sexta-feira, 17 de maio de 2013

Stratovarius

O corre do Stratovarius em 2013 provavelmente foi o mais simples de todos que já fiz com essa banda. Nem há muito o que dizer, todos os integrantes atenderam de boa os 2 fãs que apareceram para recepciona-los no aeroporto: eu e Juliana. Até mesmo Timo Kotipelto, que é "malinha" (atende mas, se puder, escapa) atendeu de boa. Adorei a camiseta dele, embora não seja novidade para ninguém que ele é fã de Iron Maiden.

Enfim consegui a foto com Timo Kotipelto, na terceira tentativa. A nhaca acabou!
Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius, sempre um cara bacana
Lauri Porra, baixista do Stratovarius, sempre um gente fina
O então novo baterista, Rolf Pilve, é mais na dele, mas atende de boa também
Jens Johansson, o tecladista, é um dos caras de banda mais legais para se conhecer, sempre bem-humorado

domingo, 12 de maio de 2013

Steve Grimmett & The Sanity Days

Eu, Sheila, Leo e Deise fomos ao Manifesto para o corre de Steve Grimmett & The Sanit Days. Mestre já estava por lá e contou que os músicos chegaram cedo para a passagem de som, mas Steve Grimmett viria somente mais tarde. Formada apenas por ex integrantes do Onslaught, esse seria um corre no mínimo interessante, com somente "figurinhas" inéditas para mim. Quase conheci Steve Grimmett em 2010 quando encontrei os caras do Raven, pois o ex vocalista do Grim Reaper era o responsável pelo show de abertura. Entretanto, quando cheguei ao hotel, já havia saído para o Carioca Club. Decidi esperar por uma próxima oportunidade, que felizmente chegou.

Um pouco mais tarde, a passagem de som foi finalizada e Alan e Jase saíram para fumar. Essa foi a oportunidade que tivemos para conhece-los. Quando Steve Grimmett, que nesta época ainda não tinha a perna amputada, chegou para o show, o abordamos. Após, decidimos finalizar, embora ainda não tivéssemos conhecido Steve Grice. Pareceu melhor do que esperar pelo término de um show que ainda nem tinha começado. Não havia indício de que conseguiríamos vê-lo antes.

Steve Grimmett, vocalista do The Sanity Days
Alan Jordan, guitarrista do The Sanity Days
Jase Stallard, baixista The Sanity Days

A curiosidade deste corre é que foi o último em que eu e o Mestre éramos amigos. Nos conhecemos em 2009 no corre do Motörhead, e desde então fizemos muitos corres juntos. No final de 2012, ele começou a namorar com a cuidadora de idosos que conheci no corre do Motley Crüe em 2011. Como eu e ela estávamos tretados desde 2012, ela o proibiu de falar comigo. Mestre também é conhecido como "O virgem de 50 anos". Carlos sempre comenta: "o conheço há 30 anos e nunca o vi com mulher nenhuma, nem antes nem depois da cuidadora de idosos". Mestre acatou o pedido, pois não falava comigo quando estava com ela, mas continuávamos fazendo corres e falando normalmente quando não estava. Entretanto, permanecíamos amigos no Facebook.

Na mesma semana, ele avisou que iria me excluir a pedido dela, que ficou puta da cara quando soube que eu estava no corre e falei com ele. Meu argumento foi: "vocês são muito diferentes e esse namoro não vai longe. Se me excluir e vocês terminarem, nem adianta vir falar comigo, pois não terá volta". Ele se desculpou mais uma vez e excluiu. Um ano se passou, e como previsto o namoro acabou. No corre do Uriah Heep, ele tentou me cumprimentar estendendo a mão com um sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido, mas foi ignorado. Muitos anos se passaram e continuamos sem trocar ideia. Ele se tornou mais um dos que fala mal de mim por aí desde então.

Se eu arrumar uma namorada, de corre ou não, que me proíba de falar com um amigo apenas porque não gosta dele, será solemente ignorada. Se já éramos amigos antes dela estar comigo, ela terá que aceitar esse fato. Tentar bater de frente será pior, pois vai me perder mais cedo ou mais tarde. Exceto, é claro, se o motivo justificar. Meu amigo a estuprou? A agrediu? Houve algo realmente grave? Se sim, é claro que ficarei do lado dela, inclusive se o relacionamento terminar. Se não, não perderei uma boa amizade por causa de buceta, não mesmo. Não sou escravoceta como o Mestre.

Mestre sempre foi conhecido por fazer montagens bem humoradas com fotos, mas depois deste dia passou a faze-las quase que somente com indiretas. Como eu utilizava o termo "picture hunter", criado por Jonas para indicar pessoas que fazem corres, ele passou a criar mais e mais montagens com mensagens raivosas aos picture hunters, como se ele mesmo não fosse um deles, além de postar frases e pensamentos, como "se um ex amigo precisar de uma bolsa de sangue não é para me procurar, pois não ajudarei" e "fotinho com banda vale mais do que a verdadeira amizade". Abaixo, pérolas tiradas de seus perfis em redes sociais.

Comovente, quase caiu uma lágrima

domingo, 5 de maio de 2013

Xandria

Foi a primeira banda que veio ao Brasil após o início de minha parceria com Milton. Como combinado, perguntei se gostaria que eu pegasse autógrafos extras para ele, mas sua resposta foi negativa, pois curtia apenas bandas mais clássicas, tal como Rainbow, Deep Purple, Black Sabbath, Iron Maiden etc. Bandas novas como Xandria não eram sua praia. Nem a minha: é uma banda que fui conhecer somente por ser "figurinha nova", mas mal conhecia o som.

Por isso, fiquei chocado quando fui ao aeroporto para esperar a chegada dos integrantes. Quando a vocalista Manuela Kraller passou pelo portão de desembarque, nem a reconheci, estava totalmente diferente da foto promocional que levei para a banda autografar. Photoshop foi usado com força ali. Quanto aos demais músicos, o baixista Steven Wussow é incrivelmente gente boa e ficou um tempo tentando se comunicar conosco. Por sua vez o guitarrista Marco Heubaum é meio esquisitão, fechado, daquele tipo que apenas balança levemente a cabeça quando alguém pergunta se pode tirar uma foto com ele, mas nem se dá ao trabalho de vocalizar a resposta. Esses foram os que me chamaram mais a atenção de alguma maneira mas, enfim, todos atenderam, foto e autógrafo.

"Cê ta louco", usaram 10 quilos de Photoshop aí. Daí para mais...
Manuela Kraller, vocalista do Xandria de 2010 a 2013
Philip Restemeier, guitarrista do Xandria
Marco Heubaum, guitarrista do Xandria
Steven Wussow, baixista do Xandria
Gerit Lamm, baterista do Xandria

terça-feira, 30 de abril de 2013

George Lynch

O EM&T anunciou que George Lynch, ex guitarrista do Dokken, que tocou na banda de 1980 a 1989 e de 1993 a 1997, faria um workshop no auditório Mix Music Hall, localizado na unidade principal, próximo à estação Conceição. Era uma boa oportunidade para conhece-lo, então por que não?! No dia do evento, fui acompanhado da Sheila e encontramos Kevin no local. Foi legal, mas mais voltado para guitarristas. O que realmente me interessava era a foto e o autógrafo que conseguiria após a apresentação.


A sessão de autógrafos aconteceria alguns minutos após o final do evento, então descemos para uma àrea de espera no térreo. Kevin reconheceu entre os presentes seu amigo Milton, que estava acompanhado pela filha adolescente, e foi falar com ele. Eu já tinha o tinha visto algumas vezes, mas nunca havíamos conversado. Sabia que ele era o produtor responsável pela AWO Concerts e que sempre trazia artistas e bandas de menor porte ao Brasil. Era um cara legal, amigável, que levou uma foto em preto e branco para George autografar.

Quando viu a foto que levei, em um padrão inventado por Kevin, que simplesmente copiei e adotei como meu, Milton disse algo como "que legal, deixa eu ver?!" e isso nos fez iniciar uma conversa. Disse também que era colecionador de autógrafos e que, sempre que podia, tentava conhecer artistas que vinham ao país através de outros produtores, mas que não tinha tempo livre o bastante para fazer isso tanto quanto gostaria. Respondi que poderia pegar alguns autógrafos extras para ele; afinal estava sempre fazendo isso.

Como produtor, Milton jamais encheu o saco quando me viu tentando conhecer as bandas que trazia, então simplesmente não tinha como não ser simpático com ele. Era alguém que eu veria sempre e é muito melhor tê-lo como aliado, jamais como inimigo. Ele aceitou minha proposta, dizendo que em troca eu teria acesso total a qualquer artista que ele trouxesse e também ingressos grátis para os shows.

Não eram todas as bandas que ele queria autógrafo, somente as que era fã. Todas as fotos tinham que seguir um padrão, que consistia em uma imagem preto e branco com o logo da banda ou do artista em questão. Toda vez que eu fosse tentar conhecer os integrantes de alguma banda, era para avisa-lo. Ele providenciaria as imagens que queria, eu montaria no padrão dele e coletaria as assinaturas, simples.  

Na ocasião, Milton e eu tiramos uma foto para celebrar o ínicio de nossa parceria

Após algum tempo, Monica Lima, proprietária da EM&T, desceu e pediu para organizarmos uma fila para que tudo acontecesse civilizadamente, como realmente aconteceu. George tem o autógrafo mais bosta da história: são quatro riscos que parecem "números um". Fiquei até com um certo desgosto por ter gastado meu tempo e dinheiro para montar e revelar uma imagem legal, para ele fazer um autógrafo assim meia boca.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Delain

Esse foi um corre onde minha vida foi muito facilitada, a começar porque não tive que descobrir o hotel. Eu estava em casa de boa, quando uma amiga, Renata, perguntou se eu queria o hotel do Delain. Respondi que sim, e ela, que provavelmente é amiga de algum dos integrantes no Facebook, me passou. Era um flat que eu nem sabia que existia, mas ao menos era próximo do Inferno Club, local do show. Tem coisas que só a Dark Dimensions faz por você! Quem faz corre entendeu a sacada.

O segundo golpe de sorte foi quando cheguei ao ponto de ônibus. Eu estava esperando, quando uma viatura da polícia civil encostou na esquina, há uns 15 metros. Não dei muita atenção, mas uma mulher passou por mim e disse "o policial está te chamando". Sem entender nada, olhei e reconheci Renato, amigo das antigas, que hoje trabalha no departamento de homicídios.

Há quase 30 anos tínhamos um projeto de banda chamada Parallels, nunca fizemos um show juntos, mas ensaiamos pra caramba. Ele disse que estava indo para o centro, então aproveitei a carona. Legalmente acho que nem é permitido, mas fomos. Foi engraçado ver a cara da Jess - com quem eu estava brigado - me ver chegando de viatura ao hotel. Enfim, a banda nem demorou para chegar. 

Charlotte lembrou-se de mim e disse algo como "que bom te ver de novo". Em seguida, mirei no novato, o guitarrista Timo Somers. Ainda consegui com o baixista Otto Schimmelpenninck, mas foi só. A banda atendeu muito rapidamente, eram muitos fãs - corre de bandas "góticas" sempre tem bastante - então fiquei sem fotos com Martijn Westerholt e Sander Zoer. Mas tudo bem, eu poderia esperar. Martijin disse que nos atenderia após a banda retornar da passagem de som, e realmente o fez, mas Sander ficou no Inferno até a hora do show, sabe-se Deus fazendo o que.

Um corre como tem que ser: a banda atendendo de boa, sem berros, sem ninguém tentando agarrar, sem palhaçada
Charlotte Wessels é uma querida
Timo Somers é mais quieto, mais na dele. O importante é que tira foto
Otto Schimmelpenninck, sempre gente boa
Martijn cumpriu a promessa de nos atender após retornar da passagem de som

Apesar de ser fã, principalmente do som que a banda fazia nessa época, a princípio eu não planejava ir ao show, pois estava sem dinheiro. No entanto, ganhei um ingresso em uma promoção, e outra promoção de ingressos em cima da hora - somente R$ 30,00 - me fez assistir meu segundo show do Delain junto com Sheila.

Foi um showzaço, mas Sheila, que trabalharia no dia seguinte, certamente não ficaria feliz se eu quisesse esperar Sander para completar a banda. Pareceu justo: ela me acompanhou no show, então não me importei de retornar para casa, até porque eu já tinha foto com ele, de 2010.


Karina me disse que após o show, a banda e alguns fãs, inclusive ela, foram para um boteco. Disse também que Otto estava a fim de ficar com ela, e ela não ficou. Ela adora pegar uns manés meia boca que moram na PQP, quando tem um famoso dando em cima, ainda que não tão famoso, fica de cu doce?! Me poupe! Ao menos ela pegou o autógrafo que faltou para mim.

domingo, 31 de março de 2013

Alestorm

Um tio-avô faleceu na madrugada do dia em que o Alestorm se apresentaria pela primeira vez no Brasil. Cancelei o corre e fui ao enterro? Errado! Fui ao corre e foda-se o enterro. Os músicos estavam hospedados no hotel Braston, na rua Augusta, distante poucos metros do local do show, o Inferno Club. Soubemos que alguns estavam no hotel e outros na casa de shows, então esperamos no meio do caminho, pois desta maneira conseguiríamos aborda-los independentemente de onde saíssem.

No corre, estava eu, Sara, Janice, Dandara, Karina II, Leo e sua namorada Deise. Sheila também, mas somente nos acompanhando, nem quis tirar fotos com ninguém. Para minha surpresa, Ellen também estava por lá. Justo ela, que sempre dizia que só iria em corres de bandas das quais é realmente é fã. Duvido muito que ela conhecia Alestorm, certeza que estava indo em qualquer coisa que viesse. O corre virou para ela o mesmo que é para mim, uma caça pela figurinha nova. Quando voltamos a nos falar e fazer corre juntos, em 2014, ela confirmou que foi exatamente isso. Eu mesmo nunca tinha ouvido falar nessa banda até o dia em que foi feito o anúncio do show, então pesquisei e gostei do som. O falecido Felipe Godoy sempre mexia conosco: "eu não sei como vocês podem ir ao corre de uma banda cujo nome significa Tempestade de Alexandres".

O primeiro que vimos foi Gareth Murdock, que saiu do Inferno e caminhava para o hotel. O segundo foi Dani Evans, que saiu do hotel carregando o case com a guitarra. Eu o abordei e ele aceitou tirar uma foto. Porém, quando o colocou no chão, o case tombou e fez um barulho enorme. Fiquei um pouco constrangido, esperando que tenha sido apenas barulho e que a guitarra estivesse inteira. Bandas pequenas sofrem, nem roadie tinha, era tudo no "faça você mesmo". A seguir, Christopher Bowes saiu do hotel. Por fim, abordamos Peter Alcorn, quando saiu da casa de shows. Menos de uma hora para conseguir todas as fotos a partir do momento em que abordamos o primeiro. Todos foram gente boa, é muito difícil encontrar um mala entre bandas das séries C e D.

Missão cumprida?! Esta sim, mas agora iríamos ao Manifesto abordar o Vision Divine, do vocalista Fabio Lione.

Christopher Bowes, vocalista do Alestorm
Dani Evans foi o baixista do Alestorm de 2006 a 2008 e guitarrista de 2008 a 2015, quando saiu da banda
Gareth Murdock, baixista do Alestorm
Peter Alcorn, baterista do Alestorm
Mais uma foto devidamente autografada para a coleção