quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Celtic Woman

Eu não conhecia essa banda, mas chamou atenção quando houve o anúncio de 5 shows no Espaço das Américas, que não é um lugar pequeno, cabem 8.000 pessoas. É evidente que pesquisei e, embora o som delas passasse bem longe do metal, ainda assim curti. Valeria a pena conhece-las, são todas bonitas e muito talentosas.

Como sabia que Estéfano também se interessaria por esse corre, monitorei o Instagram das integrantes. Após identificar o hotel através de uma foto postada, fui com ele e Givaldo. As duas primeiras a aparecer foram Máiréad Nesbitt e Máiréad Carlin. Carlin demonstrou muita curiosidade sobre como sabíamos que elas estavam nesse hotel. Ficou surpresa quando respondi que reconheci um prédio em uma foto que ela postou no Instagram, o que me levou a identificar a avenida Paulista e o hotel Meliá Paulista.


As outras integrantes não foram tão legais: aceitaram assinar, mas não quiseram tirar fotos, pois alegaram que não estavam maquiadas.  ̶F̶r̶e̶s̶c̶u̶r̶a̶ ̶d̶a̶ ̶p̶o̶r̶r̶a̶!̶ Se eu fosse mega fã, provavelmente tentaria novamente. Apesar de haverem outros shows, não retornei: se não quiseram atender com essa justificativa, dificilmente atenderiam em outra oportunidade. 

Máiréad Nesbitt foi muito simpática e receptiva
Ainda mais legal, Máiréad Carlin postou nossa foto em seu Instagram

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Al Jarreau e Jon Secada

Todos os nomes que participaram do primeiro Rock In Rio me interessam, não importa se sou fã ou não, e isso incluía Al Jarreau. Ele se apresentou em 14 de agosto de 2014 no HSBC Brasil (hoje Tom Brasil) e estava hospedado no Blue Tree Verbo Divino. Por outro lado, Jon Secada se apresentaria no Juventus no dia seguinte. Também não sou fã dele, mas é um grande nome, que com certeza valeria conhecer. Nessa época, praticamente todos os artistas que se apresentavam no Juventus ficavam hospedados no Hilton, provavelmente devido a algum convênio do hotel com a casa de shows.

Portanto, no dia 15, a ideia era dar uma passada no Hilton, conseguir a foto com Jon Secada, então seguir para o Blue Tree e conseguir a foto com Al Jarreau. No entanto, tudo que poderia dar errado, deu. Eu e Marcelo Zava esperamos por Secada a tarde toda, mas ele não apareceu. Ok, erramos o hotel, não era a primeira nem seria a última vez que isso acontecia. Decidimos abortar o corre para tentar Al Jarreau. Já estávamos caminhando para o carro, quando fomos avisados por Fernando que Al Jarreau acabou de sair do Blue Tree rumo ao aeroporto. Perguntamos se atendeu, respondeu que sim, e nos enviou sua foto com ele.

Discutimos rapidamente se valeria ou não ir a Guarulhos para conseguir a foto, mas chegamos à conclusão que não seria necessário, pois certamente voltaria ao Brasil, mais cedo ou mais tarde. Teríamos outra oportunidade no futuro. Nos enganamos: nunca mais retornou ao país, falecendo aos 76 anos em 12 de fevereiro de 2017. A causa da morte não foi revelada, mas sabe-se que sofria de problemas cardíacos e respiratórios nos últimos anos. 

Hoje parece tão óbvio que deveríamos tentar primeiro a foto com Jarreau, para somente então tentar Jon Secada. Na época, Secada tinha 52 anos, Jarreau tinha 74. Esse foi um exemplo de um corre onde fomos inacreditavelmente mal. Não apenas retornamos para casa de mãos completamente vazias, como também perdemos Al Jarreau para sempre por tomar uma sequência de decisões ruins.


John Travolta

Uma das fotos mais legais que consegui foi também uma das mais fáceis. Em 2014, John Travolta veio a São Paulo para o lançamento de um jato executivo na XI Feira de Aviação da América Latina (Labace), no aeroporto de Congonhas. A princípio, não conseguimos determinar em que hotel ele estava hospedado, então este pareceu ser um corre com destino certo ao fracasso.

Entretanto, por volta de meia noite, um amigo telefonou, perguntando se eu queria tentar tirar foto com o John Travolta. É claro que sim! "Ele está hospedado no Fasano, mas foi a um evento no Unique. Não deve demorar, deve ficar somente uma hora por lá, então se apresse".

Essa era uma época difícil, não havia ônibus noturno, Uber, 99, Cabify. Táxi era caro. Então, naquele horário, as opções eram limitadas. Restou-me fazer algo que nunca fiz: morrendo de vergonha, liguei para Marcelo Zava: "velho, me desculpe ligar este horário, mas temos uma oportunidade de ouro aqui". Expliquei a situação e ele disse "passo aí em 20 minutos".

Mas ainda havia outro problema: Sheila dormia profundamente, pois teria que acordar às 05:30. Não tinha como simplesmente sair sem avisa-la. Se eu fosse e retornasse com uma foto com Travolta, era capaz dela "me matar". Houve então o dilema: acorda-la ou não. Achei mais prudente falar com ela. Acendi a luz do quarto, dei uma cutucada e, no que ela abriu o olho, expliquei o que estava acontecendo. Ela ficou muito brava, falou um monte (na verdade foi bem mais que isso, mas terei que resumir):

- Seu filho da puta! Que maluquice é essa de me acordar?! Não sabe que acordo cedo para trabalhar?!

Disse que Marcelo Zava estava chegando e perguntei se ela iria conosco. Respondeu resmungando:

- Agora vou, né?! Já acordei mesmo!

Mesmo assim, recebi ameaças por todo o trajeto até o hotel:

- Se ele não aparecer, você está tão fudido, mas tão fudido!

Na tensão do momento, acabamos no hotel errado, o Emiliano. Estávamos lá, em frente, quando me dei conta de que não era lá, e seguimos então ao hotel correto que, aliás, é muito próximo. Chegamos 00:40. Algum tempo depois, vimos uma certa movimentação na frente do hotel, e observamos que se tratava do Sérgio Mallandro. Como nunca recusamos um bom bônus...


Por volta de 02:25, dois carros viraram na rua do hotel. Sabíamos que ele usava dois carros, um para ele, outro para os seguranças, pois meu amigo que conseguira pouco antes nos passou essa informação. Quando atravessamos a rua, um dos carros se jogou em cima de nós. Ainda assim, completamos a travessia. John desembarcou e foi imediatamente cercado por cinco seguranças. Sheila o chamou, ele olhou, e ela perguntou se poderíamos tirar uma foto com ele. Ele afastou os seguranças e nos chamou. Tudo aconteceu fácil, simples, organizado. Ele é um cavalheiro, muito educado, muito polido.


Saímos comemorando pois esta era, até esse dia, provavelmente a melhor foto de nossas vidas. No caminho, usei o celular para postar "John Travolta done!" no Facebook, o que fez alguns amigos perguntarem onde e como consegui. Como não sou desses que fica com bobagem como "a foto que somente eu tenho", expliquei. Quem se dispôs a acordar cedo na manhã seguinte passou literalmente o dia inteiro em frente ao hotel. Ele apareceu somente uma vez, para ir ao aeroporto, às 20:00 hs. Um amigo o aguardava desde as 07:30 hs.

Por outro lado, tirar fotos como essas também é ótimo para remover certos lixos de sua vida. Uma "amiga" simplesmente me bloqueou "porque não a avisei". Primeiro: eu não a avisaria mesmo, já que ela não fazia corres comigo, não ajudava em nada, era apenas um peso morto que queria ser carregado. Segundo, mesmo se eu a avisasse, obtive a informação de madrugada, quando ela já estava dormindo. Com certeza só veria no dia seguinte. Quem me perguntou, eu respondi - até porque eu já tinha conseguido a foto e ninguém mais poderia atrapalhar ou tirar isso de mim - então se ela tivesse perguntado, eu teria respondido e, se ela tivesse se esforçado, teria a foto também.

Quanto aos xingos e às ameaças da Sheila: simplesmente não leve a sério. Éramos um casal que se dava muito bem. É claro que ela ficou feliz em conseguir a foto, mas passou um dia de cão, sonolenta, pois foi trabalhar após uma noite muito mal dormida. Se questionada hoje se valeu a pena, a resposta com certeza seria de que ela não faria isso novamente.



domingo, 20 de julho de 2014

Buddy Valastro

Beirou a insanidade a primeira vez em que o famoso apresentador, chef e empresário norte-americano - até então conhecido por seu programa Cake Boss, que relata o dia a dia de sua padaria e confeitaria - veio ao Brasil, para um evento no Shopping Eldorado, em São Paulo. Eu e Sheila fomos ao aeroporto de Guarulhos, para conseguir vê-lo logo que desembarcasse. Naquele dia, no entanto, algo estava terrivelmente errado: em frente ao portão de desembarque, conseguíamos identificar muitas pessoas que estavam com a mesma ideia. Não eram hunters, eram fãs, e isso significa que muita coisa poderia dar errado, já que fãs geralmente não sabem se comportar - ok, muitos hunters também não sabem. 

O problema maior era a quantidade: cerca de 40 pessoas. Enquanto esperávamos, conversamos com alguns, que nos disseram que Buddy estava na Argentina e postou no Instagram uma foto dentro do avião com o texto "rumo a São Paulo" ou algo assim. Aquilo os incentivou a tentar a sorte no aeroporto. Um senhor bradava, orgulhoso, "eu e minha família viemos em dois carros cheios". Já que a desgraça estava anunciada, o jeito era tentar para ver o que conseguiríamos.

Quando Buddy saiu pelo portão de desembarque, foi imediatamente cercado, exatamente como eu e Sheila temíamos. A maioria das pessoas não sabe ser organizada e civilizada nessa hora, tem que "voar" em cima do cara, na esperança de ser o próximo atendido, antes que todos os demais. Buddy estava na maior boa vontade, tentou falar e tirar fotos com todos, mas estava difícil. Conseguimos ainda assim foto e autógrafo, mas na muvuca, e desse jeito não gostamos. Queríamos encontra-lo em outra oportunidade para tentar novamente, mas tivemos que esperar que voltasse ao país, pois quando descobri o hotel, ele já havia saído para o aeroporto. Como Sheila não poderia me acompanhar, preferimos aguardar. Com aquele sucesso, certeza que voltaria em breve.


Quanto ao evento, sabíamos que não seria fácil, mas o que aconteceu superou em muito as nossas expectativas: cerca de 5.000 pessoas se acotovelaram para vê-lo de perto. A fila de veículos que aguardava para entrar no shopping foi tão imensa, que refletiu no trânsito de toda a cidade, causando lentidão nas marginais e em outras vias importantes, em pleno domingo. A molecada gritava histericamente, como se fosse a chegada de um grande rockstar.




O sucesso foi tão absurdo que tornou-se comum vê-lo em visita ao país, onde gravou variantes de seu programas em português, e negociou a abertura de filiais de sua confeitaria. A primeira inauguração foi anunciada no shopping Maia, em Guarulhos, mas nunca saiu do papel.

A primeira filial brasileira foi inaugurada em São Paulo, em 2016 - foi a primeira fora dos Estados Unidos. Localizada na rua Bella Cintra, causava filas imensas em seus primeiros dias de atividade, muitas vezes complicando o trânsito da região também. Logo vieram a segunda loja, também em São Paulo, e a terceira, em Barueri.

Bônus: no anúncio abaixo, você encontrará atividades que oferecem visitas guiadas para a Carlos Bakery original, onde é gravado o programa Cake Boss.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Manilla Road & Omen

Aí estão duas bandas que até esse dia eu nunca ouvi falar. Enquanto alguns comemoravam a vitória da seleção brasileira por 2x1 sobre a Colômbia, jogo válido pela Copa do Mundo 2014, tirei a camisa que usei para ver o jogo e 'bora pro corre, pois eram "figurinhas novas". O show aconteceu no Hangar 110, onde encontrei-me com a Ellen - outra xarope que também nunca tinha ouvido falar nessas bandas, mas estava firme e forte para o corre, pelos mesmos motivos que eu, embora não colecionasse autógrafos (apenas tirava fotos).

A primeira banda a se apresentar foi o Manilla Road, que já estava no palco quando chegamos. Quando terminou, os músicos começaram a sair da casa e os abordamos. Todos foram receptivos. O primeiro a sair foi o baterista Andreas Neuderth. A seguir o guitarrista Mark Shelton nos perguntou se fomos ao show, respondemos que sim, e que adoramos, mas que não somos tão fãs de Omen, então saímos para conhece-los (mentimos, nem chegamos a entrar). Por fim, saiu o vocalista Brian Patrick. O baixista Joshua Castillo provavelmente assistiu todo o show do Omen, pois só deu as caras quando o segundo show terminou.

Brian Patrick, vocalista do Manilla Road
O guitarrista do Manilla Road, Mark Shelton (falecido em 2018), perguntou se fomos ao show
O baixista Joshua Castillo saiu da casa somente após o fim do show do Omen
O baterista do Manilla Road, Andreas Neuderth, foi o primeiro a sair e falar conosco
Mais uma foto autografada inédita para a coleção

É claro que esperamos até o final do segundo show, seria a chance de conseguir conhecer os integrantes do Omen também. O primeiro a sair foi o baterista Steve Wittig, seguido pelo baixista do Manilla Road, Joshua Castillo. A seguir, todos os demais integrantes do Omen saíram juntos. Estavam todos de bom humor e esperaram numa boa para nos atender, enquanto éramos atendidos por outro integrante. Omen é a típica banda péssima para encontrar uma boa imagem no Google. Filtrando por tamanho grande, que é ideal para a revelação da imagem sem que fique muito distorcida, era impossível encontrar uma boa imagem, exceto a que utilizei, que fugiu completamente aos meus padrões de marge, logo e nome da banda e dos integrantes.

Kevin Goocher, vocalista do Omen
Kenny Powell, guitarrista do Omen
Andy Hass, baixista do Omen
Steve Wittig, baterista do Omen
Foi impossível encontrar uma boa imagem que atendesse aos meus padrões

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Larissa Riquelme

A Copa de 2014 no Brasil nos trouxe esperança de que haveriam bons corres, não apenas das seleções envolvidas, mas também de grandes nomes que viessem para cobrir ou acompanhar o evento. Isso foi uma realidade, mas não em São Paulo. Apenas para citar dois exemplos: os hunters de Manaus conseguiram nomes como Alexi Lalas, ex zagueiro da seleção americana, e Ruud Gullit, ex meia da seleção holandesa, entre outros. Os cariocas conseguiram Glenn Hughes, que ficou a Copa inteira no Rio de Janeiro, além de jogadores de grandes seleções, como Inglaterra e Holanda. Em São Paulo, apenas seleções secundárias, como da Suíça e dos Estados Unidos, passaram pela cidade. Portanto, o que era para ser uma época de fartura de corres, acabou sendo uma decepção: até onde sabemos, apenas o Príncipe Harry passou por São Paulo.

Quando não restavam mais esperanças de um bom nome na cidade, a paraguaia Larissa Riquelme, musa da Copa de 2010, que tornou-se mundialmente conhecida por, sempre decotada e com um celular entre os seios, torcer por sua seleção, anunciou que viria a São Paulo. Ela facilitou nossa vida ao postar uma foto com localizador no Instagram.


Na manhã do dia seguinte, eu e Leandro Caíque* fomos cedo para tentar encontra-la antes que ela saísse para alguma atividade. Mal entramos no hall e a porta do elevador se abriu: era ela, pronta para entrevistas com o Terra e com o ESPN. Que mulher linda, toda mignon, perfeita! Os profissionais da equipe de gravação pretendiam continuar em outro lugar, por isso resolvemos aborda-la antes que saíssem. Eles não gostaram muito, mas dane-se! Larissa foi simpática e, inclusive, postou uma foto dela nos atendendo em seu Instagram.


domingo, 1 de junho de 2014

Ratos de Porão

Apesar de ser do metal, sempre curti punk, especialmente as bandas nacionais dos anos 80, o que inclui Ratos de Porão. Depois o Ratos passou a fazer um som um pouco mais voltado pro metal, mas isso já é outra história. Até esse dia, eu nunca tinha encontrado nenhum integrante do Ratos por aí, nem mesmo ao acaso, já que moramos na mesma cidade, então essa seria a minha primeira vez. Sempre ouvi falar da fama de chato do vocalista João Gordo, pois ouvi vários relatos de amigos que o encontraram em outras ocasiões.

O show aconteceu no Sesc Pompéia, próximo de casa, mas apesar do ingresso estar em um valor muito atrativo, eu estava sem grana, portanto fiz apenas o corre mesmo. Fui ao local com o Givaldo e ficamos esperando terminar. Quando isso aconteceu, o primeiro a sair foi o baterista Boka. O abordamos, ele foi receptivo e conseguimos a primeira foto.

No meio da muvuca da saída de fãs, João Gordo passou muito apressado, de mãos dadas com a filha, uma menina de uns 6 anos. Fomos atrás, mas sabendo da má fama, já pensei "fodeu, se sozinho já é mala, com a filha não vai querer atender mesmo". Quando consegui alcança-lo, já na esquina da rua Clélia com a rua Barão do Bananal, dei uma chorada e menti um pouco, na tentativa de comove-lo, dizendo que era de outra cidade, que era minha única chance para conhece-lo e que só queria uma foto e um autógrafo. Para minha surpresa, ele parou.

Quando viu que eu tinha alguns álbuns do Ratos na mão, perguntou, um pouco incomodado, "tudo isso?!". Respondi que ele poderia assinar quantos quisesse. No final, autografou um só e tirou uma foto. Entretanto, a correria atrás do Gordo nos fez perder a chance de conhecer Jão e Juninho. Retornamos para a frente do Sesc e ficamos até a saída da última pessoa, mas eles não passaram por nós, provavelmente saíram enquanto o Gordo nos atendia na esquina. Até hoje, 2022, não consegui conhece-los.

João Gordo, vocalista do Ratos de Porão. Apesar da má fama, estava um pouco simpático neste dia
Boka, baterista do Ratos de Porão

Autogradado por João Gordo