| Paulo Baron, dono da Top Link e empresário do Angra |
sábado, 13 de julho de 2019
Angra + Shaman + Viper
domingo, 30 de junho de 2019
Cart & Horses: o fim de uma era?
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| Foto de 1936 |
Quando o Iron Maiden apresentou-se, em 1976, o pub era um pouco diferente do que o que eu visitei quando estive em Londres em 2018 e 2019. A porta de acesso ao local ficava à esquerda, não ao centro. Havia também uma porta lateral, que foi desativada. O palco também não era mais o mesmo. Ainda assim, foram mudanças pequenas, pontuais, ainda era o pub onde toda a história aconteceu.
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| O acesso ao local era feito pela porta à esquerda da imagem e era assim no dia em que o Iron Maiden tocou pela primeira vez |
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| Kastro Pergjoni |
Não demorou para que percebessem o quanto seria uma ideia ruim. Kastro conta que "as pessoas se aglomeram do lado de fora esperando para abrirmos as portas para poderem entrar e tirar fotos. Não podemos transformar o pub em outra coisa, pois isso destruiria o que os fãs transformaram em um santuário. Sim, por causa desses caras, dos fãs incríveis que o Iron Maiden tem, por causa disso tudo esse lugar ainda existe".
Apesar disso, em 2019, decidiram demolir toda a parte interna e reconstruí-la completamente. Apenas as paredes externas seriam mantida, mas ainda assim haveriam modificações no exterior: as 3 portas originais seriam restauradas.
Em 30 de junho de 2019, a despedida aconteceu em grande estilo, contando com bandas que se apresentaram do começo da tarde até a noite, incluindo Buffalo Fish, banda de Terry Wapram, guitarrista do Iron Maiden na formação de 1978.A primeira a se apresentar foi Gypsy's Kiss, a primeira banda de Steve Harris, onde ele esteve entre 1972 e 1973. Somente um de seus antigos companheiros, o guitarrista David Smith, permaneceu nesta formação.
Pouco restou do local que testemunhou as primeiras apresentações de Steve Harris, ainda com a banda Influence (que pouco tempo depois foi renomeada para Gypsy's Kiss) e com o Iron Maiden. A mística, que o transformou em um santuário para aqueles que tem Iron Maiden como religião, viverá para sempre. O pub reuniu gerações por décadas e continuará reunindo por muitos e muitos anos ainda.
Se por um lado nunca será o mesmo, e daí?! Nós também não somos! Kastro nem era nascido quando o Iron Maiden se apresentou em 1976. Eu tinha 3 anos, quase 4, e agora tenho quase 50! Muitos fãs se foram nos mais de 45 anos de existência do Iron Maiden. Até mesmo Clive Burr se foi...
Ainda assim, o Cart & Horses sempre será um local para que todo fã de Iron Maiden possa visitar, tirar fotos, acompanhar apresentações de ex integrantes - enquanto eles estiverem vivos e bem - e se reunir a cada apresentação do Iron Maiden, antes de partir para o show. Por quanto tempo mais isso acontecerá? Ninguém sabe!
Eu acredito que certas bandas que vimos nascer, florescer e agora temos a oportunidade de testemunhar seus momentos finais, sobreviverão por séculos, tal como compositores de música clássica - Beethoven, Mozart, Liszt, Bach, entre outros - sobreviveram. Em comum, todos fazem boa música e tem grandes fãs. O Iron Maiden tornou-se imortal e levou o Cart & Horses para a imortalidade também.
sábado, 22 de junho de 2019
Michale Graves
O que aconteceu depois foi absolutamente bizarro e inesperado. A turnê brasileira foi interrompida, pois o músico deixou o Brasil sem avisar a produtora responsável pelos shows. Os shows aconteceram normalmente em São José dos Campos, Paranaguá, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, e foram cancelados em Limeira, Caxias do Sul, Brasília, Florianópolis, Fortaleza e Recife. A turnê foi organizada pela Venus Concerts e a produção em 4 cidades ficou a cargo da EV7 Live. Três desses 4 shows foram realizados (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, Brasília foi cancelado).
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| Fãs criaram arte para tirar um barato da situação ridícula |
terça-feira, 11 de junho de 2019
Hall & Oates
sexta-feira, 7 de junho de 2019
Raven + Leather Leone
| Leather é sempre boazinha, que mulher legal |
| Leather Leone, vocalista do Chastain |
| Mark Heller, baterista do Raven |
| Mark Gallagher, guitarrista do Raven |
domingo, 2 de junho de 2019
Avantasia e a saga de Alisa com Andre Matos
A última vez em que encontrei Andre Matos foi no corre do Metal Singers, uma turnê organizada pela produtora Open The Road, reunindo vocalistas de metal para apresentar sucessos de suas carreiras, finalizando com uma jam onde todos participam. Na ocasião, Blaze Bayley, Udo Dirkschneider, e Doogie White vieram em um voo de Santiago. O quarto vocalista, Andre, não desembarcou. Avistei Silvio, o dono da produtora, e perguntei onde estava Andre. Ele respondeu que não havia passagens para todos, então viria no próximo voo.
Como já tenho diversas fotos com ele, normalmente eu finalizaria o corre e iria para casa. Entretanto, seria a primeira vez que Arianne conseguiria encontra-lo, após duas tentativas frustradas, então eu e Carlos aguardamos com ela pela chegada do voo seguinte. Após passar pelos procedimentos alfandegários, Andre saiu pelo portão de desembarque. Logo nos avistou e percebeu que o abordaríamos, então já veio falar conosco.
Arianne tem uma amiga russa, Alisa, que sempre perguntava quando Andre faria um show em seu país. Toda sem graça, pediu permissão para gravar um vídeo com ela perguntando e ele respondendo. Depois de legendar em inglês, enviou o vídeo para a amiga. Obs: a versão abaixo não contém legenda.
Não temos cama extra e nem ao menos um colchonete para colocar no chão se vier alguém. Logo, respondi que se Alisa não se importassse em dormir conosco na cama - que é King, enorme - e com os gatos (tínhamos 15, e quase todos também eram acostumados a dormir na cama), por mim estaria ok.
No dia em que Alisa desembarcou em Guarulhos, Arianne foi recepciona-la no aeroporto. Eu não fui, pois Arianne preferiu que eu as encontrasse na estação Barra Funda, apenas para levar uma mala "pesada". As duas tomariam um ônibus para o Rio de Janeiro, onde Alisa faria turismo por alguns dias. Sim, ela veio ao Brasil com o único objetivo de ver Andre Matos, mas turistar um pouco para aproveitar a longa viagem também não seria má ideia. Elas foram e retornaram dois dias depois.
Na madrugada seguinte, às 02:00hs, chegaria o voo trazendo o Avantasia ao Brasil. Eu não estava muito preocupado com o corre, pois havia apenas uma nova integrante com quem eu ainda não tinha foto, a vocalista Adrienne Cowan, que veio em substituição à Amanda Somerville, que meses antes decidiu não excursionar nesta turnê. Conseguindo foto com ela, por mim já estaria bom. Claro que é sempre bom conseguir com todos, mas não fazia questão absoluta. A grande missão nesse final de semana seria mesmo colocar Alisa em frente ao Andre.
Devido ao horário de chegada do voo, ir a Guarulhos automaticamente nos condenava a passar o resto da noite no aeroporto, até que o trem voltasse a circular. Alisa e Arianne me acompanharam, embora não estivessem muito interessadas em conseguir fotos com nenhum dos integrantes. Na correria, esqueci de verificar se a câmera estava com cartão - e não estava - então o jeito foi tirar as fotos com o celular de Arianne.
Tobias Sammet foi o primeiro a passar pelo portão de desembarque. Em 2016 havia muitos fãs no aeroporto, e todos os músicos atenderam numa boa, exceto Tobias. Três anos se passaram, e agora estava mais bonzinho, pois já saiu atendendo. Na sequencia, abordei os sempre simpáticos e gente boa Geoff Tate e Eric Martin, além de Oliver Hartmann. Por fim, consegui quem eu queria: Adrienne ficou muito surpresa com a abordagem. Acho que pensou não ser importante em meio a tantos grandes nomes. Foi muito simpática, então fiz questão de dizer que estava ali apenas para ve-la, sendo retribuído com um sorriso lindíssimo.
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| Desta vez Tobias não se escondeu e atendeu todo mundo |
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| Geoff Tate é sempre absurdamente legal e atencioso com os fãs |
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| Eric Martin é outro que parece nunca ter um dia ruim. Oliver Hartmann também não se incomodou em tirar foto |
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| Por fim, conheci meu grande alvo deste corre: a vocalista Adrienne Cowan. Pena que foi foto de celular |
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| Mais uma vez, o Photoshop falando alto em uma foto promocional |
O segurança brasileiro que recepcionou os músicos estava, como sempre, um pouco babaca. Eram pouquíssimos fãs - principalmente se comparado a 2016 - mas ainda assim ele enchia o saco. Como já tinha conseguido com quem eu queria, preferi finalizar as abordagens para não estressar desnecessariamente. Toda vez é a mesma palhaçada quando esse cara trabalha. Ele nos conhece, sabe o que queremos (foto e autógrafo), sabe que nossa abordagem é sempre a mais rápida possível e mesmo assim faz questão de atrapalhar... É difícil...
Quando a banda se foi, Alisa deitou-se em um banco no terminal 2 e cochilou um pouco. Arianne a acompanhou, ficando acordada para garantir que ninguém a incomodasse ou tentasse roubar. O aeroporto pode ter tipos bem estranhos de madrugada. Por minha vez, fiquei na área externa do terminal, fumando e conversando com outros fãs/hunters que, como nós, ficaram presos no aeroporto: Kleber e Ju Marmitt.
Ao amanhecer, quando o trem voltou a funcionar, pensei que retornaríamos para casa para dormir um pouco, mas Alisa tinha outros planos, que incluiam seguir direto para o Espaço das Américas, para garantir um dos primeiros lugares na fila. Mas que russa xarope! Eu fico péssimo quando não durmo, nem consigo curtir o show direito...
No caminho, expliquei como Andre chegaria ao local, e qual era o portão por onde ele entraria na casa de shows, mas ela alegou que não sairia da fila, pois não queria perder o lugar privilegiado, bem em frente ao palco. Mais uma vez: que russa xarope! Ela tinha ingresso de pista Premium, qual seria o problema se assistisse ao show um pouco mais para trás?! Mesmo que não fosse na primeira fileira, ainda assim seria próximo ao palco. Mas é fã, né? E fã é sempre imbecil, diria Regis Tadeu. Sem muita alternativa, Arianne a acompanhou.
Segui para casa, onde deitei e peguei no sono. Fui acordado no começo da tarde, quando Arianne apareceu para tomar banho e descansar um pouco, já que Alisa havia se enturmado com o pessoal da fila. Ela me disse que houve a comercialização de meet & greet do Shaman, e que Alisa sabia disso, mas não comprou porque achava que ficar por apenas um momento ao lado de Andre seria insuficiente, além do fato de não querer perder o lugar na fila. Contou também que, no Rio, Alisa pagou 600,00 para fazer um voo de asa delta - então falta de dinheiro para pagar o meet estava completamente descartada, não comprar o meet foi uma escolha deliberada.
A única chance dela encontrar Andre, então, seria na saída, mas com certeza ela se recusaria a deixar o local antes do final do show para tentar encontra-lo. Andre participou em dois momentos, o primeiro como vocalista da banda de abertura, Shaman, e o segundo cantando "Reach Out For the Light" como convidado do Avantasia. Esta, entretanto, não era a última música do setlist. Pelo contrário: era a oitava, de 23. E se cantasse e fosse embora?! Eu precisava impedir que isso acontecesse!
Portanto, eu e Arianne fomos para o Espaço das Americas assim que deu o horário do início do show do Avantasia. Quando chegamos, entretanto, aparentemente a participação de Andre ja havia acontecido. Ficamos no estacionamento do lugar e, pouco antes do fim do show, vimos quando Ricardo Confessori saiu da casa e colocou pratos em seu carro. Me aproximei e perguntei se ele sabia se o Andre ainda estava no local, mas ele respondeu que já tinha ido. Inacreditável! A menina veio diretamente de Moscou apenas para conhecer Andre e retornaria sem conhece-lo - embora, em muito, por sua própria imbecilidade de fã.
Quando o show terminou, nos encontramos com Alisa e retornamos para casa. No dia seguinte, segunda-feira, ambas tentaram encontrar uma maneira de contatar Andre para verificar se seria possível encontra-lo rapidamente em algum lugar apenas para uma foto e autógrafo. Enviaram e-mail para a assessoria que, é claro, jamais foi respondido. Como o retorno de Alisa a Moscou seria no dia seguinte, começaram a planejar a volta dela ao Brasil, em alguns meses, apenas para encontra-lo. Eu simplesmente não acreditava no que via: houve tantas chances para ve-lo, mas ela desperdiçou cada uma delas!
Na terça-feira ela embarcou para Paris, onde fez conexão para Moscou. Chegou na quarta-feira. Três dias depois, a notícia da morte de Andre chocou o mundo. Sem querer, ela assistiu muito de perto à última performance de Andre em um palco. E perdeu, para sempre, a oportunidade de conhece-lo. É o que sempre digo: show é legal, mas acaba em duas horas. A foto é para sempre!








