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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Mr. Big + Arch Enemy

Dois shows diferentes, ocorrendo em lugares diferentes. Mr. Big se apresentaria, com abertura do Winger, no HSBC Brasil (hoje Tom Brasil). Arch Enemy se apresentaria no Carioca Club. Felizmente o aeroporto era um só neste caso, pois ambas as bandas vinham de destinos nacionais. Parecia que seria fácil, não havia tantos fãs esperando em Congonhas. O único problema a vista era Anebelle. Luciano, que tornou-se meu amigo desde o corre do Within Temptation em 2012, apareceu. Mais um bom sinal: ele faria a segurança do Mr. Big. Veio diretamente a mim e perguntou se havia algum fã problemático que ele não conhecia. É claro que apontei para Anebelle e contei algumas situações em que ela causou.

Quando a banda desembarcou, todos os músicos evitaram os fãs, correndo apressados para a van, incluindo os facílimos e gente finíssimas Eric Martin e Billy Sheehan. Inacreditavelmente, o único que parou para atender, já ao lado da van, foi Pat Torpey, o único do Mr. Big com quem eu ainda não tinha foto. Ellen conseguiu uma foto linda com ele, Sheila também.

Na minha vez, entreguei para Pat autografar o LP "Lean Into It", onde faltava apenas a assinatura dele. Ele assinou mas quando ia tirar foto comigo, Anebelle se intrometeu, tentou se enfiar no meu lugar e foi impedida por Luciano. Pat devolveu-me a caneta e entrou o mais rápido que conseguiu na van. Sheila tirou algumas fotos enquanto ele me atendia, mas fiquei sem uma foto decente. Alerta de spoiler: Felizmente consegui em 2017, na última vez que ele veio antes de falecer.

Aguardando minha vez para falar com Pat Torpey
Minha vez chegou, eu o cumprimentei e entreguei o LP para autografar
Achei que ia rolar a foto primeiro e já fiz a pose, mas ele preferiu assinar antes
Anebelle se intrometeu, ele me devolveu as coisas e correu para a van. Desta vez fiquei sem uma foto decente com ele

Não houve nem sinal da banda de abertura, Winger, e não lembro porquê. Talvez tenha vindo por Guarulhos, realmente não sei. Restava tentar o Arch Enemy. Daniel Erlandsson foi o primeiro a passar pelo portão de desembarque. Atendeu numa boa, foto e autógrafo. Michael Amott e Sharlee D'Angelo autografaram caminhando até a van, sem parar para fotos. O novato da banda, Jeff Loomis, nem ao menos isso, pois correu para a van sem ter contato com ninguém, assim como a mala Alissa White-Gluz, que só trata os fãs bem quando vem com o Kamelot.

Presença constante no Brasil, pois namora ou é casado com uma brasileira, Daniel Erlandsson foi o único que atendeu numa boa

Indignados, eu, Sheila, Karina e Ellen corremos para o carro do Leo e fomos ao hotel. Por mim, se eu conseguisse ver apenas Jeff Loomis já estaria bom. Bem ou mal, com os outros eu já tinha fotos e autógrafos. Todos os que estavam comigo concordaram com essa tese, pois todos já tinham fotos com os outros integrantes. Como Loomis foi o primeiro a aparecer e atendeu, nos contentamos e finalizamos o corre.

Jeff Loomis poderia ser legal e atender logo no aeroporto. Mas não, nos fez ir até o hotel também
A foto ficou sem a assinatura de Alissa White-Gluz. Se um dia voltar com o Kamelot, completarei as assinaturas

sábado, 24 de novembro de 2012

Arch Enemy

Parecia um corre simples, era só ir ao hotel, conseguir as fotos e fim, mas não foi o que aconteceu. Quando tivemos a confirmação de que a banda chegou no aeroporto, já que alguns amigos tentaram lá, Leo saiu da casa dele, em Guarulhos, passou em casa, e seguimos para o hotel, Meliá Jardim Europa. Embora tenhamos chegado cedo, naquela noite conseguimos encontrar somente Nick Cordle, Sharlee D'Angelo e Michael Amott, não houve sinal de Daniel Erlandsson ou Angela Gossow.

Nick Cordle, então guitarrista do Arch Enemy. Ele saiu da banda em 2014
Sharlee D'Angelo, baixista do Arch Enemy
Michael Amott, guitarrista do Arch Enemy

Eu, Leo, Sheila, Sara e Karina passamos algumas horas esperando no hall, sem conseguir ver os dois músicos faltantes. Como nada acontecia, comecei a mostrar para Karina fotos da época em que Leo passava chapinha no cabelo, ela rachou o bico. Isso rendeu ao Leo o apelido de "Chapinha", pelo qual é conhecido até hoje.

Estávamos sentados bem em frente aos três elevadores do hotel, quando um hóspede chegou, apertou o botão e esperou em frente ao terceiro, sem perceber que o primeiro chegou e abriu a porta. Como o elevador não chegava nunca - pois já estava lá, sem que ele se desse conta - ele, impaciente, apertou várias vezes o botão antes de perceber a porta aberta. Quando percebeu, tentou entrar, mas o elevador fechou a porta e ele tomou um tranco. Foi engraçado, mas a sempre escandalosa Karina explodiu de dar risada.

Percebendo que nada mais aconteceria naquele dia, decidimos ir embora, para retornar no dia seguinte cedo. No caminho, na rua de acesso entre a Marginal Pinheiros e a Avenida Eusébio Matoso, Leo estava parado, aguardando por uma oportunidade para entrar na via, quando sentimos o impacto. Um carro, conduzido por um moleque bem playboyzinho, bateu na traseira do carro de Leo. Nunca vou esquecer a cara de pânico dele e da namorada, quando viram que, do nosso carro, desceu um monte de cabeludo com cara de mau. 😆😆

Aquele não foi um bom dia para Leo. O pai dele enviava uma mensagem atrás da outra, desesperado porque o PCC fez ameaças de que fuzilaria qualquer um que estivesse na rua após o anoitecer. Leo não apenas estava, como ainda voltaria para casa com o carro batido.

Karina e Sara dormiram em casa, no quarto de hóspedes. Leo não poderia nos buscar na manhã seguinte, então nos viramos e fomos de táxi logo cedo, por volta de 07:30. A ideia era conseguir Daniel e Angela quando aparecessem para tomar café da manhã. Daniel deu as cara somente por volta das 10:30 hs, justamente no horário em que o café parava de ser servido. Será que veríamos Angela somente quando a banda saísse para almoçar?!

Daniel Erlandsson, baterista do Arch Enemy

Foi uma longa tarde, sem que absolutamente nada acontecesse. Angela só apareceu às 17:00 hs, quando a banda estava de saída para o show. A menos que tenha pedido comida no quarto, não jantou no dia anterior, não tomou café da manhã, não almoçou, não foi passar som, simplesmente ficou 24 horas trancada no quarto.

Já me hospedei em alguns hotéis por causa de bandas, hotéis bem melhores do que esse, e jamais o quarto foi tão bom para que eu decidisse permanecer recluso mais do que o tempo necessário para dormir. Fico pensando como pode existir artista tão apegado a ficar no quarto, sem sair para nada. A menos que tenha curtido a piscina ou a academia, foi o que ela fez.

Como iniciamos o corre por volta das 17 hs do dia anterior, quando Leo passou em casa, e como uma noite com Karina e Sara em casa não foi exatamente uma noite de sono bem dormida... eu estava no ar há bem mais que 24 horas. Acho que é possível notar isso em minha expressão quando tirei a foto com Angela.


Valeu a pena esperar? Sim, é claro! Angela nunca retornou ao Brasil pois, em 2014, anunciou o encerramento de sua participação como vocalista do Arch Enemy, dando lugar a Alissa White-Gluz. Ela continuaria trabalhando na banda, cuidando dos negócios exclusivamente como empresária. Se eu tivesse desistido, pensado "na próxima vez que a banda vier ao Brasil eu conseguirei", teria perdido para sempre essa oportunidade.

Essa estória é dedicada àqueles que acham que corre é fácil, que é chegar e conseguir as fotos sem dificuldade nenhuma. Corres são investimento de tempo e dinheiro. Perdi ao menos 24 horas da minha vida tentando conseguir fotos com o Arch Enemy nesta ocasião, e felizmente consegui. Também gastei uma grana que não deveria para comer alguma coisa e me manter de pé naquele dia. Como dizem por aí: que sorte!