sábado, 10 de setembro de 2011

Blind Guardian

O corre do Blind Guardian interrompeu temporariamente o corre do Judas Priest e Whitesnake. Eu estava com amigos de Manaus hospedados em casa, que vieram para São Paulo apenas para esse show. A ideia, portanto, era fazer o corre e assistir ao show. O problema é que a banda não ficou no hotel que eu esperava que ficasse, o Radisson São Paulo Vila Olimpia, eu e meus amigos passamos parte da tarde e começo da noite lá, mas não houveram sinais que indicassem que a banda poderia estar hospedada lá.

Não havia muito o que fazer, então fomos ao show. No meio do espetáculo, recebi um SMS (na época não havia whatsapp) de uma amiga, comunicando o hotel correto, o Estanplaza Funchal-Faria Lima. Mas havia um problema: se fosse mesmo esse hotel, fudeu, mas fudeu grande. O motivo será visto a seguir:

As setas indicam o fluxo da maior parte dos fãs após o show. Observe que ele passa em frente ao hotel

Tão logo o show terminou, me encontrei com os amigos (ficamos em setores diferentes) e seguimos para o hotel, que ficava a menos de 100 metros do local. Estávamos só nós 4, quietinhos, em frente ao hotel, nos passando apenas por fãs que saíram do show, quando aconteceu a desgraça que previ: a van passou nos fundos do Via Funchal para embarcar os músicos, deu a volta, e entrou no hotel, enquanto dezenas de fãs ainda passavam em frente. Os fãs perceberam, é claro, e invadiram a área de manobras de veículos.


Hansi e Andre, os mais acessíveis, aceitaram atender a galera. Marcus e Frederik entraram direto, sem atender aos apelos de ninguém. Ao mesmo tempo, Lia fotografava tudo. Ainda bem, senão não haveriam essas imagens para ilustrar o relato.

Marcus foi abordado mas disse não, Frederik entrou direto
Marcus seguiu Frederik e entrou também, sem atender ninguém

Fazer o que, o jeito foi me enfiar no meio dos fãs para tentar ao menos Hansi e Andre. Quando consegui me aproximar de Hansi, pedi uma foto. Ele já posava comigo, quando uma fã veio à direita e pediu uma foto. Confuso, ele tirou com ela, mesmo já estando abraçado comigo

FOTASSA
Ok, vamos tentar de novo: tinha tudo para ser uma foto boa, mas ficou fora de foco
Com Andre a foto ficou perfeita, nem parece que estávamos no meio de uma muvuca infernal

Quando Hansi e Andre atenderam a todos, a multidão se dispersou e eles entraram no hotel. Andre subiu logo, mas Hansi foi direto ao bar. Eu, Lia, Fabiana e Marcelo poderíamos voltar para casa, mas decidimos passar a noite em frente ao hotel. Seria uma perda de dinheiro ir àquela hora para retornar de manhã cedo para tentar as fotos que não conseguimos, sem contar a chance de retornar depois que a banda tivesse saído para o aeroporto.

Um dos roadies da banda chegou da rua, nos viu e veio falar conosco, numa boa: "ninguém vai mais sair, os músicos já foram dormir, por que vocês não vão embora?". Explicamos que teríamos que retornar em poucas horas, e mostramos que Hansi ainda estava no bar, dava para ver pelos vidros do hotel. Ele entrou e foi falar com ele, foi então que o impensável aconteceu.

Hansi saiu e veio conversar conosco. O papo se iniciou com ele perguntando o nome de cada um de nós. Foi algo de no mínimo 20 minutos, meia hora. Minha foto com ele não ficou boa, mas ali tornou-se uma reunião de amigos, não era hora de pedir foto. Ele disse que a banda sairia às 06:30 do hotel para ir ao aeroporto, que era para irmos para casa descansar um pouco. Aceitamos. Tomamos um táxi, fomos, e retornamos 3 horas depois.

Fabiana e Marcelo, que voariam cedo para Curitiba, próxima cidade onde o Blind Guardian se apresentaria, preferiram seguir ao aeroporto, no mesmo táxi que me deixou com Lia no hotel. O primeiro a sair foi Frederik, que nos atendeu numa boa, era somente nós 2 no hotel. Enquanto ele nos atendia, Andre e Marcus saíram juntos e já entraram na van. Fui até lá e falei com Marcus, explicando que éramos apenas 2 fãs, e queríamos tirar uma foto com ele. Na maior má vontade do mundo, ele saiu para nos atender. Observe: não abordei Andre novamente, não era necessário, minha foto com ele estava boa.

Mas a maior surpresa foi quando Hansi desceu. Ele olhou para mim, sorriu, e disse: "good morning, Adriano". Como assim, ele lembrava do meu nome?! Eu já era fã de Blind Guardian, fiquei muito mais a partir desse dia. Pedi outra foto, para corrigir a da noite anterior, e fui atendido imediatamente. Não vimos nenhum dos músicos de apoio, é provável que tenham saído antes de chegarmos ao hotel.

Frederik foi bacana, pena que a foto não ficou boa
Marcus foi o único mala da banda, mas mesmo de má vontade, saiu da van para atender
O Hansi sabe meu nome! Por essa eu não esperava!


sábado, 9 de julho de 2011

Mr. Big

Esse corre começou com um ponto negativo: foi a primeira vez que vi Anebelle. Não nos falamos, mas houve um momento onde ela estava sentada em torno da mesma mesa que eu e os outros hunters, dentro do Hilton, onde estava o Mr. Big. A culpa dela começar a fazer corres é totalmente do Marcio, que fica passando os hotéis para todas as mulheres, achando que vai pegar alguma. Não pega ninguém e também não aprende.

Kevin trouxe uma amiga para o corre, um pouco cheinha, mas nada muito catastrófico. Sabendo como Marcio é, ele perguntou:

- E aí, Marcio?! O que achou da minha amiga??

Marcio olhou, olhou, pediu para ela dar uma voltinha, e disparou:

- Está gorda, pesada! Mas ainda não está como eu gosto, com mais 15 pizzas ela fica no ponto!

Para quem não conhece: ele é assim mesmo. Aliás, certa vez Marcio disparou que mulher, para ele, tem que ser gorda, bunduda e com a cara do Bon Jovi. Wtf?!

Enfim, nesse eu também estava descobri que 2 dos músicos mais legais são do Mr. Big. Para ser sincero, não vi Paul Gilbert ou Pat Torpey, não sei se usaram outra entrada ou se entraram direto, sem atender ninguém. Mas encontrei com Eric Martin e Billy Sheehan em várias ocasiões e eles sempre foram legais. Com certeza estão na lista dos músicos mais legais, principalmente se considerarmos que o Mr. Big é uma banda série B.

Billy Sheehan, um dos maiores baixistas de todos os tempos, se não o maior, é um cara legal
Em muitas bandas maiores, o vocalista costuma ser mala. Não no Mr. Big, Eric Martin vai pra galera, sempre!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Virgil Donati

Dia comum de trabalho, nenhum corre a vista, será?! Eu estava no escritório, trabalhando, quando recebi uma mensagem da Deca, perguntando se eu gostaria de acompanha-la no corre do Virgil Donati, um dos bateristas que fez o teste para entrar no Dream Theater. Em minha opinião, aliás, ele foi o melhor de todos, mas a banda optou por Mangini. Eu nem sabia que ele estava em São Paulo, mas aceitei imediatamente. Foi um workshop no bar "A Lanterna", na Vila Madalena, e começava às 19:30 hs. Eu sairia do trabalho às 20:00 hs, perderia a apresentação mas não perderia a foto, ao menos era isso que eu esperava.

Quando saí do trabalho, encontrei-me com Deca e fomos para a frente do bar. Mesmo ali fora, o som estava animal. Que velocidade, precisão, força e muita, mas muita técnica. Era de se lamentar estar do lado de fora em uma oportunidade como essa. Quando acabou, ele saiu sozinho, sem segurança, sem o acompanhamento de alguém da produção. O abordamos e a foto rolou, fácil. Valeu a pena fazer esse corre inesperado.

Foto de celular mesmo, eu não estava preparado para fazer um corre nesse dia

sábado, 18 de junho de 2011

The Iron Maidens

Quando foi anunciado o show do "The Iron Maidens" em São Paulo, corri para comprar meu ingresso no primeiro dia, por medo de esgotar e não conseguir assisti-lo. O problema é que me baseei por um show delas ocorrido poucos meses antes na Venezuela, que ainda não passava por uma situação tão catastrófica como hoje em dia, então elas foram responsáveis pela venda de 40.000 ingressos. Mesmo quando vivia dias melhores, o país recebia pouquíssimos shows internacionais.

O próprio Iron Maiden chegou a se apresentar por lá, mas somente em 1992 e 2009. Geralmente as bandas concentram-se mais no eixo Brasil-Argentina-Chile. Deste modo, é possível imaginar que a Venezuela vivia uma situação parecida com a de São Paulo nos anos 80, com raríssimos shows, então qualquer banda que aparecesse seria uma grande festa. Eu mesmo, se fosse um fã venezuelano de Iron Maiden, com certeza prestigiaria, é o que tem pra hoje, já que a banda original não visita muito o país.

Também contou o fato de o Brasil ser um país reconhecidamente apaixonado por Iron Maiden. Lógico que eu não esperava um estádio lotado, nem era possível, pois o Estúdio Emme, onde elas tocaram, tinha capacidade para apenas 1.300 pessoas. Justamente por essa baixa capacidade, temi pela lotação esgotada. Se pessoas pagam para ver shows de bandas covers como Children of the Beast, por que não pagariam para ver The Iron Maidens? Era um show internacional, as meninas são competentes, e a banda, aliás, era o único tributo reconhecido pelo Iron Maiden em todo o mundo.

Sobre o corre, elas estavam hospedadas no Hotel Apolo, na rua dos Timbiras. Um lugar horrível para uma banda ficar, só imagina se elas acham que é seguro e saem para dar uma volta de noite... No dia do show, eu, Léo, Kevin, Larissa e Maria Claudia fomos ao hotel. Logo que chegamos, encontramos a guitarrista Courtney Cox utilizando um computador disponibilizado aos hóspedes que precisavam acessar a internet.

Quando ela realizou o log-off no sistema, nos aproximamos e pedimos para tirar fotos com ela. Ela se levantou e simplesmente tirou a calça. Depois, contou que estava no quarto, quando decidiu usar a internet. Como o que tinha que fazer online era rápido, nem se preocupou em tirar o pijama que usava. Isso só não explica a outra calça que estava por baixo. “Mais bonitinha para tirar fotos”. Courtney é conhecida por suas performances sensuais, onde aos poucos se livra de algumas peças de roupa no palco. “Despir-se” sem aviso foi algo totalmente inusitado, mas adoramos! Curiosamente, em nenhuma das fotos, nem na minha, nem dos outros hunters, é possível ver se ela está ou não de calça, então usar uma ou outra não fez diferença alguma.

Em sua melhor forma, a sensual Courtney Cox encantou a todos com um show impecável

Em seguida, desceu a guitarrista de turnê, Satoru Suzuki. A guitarrista Heather Baker saiu em 2010 e a banda ainda não havia recrutado uma substituta, então Satoru foi chamada para tocar nesse turnê. Quando foi anunciada, meses após esse show, a substituta era Nita Strauss, que tornou-se mais conhecida ao integrar a banda de Alice Cooper. 

Satoru Suzuki, guitarrista de turnê do The Iron Maidens

Léo levou um vinil da Phantom Blue, banda feminina ativa entre 1987 e 2001, cuja única baterista foi Linda McDonald, agora no comando das baquetas das The Iron Maidens. Kevin ficou curioso e perguntou o porquê dele ter levado o álbum. Quando Léo explicou, Kevin correu até a Galeria do Rock, próxima ao hotel, apenas para comprar um também.

Léo ficou revoltado. "Nem conhece a banda, por que tem que ir correndo comprar um álbum? Quer aparecer, agora?". Eu não vi nada de mal nisso. O dinheiro era de Kevin, ele fazia o que bem entendesse. Se é fã, se não é, problema dele, desde que não atrapalhasse o corre com suas chatices. Quando Linda, a mais comunicativa, apareceu, ambos entregaram o álbum para ela autografar, para mais resmungos do Léo. Curioso como ele ficou bravo com isso 😂

A ex baterista do Phantom Blue, Linda McDonald

Wanda e Kirsten demoraram muito para descer. Quando apareceram, já de noite, Léo as abordou e pediu para tirar uma foto com elas, que aceitaram. Porém, ao perceber que havia mais fãs, se desculparam, dizendo que não atenderiam, pois estavam atrasadas para ir ao show. Quando a van partiu, partimos também. Na casa de shows, havia no máximo 300 pessoas, mas adorei, pois isso me deu a oportunidade de colar no palco e, por sorte, fiquei exatamente em frente onde Courtney Cox passou a maior parte do tempo.


Quando terminou, toda a banda foi para um canto da casa, onde era comercializado o merchan, composto por CDs, camisetas, adesivos, fotos autografadas e palhetas. Elas não se incomodaram em tirar fotos com os fãs que quisessem. Era uma boa chance, mas estava numa desorganização total, a galera se acotovelava para se aproximar delas, então preferi sair com Kevin e Arthur e tomar um táxi, foto no hotel é sempre melhor que foto na muvuca. Mas foi uma longa espera, a banda demorou algumas horas para retornar.

Nesse intervalo, um táxi parou em frente ao hotel, e uma mulher, muito puta da vida, berrava ao celular, totalmente descontrolada. Não vou mencionar exatamente o que aconteceu, nem citar o nome do produtor, pois é uma história que envolve terceiros e não me compete, mas o fato é que ela veio em nossa direção, sentou-se ao nosso lado e pediu dinheiro para pagar o táxi.

Acabei falando com o produtor - que eu não conhecia, assim como não conhecia a mulher - ao celular, que garantiu que devolveria o dinheiro assim que chegasse ao hotel com a banda. Com o cu na mão, confiei e acertei com o taxista. Ele foi um homem de palavra: quando chegou, não apenas me pagou, como ainda perguntou quem faltava para completar as fotos. Eu respondi e ele pediu para que  Wanda e Kirsten me atendessem.

Wanda Ortiz é a baixista do The Iron Maidens
Kirsten Rosenberg, que adotou o nome Bruce Chickinson, é a vocalista do The Iron Maidens

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Slayer

Meu primeiro corre do Slayer foi também a primeira vez que a banda veio ao Brasil sem Jeff Hanneman, mas ninguém estava muito preocupado, pois todos achavam que ele seria capaz de se recuperar e voltar a tocar e excursionar com a banda.

Consegui a foto com Tom Araya graças a um golpe de sorte. Eu e Léo estávamos dando um enquadro em Breno, que há tempos demonstrava atitudes inadequadas nos corres. Estávamos afastados uns 30 metros da porta do Hilton, onde estavam os demais fãs. Uma van chegou trazendo apenas Tom Araya. Entretidos na discussão, não percebemos, então Deca nos chamou.

Sem saber que ele é mala, já colei do lado dele e posei para a foto - e apenas graças a isso tenho uma com ele. Quando Araya entrou no hotel, Deca disse que quando nos chamou, ele quase implorou "não chama! não chama! não chama!". Como cheguei posando, não teve muito o que fazer. Erro meu, é claro, mas eu não sabia que ele é mala.

Minha única foto com o mala do Tom Araya

Quando o resto da banda chegou, a foto com o sempre gente boa Dave Lombardo rolou sem problemas, e com Kerry King também. Como ninguém abordou Gary Holt, provavelmente achou que ninguém queria fotos com ele, então entrou sem ser incomodado.

Dave Lombardo é sempre um dos mais legais
Kerry King sempre atendeu a todos. Não é muito de conversar, mas faz caras e bocas na hora da foto
É sempre odioso quando alguém usa caneta preta para assinar uma foto escura. Infelizmente, essa foto ficará incompleta

domingo, 15 de maio de 2011

Accept

Uma semana antes do primeiro show do Accept em terras brasileiras, o guitarrista Herman Frank sofreu um acidente: caiu no palco, fraturou algumas costelas e teve perfuração pulmonar. Desta forma, a banda veio desfalcada ao país. Isso foi uma notícia chata, principalmente quando se leva em consideração de que era a primeira vez que a banda se apresentava no Brasil, e que Herman era um integrante importante, pois gravou alguns dos principais álbuns.

Desta vezes decidimos fazer o corre no aeroporto, e a banda não decepcionou: quando percebeu que havia fãs à espera, os integrantes já vieram falar conosco. 

Curioso como as bandas alemãs são sempre legais. Exceto o Rammstein, que geralmente atrai mais público, todas as outras são legais, incluindo nomes como Sodom, Tankard, Destruction, U.D.O., Edguy, Masterplan, Grave Digger, Lacrimosa, Gamma Ray, Doro, Kreator, Blind Guardian, Helloween e Scorpions. Pelo visto malas estão em falta na Alemanha.

Wolf Hoffmann sempre foi um dos músicos mais amigáveis. Com ele não é só foto, sempre rola conversa
Mark Tornillo nunca se nega a atender seus fãs
Peter Baltes, que saiu da banda em 2019, era mais quietão, mas sempre atendia todo mundo
Stefan Schwarzmann também era mais quieto mas, como todos na banda, atendeu de boa

Durante o corre, Kevin recebeu uma ligação e ficou sabendo do falecimento de um amigo de Taubaté, vítima de acidente automobilístico. Chorando, foi ao banheiro para se lavar e recompor. Quando retornou, disse que havia encontrado com os integrantes do The Platters, que estava em turnê pelo Brasil. Desta forma, aproveitou para conseguir algumas fotos de bônus.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Stratovarius + Helloween

Após trabalhar o dia inteiro, saí do escritório diretamente para o hotel Transamérica, onde estavam as bandas Stratovarius e Helloween. Era um show que eu queria muito assistir, mas ainda estava pagando pela turnê que fiz poucos meses antes com o Iron Maiden, então realmente não deu. Assim que cheguei ao hotel, encontrei Kevin.

Um pouco mais tarde, quando o show do Stratovarius já estava rolando, os músicos do Helloween começaram a descer para ir ao Credicard Hall, que fica literalmente do lado do hotel. O primeiro a descer foi Markus Grosskopf, muito simpático. A seguir veio Dani Löble, que também nos atendeu numa boa, mas fechou a cara quando Kevin lhe pediu uma palheta: "eu sou o baterista!". Kevin tentou justificar dizendo que Eric Singer, do Kiss, tem uma palheta para presentear os fãs. Realmente tem, mas isso é único, exceção total. Kevin, como é chato por natureza, pensa que porque um tem, todos terão. Era só o que faltava começar a pedir palheta para todos os bateristas.

Markus Grosskopf, baixista do Helloween
Dani Löble, baterista do Helloween

Sascha Gerstner foi o terceiro a aparecer. Gigantesco e caladão, também atendeu numa boa. A seguir, veio o sempre animado Andi Deris. Para dizer a verdade, não curti quando ele entrou no Helloween. É um grande vocalista, mas sempre esteve aquém do poder vocal de Michael Kiske. Felizmente, compensa sendo gente boa demais.

Sascha Gerstner, guitarrista do Helloween
Andi Deris, vocalista do Helloween

Ricardo e Fátima Pacheco sempre pestigiavam os shows
Quando o show terminou, alguns rostos bem conhecidos nos corres apareceram, incluindo Alvaro e Deca. As groupies Yolanda e Fani também chegaram. Para dizer a verdade, nunca vi Yolanda tão pelada, a saia estava curtíssima, mostrava tudo, ainda mais do jeito que ela sentava nas poltronas do hotel. Se no começo ela prezava pela discrição, muitas vezes negando o que fazia, agora escancarou de vez.

Ricardo Pacheco também veio do Rio de Janeiro com a esposa Fátima para prestigiar o show. Por coincidência, ele estava hospedado no mesmo hotel que a banda, e ficou surpreso ao nos ver quando chegou. "Não me diga que as bandas estão aqui (gargalhadas!)".

De repente, o impensável aconteceu: Sascha e Dani entraram no hall, escoltados por um segurança e... cerca 80 fãs! Eu sabia que essa história de hospedar as bandas em um hotel tão próximo ao local ia dar merda. Nessa época não havia ônibus noturno, então, quando trens e ônibus deixaram de circular, muitos fãs não tinham opções para sair da região. Quando a iluminação do Credicard Hall se apagou, muitos acharam que seria mais seguro caminhar até o hotel, que é iluminado.

Nesse processo, viram quando a van trazendo os músicos chegou e "invadiram" o hall. Felizmente quase todos os integrantes das duas bandas são sempre legais, então o segurança conseguiu organizar, formando uma fila para que todos fossem atendidos.

Entre os fãs, essa foi a primeira vez que vi Ellen. Nos anos seguintes ela e Leo foram meus principais parceiros de corre

Assim que Sasha atendeu todos os fãs, e tentou sair em direção aos elevadores, foi abordado pelas groupies Fani e Yolanda. Mais tarde, acreditando que já estariam no quarto com ele, fui surpreendido ao ve-las sentadas no chão em um canto, ainda conversando com o guitarrista. A ideia, claro, era subir com o músico, mas ele não se mostrou muito interessado. O poder de sedução definitivamente não funcionou bem desta vez.

Eu, Kevin e Deca passamos um tempo sentados nos sofás próximos aos elevadores. Já era madrugada quando uma mulher com vestido muito curto e bunda muito chamativa aproximou-se e apertou o botão para subir. Tão logo ela subiu, o Stratovarius chegou. Timo Kotipelto estava escoltado pelo segurança, não atendeu ninguém e subiu rapidamente para seu quarto. Os outros integrantes ficaram confraternizando com os fãs, exceto Andi Deris e Jens Johansson, que preferiram passar algum tempo no bar do hotel. Antes que o gente finíssima e extremamente engraçado Jens escapasse, começamos a tirar as fotos, primeiramente com ele.

Eu não brinquei quando disse que o hotel foi tomado pelos fãs. O curioso é que os funcionários simplesmente ignoraram
Lauri Porra parecia ser apenas um fã no meio da galera
Jens Johansson, tecladista do Stratovarius. Gente finíssima!

Neste momento, o único músico do Helloween que faltava chegou: Michael Weikath, então fomos para fora do hotel para falar com ele. Foi o mais estranho de todos, mais quietão. A principio até achei que era mala, mas o encontrei algumas vezes em outras ocasiões e é sempre assim, é o jeito dele.

Helloween completo, mas faltava completar o Stratovarius

Retornamos ao hall para completar nossas fotos com o Stratovarius. Primeiro, os gente finíssima Lauri Porra e Matias Kupiainen. Depois Jörg Michael, que foi diagnosticado com cancer poucos meses antes. Esse provavelmente foi o motivo dele estar de capuz, escondendo os cabelos, ou a falta deles. Infelizmente, essa foi a última turnê com ele, que após a remissão resolveu se aposentar para curtir os anos que lhe restam. Ele sempre foi um dos bateristas que mais admiro.

Que Porra!
Matias Kupiainen, guitarrista do Stratovarius
Jörg Michael, baterista do Stratovarius. Saiu da banda em 2012
Completei as assinaturas quando o Stratovarius retornou em 2013. Faltava a de Timo Kotipelto

Jens reapareceu carregando um saco repleto de cerveja. Kevin resolveu aborda-lo para tirar mais uma foto. Sinceramente, não sei porque ele faz isso. Já não conseguiu?! Já não tinha outra foto com ele de 2009? Pra que ficar enchendo o saco todas as vezes que vê o cara? Porém, Jens não se importou, e ainda pediu para eu participar da foto também. Pena que não percebi que fiquei tão distante, ficou esquisito...

Eu, Jens e Kevin. Kevin é chato e não quer aparecer, então tive que censura-lo

Com a madrugada avançando, Ellen e sua mãe - sim, ela levou a mãe no corre - sentaram-se próximos a nós, então começamos a conversar. Ela disse que era a primeira vez que tentava conhecer uma banda, e que estava na expectativa de conhecer Andi Deris, que não saía do bar, mas sua mãe estava cansada e impaciente, então talvez não pudesse esperar.



De 2012 a 2016 (exceto 2013, quando tretamos), eu e Ellen formamos uma das duplas de corre mais eficientes de SP

Nessa noite também conheci Sara e Karina, embora a princípio não tenha dado muita atenção. Na verdade só percebi que elas existiam quando chegou o horário dos ônibus e trens voltarem a funcionar. Sem muito o que fazer, Kevin aproximou-se delas, que estavam acompanhadas por outras amigas, para dizer que todos os outros músicos tinham entrado por trás do hotel, e que agora estavam todos dormindo, na esperança de fazer com todas fossem embora. Mas as meninas não caíram no papinho do chato, questionando "se todos foram dormir, por que você ainda está aqui?".

Quase amanhecendo, a porta do elevador abriu e a mulher de bunda linda que vi subir algumas horas antes saiu. Deca disse "eu acho que ela é a Núbia Óliiver". Eu, Kevin e Alvaro inicialmente não a reconhecemos, mas bônus é sempre bem vindo, ainda mais que seria meu primeiro. Fomos atrás, e Kevin perguntou na cara dura se era ela mesmo. Quando confirmou, pedimos para tirar fotos com ela. Núbia foi capa da revista Playboy em junho de 1993, Revista Sexy em agosto de 1994, abril de 1995, março de 1998 e fevereiro de 2011, Revista SexyWay em abril de 2000, entre outros trabalhos como modelo e atriz.


Núbia Óliiver. Nunca gostei dessa foto, mas foi meu primeiro bônus

Ellen se deu por vencida, mesmo comigo dizendo para ela ficar mais um pouco: "você vai sair e o Deris sairá do bar". Ela respondeu que teria que ir, mas voltaria de manhã. Dito e feito: não se passaram 15 minutos e Deris realmente saiu. Como eu tinha anotado o contato dela, enviei uma mensagem comunicando. Ela ficou inconformada.

A essa altura, a maioria dos fãs já tinha ido embora, e todos os músicos já estavam em seus quartos. Porém, para mim, Kevin e Deca, o dia estava longe de terminar. O U.D.O. chegaria em poucas horas no aeroporto de Guarulhos, então tivemos que abandonar o corre. Infelizmente Timo Kotipelto - um dos vocalistas que mais curto - teria que ficar para uma próxima ocasião. Tomamos um ônibus que nos deixou na estação Conceição, então aproveitamos para tomar café da manhã no Habbib's. De lá, fizemos todas as baldeações necessárias até chegar na estação Tatuapé, onde tomamos o ônibus para o aeroporto. Mas essa é outra história...

Com efeito, Ellen retornou. Sem a quantidade absurda de fãs da noite anterior, as coisas estavam bem mais fáceis. Ela conseguiu conhecer os dois vocalistas e Timo desculpou-se por não atender na noite anterior, alegando estar doente. Foi a segunda oportunidade que perdi com ele! Na próxima eu não deixaria passar.