quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Marilyn Manson

Não, não sou fã de Marilyn Manson. Apenas fiz esse corre pela fama que ele tem de ser uma foto difícil, quis conferir por mim mesmo qual era a dificuldade. O voo, previsto para chegar às 14:00 hs, estava muito atrasado, não era um pequeno atraso, era um atraso de 12 horas! Portanto, era necessário decidir se valeria a pena estar no aeroporto às 2 da manhã apenas para tomar naba. Por outro lado, talvez essa fosse a oportunidade ideal, já que certamente somente nós seríamos loucos o bastante de esperar por ele a esse horário... Tentar ou não tentar, eis a questão.

Apenas 5 pessoas o aguardavam: Fernando, Carlos, eu, Jéssica e Wesley. O namorado de Jéssica, Filipe, também estava, mas apenas para acompanha-la. Então, já que a chance de naba era gigantesca, o incumbimos de filmar quando a coisa acontecesse. Quando Manson desembarcou, já veio até com reforço de funcionários do aeroporto - como se precisasse, afinal, não eram os hunters do bem, éramos nós. Sem berros, sem forçar selfie, sem desespero: o vídeo é claro. Nós o chamamos, ele não quis atender, iríamos fazer o que?! Soca-lo? Claro que não!

Frame extraído do video
Autografado por Tyler, Twiggy e o batera que veio (não descobri o nome até hoje, não era o Gil)

Manson ficou dentro do carro por 15 ou 20 minutos, enquanto a produção aguardava a liberação de algum equipamento que sua equipe trouxe. Se ele quisesse, poderia ter nos atendido umas 30 vezes, mas não quis, fazer o que?!

Mas o pior - não para nós, que desistimos - ainda estava por vir. Enzo*, um hunter conhecido por sempre berrar e fazer escândalo, muitas vezes conseguindo fotos difíceis na base do grito, estava com uma amiga no Skye Bar, do hotel Unique, onde Marilyn estava hospedado. Ele me passou o seguinte relato:

"Ele estava em uma mesa em frente à nossa, com alguns integrantes da crew (equipe) e algumas groupies. Quando levantou-se para sair, fiz aquela imploração de sempre, mas ele me ignorou e seguiu para o elevador. Antes de descer, apontou o dedo pra mim e falou "agora vou entrar no elevador com essas garotas bonitas e você vai ficar aí sozinho pedindo". Toda a crew deu risada da minha cara, me senti humilhado".

Felizmente eu e Enzo não fazemos muitos corres juntos, pois os estilos dos artistas que tentamos conhecer geralmente é muito diferente. Eu jamais berraria ou me humilharia para conseguir uma foto. Fico sem, não é meu estilo. Já ele diz que não importa, já que o artista nunca mais o verá novamente.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Hellyeah + King of Asgard

Nesse dia valeu a pena o fato de eu mandar fazer de uma vez todas as fotos dos corres do mês. Eu, Carlos e Jéssica estávamos no aeroporto de Guarulhos, esperando pela chegada do voo que traria o Hellyeah, banda do ex baterista do Pantera, Vinnie Paul, quando, de repente, observamos o desembarque de outra banda que, inicialmente, não reconhecemos. Rapidamente, verifiquei nas fotos, e reconheci alguns dos integrantes que estavam à nossa frente: era o King of Asgard, que veio para se apresentar no Thorhammerfest. 

Não esperávamos por isso mas, já que estavam ali, bônus! Banda pequena, os integrantes devem ter se sentido, eu os imagino contando a alguém quando regressaram à Suécia: "chegamos no Brasil e havia fãs nos esperando no aeroporto" 😆 Independentemente da piada, se realmente isso aconteceu, não me importo. Toda banda cujos integrantes são legais deve ser prestigiada!

Karl Beckman, vocalista e guitarrista do King of Asgard
Ted Sjulmark, guitarrista do King of Asgard
Jonas Albrektsson, baixista do King of Asgard
Jonas Albrektsson, baixista do King of Asgard

Quando o Hellyeah chegou, foi comprovado o que o Carlos nos contou, Vinnie Paul era gente finíssima. Mal saiu do portão de desembarque e já veio nos atender, na maior boa vontade. Por isso mesmo fiquei tão chocado quando, dois anos depois, ele faleceu, vitimado por ataque cardíaco. Definitivamente, os bons morrem cedo 😔 É só ver que os malas estão todos velhos.

R.I.P. Vinnie Paul!

Chad Gray, vocalista do Hellyeah
Tom Maxwell, guitarrista do Hellyeah
Christian Brady, guitarrista do Hellyeah
Kyle Sanders, baixista do Hellyeah
Vinnie Paul, baterista do Hellyeah


domingo, 28 de agosto de 2016

Placido Domingo - o último corre de conexão de saída

Um dos Três Tenores, Placido Domingo, foi a Manaus para se apresentar com Ivete Sangalo no Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock in Rio, iniciativa que previa a plantação de três milhões de árvores na Amazônia. Quando soube, verifiquei qual seria o destino seguinte do cantor, e fiquei feliz quando descobri que era Dubai.

Vamos à lógica: existe voo direto Manaus-Dubai? Não! Nessa época, por mais imbecil que fosse, 90% dos voos internacionais passavam por São Paulo ou Rio de Janeiro. O Rio não oferecia voo direto, apenas havia opções para uma ou duas paradas, já o voo de São Paulo era direto. Portanto, estava claro que ele passaria por São Paulo para ir à maior cidade dos Emirados Árabes Unidos. Corre de conexão era para quem sabia fazer corre de verdade, não para pedidor de hotel.

Lucas Rafael, um hunter de Manaus, disse que o abordou, e que ele foi bastante acessível, rolou foto e autógrafo de boa. Sendo assim, chamei Carlos para fazer esse corre. O que não sabíamos, é que esse seria o último corre de conexão de saída de nossas vidas. Verificamos os voos diretos de São Paulo para Dubai. Como só havia um, não foi difícil determinar o horário do voo de Manaus que ele viria.

Esperamos no terminal 2, desembarque nacional, por algum tempo. Um senhor parecido com ele desembarcou, mas em um primeiro momento não o reconhecemos. Como aparentemente todos os passageiros do voo de Manaus já haviam saído, decidimos ir ao terminal 3, verificar se aquele senhor estaria no check-in da Emirates. Quando chegamos, bingo, ele estava, conversando com um funcionário da companhia. Quando o funcionário se afastou, perguntamos se era Placido Domingo, e recebemos a confirmação. Logo que finalizou o check-in, o cantor veio em nossa direção. O abordamos, ele foi muito simpático e não se importou de autografar ou de tirar fotos conosco.


Quando um artista vinha ao Brasil, mas não ao Chile, eu pegava mais de um autógrafo, e os enviava gratuitamente para os meus amigos hunters chilenos. Eles faziam o mesmo quando uma banda ia ao Chile, mas não vinha ao Brasil. Desta maneira, todos aumentávamos nossas coleções de autógrafos.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Scheila Carvalho

Não importa se sou do metal, ainda assim vivi os anos 90 no Brasil, quando "É o Tchan!" estourou. Era impossível não ser atingido todo o tempo pelo som e pelas imagens do grupo, que tinha duas dançarinas, uma loira e uma morena, uma mais linda que a outra. Nunca gostei do som - embora admita que é um dos poucos bem feitos entre os artistas do mainstream da época, onde o pagode dominava com folgas - mas isso não foi impeditivo para que eu quisesse conhecer as Sheilas - Sheila Mello e Scheila Carvalho.

A oportunidade para conhecer Scheila Carvalho surgiu quando ela e a ex-panicat Arícia Silva participaram de um evento em uma loja de roupas, no Brás. Ao término do trabalho, após todas as sessões de fotos para divulgação, eu as abordei, ambas foram muito simpáticas. Ainda consegui alguns bônus que estavam por ali.

Valeu esperar anos para conhecer Scheila Carvalho
A ex-panicat Arícia Silva
A ex-panicat Thais Garcia
Amannda Miranda, candidata do Palmeiras ao Belas da Torcida 2015

terça-feira, 19 de julho de 2016

Alexander Skarsgård

Apenas observe minhas fotos, qualquer uma: em 95% das vezes eu nem ao menos encosto na pessoa. Não abraço, apenas fico do lado. Isso chama-se respeito: a pessoa não é minha amiga, não tenho intimidade nenhuma com ela, eu sei quem ela é mas ela não sabe quem sou eu. Brasileiro adora achar que é amigo de todo mundo, gosta de pegar, de encostar, de ser "quente". Para os europeus, entretanto, isso é um costume no mínimo estranho.

Certa vez, por exemplo, vi uma fã pedir um abraço para Floor Jansen, vocalista do Nightwish, que respondeu "me desculpe, eu só abraço minha família e amigos próximos". Abraçar pode ser ok no Brasil, mas na Europa não é. Portanto, tomei como padrão não encostar no momento da foto, sendo o artista abordado europeu ou não.

Quando o ator e diretor sueco Alexander Skarsgård veio ao Brasil, mal sabia o que o esperava. Apenas imagine: os responsáveis por "The Legend of Tarzan", onde ele era o ator principal, entram em contato e dizem "você será enviado para o Brasil para divulgar o filme". Ele pensa "Brasil?! Carnaval, praia, mulheres, peitos, bundas?! Tô dentro!" e comemora. Embarca no avião, todo feliz e animado com as perspectivas que o aguardam.

De volta à realidade, quando pousou, mal deu dois passos após passar pelo portão de desembarque e já foi recepcionado pela líder dos hunters do bem, Dandara*. Sem repeito nenhum, ela sempre faz questão de tirar fotos bem agarrada, com rostinho colado. Isso, claro, se o infeliz for baixinho, o que felizmente não foi o caso.

Já no hotel, um fã, gay, também queria um abraço. Ao menos foi educado, pois pediu, e Alexander aceitou. O problema foi a quantidade: o ator ficou quatro ou cinco dias em São Paulo, e não via problemas em atender os fãs que o aguardavam, em todas as oportunidades: quando saía para almoçar, quando retornava, quando saiu para o evento, quando retornou, quando saía para jantar, quando retornava. Durante quatro ou cinco dias, esse fã ficou postado em frente ao hotel todo o tempo, e a cada vez que o ator atendia, tirava uma foto com ele, e lhe dava um abraço. A pergunta é: por que? Por mais que seja seu ator favorito, pra que 30 fotos? Isso é algo que nunca entenderei...

Um outro fã levou uma foto de Alexander pelado, para autografar. O ator olhou e disse que não iria assinar porque era uma montagem, colocaram o rosto dele no corpo de outro homem. O fã insistiu, pediu para ao menos assinar no verso, mas o ator negou-se terminantemente.

Por fim, no dia em que eu fui, havia uma fã que viu uma entrevista onde o ator declarou ter ficado encantado com a culinária brasileira, especialmente com farofa. Em frente ao hotel há um boteco, desses onde o pessoal dos escritórios da região almoça todos os dias. Ela foi lá e comprou uma porção para viagem, e entregou ao ator.

Muita calma nessa hora, vamos analisar: em primeiro lugar, Alexander jantou no Figueira Rubaiyat, um dos restaurantes mais caros e requintados da cidade. No site há a opção para fazer o download do cardápio, onde se observa que há três opções: Farofa Rubayat, Farofa Luiz Tavares e Farofa de ovos. Seja lá qual delas o ator provou, apenas imagine quanto custa a porção, que é minúscula. Por mais que tenha sido na melhor das intenções, não há como comparar a farofa em embalagem descartável metalizada do boteco com a farofa do Figueira. Apenas imagino o ator, desavisado, abrindo o presente sobre a cama do hotel... que desgraça! 😆😆😆😆😆

Essa foto de Figueira Rubayat é cortesia do Tripadvisor
Imagem ilustrativa

Por tudo o que expus, não é difícil concluir com 100% de certeza: Alexander foi o cara mais legal que abordei em minha vida. Ele atendeu todos os dias, bem mais que uma vez ao dia. Passou por poucas e boas, e ainda assim continuou atencioso com os fãs. Não é por nada não, mas se eu fosse ele, jamais voltaria ao Brasil.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Richie Sambora + Orianthi

Sheila não estava em São Paulo, pois viajou para passar um tempo com sua família que reside em outro estado. Sem ela, o corre do Richie Sambora começou na quinta-feira, um dia antes da chegada do ex guitarrista do Bon Jovi, pois os integrantes vieram ao Brasil separadamente. A banda não estava em turnê, logo cada músico estava em um local diferente do planeta e o ponto de encontro seria já no Brasil. Não me recordo exatamente como, mas a Jessica sabia que Glen Sobel, o baterista do Alice Cooper, chegaria ao país um dia antes que Sambora. Fomos ao aeroporto e conseguimos fácil. Muito gente boa!

Como o Alice Cooper não estava em turnê, Glen Sobe aproveitou para participar dos shows de Richie Sambora no Brasil

O corre pra valer só começava no dia seguinte, sexta-feira. Como praticamente ninguém que faz corres tinha foto com o Sambora, sabíamos que muitos tentariam encontra-lo já no aeroporto, portanto achamos que seria mais adequado tentar no hotel. Marcio tirou muitas FOTASSAS épicas no desembarque do guitarrista.

O que realmente não contávamos era com a presença de fãs comuns no hotel. A bem da verdade: fã é uma merda. Poderia ir no hotel quieto e conseguir uma foto, um autógrafo, uma conversa, um momento especial, mas faz questão de espalhar a informação para o máximo de pessoas possível. Muitas vezes posta o nome do hotel onde o artista está em uma fã page no Facebook, disseminando a informação. E mesmo que passe apenas para um amigo, esse amigo passará para outro, que passará para outro, que passará para outro... E foi exatamente o que aconteceu. Como eu sempre digo "amigos unidos levam naba juntos!".

Fui com Marcelo Zava ao Sheraton, onde constatamos a presença de vários rostos conhecidos de outros corres. Mas pior, muito pior, o hotel também estava cheio de fãs. E não deu outra: quando Richie e Orianthi chegaram, foram imediatamente cercados por um bando de animais que não sabem fazer corre. Gente como eu sabe respeitar, aguardar a vez. Fã não, parte pra cima, não quer nem saber. E é claro que isso assusta os músicos que, se param para atender, logo desistem e entram correndo o máximo que podem. Eu até consegui tirar uma foto de Marcelo Zava com a Orianthi em meio à confusão, mas foi só. Ele não conseguiu tirar minha foto com ela e muito menos conseguimos alguma coisa com Richie Sambora.

Na manhã seguinte, logo cedo, ele passou em minha casa e retornamos ao hotel. Esse seria um longo dia e completamente épico, mas ainda não sabíamos disso. De manhã, a única movimentação foi quando Wesley Safadão passou por nós. O hotel tem um heliponto, que ele utilizou para se deslocar. Viu aquele monte de cabeludo e passou por nós com a certeza de que não seria reconhecido. Mas foi, nós o chamamos e conseguimos a foto. Por mais que não faça música que gostamos, ainda assim foi gente boa e nos atendeu sem problemas.

Diz a lenda que quando dois safadões se encontram, é necessário tirar uma foto para registrar o momento

A tarde foi morta, sem sinal nenhum de que algo fosse acontecer. Nem parecia que algum artista estava hospedado no hotel. Com a chegada da noite, Anebelle, a doida dos corres, enfim apareceu. Zava sentou-se próximo a ela e ficaram conversando. De saco cheio após um dia de espera totalmente improdutivo, eu, Carlos, Jéssica, alguns outros amigos e até mesmo alguns aleatórios que também aguardavam pelo Sambora, resolvemos ir ao shopping para comer alguma coisa. Fomos ao McDonalds, onde comemos e conversamos. Inevitável alguém reclamar da chegada de Anebelle.

Carlos relembrou um certo corre do Slipknot, que eu não fiz: "um dos músicos desceu e a Anebelle foi a primeira a aborda-lo. Como sempre, achou que a foto ficou feia e pediu mais uma. Ainda não contente, pediu outra. Quando me dei conta, ela já tinha tirado cinco fotos com o cara e eu ainda estava no zero. Neste momento a porta do elevador se abriu e desceu um hóspede aleatório. Para me livrar dela, eu apontei para ele e disse "olha, é o guitarrista". Deu certo! Ela "voou" até ele e ficou pedindo para tirar foto com ele, que não estava entendendo nada. Só assim que consegui minha foto com o cara".

Uma das meninas que tinha se sentado à mesa conosco era uma loirinha muito bonita, daquelas que chamam atenção naturalmente. Ela não estava acreditando no que ouvia. Nós garantíamos que a doida ia aos corres, mas não sabia nem quem eram os artistas com quem tirava foto - tanto que bastou dizer que um hóspede era famoso para querer tirar uma foto com o cara. Ela continuava incrédula que alguém realmente fizesse isso, então decidimos provar na prática, desde que topasse nos ajudar. Nós a disfarçaríamos com chapéu e óculos escuros e a faríamos entrar no hotel, então a abordaríamos como se fosse a Orianthi. Ela, é claro, nos atenderia em inglês, como se realmente fosse.

Felizmente, o hotel tem muitas entradas, então foi relativamente fácil manda-la para fora sem ser percebida. Sem ela, retornamos ao hall, onde estavam Zava e Anebelle, e aguardamos. Quando a menina entrou na maior pose de rockstar, nos comportamos como se realmente fosse a Orianthi. Nos levantamos, a abordamos e fingimos que tiramos fotos com ela. Zava já chegou abraçando e pediu para eu tirar uma foto dela com ele. Depois disse que sabia que não era a Orianthi, mas não sabia quem era, então tirou e depois nos perguntaria quem era. Claro que acreditamos (só que não), assim como acreditamos (só que não) que ele conseguiu tirar uma foto com Michael Jackson, mas a câmera caiu em um bueiro e a foto foi perdida. Totalmente verídico HAHAHAHA

Anebelle, por sua vez, estava totalmente desesperada, pois não conseguia se aproximar da menina, já que propositalmente a cercamos, então ficou berrando "Orionthi! Orionthi!". Seria uma pena se o nome  fosse Orianthi, não?! Ela só sossegou quando também conseguiu a foto, o que comprovou a tese de que pessoas como ela, que abordam alguém que nem sabe quem é, realmente existem. A cena foi tão patética que até mesmo os seguranças do hotel deram risada.

Marcelo Zava e Orionthe

Não dava mais para ficar ali, todo mundo estava "rachando o bico por dentro". Precisávamos sair de lá e dar risada até cansar. Retornamos ao shopping. Lembro de ter até mesmo deitado no chão de tanto rir. 

Mais algumas horas se passaram e a meia noite se aproximava. Muitos já tinham desistido. Cansado, desisti também. Fora o Safadão e a Orionthi, era um corre que se arrastava por quinze horas sem nenhum resultado. Zava disse para ficar um pouco mais, mas eu estava de saco cheio. Respondi que iria caminhar até o carro, onde o esperaria. Isso seria uma forma de pressiona-lo para abandonar o corre também. Entretanto, quando cheguei no carro, estacionado algumas quadras distantes do hotel, Zava me ligou dizendo "mano, volta rápido, o cara vai atender!". Sem entender nada, retornei.

Quando cheguei havia uma fila organizada em frente ao hotel. Zava guardou meu lugar, e explicou que o casal retornou da rua e prometeu atender a todos, desde que fosse de maneira organizada. Sambora estava negociando com o hotel por um espaço onde pudesse atender sem a confusão do dia anterior. De fato, após alguns minutos, o tal evento se iniciou. Foi praticamente um meet & greet totalmente gratuito, coisa fina mesmo!

Richie Sambora não se importou em nos atender, ele só queria que fosse organizado e sem confusão
Como seu namorado, Orianthi foi bastante simpática com os fãs
Por mim, da melhor maneira possível, o corre tinha definitivamente acabado. Alguém me explica por que diabos Zava retornou ao hotel no dia seguinte, se conseguiu fotos tão boas quanto as minhas?! No entanto, não conseguiu mais nada. Neste dia, domingo, Sheila retornou da viagem.

Após o show em São Paulo, a banda seguiu para Porto Alegre, onde tinha mais uma apresentação agendada. Fazer o corre de conexão era a opção para quem não tinha conseguido, incluindo Sheila, Carlos e Jéssica (que desistiram antes dele antender no sábado). Eu não fui ao aeroporto para tentar, mas Sheila foi e ficou me avisando em tempo real sobre o que estava acontecendo. Mas não foi tão fácil quanto pensávamos que seria.

"Quando Sambora e Orianthi desembarcaram, havia poucos fãs no terminal 2, mas eles não pararam para atender ninguém. No máximo, permitiram selfies sem parar de caminhar, enquanto arrastavam seus carrinhos de bagagem. Alegaram que estavam com pressa para não perder o voo de saída do Brasil. Havia uma van esperando, que os levou ao terminal 3. Corremos como doidos e conseguimos chegar antes. Como eu já tinha conseguido as selfies, deixei que quem não conseguiu (por exemplo, Jessica) os abordasse. Quando entraram no terminal, o caos estava formado. Havia muitos fãs, incluindo Anebelle. Até onde pudemos ver, ninguém mais conseguiu nada. Eles embarcaram o mais rápido que puderam."


Como já se tornou tradicional desde o corre de Lionel Richie, o sucesso no aeroporto foi comemorado com Stella Artois.

Carlos, Jonny, Estéfano, Jessica e Sheila comemoram o sucesso do corre com a tradicional Stella Artois

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Bill Pulmann

O ator Bill Pulmann, que conheço bem por interpretar o presidente dos Estados Unidos no filme Independence Day, viria a São Paulo para participar da estreia oficial de Independence Day 2, em evento realizado no Allianz Parque. Como eu já tinha amigos(as) no aeroporto, pedi para uma delas verificar no sistema de passagens da American Airlines se ele tinha voo marcado para o Brasil, para fora dele ou ambos. Recebi como resposta este print revelador:


Eu e Carlos fomos ao aeroporto no dia 22 - algo óbvio: se o voo sai de Los Angeles no dia 21, chega em São Paulo no dia 22 - e monitoramos o desembarque de passageiros, mas Bill não estava entre eles. Desnorteados, retornamos para casa. Tínhamos o voo exato, mas algo deu terrivelmente errado. Falei com minha amiga, que olhou novamente no sistema e disse que ele tinha alterado o voo de ida poucos dias antes do embarque. Ele chegou no mesmo dia 22, em outro voo, que nem ao menos apareceu no painel de chegadas. Mas que porra! Enfim, perdemos a vinda. Restava a volta...

No dia 23, o dia do evento, alguns hunters conseguiram vê-lo no hotel Emiliano. No dia 24, eu e Carlos fizemos nossa tentativa. Mas havia um problema: era aniversário de meu avô e haveria uma reunião para cortar o bolo e cantar parabéns, como fazíamos todos os anos. Se Bill saísse do hotel para o aeroporto até umas 18:00hs seria de boa, mais tarde que isso me complicaria. 

Com efeito, por volta das 18:00hs, meus avós começaram a chatear, ligando para meu celular. Eles eram xiitas com horários e não admitiam atrasos. Ainda assim, decidi ficar até às 18:30hs, mas nem um minuto a mais. Quando chegou esse horário, comuniquei a Carlos que tinha que ir embora. Ele não queria fazer corre sozinho, então admitimos a derrota e começamos a caminhar. Porém, andamos poucos metros e vimos quando um carro passou por nós e entrou no Emiliano. Será??? Retornamos. 

Milagrosamente era ele, que passou o dia fora do hotel, fazendo compras, conhecendo São Paulo ou em algum outro compromisso. Assim que desceu do carro, nós o chamamos, ele veio até nós e fez o que tinha que fazer. Neste corre, assim como aconteceu com M. Night Shyamalan no ano seguinte, fomos literalmente salvos com um gol aos 52 minutos do segundo tempo, com o juíz já olhando para o relógio. Minha foto foi tirada às 18:32hs.

Segui para o apartamento de meus avós, onde levei uma bronca pelo atraso. Minha avó faleceu poucos meses depois. Meu avô no ano seguinte, um mês antes de aniversariar novamente. Mesmo se eu soubesse que eles não estariam presentes em apenas mais um ano, ainda assim teria permanecido esses minutos extras no corre. Morrer faz parte da vida. Ter Bill Pulmann em minha cidade era oportunidade única, que felizmente consegui aproveitar.