segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Quem são os rockstars mais legais?

Esta é uma pergunta ainda mais complexa do que determinar quem são os malas. Um dos mais legais que já conheci é o Demolition Man, do Venom Inc. O cara é tão bacana que só falta pedir para a van que leva a banda ao show passar na sua casa para te buscar, e não duvido que fizesse isso se soubesse que você não tem como ir. O problema é: ele não é ninguém! Exceto a estreita base de fãs, ninguém o conhece. No dia a dia, ele pode sair para passear com o cachorro, ir a um cinema, fazer compras em supermercado, enfim, viver a vida normalmente, sem ser incomodado. Isso elimina imediatamente todas as bandas da série c para baixo.

Quase todos os integrantes de bandas menores são legais. Aqui se incluem bandas como Saxon, Accept, Stratovarius, entre outras, que tem todos os quase todos integrantes legais, mas não atingem os critérios para estar na lista. Por isso, nenhum desses integrantes será considerado.

Somente foram considerados integrantes e ex integrantes de bandas série A e B, as que tocam no Brasil em estádios e lugares com capacidade superior a 4.000 pessoas, em show solo ou quando for a atração principal. "Ah, mas tal banda tocou num festival lotado". Não conta, só vale quando a banda lotar casas grandes em show solo ou quando for a banda principal.

Quanto aos ex integrantes, a explicação é simples: muitos fãs de suas antigas bandas continuam querendo conhece-los para tirar uma foto ou conseguir um autógrafo. Embora na maioria das vezes sejam automaticamente rebaixados ao sair da banda, atraem muito mais gente que uma banda menor em que nenhum integrante tocou em uma grande banda. Por esse critério, músicos como Blaze Bayley, Bruce Kullick e Vinny Appice integram a lista secundária.


  1. Adam Clayton (U2)
  2. Adrian Smith (Iron Maiden)
  3. Alice Cooper
  4. André Olbrich (Blind Guardian)
  5. Angus Young (AC/DC)
  6. Andreas Kisser (Sepultura)
  7. Ariën van Weesenbeek (Epica)
  8. Billy Gibbons (ZZ Top)
  9. Billy Sheehan (Mr Big)
  10. Brian May (Queen)
  11. Cliff Williams (AC/DC)
  12. Corey Taylor (Slipknot)
  13. David Ellefson (Megadeth)
  14. Dexter Holland (The Offspring)
  15. Dizzy Reed (Guns'n'Roses)
  16. Don Airey (Deep Purple)
  17. Eddie Ojeda (Twisted Sister)
  18. Eric Martin (Mr Big)
  19. Gary Holt (Slayer)
  20. Gregg Bissonette (Ringo Starr & His All Starr Band)
  21. Gregg Rolie (Ringo Starr & His All Starr Band)
  22. Hansi Kürsch (Blind Guardian)
  23. Ian Haugland (Europe)
  24. Ian Paice (Deep Purple)
  25. James LaBrie (Dream Theater)
  26. Joe Satriani
  27. Joel Hoekstra (Whitesnake)
  28. Joey Kramer (Aerosmith)
  29. Joey Tempest (Europe)
  30. John Levén (Europe)
  31. Jordan Rudess (Dream Theater)
  32. Klaus Meine (Scorpions)
  33. Kerry King (Megadeth, Slayer)
  34. King Diamond
  35. Lars Ulrich (Metallica)
  36. Marco Hietala (Nightwish)
  37. Mark Jansen (Epica)
  38. Mark Rivera (Ringo Starr & His All Starr Band, Billy Joel, Elton John)
  39. Mark "The Animal" Mendoza (Twisted Sister)
  40. Mic Michaeli (Europe)
  41. Mikkey Dee (King Diamond, Motörhead, Scorpions)
  42. Nicko McBrain (Iron Maiden)
  43. Noodles (The Offspring)
  44. Peter Garrett (Midnight Oil)
  45. Phil X (Bon Jovi)
  46. Reb Beach (Whitesnake)
  47. Richard Page (Ringo Starr & His All Starr Band)
  48. Rick Wakeman (Yes)
  49. Robert Smith (The Cure)
  50. Robert Trujillo (Metallica)
  51. Roger Glover (Deep Purple)
  52. Roger Waters
  53. Roland Grapow (Helloween)
  54. Rudolf Schenker (Scorpions)
  55. Steve Harris (Iron Maiden)
  56. Steve Lukather (Ringo Starr & His All Starr Band)
  57. Steve Morse (Deep Purple)
  58. Steve Vai
  59. Steven Tyler (Aerosmith)
  60. Todd Rundgren (Ringo Starr & His All Starr Band)
  61. Tommy Aldridge (Whitesnake)
  62. Warren Ham (Ringo Starr & His All Starr Band)
Bandas onde todos os integrantes atuais são legais
  1. Duran Duran
  2. Faith No More
  3. Helloween
  4. Judas Priest
  5. Lynyrd Skynyrd
  6. Marillion
Integraram bandas grandes ou grandes projetos
  1. Amanda Somerville (Avantasia)
  2. Blaze Bayley (Iron Maiden)
  3. Bruce Kullick (Kiss)
  4. Chris Broderick (Megadeth)
  5. Dave Lombardo (Slayer)
  6. DJ Ashba (Guns'n'Roses)
  7. Doug Aldrich (Dio, Whitesnake)
  8. Gilby Clarke (Guns'n'Roses)
  9. James LoMenzo (Megadeth)
  10. Jason Newsted (Metallica)
  11. Jimmy DeGrasso (Megadeth)
  12. Jørn Lande (Avantasia)
  13. K. K. Downing (Judas Priest)
  14. Marty Friedman (Megadeth)
  15. Matt Sorum (Guns'n'Roses)
  16. Mike Portnoy (Dream Theater)
  17. Phil Anselmo (Pantera)
  18. Richie Sambora (Bon Jovi)
  19. Ross the Boss (Manowar)
  20. Rudy Sarzo (Ozzy Osbourne, Whitesnake, Dio)
  21. Sascha Paeth (Avantasia)
  22. Shawn Drover (Megadeth)
  23. Tim "Ripper" Owens (Judas Priest)
  24. Vinny Appice (Black Sabbath, Dio)
Se foram mas jamais serão esquecidos
  1. A.J. Pero (Twisted Sister, falecido em 2015)
  2. André Matos (Avantasia, falecido em 2019)
  3. Dimebag Darrell (Pantera, falecido em 2004)
  4. Jeff Hanneman (Slayer, falecido em 2013)
  5. Lemmy Kilmister (Motörhead, falecido em 2015)
  6. Nick Menza (Megadeth, falecido em 2016)
  7. Phil "Philthy Animal" Taylor (Motörhead, falecido em 2015)
  8. Ronnie James Dio (falecido em 2010)
  9. Vinnie Paul (Pantera, falecido em 2018)
  10. Würzel (Motörhead, falecido em 2011)

O que eu sempre levo nos corres?

Bolsa carteiro

Útil para transportar todos os ítens necessários. Sua alça transversal oferece total liberdade às mãos, já que não é preciso utiliza-las para carrega-la. Os compartimentos possibilitam levar tudo o que for preciso de maneira relativamente organizada, desde itens pessoais como chaves, cartão do banco, dinheiro, celular, carregador portátil para celular, cigarro e isqueiro, até os ítens que serão utilizados no corre propriamente dito. Pode ser encontrada no Mercado Livre.

Pasta catálogo

Utilizo para levar as fotos que serão autografadas. Funciona bem para impedir que amassem ou molhem, em caso de chuva. Além disso, quase sempre os artistas a utilizam como apoio para autografar. Nos corres, utilizo com 10 envelopes, é barata e costuma ser suficiente. Em casa, para armazenar as fotos já autografadas, utilizo pastas com 100 envelopes, que possibilitam armazenar 200 fotos (2 por envelope). Pode ser encontrada na Kalunga.

Marcadores Permanentes Uni Paint Marker Px-20

São o que utilizo para autografar, geralmente na cor prata, mas também tenho dourado e azul. O riscado é bem mais bonito e consistente do que o de canetas comuns, pois espalha a tinta perfeitamente, mas é necessário saber usar. Não basta comprar uma nova e esperar que ela esteja pronta para uso no primeiro corre. A ponta de um marcador novo é seca. Para torna-lo operacional é necessário pressionar sua ponta contra alguma superfície, até que a tinta comece a sair, então o marcador deve ser sacudido, para que completamente distribuída. A partir de então é essencial que você nunca esqueça de mante-la fechada, pois se isso acontecer a tinta secará e o marcador será inutilizado. A tinta demora alguns segundos para secar, então se acidentalmente você passar o dedo ou colocar outro objeto (outra foto, CD, LP, o que for) em cima, há muita chance de borrar, como aconteceu com o autógrafo de Yngwie Malmsteen.


A cantora Cher gostou tanto que, após me atender, pediu para um assessor me procurar para que eu emprestasse a caneta e ela pudesse autografar os ítens de outros fãs. Por outro lado, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães, ficou olhando para o marcador, sem entender como poderia escrever com ele. Até conseguir entender que poderia ser utilizado como qualquer caneta, várias jogadoras passaram por mim e pela Sheila, fazendo com que perdessemos a chance de aborda-las. Acidentes podem acontecer: o guitarrista Henjo Richter, do Gamma Ray, pressionou demais a ponta e, com o escape extra de tinta, sujou as mãos.

Nikon Coolpix P900


É a câmera que utilizo desde agosto de 2017. Antes dela, utilizava a Cannon SX-40. O motivo que me fez escolher esse modelo foi o zoom absurdo que vi em um vídeo no Youtube. Entretanto, hoje ela não seria minha escolha se eu fosse comprar uma câmera nova. O zoom é bom sim, mas para conseguir a foto perfeita, é necessário dar um primeiro toque para focar e, somente então, tirar a foto. Se apertar o botão direto, a foto fica sem foco. Como nunca sei quem será meu próximo parceiro de corre, muitas vezes quem tira a minha foto não sabe usar a câmera e a foto fica ruim. Eu mesmo erro de vez em quando. Na maioria das vezes, é possível tirar outra foto, mas com artistas realmente difíceis, a oportunidade pode ser única.

Também não é a melhor câmera para fotografar em ambientes escuros - fotos de shows ficam uma merda. Foi quase incapaz de enxergar a aurora boreal quando estive na Finlândia. Alguns amigos que entendem mais de fotografia do que eu, que sou apenas um apertador de botão, às vezes levam nos corres câmeras que tiram fotos sequenciais e sempre perfeitas. Provavelmente seja um modelo assim que eu escolheria para a próxima aquisição.

A lista de Zé Congonhas

Certo dia, em 2012, perguntei para Zé Congonhas quais eram os artistas mais legais e quais eram os mais chatos que ele conheceu. Para minha surpresa, ele já tinha uma lista pronta, ali mesmo, e me entregou:

Artistas cujo público é prioritariamente teen

Corres que atraem público teen são sempre complicados. Antes que me encham o saco: não são todos os jovens que agem como completos idiotas quando em frente a um famoso, mas é um padrão muito reconhecível em corres com esse público.

Em 2012 eu estava em Congonhas esperando pelo desembarque do Dream Theater, quando observei uma movimentação estranha. Alguém me disse que era a chegada do RBD, então comecei a filmar. Apenas observe o que acontece com o Horácio (dinossauro verde, personagem de Maurício de Sousa, que está na mão de um menino no vídeo):




Em 2014, o ator Ian Somerhalder esteve em São Paulo para participar de uma coletiva de imprensa do perfume Azzaro Pour Homme, do qual era garoto-propaganda. Conhecido por ser atencioso com os fãs, Ian até tentou atender a multidão histérica que o aguardava em frente ao hotel. Quanto mais pedia silêncio para poder interagir, mais os fãs berravam. Tornou-se missão impossível, então desistiu rapidamente.

Tem idiota que se contenta passando vergonha berrando em frente aos hotéis, parece que apenas ver o artista acenando bem de longe já é mais do que suficiente. Conseguir tirar uma foto com ele, ganhar um autógrafo, ou mesmo demonstrar o mínimo de civilidade que se espera de pessoas normais, nem pensar...


O mesmo padrão se repete a cada vinda de artista admirado por esse público. A presença de Demi Lovato, também em 2014, transformou a vida dos moradores e transeuntes da Alameda Santos, onde fica o hotel Intercontinental. A rua foi literalmente fechada pelos fãs, que contrataram até mesmo um trio elétrico para ficar dançando e berrando em frente ao hotel. Tem vídeo disso, mas infelizmente não o encontrei para ilustrar esse texto. Está valendo o momento em que ela sai do hotel pela garagem?!


Também em 2014, quando o Fifth Harmony (girl group estadunidense) veio ao país, houve o maior tumulto que tenho conhecimento: cerca de 50 fã invadiram o hotel na tática do cavalo-doido, que consiste em todas tentarem invadir correndo, simultaneamente. Não há tantos seguranças, algumas provavelmente seriam pegas, mas a maioria conseguiria entrar para tentar chegar ao andar em que as meninas estavam hospedadas. Se não me engano, este vídeo foi feito pouco antes da invasão.


Existem muitos outros momentos vergonha alheia desse tipo de público, mas acredito que esses são suficientes para ilustrar e dar uma ideia de como a coisa acontece na vida real. São coisas que tenho que enfrentar no dia a dia, principalmente quando vem algum ator/atriz que trabalha em seriado que atraia a atenção dos jovens.


Os corres mais varzeanos de todos os tempos

Rage

Em fevereiro de 2018, houve o show do Rage no Vic Club. A banda tocou dia 3 em Buenos Aires, dia 4 em São Paulo e dia 7 em Bogotá. Saber o dia da chegada era óbvio: o mesmo do show. Adivinhar o dia da saída seria mais complicado, pois haviam dois days-off. A banda poderia voar tanto no dia seguinte, 5, como poderia ir no dia 6. Voar no dia 7 era possível, mas extremamente improvável, então valeria apostar entre os dias 5 ou 6.

De fato, a banda chegou dia 4 da Argentina, e a van que a recepcionou no aeroporto a conduziu diretamente ao local do show, onde seus integrantes passaram o resto do dia. Após o show, a van levou os músicos ao hotel. Mas... não havia quartos! Era apenas para tomar banho e se arrumar, em quartos onde estavam integrantes de outra banda, trazida para outro evento pela mesma produtora. Banho tomado, era hora de entrar na van e retornar ao aeroporto, onde embarcaram às 02:00hs da manhã direto para Bogotá.

Não lembro exatamente porque não fiz esse corre. Na tarde do dia seguinte, Carlos e Jessica chegaram ao hotel, acreditando que a banda possivelmente ainda estaria por aqui. Quando chegaram, souberam o que aconteceu. Inacreditável! Entre a banda chegar e sair da cidade, foram menos de 12 horas!

Artillery

Em novembro de 2014, os dinamarqueses do Artillery apresentaram-se ao lado das bandas nacionais Raptores, Infected, Lama Negra e Nervosa. Os ingleses do Onslaught também estavam escalados para tocar, mas poucos dias antes cancelaram todos os shows no Brasil. O evento foi totalmente underground, do jeito que o povo gosta, a começar pelo local realmente inusitado: debaixo de um viaduto na Vila Leopoldina. O palco foi improvisado sobre a laje de um banheiro que era utilizado por operários de uma obra próxima. O preço dos ingressos? R$30,00

Eu não tenho fotos com os caras do Artillery, então queria fazer o corre, mas era casado, e às vezes cedia à pressão de Sheila para ficar quieto em casa, o que aconteceu nessa ocasião. Por outro lado, meus amigos Leo, Ellen e Givaldo fizeram e contaram como foi. Eles não sabiam em qual hotel a banda estava, então pareceu uma boa ideia tentar diretamente na entrada do local. Isso costuma funcionar bem com bandas minúsculas, como é o caso do Artillery.

Ellen descreve que o lugar era bem zoado, com muito lixo no entorno, e que se lembra de haver um rato morto enorme bem diante de onde estavam esperando. Quando a van que trouxe a banda chegou, houve a abordagem, e as fotos rolaram numa boa. Pelo conjunto de fatores inusitados, este é um relato que certamente vale ser lembrado.

Theatre des Vampires

A saga da última turnê sul-americana da banda italiana Theatre des Vampires começou em 2012, quando seus integrantes foram deportados assim que chegaram ao continente. A turnê começou pela Venezuela, cuja economia começava a colapsar ao nível em que o país se encontra hoje - as primeiras notícias de largo desemprego e hiperinflação datam dessa época. Tão logo chegaram ao aeroporto, a banda foi abordada por policiais alfandegários, que alegaram problemas na documentação e também disseram que os músicos não eram bem vindos no país, em um claro ato político de intolerância cultural.

As datas nos outros países foram remarcadas para o ano seguinte. No Brasil, a vergonha alheia foi total: mesmo com ingressos baratos, a casa onde a banda tocou recebeu no máximo 40 pagantes, o que certamente causou um enorme prejuízo à produtora local. Os integrantes foram hospedados em um hotel de alta rotatividade. Sabe aqueles "hotéis" que cobram 20 reais por 2 horas, 30 reais por 3 horas, ou 50 reais por período de 12 horas, utilizados apenas quando você está sem dinheiro e quer dar uma rapidinha?! Pois é... A banda foi levada ao local do show de táxi. Jamais senti tanta pena de como uma banda foi tratada neste país. Para ler o relato completo deste corre, clique aqui.

Afinal, o que são os "hunters do bem"?

Por volta de 2014, um grupo de "hunters" (na verdade, fracassados pedidores de hotel) liderados por Leandro Caíque, criou um grupo de whatsapp chamado hunters do bem. Eles se definem como "os hunters que se ajudam e compartilham informações". Se eles são os hunters do bem, fica subentendido que eu, Carlos e Jessica somos os hunters do mal, já que não curtimos compartilhar nossas informações com ninguém, especialmente com eles.

Todo bom hunter sabe que o principal segredo de um corre bem feito é o sigilo. Tem quem goste de chegar no hotel ou no aeroporto para ver uma banda acompanhado por 15, 20 ou até mais pessoas. Nós não gostamos. Quanto mais gente aparecer, menores serão nossas chances de conseguir as fotos e autógrafos. Não é questão de egoísmo. Gastamos tempo demais planejando, estudando, conseguindo informações, para simplesmente dar de mão beijada a qualquer mané que quiser tirar foto com banda. Quem quiser fazer corre, que aprenda a fazer!

Eu e os hunters do bem durante o corre do Alestorm em 2017

terça-feira, 13 de março de 2007

Classificação das bandas

Diversos conceitos que utilizamos no dia a dia dos corres são derivados do futebol. Dividimos as bandas em séries, como se fossem divisões de um campeonato. 

Série A: Bandas e artistas realmente gigantes, capazes de lotar estádios:

  • Iron Maiden, AC/DC, Metallica, Bon Jovi, Kiss, Paul McCartney, Pearl Jam, Guns'n'Roses,  Foo Fighters, Aerosmith, entre outras

Série B: Bandas grandes, que lotam lugares com capacidade de 4.000 a 12.000 lugares, como Ginásio do Ibirapuera, Espaço das Américas, Unimed Hall, Espaço Victory, Tom Brasil.

  • Megadeth, Deep Purple, Queen, Whitesnake, Judas Priest, Dream Theater, Helloween, Blind Guardian, Nightwish, Epica, Tarja, Evanescence, Avantasia, Marillion, Faith No More, King Diamond, entre outras

Série C: Bandas menores, mas ainda expressivas, que lotam lugares com capacidade variando entre 1.000 e 3.999 lugares, como o Carioca Club, Fabrique Club, Audio Club, Tropical Butantã.

  • Saxon, Stratovarius, Winger, Sonata Arctica, Sebastian Bach, Europe, Venom, Kamelot. Doro Pesch, Amon Amarth, Eluveitie, Arch Enemy, Exodus, Kreator, Lacuna Coil, Accept, Delain,  Picture, Sons of Apollo, Anathema, Hammerfall, Edguy, Gottard, entre outras

Série D: Lota lugares pequenos, com menos de 1.000 lugares, como Manifesto Bar, Hangar 110, Inferno Club.
  • Korpiklaani, Blaze Bayley, Arkona, Tankard, Nile, Enforcer, Nazareth, Manilla Road, Exciter, Brujeria, Napalm Death, Mayhem, Amaranthe, Vital Remains, Coroner, Marduk, entre outras

Desafio ao Galo: Para quem não sabe, este é o nome de um torneio de várzea que marcou época entre as décadas de 70 e 90, e que voltou a ser transmitido em 2019 pela TV Gazeta. Essas são as bandas minúsculas, que não conseguem nem ao menos lotar os lugares pequenos. Não se sabe nem ao certo como conseguem excursionar ao Brasil, já que a venda de ingressos por si só provavelmente não justifique o gasto de produção (cachê, transporte (avião e van ou tour bus), hospedagem, alimentação, aluguel da casa de shows, aluguel de equipamentos de som e luz, divulgação etc). Por isso, geralmente vem para festivais com muitas bandas do mesmo porte
  • Manegarm, Iron Angel, Satan, Scythia, At War, etc

Como no futebol, uma banda pode subir ou cair de divisão. Logo, este não é um conceito imutável. Mas há outras características que definem a divisão de uma banda. As bandas das séries A e B costumam ser acompanhadas por seguranças, enquanto as das demais séries geralmente não. Algumas produtoras contratam seguranças para bandas menores e as deixam em hotéis melhores, mas isso é exceção à regra. Geralmente, as nabas acontecem somente com integrantes de bandas série A e B, mas novamente, isso não é regra, mas um padrão observado.

É importante destacar que cada série é atribuída definida em shows onde a banda é a única atração ou a atração principal atração. Não adianta considerar Scorpions, Whitesnake e Helloween como bandas série A só porque tocaram juntas no Allianz Parque, se em shows solo tocam em lugares menores. Também não adianta considerar que uma banda tocou em local maior, se é perceptível que ficou longe de lotar. A classificação é subjetiva, mas sempre guiada pelo bom senso.

A série também pode variar de país para país. Uma banda gigante no exterior pode ser bem menor no Brasil, e o melhor exemplo disso é o Def Leppard.