do Caixão, seu
personagem mais famoso. É considerado o maior cineasta brasileiro de todos os tempos e "pai" do terror nacional, tendo sua obra
grande importância mundial para o gênero, influenciando várias gerações. Morreu em 19 de fevereiro de 2020, aos 83 anos, após
ficar quase um mês internado para tratar de uma broncopneumonia.
2019
Andre Coelho Matos foi um cantor, compositor, maestro e pianista brasileiro, conhecido por ter sido vocalista das bandas Viper, Angra
e Shaman. Também capitaneou os projetos Virgo e Symfonia, além de ter feito participações especiais em bandas como Avantasia e
Aina. Desde outubro de 2006 estava em carreira solo. Morreu em 8 de junho de 2019, aos 47 anos, devido a um infarto agudo do
miocárdio.
Sérgio Augusto Bustamante, mais conhecido como Serguei, foi um cantor e compositor brasileiro, conhecido por ser o vocalista de
diversas bandas de rock ao longo de sua carreira. Faleceu a 7 de junho de 2019, aos 85 anos, vítima de pneumonia.
Andreas Nikolaus Lauda, mais conhecido como Niki Lauda, foi um automobilista e piloto austríaco. Era proprietário da companhia
aérea Niki, e diretor da equipe Mercedes GP de Fórmula 1 ligada à fábrica Mercedes Benz. Faleceu em 20 de maio de 2019, aos 70
anos, devido a problemas renais.
Paul Martin Raymond foi um tecladista/guitarrista inglês, mais conhecido por tocar nas bandas UFO e Michael Schenker Group.
Faleceu em 13 de abril de 2019, aos 73 anos, vitima de um ataque cardíaco.
Benjamin Mitchell (o segundo da esquerda para direita), foi vocalista do The Platters. Faleceu em 21 de março de 2019, aos 70 anos.
2018
Charles Aznavour foi um cantor francês de origem armênia, também letrista e ator. Além de ser um dos mais populares e longevos
 cantores da França, ele foi também um dos cantores franceses mais conhecidos no exterior. Morreu aos 94 anos no dia 1 de outubro
de 2018 em sua casa na serra das Alpilles, no sul da França. A despeito da idade avançada, continuava a se apresentar regularmente.
Mark Shelton, guitarrista e fundador do Manilla Road, faleceu em 27 de julho de 2018, aos 60 anos
Joseph Walter Jackson foi um empresário estadunidense, mais conhecido por ser o pai do cantor, compositor e dançarino Michael
Jackson. Foi o grande responsável pela revelação do cantor. Ele também era conhecido como "O Velho Joe Jackson". Morreu em 27
de junho de 2018, aos 89 anos, após uma batalha contra um câncer de pâncreas.
Vicent "Vinnie" Paul Abbott foi um baterista de heavy metal e produtor, que em seus últimos anos tocou na banda Hellyeah. Alcançou
fama quando fez parte da banda Pantera, da qual foi co-fundador. Ele também foi, em 2004, co-fundador da banda Damageplan, jun-
tamente com seu irmão, Dimebag Darrell. A banda era bem aclamada pela crítica e fazia significante sucesso, até o assassinato de
Dimebag, em pleno palco, levar a banda ao fim em dezembro daquele mesmo ano. Vinnie Paul morreu no dia 23 de junho de 2018,
aos 54 anos, vitima de um ataque cardíaco enquanto dormia
Pat Torpey foi um baterista americano, mais conhecido por seu trabalho com a banda Mr. Big. Em 2014, foi diagnosticado com a
doença de Parkinson, que o impossibilitou de excursionar com a banda Mr. Big na turnê que promoveu o álbum The Stories We
Could Tell. Morreu em 7 de fevereiro de 2018, aos 64 anos.
2017
Warrel Dane foi vocalista das bandas Nevermore e Sanctuary. Em 13 de dezembro de 2017, Dane estava em São Paulo, Brasil,
gravando seu segundo disco solo, e faleceu dormindo no apartamento onde se encontrava hospedado. Era dia 13 de dezembro
de 2017. Aos 56 anos, de infarto agudo do miocárdio.
Marcelo Luiz Rezende Fernandes foi um jornalista, repórter e apresentador de televisão brasileiro. Morreu no dia 16 de setembro de
2017, aos 65 anos, de falência de múltiplos órgãos, em decorrência de complicações de um câncer de pâncreas.
Rogéria, nome artístico de Astolfo Barroso Pinto, foi uma atriz, cantora, maquiadora e transformista brasileira. Faleceu em 04 de
setembro de 2017, aos 74 anos. Em 13 de julho, a atriz havia sido internada, permanecendo por duas semanas em uma clínica
em Laranjeiras, na zona sul do Rio, devido a uma infecção generalizada. Em 8 de agosto, foi novamente internada no Hospital
Unimed Barra, na zona oeste do Rio, devido a um quadro de infecção urinária e em 25 de agosto foi transferida da Unidade de
Tratamento Intensivo do hospital para o quarto. Segundo o hospital, seu quadro clínico se agravou após uma crise convulsiva,
seguida de um choque séptico, que foi a causa da morte.
John Blackwell Jr. foi um baterista americano contemporâneo de R&B, funk, jazz, fusion e pop, mais conhecido por seu trabalho com
o Prince. Blackwell sofria com tumores no cérebro diagnosticados em 2016. Faleceu em 4 de julho de 2017, aos 43 anos.
Kid Vinil foi o nome artístico de Antônio Carlos Senefonte, que ficou famoso no rock brasileiro dos anos 80. Foi um cantor, radialista,
compositor, apresentador de televisão e jornalista. Foi vocalista do Verminose, Magazine, Kid Vinil e os Heróis do Brasil e Kid Vinil
Xperience. Em 16 de abril de 2017, Kid Vinil sentiu-se mal durante uma apresentação em Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, entran-
do em estado de coma logo em seguida. Posteriormente foi transferido para São Paulo onde morreu, aos 62 anos, cerca de um mês
depois, em 19 de maio, por uma parada cardíaca.
Jerry Adriani, nome artístico de Jair Alves de Sousa, foi um cantor e ator brasileiro. Faleceu aos setenta anos, em 23 de abril de 2017,
vítima de um câncer de pâncreas.
2015
Ian Fraiser Kilmister, conhecido como Lemmy, foi um vocalista e baixista inglês, fundador da banda de rock inglesa Motörhead. Lemmy
morreu na sua casa em Los Angeles, Califórnia, no dia 28 de dezembro de 2015, aos 70 anos de idade, em decorrência de um agres-
sivo câncer no cérebro e no pescoço, descoberto dois dias antes. Ele já vinha sofrendo de diabetes e outros problemas de saúde há
vários anos.
David VanLanding, vocalista que fez parte do Michael Schenker Group e teve uma breve passagem pelo Crimson Glory, faleceu
em decorrência de um acidente automobilístico, quando colidiu seu carro com um caminhão de lixo, em 17 de novembro de 2015,
aos 51 anos
Chris Squire, baixista, co-fundador e único membro constante do Yes, faleceu aos 67 anos em 27 de junho de 2015. Estava se
tratando de um tipo raro de leucemia e faleceu por complicações da doença
Riley Ben King, mais conhecido como B.B. King, morreu aos 89 anos, em 14 de maio de 2015. King era conhecido como o "Rei do
Blues" e foi responsável por definir o som eletrificado do gênero no pós-guerra. Ele também se tornou o nome mais conhecido do
blues mundialmente e o responsável por levar o estilo das áreas rurais dos Estados Unidos para a indústria musical mundial.
A.J. Pero, baterista do Twisted Sister, foi encontrado morto no ônibus da turnê pelos integrantes da banda Adrenaline Mob, da qual
também fazia parte. Especula-se que a morte tenha sido causada por um ataque cardíaco. Aos 55 anos, em 20 de março de 2015
2014
Jair Rodrigues, cantor brasileiro, faleceu aos 75 anos em 8 de maio de 2014, em decorrência de um infarto agudo do miocárdio
Hélcio Aguirra, guitarrista da banda Golpe de Estado, foi encontrado morto por sua irmã em seu apartamento em São Paulo. 
Faleceu  enquanto dormia. As causas da morte não foram divulgadas. Aos 54 anos, em 21 de janeiro de 2014
Músico e ator, Nico Nicolaiewsky, conhecido pelo personagem Maestro Pletskaya do musical Tangos e Tragédias, perdeu a batalha
contra uma leucemia aguda, aos 56 anos, em 7 de fevereiro de 2014
2013
Steve Gadd, tour manager do Iron Maiden, perdeu sua batalha contra o câncer em 27 de março de 2013