sábado, 18 de julho de 2015

Silvio Santos

Sempre quis conhecer Silvio Santos e tirar uma foto com ele. Desde que me conheço por gente, assistia aos programas que ele comandava, desde Domingo no Parque, até Namoro na TV, Roletrando, Porta da Esperança, Show do Milhão, Qual é a Música?, Show de Calouros - com Aracy de Almeida, Pedro de Lara, Wagner Montes, Décio Piccinini, Mara Maravilha, Wilza Carla, Flor, Sonia Lima - e tantos outros... Embora não assistisse TV aberta há anos - o que inclui os programas Silvio Santos - eu queria conhece-lo em nome do saudosismo e de todos os bons momentos que os programas me proporcionaram, especialmente quando eu era criança ou adolescente.

Durante sete longos anos, tentei descobrir como seria possível encontra-lo. Um dia, um amigo descobriu o esquema: Silvio vai ao Jassa dar um trato no cabelo, sempre nos mesmos dias e nos mesmos horários. Na primeira vez que tentei, ele não apareceu. Na segunda, fui com um grupo formado por 4 pessoas: eu, Sheila, Marcelo Zava e Carlos, um vizinho que pediu para leva-lo caso um dia eu fosse conhecer o apresentador. Havia mais 3 pessoas esperando por ele, logo éramos 7. Era um número alto, já sabíamos que Silvio atende, mas não costuma faze-lo quando há bagunça ou muita gente. 

Quando Silvio saiu do salão e viu quantas pessoas o esperavam, ele pensou em não atender, disse que estava atrasado, que teria que se "encontrar com 200 pessoas no SBT" (ele sempre fala isso), e que nos atenderia em outra ocasião. Entrou no carro e abriu o vidro, Zava se aproximou e perguntou que dia poderíamos voltar para conseguir uma foto com ele. Me aproximei também, dizendo que seríamos muito rápidos, que tudo duraria menos de um minuto. Acho que ele percebeu que seria tranquilo e aceitou sair do carro e posar para fotos. Para agilizar, usamos apenas uma câmera para todas as fotos. Ele autografou os pouquíssimos itens que tínhamos, se despediu, retornou ao carro e foi embora. 

Silvio acredita que sua fama é capaz de protege-lo contra todo o mal. Esse pensamento, entretanto, lhe trouxe problemas em 2001, quando foi mantido refém dentro de sua própria casa por Fernando Dutra Pinto – que sequestrou a filha do apresentador, Patrícia Abravanel, dias antes. O episódio não abalou sua crença, pois até hoje chega e sai dirigindo, sem motorista, seguranças ou qualquer esquema especial. 

Infelizmente não gostei da foto que tirei com ele. As árvores do lugar projetaram uma sombra em meu rosto, minha expressão também não está boa. Talvez para você seja uma grande foto, eu simplesmente não gostei. Então, decidi retornar em outra ocasião para tentar novamente.

Não é minha foto predileta mas, após anos de espera, enfim conheci o Homem do Baú

Não é segredo para ninguém que Silvio Santos corta o cabelo há décadas com Jassa. Ele disse isso muitas vezes em seus programas. A amizade dos dois fez com o que o salão se tornasse um point, onde diversas celebridades, especialmente as ligadas ao SBT, passam para dar um trato na cabeleira, incluindo Celso Portiolli, Ratinho e Ronie Von. Até Gugu Liberato deixava seus cabelos aos cuidados do consagrado cabeleireiro. Eu provavelmente não faria o "corre do Jassa" mas, já que estava lá, fez sentido conseguir uma foto com ele também. Foi um bônus bacana.

Jassa, o cabeleireiro das celebridades

O grande problema é que a informação de como conhecer Silvio Santos se espalhou. Nessa época, muita gente passou a saber como conseguir encontra-lo. Praticamente todos que quiseram o encontraram ao menos uma vez. Pessoas normais se contentam com uma ou duas fotos, mas algumas exageraram e muito: há o caso de uma certa figura que o encontrou em diversas ocasiões - um amigo contou, no perfil dessa pessoa, pelo menos 32 fotos com ele.

Um outro, conhecido por ser congonheiro - ou seja, aqueles que passam o dia todo no desembarque do aeroporto de Congonhas, tirando foto com qualquer famoso que desembarcar - também foi diversas vezes. Não bastava ter uma foto, tinha que ter 6, 8, 10... quanto mais melhor. Não somente, esse cidadão pedia para que Silvio gravasse videos com mensagens para parentes. Por algum tempo até funcionou, Silvio era solícito e o atendia. Depois, quando percebia que algum desses que citei estavam à espera, preferia não atender ninguém. 

Foi exatamente o que aconteceu quando tentei pela segunda vez: quando cheguei, estava sozinho, o que me deixou confiante de que ele atenderia. O problema é que o último cidadão citado apareceu. Quando Silvio saiu e nos viu, disse "não é possível! não é possível", entrou no carro e partiu, mas parou poucos metros depois. O manobrista que atende os cliente do Jassa foi até ele, Silvio lhe disse alguma coisa que não entendi, então acelerou e se foi. O manobrista veio até nós e disse que ele pediu para nos avisar que ele não atenderia mais ninguém no Jassa. Demorou mais de um ano para que eu fizesse uma nova tentativa, mas isso é uma outra estória.


domingo, 12 de julho de 2015

Loucas por Eles

Ellen Rocche estrelava pela primeira vez uma peça de teatro, então seria uma ótima oportunidade para reve-la. Fui com Ricardo Ramalho ao teatro Augusta e aguardamos pelo final da peça. Quando o espetáculo terminou, Ricardo viu Mara Maravilha. Sinceramente não a reconheci. Não acompanho muito sua carreira e a imagem que tinha dela ainda era da jurada do Silvio Santos nos anos 80, mas trinta anos haviam se passado. Apesar do alerta de Ricardo que Mara é mala, nos atendeu numa boa.

Neste dia Mara Maravilha estava boazinha. Já a encontrei outras vezes e sei que este dia foi exceção

Eu estava com o único objetivo de rever Ellen Rocche, mas já que ali estava, aproveitei e tirei fotos com as demais atrizes do elenco: Vera Mancini, Cynthia Falabella e Suely Franco, todas muito simpáticas, especialmente Suely. Quando Ellen enfim surgiu no saguão, pude comprovar mais uma vez que ela e Ricardo são realmente amigos. Simpática, ela tirou uma foto comigo, mas tirou várias e várias e várias com ele. Deu uma invejinha... 😅

Vera Mancini
Cynthia Falabella é irmã da também atriz Débora Falabella
Suely Franco, que senhora simpática e agradável. A avó que todos deveriam ter
Ellen foi mais simpática do que na primeira vez que a vi. Mas eu estava acompanhando Ricardo
Ricardo ganhou até beijinho 😲
Ellen, Mara e Suely estavam muito de boa, até mesmo posaram juntas para foto, a pedido do Ricardo

quinta-feira, 18 de junho de 2015

George Benson

George Benson tocou no primeiro Rock in Rio, apenas isso era motivo suficiente para me fazer sair de casa para tentar conhece-lo. Eu e Sheila fomos ao hotel onde ele estava e ficamos à espera. O baixista que o acompanhava é muito, mas muito gente boa. Não lembro exatamente como ou porquê iniciamos uma conversa com ele, mas tivemos pelo menos 20 minutos de bom papo.

A grande vantagem desse corre é que apenas eu e Sheila aguardávamos por Benson, não havia outros fãs nem outros hunters. Por isso, quando o abordamos, foi tudo fácil e rápido. Duas fotos, um autógrafo e fim, missão cumprida.

Stanley Banks, baixista do George Benson
George Benson foi uma das atrações do primeiro Rock In Rio, em 1985

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Leave's Eyes

Fazia apenas três meses que Liv Kristine apresentou-se no Brasil com o projeto The Sirens. Agora ela retornou ao país com sua banda principal, Leave's Eyes. O show de abertura ficaria a cargo do Atrocity, que era praticamente o Leave's Eyes sem Liv Kristine, pois os músicos eram exatamente os mesmos. O tecladista do Leave's Eyes e do Atrocity, Alexander Krull, era o marido de Liv Kristine nesta época.

A banda ficou hospedada no EZ Aclimação. Fui até lá com Juliana e Ellen e aguardamos por algum tempo pela chegada da banda, que vinha do aeroporto. Quando chegou, Liv veio correndo falar conosco, toda feliz. Ela ainda lembrava-se de nós, nos abraçou com o maior sorriso no rosto e disse que gostaria de nos apresentar alguém.

Liv é um ser iluminado mesmo, europeus não gostam de muita intimidade fora do circulo familiar e de amigos mais próximos, mas ela trata seus fãs como se fossem da família, então abraços são totalmente permitidos. Ela afastou-se um pouco de nós, então aproveitamos para tirar fotos com Joris Nijenhuis e Thorsten Bauer. Liv retornou com seu então marido, que era quem queria apresentar para nós. Estava no maior orgulho, como se nos apresentasse a coisa mais importante de sua vida.

Liv não apenas nos reconheceu, como fez questão de nos abraçar e dizer que estava muito feliz em nos ver novamente
Joris Nijenhuis, baterista do Leave's Eyes e do Atrocity
Thorsten Bauer, guitarrista do Leave's Eyes e do Atrocity
Alexander Krull era o tesouro que Liv fez tanta questão em nos apresentar. Que pena! Que pena...

Dá uma dor no coração quando lembro desta cena, principalmente porque sei o que aconteceu depois. Alexander não apenas a traiu, o que a levou a deixar a banda que praticamente leva seu nome e da qual era a principal compositora, como - dizem as más línguas - colocou a mulher com quem traiu Liv como a nova vocalista da banda. Não sei o quanto de verdade tem aí, mas é o que dizem...

Como diabos um cara consegue trair uma mulher como ela?! Se ainda ficasse em casa enquanto Liv excurssionasse com a banda pelo mundo, até consigo entender. Mas eles viajavam juntos, dividiam o mesmo palco, dava para perceber bem o quanto era louca por ele. Enfim, nem sempre as estórias terminam com o final feliz...

Finalizamos o corre quando conhecemos o último músico, Pete Streit. Mais uma banda fechada com sucesso! Desta vez não levei uma foto para autografar, pois faltou dinheiro para fazê-la. Se eu não tinha grana para revelar uma foto, tinha menos ainda para ir ao show. Logo, não fui. Karina sim, e foi convidada para subir ao palco do Atrocity.

Pete Streit, baixista do Leave's Eyes

domingo, 24 de maio de 2015

Nile + Satan

Leo passou em casa para me buscar e seguirmos para o corre. Era um acordo nosso: eu lhe dava um dos LPs de minha coleção a cada vez que ganhasse carona, era só escolher qual. Eu não tinha mais toca discos mesmo... Ao chegarmos no hotel, EZ Aclimação, já vimos o guitarrista do Satan, Russ Tippins. Fomos falar com ele, que nos atendeu numa boa. Ellen e Carlos também já estavam lá.


Os músicos começavam a sair dos quartos para ir ao show, tanto os do Satan como os do Nile. Como o Nile faria a primeira apresentação internacional da noite, seus integrantes estavam um pouco mais apressados. Karl Sanders passou apressadamente pelo lobby, só conseguimos falar com ele fora do hotel. Enquanto nos atendia, Dallas Toler-Wade passou por nós e entrou na van, onde o abordamos. Na sequência, veio Brad Parris.

Quando George Kollias saiu do hotel, Carlos, portando um CD da banda, fez a abordagem. Ele atendeu numa boa. Ellen aproximou-se e pediu uma foto, mas ele a olhou de forma estranha e perguntou "what's my name?". Ela entendeu muito bem a pergunta, mas não sabia a resposta, então espertamente respondeu "sorry, I don't speak english". Ele a ignorou e passou por mim e por Leo, que fizemos uma nova abordagem. Provavelmente com receio de parar para nós e ter que atender Ellen também, respondeu que atenderia depois do show, pois estava atrasado. Ah, que se foda, não iríamos ficar até tarde ou retornar mais tarde, quando poderia ter nos atendido numa boa agora. Frescura da porra!

Pelo menos conseguimos ver Karl Sanders, o único integrante da formação original que ainda estava no Nile
Dallas Toler-Wade foi vocalista e guitarrista do Nile de 1997 a 2016
O baixista Brad Parris era o novato na banda, tinha acabado de entrar e não havia no Google nenhuma foto com ele na formação
Fiz o que deu pra fazer, sem Brad Parris. Mas ficou sem o rabisco de George Kollias

De volta ao lobby, e ainda meio atônitos com a reação de Kollias, Ellen explicou que chegou bem mais cedo que nós e viu quando ele passou pelo lobby diversas vezes. Chegaram a trocar alguns olhares, mas não o abordou pois não sabia quem era. Ela estava no corre para conhecer o Satan, não o Nile. Quando viu Carlos fazendo a abordagem, pensou "ah, ele é do Nile?! Legal! Está dando sopa, vou aproveitar também". Por isso a reação esquisita do baterista, eles já tinham se visto diversas vezes e ela nem "tchum" pra ele.

Sean Taylor foi o próximo a descer. Nos atendeu dentro do hotel e saiu para embarcar na van. Leo decidiu falar com ele novamente para pedir para gravar uma mensagem para a rádio Exmera. Após gravar, retornamos para dentro, onde encontramos Graeme English.

Sean Taylor, baterista do Satan
Graeme English, baixista do Satan

Ainda não sabíamos, mas estávamos prestes a vivenciar uma das cenas mais épicas de todos os corres. Os integrantes que ainda não tínhamos visto, Brian Ross e Steve Ramsey desceram juntos. Como todos os outros músicos do Satan, nos atenderam numa boa, todos são extremamente amigáveis. Leo aproveitou para pedir a Brian Ross também gravar uma mensagem para a rádio Exmera. Brian, assim como Sean Taylor, aceitou prontamente.

Durante a gravação, ele esqueceu o nome da rádio que deveria dizer - Exmera - o que foi engraçado e causou risadas gerais, especialmente em Eric de Haas, o holandês/brasileiro que acompanhava a banda como responsável da Dynamo Records, que lançou os ábuns do Satan no Brasil. A cada nova tentativa, Ross se enrolava ainda mais e Eric rachava o bico. Só a risada de Eric já faz valer a pena ver o vídeo: "Esta foi a melhor, vai ficar assim". Foram quase dois minutos de ataque de riso até que Ross conseguisse, enfim, gravar a mensagem e seguir com o resto da banda para o show.

O gente finíssima Brian Ross, vocalista do Satan e do Blitzkrieg teve uma crise de riso incontrolável ao gravar o vídeo
Steve Ramsey, guitarrista do Satan
Mais uma completa para a coleção

sábado, 16 de maio de 2015

Antonio Celso Barbieri

Apesar de residir desde 1987 no Reino Unido, Antonio Celso Barbieri é um dos nomes mais relevantes da imprensa roqueira do Brasil, com diversos textos publicados na revista Dynamite como correspondente do UK. Em 2015, ele fez uma convocação para o lançamento de "O Livro Negro do Rock", de sua autoria, acompanhado por uma sessão de autógrafos. Fiquei pensando quais nomes do metal nacional poderiam comparecer ao evento, pareceu interessante prestigiar. E lá fui eu, acompanhado de Sheila.


Após comprar um exemplar do livro, que foi devidamente autografado, fiquei monitorando a fila, à espera de alguém potencialmente interessante. Infelizmente eu não estava acompanhado por algum amigo como Raphael, grande especialista em bandas nacionais. Eu até sabia como alguns músicos se pareciam, mas 30 anos antes, visual dos anos 80 ainda. Portanto, estava desatualizado e não consegui reconhecer muita gente, apenas dois músicos do Vulcano e o ex Made in Brazil Tony Babalu. No entanto, enquanto era atendido por Zhema Rodero e Arthur Von Barbarian, Babalu sumiu de vista e não consegui mais encontra-lo. Alerta de spoiler: consegui uma foto com Babalu em 2017.

Arthur Von Barbarian, guitarrista do Vulcano de 1987 a 1990 e 2004 aos dias de hoje. Tambem foi baixista do Vulcano de 1981 a 1986
Zhema Rodero, guitarrista do Vulcano

Para finalizar, pedi para tirar uma foto com Ricardo Batalha, que trabalha na Roadie Crew desde 1996 e é um dos diretores da ASE Press. Além do trabalho de consultoria e assessoria, vem colaborando para diversos veículos de mídia ligados ao heavy/rock desde os anos 1980. Também é um dos editores do Rockarama, que estreou em março de 2017.

Ricardo Batalha é um nome importante na cena heavy metal do Brasil

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Joss Stone + Steve Hackett

O primo de Sheila, Marcos, nunca me pediu nada, mas entrou em contato para perguntar se eu poderia ajuda-lo a conhecer Joss Stone. Sem problemas, seria um prazer ajudar. Eu já tinha uma foto com Joss, não estava muito preocupado em tirar outra, mas havia alguém no mesmo hotel e no mesmo dia que me interessava bem mais: Steve Hackett.

Marcos passou em casa e seguimos para o hotel. Quando chegamos, encontramos Kevin e Marcelo Zava. Logo percebemos que muitos fãs da Joss estavam espalhados pelo saguão. Felizmente Joss chegou disposta a atender a todos, bem diferente de quando a encontrei no ano anterior.

Joss Stone

Enquanto esperávamos pela chegada de Hackett, encontramos, ou melhor, fomos encontrados por um bônus inesperado: Bell Marques, do Chiclete com Banana. Normalmente eu não tiraria uma foto com ele, pois não consigo ver valor artístico na música dele, mas como chegou interagindo conosco, brincando, foi gente boa, então valeu.

Bell Marques, do Chiclete com Banana, é gente finíssima

Eu não cometeria o mesmo erro de três anos antes com o cantor sertanejo Daniel. Eu estava em Congonhas com Jonas, o voo de Daniel adiantou 20 minutos, e quem viria busca-lo atrasou 10 minutos, então ele ficou ao menos meia hora conversando conosco, foi gente finíssima, mas na ocasião não pedi para tirar uma foto com ele, apenas tirei a de Jonas. Depois me arrependi, continuo não sendo fã da música dele, mas me tornei fã da pessoa que ele é. Felizmente consegui corrigir esse equívoco, pois tirei uma foto com ele em 2019.

Quando Steve Hackett chegou, o saguão estava vazio, somente pessoal de corre mesmo, já que os fãs de Joss foram embora. O segurança de Hackett nos conhecia, sabia que nosso esquema é jogo rápido, somente foto, autógrafo e tchau mas, ainda assim, pediu para agilizarmos, pois "ele estava cansado". Sempre a mesma estorinha...

Steve Hackett